Poesias Cacerense

"O poeta tem uma alma sublime,/ Alma que o impossível quer sonhar;/ Como um pássaro alado/ As mais altas nuvens voar". Poema: Odair José, Poeta Cacerense - Um poeta nascido às margens do Rio Paraguai expressa aqui o seu sentimento de gratidão por ser cacerense. Para todos apreciadores da eterna poesia.

sábado, 5 de abril de 2025

O homem feito em palavras

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O homem feito em palavras  É cada ser pulsante  Que caminha sobre tudo o que é vivo.  Não é carne, é verbo.  Não respira — declama.  Carreg...
sexta-feira, 4 de abril de 2025

Natureza Morta em Luz de Neon

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Um ipê solitário resiste  No meio do asfalto rachado.  É flor que ousa nascer  Onde só o cinza é respeitado.    A noite cai com olhos verme...

Entre concretos e sonhos

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Na calçada cinza que engole os passos,  Corpos cruzam sem se ver,  Olhos presos em telas,  Corações que já esqueceram o porquê.    O buzina...
quinta-feira, 3 de abril de 2025

A pedra de Sísifo

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Caminhar em círculo  É a arte de ir sem nunca chegar,  De medir o tempo  Em passos gastos sobre o mesmo chão.  É o ensaio infinito  De um d...
quarta-feira, 2 de abril de 2025

Vou insistir

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Vou insistir,  Mesmo que o vento sussurre o contrário,  Mesmo que a sombra do medo me cerque.    Vou insistir,  Porque a mudança é brisa que...
terça-feira, 1 de abril de 2025

Ela é

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Ela é  Como um pôr do sol refletido no mar  Tão bela  Que o tempo parece prender a respiração  Só para admirá-la.    Seu riso é um poema  Qu...
segunda-feira, 31 de março de 2025

Sem sentido

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Essa despedida sem sentido  É como um vento que sopra sem direção,  Uma carta escrita sem destinatário,  Uma vela acesa sob o sol do meio-d...
domingo, 30 de março de 2025

Quando me olhas

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Nos teus olhos, vejo mais do que luz—  Vejo o céu inteiro, vejo a minha alma.  O brilho que dança na tua íris  Não é só reflexo, é entrega,...
Um comentário:
sábado, 29 de março de 2025

O homem eterno

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O homem eterno  É um eco do infinito,  Um sopro de luz  Aprisionado no cárcere da carne.  Sua alma, imortal e errante,  Veste-se de tempo  ...

O rei amaldiçoado e o homem só

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O rei amaldiçoado  Veste sua coroa de espinhos invisíveis,  Cada joia um peso de mil lamentos.  O trono que ergueu com glórias passadas  Ag...
sexta-feira, 28 de março de 2025

A chegada

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Chegaste de forma singela  Quase não a percebi  Mas ali estava tu  A imagem da beleza sútil  Que dominou minha insensatez.    O dia nem lem...
quarta-feira, 26 de março de 2025

O paradoxo da urgência

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Corremos, corremos, sem pausa ou porquê,  Mas nunca nos perguntamos: corremos pra quê?  O tempo escorrega entre dedos aflitos,  E os dias s...
terça-feira, 25 de março de 2025

Entre os cacos

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Num mundo que corre, sem pausa, sem freio,  Onde a pressa devora até mesmo o anseio,  Ousar perguntar é quase um perigo,  Um ato rebelde, u...
domingo, 23 de março de 2025

Justiça

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 A justiça veste um véu que o vento descobre,  Mas seus olhos, cegos, ainda hesitam.  Vem a cavalo, dizem, mas tropeça em pedras  Que a inju...

Simplicidade

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A flor desabrocha sem perguntas,  O rio corre sem dúvida,  Mas nós — ah, nós —  Carregamos o peso do porquê  E esquecemos de apenas ser.   ...
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Quem sou eu

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Odair José
Poeta e Escritor Cacerense. Professor de História e Filosofia. Especialista em Gestão Ambiental. Técnico Administrativo da Universidade do Estado de Mato Grosso - UNEMAT. Amante de poesia, literatura, cinema e um eterno aprendiz da arte da escrita...Desenvolvo aqui as idéias que me vem a cabeça...
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