Poesias Cacerense

"O poeta tem uma alma sublime,/ Alma que o impossível quer sonhar;/ Como um pássaro alado/ As mais altas nuvens voar". Poema: Odair José, Poeta Cacerense - Um poeta nascido às margens do Rio Paraguai expressa aqui o seu sentimento de gratidão por ser cacerense. Para todos apreciadores da eterna poesia.

sexta-feira, 10 de julho de 2026

Inteiro diante da imensidão

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Eu me levanto antes da aurora e caminho entre os campos da existência.  Não trago espada, nem coroa, nem estandarte.  Trago apenas o coração...

A linguagem é um vírus

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Existem palavras que não querem comunicar: querem possuir.  Entram pelos ouvidos como fumaça invisível  E se alojam nos corredores úmidos da...
quinta-feira, 9 de julho de 2026

O amor também é revelação

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Em seus braços, lentamente me desdobrei,  Como um bilhete escondido entre páginas amareladas,  Guardado do tempo e dos olhos apressados.  Ca...

Antes de cada passo

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Antes de cada passo, escuta o silêncio,  Pois nele mora a voz da reflexão;  O caminho mais curto nem sempre é seguro,  E a pressa, vestida d...
quarta-feira, 8 de julho de 2026

Hoje

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 O dia não espera  Você terminar de organizar a vida.    Ele atravessa a janela,  Cai sobre a mesa,  Esfria o café  E vai embora  Sem pergun...

Horas silenciosas

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A cidade desperta antes da esperança.  As janelas devolvem um céu sem promessas.  Os relógios repetem um idioma que ninguém escuta.  Há pas...

À margem do silêncio

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 Sentei-me ao lado da água  Para descobrir se o rio sabia  O que os homens insistem em esquecer.  Ele não respondeu;  Continuou seguindo seu...
terça-feira, 7 de julho de 2026

Fragmentos de um enigma

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Fazemos o que fomos treinados para fazer.  Como pássaros que aprenderam a voar dentro da gaiola,  Confundimos o giro do ferro com o ciclo d...

Sem máscaras

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Não invejo o brilho da aparência,  Pois o tempo desfaz toda ilusão.  Prefiro a paz da consciência,  Que governa o coração com razão.  Nela ...

Já não procuro por você

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Nas noites escuras procurei por você,  Como quem estende as mãos ao invisível  E descobre que o silêncio também possui uma presença.  Não er...
Um comentário:
segunda-feira, 6 de julho de 2026

Além do apito final

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A Copa termina, o estádio se cala,  E a multidão recolhe os seus cantos.  As bandeiras descansam por um tempo,  Enquanto a saudade percorre...
Um comentário:

Entre o ruído e a razão

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Não me inquieta o clamor da multidão,  Nem o aplauso concedido ao erro passageiro.  O vento não muda a natureza da montanha,  Nem o rumor d...

Voo interior

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Não peço ao mundo que me compreenda,  Nem ao rumor que silencie a razão.  A paz floresce na alma que se governa,  Livre do aplauso e da repr...
domingo, 5 de julho de 2026

Mesmo na noite mais densa

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No centro da vontade invisível de Deus  Há um silêncio que não se explica,  Como se a alma encontrasse seu nome  Antes mesmo de ser chamada,...

Quando tudo for imediato

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Chegará um tempo  Em que o pensamento será tratado como heresia.  Não haverá fogueiras,  Apenas risos.  E rir será a forma mais eficiente  D...
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Quem sou eu

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Odair José
Poeta e Escritor Cacerense. Professor de História e Filosofia. Especialista em Gestão Ambiental. Técnico Administrativo da Universidade do Estado de Mato Grosso - UNEMAT. Amante de poesia, literatura, cinema e um eterno aprendiz da arte da escrita...Desenvolvo aqui as idéias que me vem a cabeça...
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