Poesias Cacerense

"O poeta tem uma alma sublime,/ Alma que o impossível quer sonhar;/ Como um pássaro alado/ As mais altas nuvens voar". Poema: Odair José, Poeta Cacerense - Um poeta nascido às margens do Rio Paraguai expressa aqui o seu sentimento de gratidão por ser cacerense. Para todos apreciadores da eterna poesia.

quinta-feira, 8 de outubro de 2026

Educar é abrir portas

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 Educar é abrir a porta da manhã incerta,  E caminhar por caminhos sem mapa nem muralha;  É permitir que o vento das perguntas atravesse a s...

A História como presença inominável

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 Tem algo na História  Que não pertence apenas aos homens.  Algo que se move por baixo das datas,  Um organismo silencioso que cresce nas fr...
quarta-feira, 7 de outubro de 2026

Ninguém sangra por mim

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 A vida me chama com urgência,  Como um sino que ecoa no vazio da noite.  Não há ensaio, não há retorno,  Apenas este instante que se desfaz...

Livros não se desesperam

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 Quando ninguém mais deseja o que os livros oferecem,  As estantes tornam-se jardins sem visitantes,  E a poeira aprende os nomes dos autore...

Algo inevitável

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 Pense em mim como a noite fria sem lua,  Quando a cidade contêm a respiração  E o vazio se torna decreto.  Pois é nesse deserto de luz que ...
terça-feira, 6 de outubro de 2026

Cáceres, meu lugar no mundo

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 Nasci onde o tempo parece conversar com as águas,  Onde o Rio Paraguai leva histórias em seu silêncio,  Onde cada rua guarda um pedaço da m...

Neste século de pomposa fantasia

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 Neste século de pomposa fantasia,  Onde tudo tem preço e locação,  Vende-se a honra, aluga-se a opinião,  Troca-se a alma por breve regalia...

Ninguém vai dizer ao coração

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 Ninguém vai dizer ao coração  Que a paixão não passa de um truque barato.  Ele já ouviu isso antes,  Em bares esfumaçados,  Em apartamentos...
segunda-feira, 5 de outubro de 2026

Palavras que a alma escreve em silêncio

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 Há poemas que não nascem para serem lidos,  Mas para serem sobrevividos.  São palavras que a alma escreve em silêncio,  Não porque queira m...

O que existe nesse olhar?

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Na hora indecisa entre a tarde e a noite,  Quando as sombras se acumulam nos cantos da memória  E os relógios repetem suas pequenas eternida...

Onde tudo é agora

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 Há olhares cansados que contam os dias como moedas gastas,  E acreditam que o tempo é um senhor de verdades absolutas,  Mas apenas repetem ...
domingo, 4 de outubro de 2026

No lugar onde a saudade mora

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 A tarde caiu sobre meus ombros  Com o peso das lembranças esquecidas.  Teu nome atravessou o silêncio  Como uma folha levada pelo vento,  E...

A serenidade da noite

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 É noite e o vento não consulta meus desejos antes de soprar.  O rumor de germes insalubres atravessa a escuridão como um aviso da natureza....
sábado, 3 de outubro de 2026

A máscara do poder

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 Antes da eleição,  O candidato aperta mãos, abraça crianças,  Entra em casas humildes  E chama desconhecidos de amigos.  Depois da eleição,...

O Evangelho do último papel

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 Depois do fim,  Quando as cidades viraram poeira  E o ar cheirava a ferrugem e cinza,  Houve um instante em que tudo ficou quieto,  Nenhum ...
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Quem sou eu

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Odair José
Poeta e Escritor Cacerense. Professor de História e Filosofia. Especialista em Gestão Ambiental. Técnico Administrativo da Universidade do Estado de Mato Grosso - UNEMAT. Amante de poesia, literatura, cinema e um eterno aprendiz da arte da escrita...Desenvolvo aqui as idéias que me vem a cabeça...
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