Poesias Cacerense

"O poeta tem uma alma sublime,/ Alma que o impossível quer sonhar;/ Como um pássaro alado/ As mais altas nuvens voar". Poema: Odair José, Poeta Cacerense - Um poeta nascido às margens do Rio Paraguai expressa aqui o seu sentimento de gratidão por ser cacerense. Para todos apreciadores da eterna poesia.

quinta-feira, 21 de maio de 2026

Narcisistas

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Existem pessoas que vestem o próprio nome  Como coroas feitas de fumaça,  E caminham sobre os dias  Acreditando possuir o mundo  Apenas por...

Inatingíveis

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O tempo atravessa meu corpo em silêncio,  Como um vento antigo que não reconheço.  Tento segurá-lo entre os dedos da memória,  Mas ele escap...
quarta-feira, 20 de maio de 2026

Sacerdote do pensamento

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A mesa de estudos é mais que um móvel.  É o limiar entre o mundo e o mistério.  Sobre ela, o tempo suspende a respiração  E o espírito apre...

Cuidado com a manipulação política

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Nas praças ecoam vozes inflamadas,  Promessas vestidas de salvação,  Homens vendendo futuros dourados  Aos que carregam fome e exaustão.  E ...
terça-feira, 19 de maio de 2026

Eu caminhava certo de minha liberdade

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 Havia uma multidão nascendo em volta do meu rosto,  Como fumaça subindo das ruas da tarde,  Vozes repetindo desejos que nunca tive,  Mãos i...

Teu exato perfil

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É preciso que a saudade te desenhe aos poucos,  Na quietude azul das horas mais tardias,  Refazendo em sombra teus contornos loucos,  Teu ro...

Voltar ao teu abraço

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Tem noites em que meu pensamento retorna ao teu abraço  Como quem procura um lugar onde o mundo não machuca tanto.  Existe paz no instante e...
segunda-feira, 18 de maio de 2026

A grande mentira do Capitalismo

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A grande mentira do capitalismo  É um espelho brilhante,  Onde todos se veem vencedores, mesmo de joelhos.  É o sonho vendido em prestações...

Minha alegria mais serena

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Tu és a luz que invade a madrugada,  O riso manso depois da tempestade,  Um nome escrito dentro da alma cansada,  A doce permanência da saud...
domingo, 17 de maio de 2026

Contra o sono da consciência

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Não caminhes com os que te adormecem,  Com os que te oferecem o aplauso fácil,  O consenso raso,  O abrigo da mediocridade.  Andar com quem ...

A saudade e o tempo

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A saudade é porta esquecida  Na casa antiga da memória,  Por onde a vida recolhida  Revê, em silenciosa história,  As cinzas mornas da alegr...
sábado, 16 de maio de 2026

Nos funerais das velhas ilusões

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A saudade veio à noite, sem aviso,  Vestida com o frio das horas tardias;  Sentou-se cansada junto ao meu peito  Como quem conhece antigos a...

O peso do mundo

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Nas mesas fartas do império das vitrines,  Homens brindam ao progresso com taças vazias,  Enquanto crianças aprendem a mastigar silêncio.  A...
sexta-feira, 15 de maio de 2026

Hospedeiros indignos

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O vazio caminhava lento em minhas artérias,  Feito inverno preso dentro do pensamento,  Até que as palavras romperam o silêncio  Como rios e...

Um coração que ainda sonha

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Deito meu corpo cansado na noite calma,  Enquanto o mundo silencia ao redor.  Mas dentro da mente surgem claridades,  Pequenas revoluções de...
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Quem sou eu

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Odair José
Poeta e Escritor Cacerense. Professor de História e Filosofia. Especialista em Gestão Ambiental. Técnico Administrativo da Universidade do Estado de Mato Grosso - UNEMAT. Amante de poesia, literatura, cinema e um eterno aprendiz da arte da escrita...Desenvolvo aqui as idéias que me vem a cabeça...
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