terça-feira, 14 de abril de 2026

Cada olhar teu

 Teus olhos são bibliotecas vivas, 
Onde cada olhar abre um capítulo secreto 
Que só o coração sabe decifrar. 
 
Neles, não há letras, 
Há silêncios que dizem tudo, 
Há páginas que não se viram com as mãos, 
Mas com o estremecer da alma. 
 
Que livro poderia ensinar melhor o amor 
Do que esse brilho que me lê por dentro? 
Sou leitor perdido em tua íris, 
E quanto mais leio, menos desejo o fim. 
 
Porque teus olhos não se esgotam, 
São obras eternas, 
Escritas na linguagem invisível do sentir. 
 
Poema: Odair José, Poeta Cacerense

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