Onde cada olhar abre um capítulo secreto
Que só o coração sabe decifrar.
Neles, não há letras,
Há silêncios que dizem tudo,
Há páginas que não se viram com as mãos,
Mas com o estremecer da alma.
Que livro poderia ensinar melhor o amor
Do que esse brilho que me lê por dentro?
Sou leitor perdido em tua íris,
E quanto mais leio, menos desejo o fim.
Porque teus olhos não se esgotam,
São obras eternas,
Escritas na linguagem invisível do sentir.
Poema: Odair José, Poeta Cacerense

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