sábado, 13 de junho de 2026

Não me envergonho

Nem tudo na vida é perfeito, 
E não cabe a mim exigir que seja. 
O vento não consulta meus desejos, 
Nem o tempo obedece minhas vontades; 
Aprendo, portanto, a aceitar o curso das coisas. 

Há pedras no caminho e há desvios, 
Mas a razão pode guiar meus passos. 
Não controlo o mundo que me cerca, 
Apenas o modo como caminho nele; 
Aí reside minha verdadeira liberdade. 

Talvez eu não seja um homem perfeito, 
Nem tenha vencido todas as minhas fraquezas. 
Carrego erros como lições recebidas, 
E cicatrizes como marcas do aprendizado; 
Não me envergonho daquilo que me tornou mais sábio. 

O valor de uma vida não está na aparência, 
Mas na virtude cultivada dia após dia. 
Ser justo, ser firme, ser sincero: 
Essas são as colunas que sustentam a alma 
Quando as tempestades chegam sem aviso. 

E quanto ao amor que guardo por ti, 
Não é paixão que depende da sorte. 
É escolha serena, consciente e constante, 
Nascida do que há de melhor em mim. 
Te amo do fundo do meu coração. 

 Poema: Odair José, Poeta Cacerense

Nenhum comentário:

Postar um comentário