quarta-feira, 3 de junho de 2026

Toda grandeza termina em nada

 Erguem-se egos sobre a própria ruína, 
Como reis de um império imaginário; 
Cada homem se julga necessário 
Na vaidade que o tempo assassina. 
 
Esquecem que a carne cedo declina, 
Que o brilho é breve e o corpo é precário; 
E fazem do espelho um relicário 
Para ocultar a dor que os contamina. 
 
Nossa época transforma o vazio 
Em mercadoria santa e desejada, 
Vendendo orgulho em cada desafio. 
 
Mas a morte observa, silenciosa e calada, 
Lembrando ao homem soberbo e frio 
Que toda grandeza termina em nada. 
 
Poema: Odair José, Poeta Cacerense

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