Como reis de um império imaginário;
Cada homem se julga necessário
Na vaidade que o tempo assassina.
Esquecem que a carne cedo declina,
Que o brilho é breve e o corpo é precário;
E fazem do espelho um relicário
Para ocultar a dor que os contamina.
Nossa época transforma o vazio
Em mercadoria santa e desejada,
Vendendo orgulho em cada desafio.
Mas a morte observa, silenciosa e calada,
Lembrando ao homem soberbo e frio
Que toda grandeza termina em nada.
Poema: Odair José, Poeta Cacerense

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