sábado, 19 de setembro de 2026

Não vejo mais você

 Não vejo mais você. 
Aceito o que o destino me entregou. 
Nem toda partida pede explicações. 
O coração também aprende pela perda. 
E sigo o caminho que ainda me resta. 
 
A saudade bate à porta, 
Mas não governa meus passos. 
As lembranças existem, 
Sem que eu me torne prisioneiro delas. 
A serenidade é minha escolha. 
 
Não posso mudar o passado. 
Também não posso apressar o amanhã. 
Tenho apenas este instante, 
Onde cultivo a firmeza da alma 
E a paz que nasce da aceitação. 
 
Se o amor foi verdadeiro, 
Não preciso apagá-lo. 
Basta honrá-lo em silêncio, 
Sem exigir o retorno do que partiu, 
Nem lamentar o que não depende de mim. 
 
Assim caminho com o tempo. 
Levo a memória sem carregar correntes. 
A ausência já não é inimiga, 
Mas uma mestra que ensina desapego 
E fortalece o espírito. 
 
 Poema: Odair José, Poeta Cacerense

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