terça-feira, 13 de outubro de 2026

Sopro raro

 A vida é um sopro raro, 
Um clarão breve no vasto silêncio. 
Por isso é preciso tocá-la com as mãos abertas, 
Respirar fundo cada aurora, 
Dançar até que os pés se confundam com a terra. 
 
Ninguém vive por ti, 
Ninguém sente o arrepio em tua pele, 
Ninguém carrega a doçura dos teus sonhos. 
A vida é tua, inteira, 
Um livro que só tu podes escrever. 
 
Viver intensamente é não temer o riso, 
Nem a lágrima que purifica, 
É correr contra o vento 
Sabendo que o coração é chama 
E que o tempo é combustível da eternidade. 
 
Deixa que a vida te atravesse como luz, 
E, ao fim, que teu caminho seja lembrado 
Não pela sombra que evitaste, 
Mas pelo brilho que ousaste espalhar. 
 
Poema: Odair José, Poeta Cacerense

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