Um clarão breve no vasto silêncio.
Por isso é preciso tocá-la com as mãos abertas,
Respirar fundo cada aurora,
Dançar até que os pés se confundam com a terra.
Ninguém vive por ti,
Ninguém sente o arrepio em tua pele,
Ninguém carrega a doçura dos teus sonhos.
A vida é tua, inteira,
Um livro que só tu podes escrever.
Viver intensamente é não temer o riso,
Nem a lágrima que purifica,
É correr contra o vento
Sabendo que o coração é chama
E que o tempo é combustível da eternidade.
Deixa que a vida te atravesse como luz,
E, ao fim, que teu caminho seja lembrado
Não pela sombra que evitaste,
Mas pelo brilho que ousaste espalhar.
Poema: Odair José, Poeta Cacerense

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