Poesias Cacerense

"O poeta tem uma alma sublime,/ Alma que o impossível quer sonhar;/ Como um pássaro alado/ As mais altas nuvens voar". Poema: Odair José, Poeta Cacerense - Um poeta nascido às margens do Rio Paraguai expressa aqui o seu sentimento de gratidão por ser cacerense. Para todos apreciadores da eterna poesia.

sábado, 18 de abril de 2026

És presença inevitável

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 Amar-te é um ofício sem método nem medida,  Um sopro que me encontra antes do pensamento,  Como se o coração soubesse antes da vida  O cami...

Um roteiro invisível

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 Tem dias em que acordo já escrito.  Como se alguém, em silêncio,  Tivesse traçado meu percurso.  Hora de levantar, de falar, de existir.  U...
sexta-feira, 17 de abril de 2026

Sementes ao vento

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 A poesia que escrevo caminha em silêncio,  Como quem aprende o caminho do sentir,  Carrega nos versos aquilo que não digo,  E nas pausas gu...

Saudade não é culpa

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 Saudade não é culpa, nem sombra a esconder,  É chama acesa na memória que insiste em arder,  Um sopro antigo que retorna sem pedir licença,...
quinta-feira, 16 de abril de 2026

Te escrevo em silêncio

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 Faço de palavras pequenas a minha oferenda,  Um gesto suave, quase imperceptível,  Como quem teme ferir a delicadeza do instante.  Te escre...

O poeta entre o céu e o chão

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 O poeta, às vezes, se esquece do chão,  E sobe leve nas entrelinhas do vento,  Costurando memórias com invenção,  Faz da dor um suave movim...
quarta-feira, 15 de abril de 2026

Cada palavra é lágrima

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O escritor sente o mundo em demasia,  Carrega em si dores que não são suas,  Ouve o pranto oculto em noites nuas,  E escreve o peso que nin...

Não sei mais como a desejar

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 Ela não vem, e ainda assim permanece,  Como um eco que nunca pediu voz,  Como um perfume guardado no ar do nada,  Como um nome que não ouso...
terça-feira, 14 de abril de 2026

Perdoa essa pressa do coração

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 Eu te peço perdão,  Não pelo amor, mas pelo susto.  Ele chegou sem avisar,  Como chuva em tarde limpa,  Como vento que abre janelas  Que ju...

Cada olhar teu

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 Teus olhos são bibliotecas vivas,  Onde cada olhar abre um capítulo secreto  Que só o coração sabe decifrar.    Neles, não há letras,  Há s...
segunda-feira, 13 de abril de 2026

A rua

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 A rua, outrora calma e conhecida,  Guardava passos, nomes e destinos;  No tempo lento, vozes eram hinos  De uma presença simples, repartida...

Antes mesmo da partida

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 Eu senti muito, mais do que o corpo comportava,  Um sentir que não cabia nas mãos nem no tempo,  Como se o adeus tivesse peso e respiração,...
Um comentário:
domingo, 12 de abril de 2026

Surto filosófico

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 Conhecer por dentro é desfazer o mundo,  É tocar o que não tem pele nem nome,  É abrir a coisa até que reste o nada,  Um sopro frio onde an...

Um olhar que se tornou eternidade

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 Tem olhares que passam como vento,  Leves, esquecidos.  E há aqueles que permanecem,  Como uma chama acesa  Na memória do tempo.    O dela ...
sábado, 11 de abril de 2026

Custe o que custar

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 Custe o que custar, eu repito em silêncio,  Como quem ora diante do invisível,  Guardarei o amor no fundo do peito,  Mesmo que o mundo me p...
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Odair José
Poeta e Escritor Cacerense. Professor de História e Filosofia. Especialista em Gestão Ambiental. Técnico Administrativo da Universidade do Estado de Mato Grosso - UNEMAT. Amante de poesia, literatura, cinema e um eterno aprendiz da arte da escrita...Desenvolvo aqui as idéias que me vem a cabeça...
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