Quando te vejo, o mundo perde a lógica.
As coisas deixam de ter nome, peso, sentido.
Só existe essa vertigem,
Esse chamado silencioso que o seu corpo faz
Sem dizer uma única palavra.
E então vem a loucura.
Não a que assusta,
Mas a que seduz, arrasta, desarma.
A loucura que mora nos seus olhos
Como um abismo bonito demais para evitar.
Há algo ali que promete e ameaça
Ao mesmo tempo.
Um brilho que não pede permissão,
Que invade, que toma, que domina.
E eu, tolo ou entregue, já não sei,
Me deixo perder.
Poema: Odair José, Poeta Cacerense

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