sexta-feira, 9 de outubro de 2026

Então vem a loucura

Quando te vejo, o mundo perde a lógica. 
As coisas deixam de ter nome, peso, sentido. 
Só existe essa vertigem, 
Esse chamado silencioso que o seu corpo faz 
Sem dizer uma única palavra. 
 
E então vem a loucura. 
Não a que assusta, 
Mas a que seduz, arrasta, desarma. 
A loucura que mora nos seus olhos 
Como um abismo bonito demais para evitar. 
 
Há algo ali que promete e ameaça 
Ao mesmo tempo. 
Um brilho que não pede permissão, 
Que invade, que toma, que domina. 
E eu, tolo ou entregue, já não sei, 
Me deixo perder. 
 
Poema: Odair José, Poeta Cacerense

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