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quinta-feira, 4 de agosto de 2022

Realidade inquietante

Máscaras devem cair 
Mesmo que sejam preciso derrubá-las. 
A dominação mental deve ser refutada 
E a liberdade de pensar e dizer o que pensou 
Precisa estar junto das mentes sãs. 
Essas máscaras religiosas, políticas e ideológicas 
Escondem os anseios de libertação 
De um povo que erguem seus grilhões até os altos céus. 
Dominadores precisam manter seus status 
Dominados querem subir os degraus sociais 
Desejam estar do outro lado. 
Mas, ao trocar de posições, não cometem os mesmos crimes? 
É possível ver as revoltas dos indivíduos inferiores 
Ou já se acostumaram às chibatas? 
Mandar é uma eterna ilusão 
Que almejam perpetuar nesse caos urbano que estamos inseridos. 
É a vida vontade de poder? 
Vencidos queriam estar do outro lado da trincheira 
E apossar dos despojos só para si mesmo. 
A vida é tudo? 
E as máscaras voltam ao cenário. 
É preciso gritar com a força dos pulmões 
E correr com a ignorância que nos cerca a todo instante. 
Eis que o fogo é atiçado na cidade 
E logo suas labaredas estarão ardendo. 
Fujam os incautos. 
Escondam-se nas catacumbas do desconhecido, 
Permaneçam nas sombras do analfabetismo religioso, 
Político e ideológico. 
Mas, permita-me voar os espaços. 
Dê-me a minha liberdade. 
Eis que minha alma rompe com essa realidade inquietante. 
 
Poema: Odair José, Poeta Cacerense

segunda-feira, 11 de julho de 2022

A ideologia do mito

O anseio de boa parte da humanidade 
Um salvador da Pátria 
Que nos salve de nós mesmos 
Imaginam um mito 
Que transforme a sociedade 
Que imponha um novo sistema 
De dominação ideológica 
Cabrestos e antolhos de animais 
Nos seus seguidores 
Que os direcione a ver apenas fragmentos 
Camuflando a liberdade 
Mascarando a realidade 
Para viverem na fantasia 
Destruindo a poesia. 
 
A ideologia do mito 
É o controle da sociedade 
Incitando o ódio e a violência 
Como alternativa para a paz e o perdão 
De uma sociedade sem coração 
Que não pensa com a razão 
Porque o destino já foi estabelecido 
E caminhamos para o desconhecido 
Quando se usa a tecnologia 
Como arma mortal 
Causando um distúrbio social 
Que não tem mais fim. 
 
Poema: Odair José, Poeta Cacerense