Nem ao rumor que silencie a razão.
A paz floresce na alma que se governa,
Livre do aplauso e da reprovação.
Como a águia, busco o alto sem orgulho,
Pois quem domina o próprio impulso
Já encontrou a verdadeira direção.
A gaiola mais severa é a da mente
Que faz do medo um eterno guardião.
Há quem possua o céu diante dos olhos
E escolha a sombra por satisfação.
Prefiro o peso das escolhas livres
Ao doce cárcere das conveniências,
Pois a virtude é minha habitação.
Se o vento muda, ajusto minhas asas;
Se a noite chega, conservo a visão.
Nada me rouba aquilo que cultivo:
A serenidade do coração.
Quem vive preso julga o voo loucura;
Quem prova a força da própria alma
Descobre que a liberdade nasce de dentro,
Não da aprovação dos outros.
Poema: Odair José, Poeta Cacerense














