Foi escolhido com sabedoria;
Às vezes, a sorte fecha os olhos ao erro
E chama-se vitória
Aquilo que deveria chamar-se advertência.
O imprudente atravessa o abismo
E, ao tocar a outra margem, sorri;
Mas a ponte não se tornou segura,
Nem o perigo deixou de existir
Porque seus pés chegaram inteiros.
Não atribuas à razão
Aquilo que pertenceu ao acaso;
O homem sábio não celebra apenas o resultado,
Examina o passo que deu
E pergunta se poderia tê-lo evitado.
Se a queda não veio, agradece;
Se o erro não te destruiu, aprende;
Pois a misericórdia que te preservou hoje
Não é convite para desafiar o amanhã,
Mas chamado à prudência.
Domina, portanto, o impulso de repetir o erro;
Não confundas livramento com aprovação;
Há vitórias que escondem lições severas,
E há derrotas que salvam o caráter.
Sábio é aquele que aprende antes de cair.
Poema: Odair José, Poeta Cacerense














