Mas sustentar quedas que o mundo não ouve.
O colapso, quando silencioso,
É uma forma de resistência:
Não pela ausência de dor,
Mas pela dignidade de não transformá-la em espetáculo.
Há quem grite para existir.
Outros se desfazem em silêncio,
Como galhos que se quebram na mata profunda,
Ninguém presencia, mas a floresta sente.
O barulho não define a queda,
Assim como o silêncio não anula a dor.
A diferença está em compreender
Que a força não é o contrário do colapso,
Mas a capacidade de renascer dele,
Mesmo quando ninguém percebeu que estivemos ausentes.
Poema: Odair José, Poeta Cacerense














