Com o peso da escolha em minhas mãos.
Cada passo inventa o meu caminho,
E ninguém pode vivê-lo por mim.
A liberdade sempre cobra seu preço.
Há quem prefira a segurança das grades,
Chamando de paz aquilo que é medo.
A gaiola oferece certezas,
Enquanto o horizonte exige coragem
Para enfrentar o vazio do desconhecido.
A águia não voa porque o céu promete,
Mas porque suas asas recusam o chão.
Mesmo sem garantias de chegada,
Ela faz do risco um ato de existência
E do voo uma afirmação de si.
Ser incompreendido não é castigo;
É, muitas vezes, o destino de quem escolhe.
Cada consciência habita seu próprio mundo,
E nenhuma palavra alcança por inteiro
O silêncio profundo de outra alma.
No fim, não importa quem me aprovou,
Mas o sentido que dei aos meus dias.
Se fui fiel à minha liberdade,
Mesmo diante da solidão do caminho,
Então minha existência não foi em vão.
Poema: Odair José, Poeta Cacerense














