Controlo apenas a direção dos meus passos.
Se o mundo me negar gentileza, não a negarei a ninguém.
O amor é uma decisão que depende de mim.
Nele encontro a liberdade que ninguém pode tomar.
A ofensa pertence a quem a oferece.
A resposta pertence a quem a escolhe.
Não entregarei meu espírito ao domínio da ira.
Prefiro a serenidade que fortalece o caráter.
Ela atravessa os dias sem fazer alarde.
Há perdas que o tempo não devolve.
Há esperas que não encontram resposta.
Ainda assim, o coração pode permanecer íntegro.
A virtude não precisa de circunstâncias favoráveis.
Ela floresce na disciplina da consciência.
Cada amanhecer convida a um novo julgamento.
Posso reclamar do vento ou ajustar as velas.
Posso lamentar a sombra ou cuidar da luz interior.
A paz nasce quando aceito o que não depende de mim.
E ajo com firmeza naquilo que me cabe.
Custe o que custar, preservarei o amor em meu coração.
Não como prêmio pelas bondades do mundo.
Mas como expressão da pessoa que escolho ser.
Que os dias mudem o cenário, mas não a essência.
Pois vencer a si mesmo é a mais duradoura das conquistas.
Poema: Odair José, Poeta Cacerense














