Mas ensina-o a caminhar com medida.
A paixão é vento sobre as águas;
Não controlamos sua chegada,
Apenas o modo como navegamos.
Muitos chamam de loucura o acreditar,
Porque confundem prudência com medo.
O sábio escuta a voz do desejo,
Mas não lhe entrega as rédeas da vida,
Nem faz dele seu único destino.
Ama, se for preciso amar,
Mas sem te perder naquilo que amas.
As flores encantam a primavera,
E ainda assim aceitam serenamente
A hora inevitável da despedida.
Se a esperança florescer, cultiva-a;
Se não florescer, aceita o inverno.
A paz não nasce do que possuímos,
Mas da harmonia entre a vontade
E aquilo que o tempo permite.
Quem governa a si mesmo não teme.
Nem a paixão que chega, nem a que parte.
Recebe cada sentimento como um visitante:
Com respeito quando entra pela porta,
E com serenidade quando segue seu caminho.
Poema: Odair José, Poeta Cacerense














