quinta-feira, 17 de setembro de 2020

Seus olhos se encontraram na luz suave

 
Como ela podia negar o sentimento
Que agora ardia em seu peito?
Ainda podia sentir o calor de seu corpo
E ouvir o som de sua voz macia em seus ouvidos
Sussurrando palavras de amor.
Não conseguia fechar os olhos sem que o visse em seus sonhos
E nem conter sua respiração ofegante
Ao pensar no toque de suas mãos.
Durante muito tempo escondera-se do amor
Como uma águia ao refugiar-se nas montanhas
Mas, não pode resistir ao brilho daquele olhar
Na tarde de um dia de verão.
Seus olhos se encontraram na luz suave
E sua vida nunca mais seria a mesma.
Sentia o rosto queimar
E não podia resistir e nem desviar o olhar.
Aquela seria a sua melhor noite
Inesquecível noite
Onde o amor acontece de forma inexplicável.
Sentiu sua respiração
As batidas do coração
E deixou-se ser enlaçada pela sensação maravilhosa do amor.
Fechou os olhos e respirou com força
Sentiu o cheiro das rosas
Parecia voar em vez de caminhar
E sorriu.
Como podia deixar de sorrir
Quando ele lhe dizia coisas assim?
 
Poema: Odair José, Poeta Cacerense

 


quarta-feira, 16 de setembro de 2020

Coração rasgado

 
Já nem sei ao certo se o que sinto é mesmo uma dor
A sua ausência é sentida
No limiar da minha insanidade.
Tenho o coração rasgado
Esmagado pela dor que aperta o meu peito.
Não vejo seu sorriso
Não sinto seu perfume
Nem tampouco ouço sua risada.
O coração sangra
E nada estanca a saudade que ele sente de você.
O que posso fazer se não vejo saída
E tudo nessa vida
Agora já não faz sentido.
Pareço perdido e sem esperança.
Rolo na cama tentando dormir
E tudo parece insistir
Que eu lembre de você.
Como se o mundo acabasse hoje
E nada mais importasse que não fosse a sua presença.
Como posso sobreviver a esse castigo?
Tudo não passa de um vazio
De uma ausência que sufoca minha alma.
Esse meu coração
Rasgado pela dor da ilusão
É tudo que posso entender no meu sofrer.
Me ajude a te esquecer
Quero ver a linha do horizonte
E imaginar uma vida diferente para mim.
 
Poema: Odair José, Poeta Cacerense


sexta-feira, 11 de setembro de 2020

E eu não estarei mais no mesmo lugar


Um dia você vai lembrar de mim
Pode ser que não mais esteja no mesmo lugar
Nem que tenha mais o mesmo número
Que você tantas vezes ligou
Os números vão passar diante de seus olhos
E você não sentirá vontade de ligar para nenhum
E vai buscar o meu
Mas, eu posso já ter outro número.
Você vai chamar alguém
Procurar outra pessoa para aliviar a sua saudade
E vai sentir falta dos meus versos bobos
Dos meus poemas a exaltar a beleza dos seus olhos
E uma lágrima deles sairá.
Você vai lembrar muita coisa
Vai ouvir aquela música que tocava
Quando eu estava com você
E vai sentir um aperto no coração.
Você vai lembrar aquele beijo sob a luz do luar
Vai sentir ainda o meu perfume
E a sensação do seu coração pulsando
Quando acariciava seus cabelos.
Você vai lembrar o meu carinho
Das vezes que ligava só para saber como estava
Da minha preocupação
E de dizer que quem ama cuida.
Um dia você vai deitar e olhar para o teto
Vai querer ver as estrelas que eu sempre falei
Vai sentir falta
E vai perceber que a flor já não está mais ali
Para que você possa pousar e sentir o seu aroma.
Você deixou que tudo passasse
Fingiu não saber de tudo isso
E deixou-me sem esperança.
Um dia vai sentir falta de tudo isso
Sozinha no seu quarto vai chorar
Ao perceber que deixou a felicidade
Sair pelas portas do fundo
E eu não estarei mais no mesmo lugar.
 
Poema: Odair José, Poeta Cacerense

quinta-feira, 10 de setembro de 2020

Perseguindo as sombras

 
Pode ter sido ontem
Não me lembro bem
Pode ter sido há semanas atrás
Minha memória falha
Só sei que, nos meus sonhos,
Ainda estou só...

No fundo eu sabia que podia acontecer
Tive a chance de fugir
Eu tentei fugir?
Não sei ao certo
Só agora percebo que fui atingido
Estou sangrando
Minha cabeça gira
Não sei ao certo onde estou...
 
Sinto uma sombra cobrir a única luz
Seus olhos já não os vejo mais
E por que o coração ainda te deseja?
Por que eu?
 
Eu preciso ir para outro lugar
Fugir do caos
Desse perigo que transpassa minha mente
Eu não posso resistir a você
Eu devo resistir
Entrego-me
Venço o impossível...
 
Poema: Odair José, Poeta Cacerense

terça-feira, 8 de setembro de 2020

As artimanhas da noite

 
Sonhos?
Profecias?
No silêncio da noite escura
Medo do desconhecido
Do tigre no quarto
Da porta trancada
Do vento nas folhagens.
A lição da noite não está sendo fácil.
A dor profunda da saudade
E os sussurros na penumbra.
As artimanhas da noite
Tira-me o sono
Angustia-me na solidão.
É assustador
O fantástico silêncio aqui
Que tudo torna-se sobrenatural
Mas, um tanto sinistro.
Deixo-me cair na cama
Onde jogo o travesseiro sobre a cabeça.
Logo os sonhos vão chegar
E não sei se estou preparado para eles.
Da última vez
Sonhei que estava de pé sob as estrelas.

Poema: Odair José, Poeta Cacerense

segunda-feira, 7 de setembro de 2020

Não quero beber do teu desejo


Há um suspiro no fundo da alma 
E não há como negar toda essa beleza 
Essa sensação maravilhosa que vem de seus lábios 
Que intensifica-se no seu olhar 
A sensação tão singela de um puro amor 
De um sentimento profundo 
Um desejo intenso. 
Não há como negar a vontade 
O desejo de estar em seus braços 
De rolar pela cama envolvidos pelos lençóis 
Romper as fronteiras que impedem 
Alcançar o paraíso. 
Mas, não posso ceder a essa tentação 
A essa volúpia que toma conta do meu ser 
Não quero beber do teu desejo 
Nem deixar-me afundar em suas carícias. 
Não posso ceder aos caprichos das tuas mãos suaves 
Ao sussurrar de suas palavras maliciosas. 
Não quero ser mais uma vítima 
Mais um que cai no laço da ilusão. 
Deixar-me-ia sozinho a sofrer nas noites escuras 
Enquanto estaria a provocar outros olhares. 
Afasto-me de ti e mato o desejo em mim.
 
Poema: Odair José, Poeta Cacerense

sexta-feira, 4 de setembro de 2020

Infinito

 
Elevo os meus olhos para o infinito
Em meu coração há perguntas
Que não consigo responder.
Dúvidas que perturbam meus pensamentos
Sobre a existência neste mundo.
Meus olhos não conseguem contemplar
A imensidão do universo
Nem mesmo as mais pequenas partículas
E eu sei que existo como um ser imperfeito
E limitado em minhas capacidades!
Deus, por ser perfeito
Jamais enganaria os humanos
E eu anseio por aprender mais do Criador.
O infinito quero alcançar
O conhecimento adquirir.
Como alcançar o conhecimento verdadeiro?
Será que somos capazes
De construirmos nosso próprio pensamento?
Eu busco a compreensão
De um Deus que cuida de mim
Que em meio a imensidão do universo
Tem o seu olhar amoroso para as minhas fraquezas.
Sinto o pulsar do seu amor
Que envolve a minha alma e me dá vigor.
No infinito que meus olhos não alcançam
O olhar de Deus paira sobre mim
E nesse encontro tão sublime
Sinto o amor de Deus em meu coração.
 
Poema: Odair José, Poeta Cacerense

quinta-feira, 3 de setembro de 2020

Era um cadáver que caminhava

 
Tentava esconder as lágrimas
Os olhos cansados
E a tristeza do coração...
Nada fazia sentido
Nem mesmo viver.
Lamentava o tempo perdido
As poucas amizades
E a grande dor que carregava consigo.
Agora era apenas um espectro
Um cadáver que caminhava
E do mundo queria sumir.
Na noite fria deu o último suspiro
E deixou a vida esvair-se lentamente.
A última coisa que seus olhos viram
Foi o quadro na perede
A menina balançava em uma cadeira
E as borboletas voavam
No jardim florido ao fundo.
Não imaginava ela
Que um lindo dia a esperava no alvorecer.

Poema: Odair José, Poeta Cacerense

quarta-feira, 2 de setembro de 2020

O amor que transpira no meu ser


Ouvi o som do vento cortar o silêncio
No momento em que pensava em você.
Nos meus sonhos eu via o seu sorriso tão lindo
Seu olhar tão misterioso que brilhava
Destacando o amor que surgia no coração.
Sem dúvidas era um amor tão singelo
Que, desse sonho, eu não queria despertar.

Conheci-te nas noites de luar
No silêncio das madrugadas frias
Enquanto pensava e desejava um amor de verdade.
Foi onde encontrei o alento
Uma esperança de felicidade
Na beleza desse olhar tão sedutor.

O vento sussurrava na janela
E as folhas voavam de um lado para o outro
Fazendo os meus olhos te buscarem.
Parecia ser um mundo vazio
Quando não sentia o toque de suas mãos
E eu só desejava viver aquele amor
Que um dia sonhei para mim.

É tão bom falar de você
Expressar o sentimento do coração
O amor que transpira no meu ser
Todas as vezes que sinto o pulsar da sua alma.
Eu não posso esconder tão puro sentimento
Que transforma os meus dias
Fazendo com que as tempestades
Transformem-se em calmaria.

Olho agora para as estrelas
Elas apontam para onde imagino que esteja
E sinto o brilho percorrer o infinito.
Você é a estrela mais cintilante
Que dá vida ao meu céu
És o resplendor mais intenso
Do amor tão singelo que sinto agora.

Poema: Odair José, Poeta Cacerense

terça-feira, 1 de setembro de 2020

Corinthians, Tu és o Maior

 

Assim como surge o sol radiante
Em uma linda manhã de esplendor,
Surgiste em minha vida como brilhante
Trazendo alegria, tristeza, esperança e dor.

Eu falo do grande alvinegro paulista
Clube das multidões, de raça e glórias,
Nas arquibancadas, estádios, ou na revista
Estão registradas suas inesquecíveis vitórias.

Corinthians, tu és grande, tu és forte,
Sua torcida inflama como ursos pelo mel.
Por ser grande, vitorioso e não temer a sorte
Sua torcida maior chama-se Gaviões da Fiel.

Alvinegro guerreiro, sempre ganha com raça
Nos gramados do mundo e do Brasil,
Sempre com luta erguemos a taça
Onde só batalha e vence o mais viril.

Corinthians, tu és o maior em nossos corações
Quem é corintiano sabe o que é viver;
Timão que sempre nos traz grandes emoções
Serei corintiano até morrer.

Poema: Odair José, Poeta Cacerense

segunda-feira, 31 de agosto de 2020

Na tarde silenciosa de verão

 

Abre os olhos e não consegue ver
Com o coração fechado para o sonho
Espera um novo amanhecer que nunca vai chegar
E pede silêncio de quem só quer falar.
Não quero mais me esconder
Do sentimento que vive a me atormentar
Como se eu fosse o último ser humano
Solto nesta ilha de sentimentos.
Eu só queria voar os céus límpidos no alvorecer
Ou correr pelas planicies verdejantes
Vendo nas paisagens o seu lindo sorriso
Que não fazem mais parte da minha vida.
Mas, tudo não passa de ilusão
Na tarde silenciosa de verão
Onde escondo minha dor
E a saudade que aperta o meu coração.
De todos os olhares perdidos no tempo
O brilho intenso que vi em ti
É a única razão deste tormento
Que assola a alma que vive de saudade.
Tudo irá passar, eu sei
Mas como é cruel pensar em tudo isso
Sem sentir o vazio no coração
E a tristeza de não ver mais o seu sorisso.
Sento-me na praia e vejo o por do sol
No mesmo lugar em que sonhei com você
Na esperança de vê-la um dia
Sorrindo para mim com o brilho no olhar.
 
Poema: Odair José, Poeta Cacerense


sexta-feira, 28 de agosto de 2020

Tempestade no céu

 

O raio cortou a escuridão
O estrondo ensurdecedor
Causou aquela sensação estranha
E depois o silêncio.
Nunca foi medo
Foi incerteza.
Caído no chão eu tremia
Como se tivesse presenciado
Um encontro com a própria morte
E ela espreitava
Eu podia sentir.
Cada calafrio que percorria a minha espinha.
As nuvens cobria a imensidão
Escuras e sombrias como a solidão
E logo eu seria molhado pela chuva fria.
Sentia o pulsar do coração
E não via lugar onde pudesse me esconder.
Uma fúria se abatia sobre mim
Tal qual eu nunca havia sentido em minha vida.
Lágrimas misturadas às gotas da chuva
O vento cortando as folhas furiosamente
O medo agora era real
E eu sem saber para onde caminhar.
Tudo é estranho neste mundo
Quando você não sabe a direção.
Agora eu só quero encontrar um abrigo
Onde posso ter proteção desta tempestade.
Outro raio me desperta a visão
E tapo os ouvidos
Logo haverá outro trovão!
 
Poema: Odair José, Poeta Cacerense

quinta-feira, 27 de agosto de 2020

Aprende a não ter saudade

 

Essa dor cruel que estraçalha o peito
Que causa em mim tão intensa dor
Não pode ser o fim, não tem jeito
Preciso arrancar do coração esse amor.

Tudo isso é por causa de um olhar
Que minha alma serena invadiu
Não resisti a beleza, e passei a amar
A linda garota que para mim sorriu.

Agora vivo sozinho a ela desejar
Andando solitário pela cidade
Sem ter alguém para me ajudar.

E eu que tanto desejava a felicidade
Vivo sofrendo sem ela se importar
Coração, aprende a não ter saudade!

Poema: Odair José, Poeta Cacerense

quarta-feira, 26 de agosto de 2020

Nietzsche

 

Se existe uma realidade na vida
Quem discute isso é a filosofia
Quem me dera ter o dom
De transformar essas
ideias em poesia.

De todos os grandes mestres
Que aventaram ideais de existência
Sempre há o que mais nos chama a atenção
E atiça nossa inteligência.

Tenho procurado ler todos os filósofos
Do qual minha mente é capaz
Para procurar ter minhas definições
E dos temas atuais não me tornar fugaz.

No entanto, teço aqui minha homenagem
A um dos filósofos que seduz minha imaginação
Com
ideias tão contraditórias
Que espalha medo a mais profunda razão.

Nietzsche revoluciona o modo de pensar
Transformando a realidade e a moral
Desconstruindo mitos enraizados
Na memória do povo em geral.

Não que o tenha como fonte de inspiração
Até porque não concordo com todo seu juízo
Mas considero sua inteligência fugaz
Em mostrar novos olhares sem prejuízo.

Qual é o nosso conhecimento de verdade
E de onde vem essa noção?
Questionar os dogmas estabelecidos
É dar liberdade ao coração.


Poema: Odair José, Poeta Cacerense


terça-feira, 25 de agosto de 2020

Dor e saudade

 
Nas minhas longas noites de tédio
Vivo imerso em dor e saudade,
Não posso resistir esse olhar, um assédio
Por isso digo, te amo, de verdade;
Sonho com sua presença, meu remédio
Com seus beijos, minha felicidade!
 
Poema: Odair José, Poeta Cacerense