E não cabe a mim exigir que seja.
O vento não consulta meus desejos,
Nem o tempo obedece minhas vontades;
Aprendo, portanto, a aceitar o curso das coisas.
Há pedras no caminho e há desvios,
Mas a razão pode guiar meus passos.
Não controlo o mundo que me cerca,
Apenas o modo como caminho nele;
Aí reside minha verdadeira liberdade.
Talvez eu não seja um homem perfeito,
Nem tenha vencido todas as minhas fraquezas.
Carrego erros como lições recebidas,
E cicatrizes como marcas do aprendizado;
Não me envergonho daquilo que me tornou mais sábio.
O valor de uma vida não está na aparência,
Mas na virtude cultivada dia após dia.
Ser justo, ser firme, ser sincero:
Essas são as colunas que sustentam a alma
Quando as tempestades chegam sem aviso.
E quanto ao amor que guardo por ti,
Não é paixão que depende da sorte.
É escolha serena, consciente e constante,
Nascida do que há de melhor em mim.
Te amo do fundo do meu coração.
Poema: Odair José, Poeta Cacerense














