Mas para testar o peso da nossa alma.
Sorriem perto demais,
Aprendem nossos passos,
E silenciosamente espalham pedras no caminho.
O perigo das pessoas ruins
Não está apenas na maldade evidente,
Mas na intimidade que concedemos a elas.
Algumas sombras entram em nossa vida
Disfarçadas de companhia.
Existem presenças que cansam a esperança,
Que diminuem sonhos,
Que transformam confiança em vigilância constante.
E, sem perceber, começamos a tropeçar
Em obstáculos que não estavam ali antes.
Nem todo inimigo levanta a voz.
Há quem destrua devagar,
Com inveja escondida,
Com palavras sutis,
Com o prazer secreto de ver alguém parar.
A sabedoria também consiste em escolher distâncias.
Nem todos merecem conhecer nossos planos,
Nossas fragilidades
Ou os caminhos que desejamos seguir.
Há portas que precisam permanecer fechadas.
Porque a alma, quando cercada de veneno,
Aprende a adoecer em silêncio.
E há caminhos que só florescem
Quando certas presenças
Ficam para trás.
Poema: Odair José, Poeta Cacerense










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