"O poeta tem uma alma sublime,/ Alma que o impossível quer sonhar;/ Como um pássaro alado/ As mais altas nuvens voar". Poema: Odair José, Poeta Cacerense - Um poeta nascido às margens do Rio Paraguai expressa aqui o seu sentimento de gratidão por ser cacerense. Para todos apreciadores da eterna poesia.
segunda-feira, 29 de setembro de 2014
Pensamento ao vento
Hoje quero apenas deixar voar
Meus pensamentos soltos ao vento.
Que o amor seja refletido
Na beleza do olhar de uma criança
Ou na singeleza do andar cuidadoso
De um ancião.
As palavras são mal compreendidas
Quando não as entendemos
E nem sabemos o que está no coração.
Por isso quero apenas
Deixar meus pensamentos voar
Rumo ao infinito.
O amor está em todos os lugares
Só precisamos ser sensíveis
Para vermos a sua beleza.
E, ao contemplá-lo, afastar-se-á de nós
Toda e qualquer tristeza.
Poema: Odair
sexta-feira, 26 de setembro de 2014
O amor na noite do tempo
Não há como esconder o sentimento do coração
Quando estou diante de seus olhos
Eles me fazem lembrar o amor
Amor que a ti entreguei na noite do tempo.
O que mais queria era estar em seus braços
E sentir o sabor de seus beijos.
Estar com você é maravilhoso
É ter as nuvens a voar sobre meus pensamentos
E navegar o infinito do seu olhar.
Preciso de você
Quero estar com você
Sentir-me feliz
Como ter você em meus braços.
Ao ver você meu coração bate forte
E eu não consigo disfarçar o meu amor por você.
Quero-te com toda força do meu coração
Quero sentir-te ofegante em meus braços
E o pulsar do seu coração no êxtase da paixão.
Quero você
Desejo-te com amor profundo.
Poema: Odair
segunda-feira, 15 de setembro de 2014
Carta aberta à CNEC de Sinop, MT
Não é fácil traduzir em palavras o sentimento do coração, principalmente quando este sentimento torna-se profundo e enraizado dentro de nós. Mas, tentarei, na medida do possível, deixar algumas palavras para expressar a gratidão de ter partilhado com essa comunidade escolar uma pequena etapa de minha vida.
Quando aqui cheguei, em meados de 2013, era um novo desafio em minha vida. Encontrei alguns obstáculos como sempre acontece na caminhada daqueles que desejam alcançar o sucesso na vida. Com dedicação e muita persistência batalhei para superar esses desafios iniciais. A sala de aula sempre foi para mim uma alegria. Independente deste ou daquele incidente que sempre vai acontecer, o meu objetivo sempre foi superar os desafios e dedicar-me as aulas.
Não é fácil ser professor de disciplinas humanas em meio uma sociedade que, cada vez mais, está absorta ao conhecimento superficial. Fazer pensar é uma árdua tarefa para qualquer profissional. Talvez por isso os gregos valorizassem tanto o ofício do pensador. No entanto, essa é a área que escolhi defender e que gosto de coração. E esse foi o meu objetivo desde o primeiro dia de aula nesta escola. Não foi fácil. Mas, saio de cabeça erguida por saber que, de uma forma ou de outra, consegui mostrar um pouco daquilo que realmente sou, isto é, alguém que acredita no potencial humano.
O meu maior desejo ao olhar cada rosto logo de manhã, cinco dias na semana, era de que minhas palavras e orientação no árduo estudo da História, nos discursos filosóficos ou nas problemáticas sociológicas, surtissem efeitos nas mentes de pequenos jovens com grandes mentes a serem exploradas. E, isso eu pude constatar diante de meus olhos. Só Deus sabe a alegria do meu coração em cada descoberta, cada discurso, cada texto produzido, cada pesquisa feita por jovens tão dedicados. Logicamente que um ou outro deixou a desejar, mas, creio eu, com o tempo os mesmos também aprenderão a produzir, e não apenas reproduzir o conhecimento adquirido.
Será impossível esquecer as alegrias de manhãs em que assistimos filmes históricos e discutimos os textos resultantes das pesquisas realizadas. Das discussões sobre filosofia moral, política, a questão da beleza, da bondade, da prudência e tantos outros temas que fazem parte do nosso cotidiano. Cultura? Como esquecer as aulas de Sociologia que perpassaram esse tema exaustivamente? Não há como.
Espero, sinceramente, que cada um de vocês possam ter aprendido um pouco com as minhas aulas “chatas”, às vezes até enfadonhas onde o objetivo era fazer vocês pensarem e produzirem textos, mas, acima de tudo, humanidade e respeito.
2014 foi um ano maravilhoso. Cada uma das cinco turmas que trabalhei deixou-me impressões que nunca sairão de minha memória. As discussões calorosas na Turma do 9º Ano A, os embates filosóficos na Turma do 9º Ano B, as cobranças na 1ª Série do E. M, a “parceria” na 2ª Série, meus pupilos, esses fazem arte, são agitados, mas tem um potencial enorme e sempre cobrei isso deles. E, por fim a Turma da 3ª Série. Dedicados e esforçados em busca de um objetivo maior que é entrar em uma universidade. Quero dizer-lhes que as portas estarão sempre abertas para vocês se continuarem nesse objetivo. Espero ter contribuído para o desenvolvimento intelectual e humano de cada um. Se tiver feito isso, estarei de cabeça erguida por onde passar.
Neste ano encontrei nestas salas de aulas jovens tão dedicados e ávidos pelo conhecimento. Não esquecerei as aulas de História, Filosofia e Sociologia. Todos são especiais para mim e contribuíram para minha vida profissional. Mas, se tem uma coisa da qual não poderia deixar de citar e que marcou essas aulas, é o olhar de contemplação que via dessa turma. Eles paravam de conversar quando eu ia explicar o conteúdo e mal se continham para levantar as mãos na esperança de fazerem suas perguntas (principalmente as turmas do 9º Ano A e 3ª Série). Quero que continuem dessa forma. Que desenvolvam o potencial que tem dentro de cada um. Eu acredito em vocês.
O auge da minha passagem por essa escola, em minha opinião, sem dúvida foi na Feira do Conhecimento. Ver todos aqueles trabalhos expostos e a dedicação de cada um dos alunos em fazer o melhor das apresentações. Não tem preço! Guardarei como lembranças de momentos ímpares na minha vida. Só Deus para recompensá-los pelo empenho.
Quero, por fim, pedir perdão se, em algum momento magoei algum de vocês. Se falei palavras rudes, se desrespeitei alguém. Talvez no calor da discussão possa ter ofendido alguém e, se isso aconteceu, saiba que não foi a minha intenção e por isso peço desculpas.
A vida me proporcionou novas oportunidades e tenho que abraçá-las. Por este motivo torna-se necessário minha partida e, com dor no coração, aceito esse novo desafio. Levo cada um de vocês no coração. Foi para mim como uma família. Agradeço de coração o apoio da direção, da coordenação, dos funcionários (principalmente a Marcela que muito me ajudou) e dos professores, sem a qual eu jamais teria conseguido cumprir meu papel de educador. Não poderia deixar de citar a Elis, ou “Tia Elis”, pela ajuda incondicional em todo o momento. Se têm uma pessoa que acreditou no meu trabalho e na possibilidade de repassar para os alunos uma nova postura educacional que os levassem a pensar, e muito mais do que isso, passar para o papel o que estava pensando, essa pessoa foi a Elis. Ela me ajudou e enfrentou os desafios comigo. Que Deus possa recompensá-la.
Aos meus queridos alunos a mensagem que deixo é que possam refletir sobre suas vidas e acreditar nos seus sonhos. Batalhe com afinco, lute com dedicação para alcançar seus sonhos e projetos. Deus ajuda aquele que faz sua parte. E, não tem nada melhor na vida do que aquilo que conquistamos com nossos esforços. Respeite o/a colega que vai estar no meu lugar a partir de agora assim como os demais professores. Fazendo isso, vocês estarão exercendo aquilo que mais lhes ensinei: o respeito ao próximo. Que Deus abençoe cada um indistintamente! Foi uma honra estar com vocês.
Prof. Odair
Sinop, MT 15 de setembro de 2014.
Turma da 8ª A (só as meninas)
Turma da 8ª A (só os meninos)
Turma da 8ª B (só as meninas)
Turma da 8ª B (só os meninos)
Turma do 1º Ano
Turma do 2º Ano
Turma do 3º Ano
quinta-feira, 11 de setembro de 2014
Cada minuto
Cada minuto que passa
Sinto meu coração apertar de saudade.
Seus olhos meigos
Que sempre brilham de desejo
É a causa do meu amor por você.
Amo-te com um amor profundo
Que ultrapassa minhas emoções
E me leva, em pensamento, até onde posso
Ver o seu sorriso.
Poema: Odair
segunda-feira, 8 de setembro de 2014
A saudade que ficou em mim
Deixou em mim uma bela impressão
E não poderia ter sido diferente.
Sempre fora uma pessoa maravilhosa
A encher a alma da gente.
Falou-me de amores de outrora
E saiu pela porta a sorrir.
Não tinha medo do futuro
E dele, dizia, não queria se omitir.
Ficou em mim a saudade
De um tempo tão singelo
Que desfrutei felicidade.
Uma vontade de te encontrar
Nas torres daquele castelo
Que sempre me fez sonhar.
Poema: Odair
quinta-feira, 4 de setembro de 2014
O amor, que tem nas mãos meu coração
Vi as incertezas fugirem diante de tão lindo olhar
Que arrancou de dentro de mim toda ilusão
Foi como, depois de muito tempo,
A felicidade encontrar
E, o amor, que tem nas mãos meu coração
Desse-me alento para caminhar.
Poema: Odair
segunda-feira, 1 de setembro de 2014
Escolhas
Sento-me a beira do caminho,
Há uma sombra onde posso descansar.
Aos poucos o frescor e o vento me fazem cair num sono
E já não sei o que estou vendo.
Tenho três escolhas:
Na primeira vejo um rosto angelical
Mas meus olhos podem estar me enganando
Será mesmo você?
Vejo seu sorriso tão belo
Seus olhos a brilhar outra vez
E sua boca, suavemente, beijar-me.
Então levanto os braços
Quero abraçar-te e você se afasta.
Fico surpreso.
Na segunda contemplo um menino a correr
Como um pássaro ele parece voar
Rumo à liberdade do horizonte.
É uma campina verdejante
E seus passos são velozes.
Mas, tem um abismo
E é quando percebo que ele caminha para lá.
Levanto-me.
Na terceira estou sobre uma rocha
E há um deserto enorme
Que some as minhas vistas.
Quero descer, mas não posso,
Há lobos à minha espreita
Sedentos em devorar-me.
Sinto medo.
Meus olhos se abrem
E sinto o sol atingir minha cabeça.
O que foi isso?
Apenas um sonho
Ou as escolhas que devo fazer na vida?
Poema: Odair
sábado, 30 de agosto de 2014
Sociedade tecnológica
O Computador
Prende o “viajante” diante de uma tela
Onde ele se sente “livre”
Para “navegar” horas intermináveis.
“Comunica-se” com todo o mundo
É quase sempre um “poliglota”,
Que se fecha com sua “tribo”
E nunca sai do seu país,
Às vezes, nem do seu bairro.
Vive em um mundo virtual
Porque não conhece a realidade
Que pensa viver através da tela.
O automóvel
Exemplo de dependência e ilusão
São as rodas da vida
Símbolo de status
Mas, que só é possível
Para pequena parcela da população.
O celular
Com seus fones a encher os ouvidos
São os fios da vida.
Possibilita comunicar com pessoas de outros continentes
E dificulta saber
Quem é o vizinho do lado.
Todas essas necessidades supérfluas
Angustiam o homem moderno.
Como ser feliz
Com todos os vícios
Produzidos pela decadência
Moral dessa sociedade?
Poema: Odair
sexta-feira, 29 de agosto de 2014
Que essa ilusão morra enquanto ainda é esperança
Que eu possa viver sem medo
De que um dia vá embora
E leve com você a minha alegria.
Você que é saudade
Antes mesmo de partir
Que enfeita meus sonhos antes de dormir.
Não deixe a tristeza
Invadir seu coração.
Olhe nos meus olhos e veja
A esperança que há em mim
Ao desejar o seu amor.
Sufoco a paixão que há no meu peito
Que ergue os braços para te alcançar.
Não abro os olhos
Pois tenho medo de você não estar mais aqui.
Que essa ilusão tenha fim
Que ela morra enquanto ainda há esperança.
Sofrerei menos
Pois não saberei a cor de seus olhos
Pelos quais me apaixonei perdidamente.
Poema: Odair
quarta-feira, 27 de agosto de 2014
Antes de amar-te meu coração ficou recordando tua boca
Nem mesmo nos meus sonhos mais bonitos
Pude contemplar tanta beleza
De uma boca tão pequena a sorrir
E mostrar-me um coração sem tristeza.
Um sorriso tão belo e sedutor
Surgiu de sua boca tão pequena a sorrir
Que pairou em meus olhos
O desejo louco de, com ousadia, a possuir.
Antes de amar-te com essa paixão
Meu coração ficou recordando tua boca
A entregar-se na volúpia de um beijo ardente.
E nas noites quentes de verão
Desejo-te com uma paixão muito louca
Para saciar a minha alma tão carente.
Soneto: Odair
segunda-feira, 25 de agosto de 2014
O encanto que você tem
O brilho de seu olhar em meio a multidão
Quando procuram os olhos meus
Causa em mim uma sublime tentação
Que procuro esconder dos olhos seus.
O encanto que você tem
É o castigo que trago em meu coração
Pois, depois de conhecer-te, mais ninguém
Consegue dar paz a minha razão.
Quando você surge em cada amanhecer
Provoca em mim um forte desejo
De amar-te com um amor pra valer
E, sufocar em mim esse ensejo.
O encanto que você traz em seu olhar
Mas, que também, em seu sorriso
Faz com que o desejo em te amar
Me transporte ao mais lindo paraiso.
Não sei se algum dia posso ter você comigo
Mas, caminho com essa esperança
De não ser apenas seu amigo
E sim um amor que fique na lembrança.
Poema: Odair
sábado, 23 de agosto de 2014
Na manhã do tempo
Na manhã do tempo
Eu pedi um tempo para te esquecer.
O tempo passou
Nada em mim mudou
E sem você eu não consigo viver.
O tempo não consegue
Tirar você do meu coração
E eu choro sem razão
Ao saber que o tempo não volta mais.
Tudo seria diferente
Se eu pudesse voltar outra vez
A ver os seus olhos
Que nem o tempo me faz esquecer.
Poema: Odair
quarta-feira, 20 de agosto de 2014
Por isso eu canto o amor
Aventureiro a sonhar com conquistas
De tesouros escondidos pelo mar,
Não sabendo que o maior à minha vista
É a beleza desse seu olhar.
Nas noites sonhei sonhos loucos
Imaginei alcançar o paraíso
Esquecer os seus olhos tampouco
Muito menos o seu lindo sorriso.
E por isso eu canto o amor
Que insiste em meu coração morar
E, à minha alma, dá calor.
Amor que não me deixa te esquecer
Que a todo instante me faz lembrar
Que minha vida é pelo seu viver.
Poema: Odair
terça-feira, 19 de agosto de 2014
Dia do Historiador
Historiador é aquele que, de forma
Incrível,
Seleciona seu conteúdo de pesquisa,
Tema ou assunto e
Observa os acontecimentos.
Resolve, então, dar vidas aos fatos
Instituir novas abordagens
Ao fato esquecido
Dando-lhe novas interpretações,
Organização e
Rompendo com os paradigmas estabelecidos.
Acróstico: Odair
segunda-feira, 18 de agosto de 2014
A Solidão e o Cativeiro
Não existe o amor ao próximo
Que não seja interesse
Dos olhos saem à falsa esperança
De que haverá dias melhores.
Sanguessugas a sugar até a última gota de sangue
De almas desoladas na escuridão.
Querem que acredite no amor
E rasgam-me a alma na primeira esquina
Tirando de mim a esperança de sorrir.
A solidão é passageira
E haverá um novo dia
É o que me dizem querendo que acredite
Na utopia.
Existe um cativeiro a prender-me
Na lúgubre escuridão do tempo.
Tento soltar-me e não consigo
E olhos ficam a espreitar-me como agulhas sanguinolentas.
Soltem as amarras da hipocrisia
De homens que desejam alcançar o cume da montanha.
Não espere meu grito
Pois, em silencio devo permanecer.
Esse falso amor que me cerca
Pede-me que acredite nas falácias que ouço diariamente.
Esse amor é tão egoísta
Que não se pode afirmar que seja amor
Não dá forma que sempre acreditei.
Com o passar dos dias
Meus passos são trôpegos e indecisos
Pois, a realidade é mais tenebrosa do que o sonho.
A solidão é fera e ruge dentro de mim
O cativeiro é horripilante e frio.
Gotas odoríficas pingam incessantemente
E surrupiam minha mente
A ponto de me deixar louco.
Minhas unhas já não existem
Ficaram presas nas frestas da prisão
Quando tentei me libertar.
Tento ver a luz no fim do túnel
Ela vagarosamente se dissipa
E eu não sei se é à noite chegando com seus temores
Ou minha visão que já está indo embora
Sem dar-me outra chance.
Então me sento à beira do poço
E fecho os olhos.
Poema: Odair
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