quinta-feira, 1 de abril de 2021

Nos jardins secretos da alma

Foi numa noite de grande escuridão 
Que eu penetrei de forma profana 
Nos sagrados jardins secretos da alma 
Que escondia consigo os maiores mistérios 
Dos amores perdidos no tempo da solidão. 
 
Em meio ao solo tenebroso e irregular 
Eu pude ver as almas daqueles que lamentavam 
Os amores perdidos com o tempo 
Por causa de atitudes mesquinhas 
E decisões precipitadas que os fazem chorar. 
 
Amparado pelos braços seguros de meu guia 
Caminhava em meio as flores do jardim 
No silêncio das paisagens podia ver 
As borboletas com nomes eternos voarem 
E um sol de cor amarelada clarear o dia. 
 
Sabia eu que existia ali um jardineiro invisível 
Alguém que cuidava dos corações feridos 
Que regava as esperanças perdidas no tempo 
Fazendo surgir outras flores no lugar 
Que outrora arrancaram os brotos do amor sensível. 
 
Eu vi junto a fonte que a vida acalenta
Raios de esperança que rompiam à distância 
E levava além do horizonte distante 
Em seus braços iluminados pela luz 
O verdadeiro amor que a todos sustenta. 
 
Poema: Odair José, Poeta Cacerense

quarta-feira, 31 de março de 2021

Recria tua vida

Aprenda a ver as belas coisas 
Até no coração 
Das coisas menos percebidas 
A luz do sol 
O voo dos pássaros 
Recria tua vida 
Não precisa ficar chorando 
Pelos erros cometidos 
Reflita sobre os novos caminhos 
E siga em frente 
Faz da tua vida 
Uma linda jornada 
Seja poesia 
Seja uma canção 
Viva com o coração. 
 
Poema: Odair José, Poeta Cacerense

terça-feira, 30 de março de 2021

Revelação

Percebi quando ela fechou os olhos 
E parecia que fazia uma viagem 
Vi sua beleza singela 
E seu perfume solto no ar 
Que o vento trouxe até mim. 
 
Quisera eu romper as barreiras do tempo 
E abraçá-la com ternura. 
 
Era a imagem mais linda 
Que meus olhos podiam ver 
A essência pura do amor 
Do sentimento que invadia meu coração. 
 
Ah! Se você soubesse, 
Foi minha revelação, 
O quanto eu penso em você. 
 
Ela sorriu 
Estava ali, tão perto de mim, 
E voava os espaços do infinito 
Levando consigo o meu coração. 
 
Poema: Odair José, Poeta Cacerense

Quando se pensa neste amor

Aquele brilho tão intenso no olhar 
Fez em mim o amor renascer; 
Eu que só desejava te amar 
Vi em mim a esperança reviver. 
 
Eu amei cada detalhe em você 
Cada pensamento do meu coração; 
Apenas agora eu podia ver 
Que não passava de uma ilusão. 
 
Você deu nova vida ao meu viver 
Quando se pensa neste amor 
Que tirou de mim toda dor. 
 
Eu vi o sentimento renascer 
Senti no meu peito a felicidade 
Quando senti esse amor de verdade. 
 
Poema: Odair José, Poeta Cacerense

segunda-feira, 29 de março de 2021

Necropsia

Jaz uma esperança 
No limbo 
Uma alma a vagar pela imensidão 
Um corpo estendido pelo chão 
Mais um 
Apenas um número nas estatísticas 
De um mundo que se vai 
Nas lembranças e desejos 
De uma nova era. 
 
Incertezas 
De como deixou de respirar 
Não há como negar 
Que a vida se foi. 
 
Vamos fazer a necropsia 
E ver qual foi a causa mortis 
Do cadáver desta sociedade. 
 
Poema: Odair José, Poeta Cacerense

domingo, 28 de março de 2021

Se eu for fiel

Se eu for fiel 
Lá verei o meu Rei 
Eis uma promessa 
Que vem direto de Deus. 
 
Devo ser fiel 
Para estar com Cristo 
O Senhor Jesus 
É o nosso Salvador. 
 
O mundo passa 
E suas concupiscências 
Mas, aquele que é fiel 
Permanece para sempre. 
 
Se eu for fiel 
O Senhor cuidará de mim 
A recompensa vem do Senhor 
Que nos sustenta até o fim. 
 
Poema: Odair José, Poeta Cacerense

sábado, 27 de março de 2021

Covas abertas quando se falta o ar

Ninguém pode sair às ruas 
Agora elas devem estar desertas 
Um vazio enorme na sociedade 
Um vírus invisível que mata aos milhares 
E não deixa ninguém respirar.
 
Falta o ar dos pulmões 
O oxigênio dos hospitais 
A vida dos pacientes 
Das famílias que se vão solitárias 
Dos profissionais da saúde que estão exaustos. 
 
O mundo já não será o mesmo 
Nunca mais será
Ninguém está seguro 
E alguns ainda brincam com tudo isso 
E não respeitam a dor alheia 
E fazem aglomerações 
Parecem não ter nada nos corações. 
 
Triste a nossa realidade 
Tal como uma figueira que balança com o vento 
O mundo é sacudido 
E só os fortes podem sobreviver 
Em meio a esse funeral. 
 
Milhares de covas abertas 
Uma juntinha da outra 
Enquanto nos leitos 
Cada um se vai sozinho 
Sem ao menos poder se despedir 
Daqueles que mais amam. 
 
A dor é tamanha 
A solidão estranha 
Quando se falta o próprio ar 
Para aqueles que só querem respirar 
A vida que se vai silenciosa. 
 
Poema: Odair José, Poeta Cacerense

sexta-feira, 26 de março de 2021

As pedras entre os espinhos

Era uma viagem que teria que ser feita 
Caminhos não trilhados pelos seus pés 
Um horizonte que reservava belezas 
E surpresas 
Como as borboletas coloridas 
Na manhã de primavera 
E os pássaros nas árvores 
Tocadas pelo vento. 
 
Não ousava pensar em desistir 
Queria mesmo era insistir 
Na busca pela liberdade tão sonhada 
De um amor que já havia quase esquecido 
Se não fora as lembranças daquele olhar 
Que sempre mexia com seu coração. 
 
Falava sempre as escondidas 
E sentia o pulsar de seu próprio coração 
Que palpitava Sempre que lembrava 
De seu sorriso tão singelo. 
 
Não conseguia ver as pequenas flores 
Nem as pedras entre os espinhos 
Mas, via em seus pensamentos, 
A imagem tão real 
Daquela que não podia esquecer. 
 
E o caminho tornou-se solitário 
As nuvens aparecia no azul-celeste 
Dando-lhe a sensação do infinito 
Nas lembranças daquele rosto bonito 
Que povoavam seu sentimento. 
 
Uma viagem sem fim 
Em direção ao coração 
É sempre uma aventura inexplicável. 
 
Poema: Odair José, Poeta Cacerense

quinta-feira, 25 de março de 2021

Nascem as borboletas nas danças dos anjos


Eu imaginei durante muito tempo 
O dia em que via você chegar; 
Eu saberia que toda minha espera 
Seria dissipada pela beleza do seu olhar. 
 
Em você eu encontrei o amor 
E posso agora fazer essa canção; 
Você é um sonho tão lindo 
Que trouxe alento ao meu coração. 
 
Nascem as borboletas nas danças dos anjos 
E vejo a alegria reinar no jardim; 
Sua beleza tão singela no alvorecer 
Traz a paz e o alento para junto de mim. 
 
Cantar-te-ei em versos e canções 
Porque tens na alma o mais puro amor; 
Em seus braços sei que sou feliz 
Porque você é, neste jardim, a mais linda flor. 
 
Receba esta simples mensagem 
Que sai do meu sincero coração; 
Para que você saiba o quanto te amo 
Escrevo-te esta linda e singela canção. 
 
Poema: Odair José, Poeta Cacerense

No profundo de sua alma

Minha vida nunca mais foi a mesma 
Desde o dia em que vi o seu lindo olhar 
Foi como se existisse além do horizonte perdido 
Um amor tão profundo como o oceano 
Que eu poderia encontrar. 
 
Olhei no profundo de sua alma 
E vi a beleza do amor que existia nela 
Estava estampado em seu sorriso 
Quando alguma coisa a fazia sorrir 
E a vida parecia ser muito mais bela. 
 
Poema: Odair José, Poeta Cacerense

quarta-feira, 24 de março de 2021

O mundo é um lugar estranho agora

As ruas estão desertas 
Vazias como descritas nas profecias antigas 
Pode se ouvir o som do vento nas folhas 
E o silêncio nas madrugadas. 
Não se vê a alegria de outrora 
Apenas corpos espalhados pelo chão 
Nos cantos dos muros 
Algumas plantas ainda tentam sobreviver. 
O mundo é um lugar estranho agora 
Um amontoado de almas solitárias 
Que desejam partir com o vento 
Para onde o sol ainda existe. 
Nada do que foi será como antes 
Nem mesmo as canções tão singelas 
Conseguem fazer as pessoas dançarem 
Tudo tem um tenebroso mistério escondido. 
Em algum lugar do universo 
Alguém olha profundamente 
Para este pequeno planeta azul 
E sabe que tudo chegou ao fim. 
 
Poema: Odair José, Poeta Cacerense

terça-feira, 23 de março de 2021

Pequenos ruídos de uma alma inquieta na manhã do tempo

Nem mesmo o silêncio de uma eternidade era capaz 
Nada poderia dispersar aqueles olhos insensíveis 
Que insistia em olhar para o vazio do infinito 
Na manhã silenciosa de uma primavera qualquer. 
 
Até os pássaros evitavam levantar voos rasantes 
Não desejavam ser atingidos pelas flechas da desilusão 
Ouvia-se o lamento de alguém que estava as escondidas 
E pequenos ruídos de uma alma inquieta na manhã do tempo. 
 
Disseram que ninguém poderia fazer nada para ajudar 
Uma vez que cada pessoa escolhe o seu próprio destino 
E quem era eu para dizer o contrário disso tudo 
Quando o mundo a sua volta parecia estar em erupção. 
 
Lanças de pratas cortavam os céus com violência 
E as borboletas tentavam sobreviver a fúria das rosas 
Em um jardim que tentava manter o perfume das flores 
Sem saberem que tudo não passava de uma ilusão perdida. 
 
Calou-se diante da magnitude dos sonhos desfeitos 
E imaginou uma outra realidade que parecia distante 
Sabia que a jornada seria longa e solitária 
Mas desejava alcançar aquela tal liberdade prometida. 
 
Cruzou os desertos escaldantes da solidão 
Sentia a alma sedenta pelo refrigério do amor 
Lutou contra os monstros imaginários de sua mente 
E viu além do horizonte a luz que tanto desejava. 
 
Poema: Odair José, Poeta Cacerense

segunda-feira, 22 de março de 2021

Flagelos

O corpo é dilacerado pelo sofrimento 
A pele é arrancada sem piedade 
E querem me convencer de uma verdade tão irreal 
Quando o sol de cilício na madrugada. 
São monstros impiedosos 
Crápulas de um mundo invisível 
Onde andam as espreitas pelos becos escuros 
Na tentativa sádica de sugar sangue alheio. 
Vampiros, lobisomens e outros monstros 
Que vivem nas penumbras das cidades 
O mundo coberto por uma nuvem escura 
E gotas de uma chuva ácida que não para de cair. 
Somos o caos de uma sociedade em ruínas 
Flagelos 
Corpos atirados pelo chão 
E vidas ceifadas pela boca insaciável do abismo. 
Calar-me-ei se não puder olhar 
Com medo de ser atingido 
Pelos dardos malignos dos demônios 
Que deslizam sorrateiramente pelas paredes. 
Ouvem-se os gritos nos porões 
Torturam os corpos dos hereges 
Na esperança inútil de salvar suas almas 
Quando ninguém pode ser salvo da barbárie desoladora. 
Vejo o caos 
Os flagelos 
A falta de escrúpulos 
Dos que poderiam fazer algo pela sociedade. 
Deixo-me descansar desta angústia 
O mundo não pode ser melhorado 
Não é o que querem 
Os que dominam a sociedade. 
 
Poema: Odair José, Poeta Cacerense

sexta-feira, 19 de março de 2021

Será que estou no lugar certo?

Existe um lugar 
Que basta querer olhar 
Com os olhos da alma para saber 
Que você está nos pensamentos 
De quem não pode esquecer. 
Uma viagem que fazemos 
Até o profundo de nossa alma 
Na busca incessante pelo paraíso 
De um amor que já não existe 
Em nossos pensamentos. 
Voe os espaços silenciosos 
Ande pelas ruas desertas 
Ouça o som na escuridão 
E tudo não passará de uma grande ilusão. 
Será que estou no lugar certo? 
Na existência de um mundo irreal? 
Por que não sinto os meus próprios pés? 
Quando desejo caminhar na direção do infinito? 
Não há razão para acreditar 
Que tudo começou por causa de um olhar 
Que o sonho de amor parecia tão real 
E tudo foi desfeito 
Quando parecia tão perfeito 
Abraçar o mundo por um forte ideal. 
Estou na jornada correta 
Tenho certeza de tudo isso 
Vejo beleza por onde ando 
E deixo esperança pelo caminho. 
 
Poema: Odair José, Poeta Cacerense

quinta-feira, 18 de março de 2021

Nas caladas do silêncio

Sempre existirá um lugar secreto na alma 
Onde os pensamentos serão livres para voarem 
Os infinitos do universo 
Na busca incessante do olhar apaixonado 
Do primeiro amor inesquecível. 
Tudo pode ser compreendido em um único momento 
Quando a alma deixa-se permitir 
Sentir a brisa do alvorecer 
Depois de uma noite silenciosa. 
Nas caladas do silêncio 
Ouve-se o sussurrar da voz tão singela 
Que aquece o coração aflito 
Pela saudade e solidão de outrora. 
Sente o arrepio tão comum 
Aos apaixonados de primeira viagem 
E pensava, então, o amor ser para sempre 
Quando, na verdade, nem mesmo sabe se um dia existiu. 
Anela-se pela liberdade de um tempo 
Que se perdeu na ausência de seus olhos 
Onde desejava ter sido criança para sempre 
A brincar pelos campos solitários na primavera. 
Agora tudo faz parte de um passado 
Que sufoca nas horas mais sombrias 
Quando sente o frio da solidão 
Percorrer todo o seu ser 
Fazendo-o perceber que só resta para ele 
Tentar imaginar um dia feliz 
Nas caladas do silêncio que jaz agora. 
 
Poema: Odair José, Poeta Cacerense