domingo, 7 de novembro de 2021

A Importância da Leitura na Busca Pelo Conhecimento - Palestra do Poeta Cacerense para alunos e alunas da Escola Q. I

    Professor, escritor e poeta. Para falar sobre o Dia Nacional do Livro e a importância da leitura na busca pelo conhecimento, Odair José, Poeta Cacerense fez uma palestra com alunos e alunas do 6º, 8º e 9º anos do Ensino Fundamental II da Escola Q. I em Cáceres. 

    Em sua fala, o artista cacerense destacou brevemente a sua trajetória enquanto amante da leitura e a importância dos livros na produção de seus conhecimentos. A palestra visa incentivar os estudantes a se interessarem ainda mais pela leitura no seu cotidiano escolar. 

    Palestras como essas buscam extrair o máximo de cada um com incentivo e motivação. 

Texto: Odair José, Poeta Cacerense 
Fotos: Pedro Henrique 3º Ano EM.
Turma do 6º ano
Turma do 8º ano
Turma do 9º ano
Comunidade escolar atenta ao discurso do Poeta
Palestra sobre leitura
Alunos e alunas ouvem atentamente.
Turma do 6º ano
Turma do 6º ano

sexta-feira, 5 de novembro de 2021

Uma rosa sem espinho


Por algum tempo 
Fiquei parado na esperança de que pudesse esquecer
Gostaria muito de acordar 
E saber que tudo não passou de um sonho, 
Mas a realidade foi muito diferente
Meu coração não podia mentir para mim mesmo
Eu amava você
Não tinha nenhum sonho
Apenas a realidade dolorida de uma amor sem resposta
Você sempre duvidava
Não acreditava que eu pudesse te amar
O amor era algo irreal no seu mundo tão sofrido
As rosas sempre tinham espinhos para você.
 
Mas eu estava ali
Diante de você expunha meu mundo
Abria-lhe meu coração
Oferecia-lhe uma rosa
E você procurava encontrar nela os espinhos
Mas meu coração mostrou para você 
Que realmente te amava
Um amor sincero e sem restrição.
 
Parecia contos de fadas
E você não acreditava em contos desse tipo
Continuava procurando os espinhos
Sem saber como suportar a dor de não ter você 
Eu me calei
Deixei que o silencio falasse por mim
Nas noites longas meu coração sofria sozinho
Por desejar sua felicidade deixei que se fosse. 
 
No horizonte distante 
Contemplo sua imagem linda e sedutora 
Correndo pela planície distante
Seus cabelos são elevados pelo vento 
E o sol bate em seu rosto
Procuras a felicidade
A rosa sem espinho que está no meu coração. 
 
Poema: Odair José, Poeta Cacerense

quinta-feira, 4 de novembro de 2021

Me perco em seu olhar


De olhos fechados 
Eu tento enganar meu coração 
Fugir para outro lado 
Em outra direção. 
Toda vez que tento voar 
Eu caio sem minhas asas; 
Toda vez que vejo 
Você em meus sonhos 
Eu acho que preciso de você. 
Sem você sinto meu mundo acabar 
Sinto medo de amar 
Então vejo seu sorriso 
E me perco em seu olhar. 
Eu devo ter feito chover 
E a chuva me lembra você. 
Sinto-me tão pequeno 
Diante da grandeza desse olhar; 
Perco o chão sob meus pés 
E só sei que quero te amar. 
 
Poema: Odair José, Poeta Cacerense

quarta-feira, 3 de novembro de 2021

Não eram hereges, eram apenas pessoas


Quantas fogueiras acesas para queimar os hereges 
A fumaça, 
O cheiro de carne queimada 
Os gemidos de dores 
O crepitar das chamas 
Em nome de Deus 
A violência. 
Quantas forcas erguidas ao longo do tempo 
O ritual 
As pessoas aglomeradas 
Nas praças públicas 
Para verem os pescoços estralando 
Em nome de Deus 
O enforcamento. 
Quantas cabeças decapitadas 
No brilho da lâmina do carrasco 
Ofuscada pelo sangue das vítimas 
No ar as cabeças voando 
Em nome de Deus 
A fúria dos chamados santos de Deus. 
Dogmas 
Liturgias 
Sacramentos 
Desobedecidos? 
Cabeças sentenciadas por discordar dos ensinamentos 
Grandes mentes silenciadas 
Em nome de ideais e ideologias. 
Não eram hereges 
Nunca foram hereges 
Eram pessoas humanas 
Que discordavam dos dogmas estabelecidos 
E pagaram com as próprias vidas! 
 
Poema: Odair José, Poeta Cacerense

É verdade que você mentiu?

 Estava estampado no olhar 
Não poderia de forma nenhuma negar; 
O desejo que tentava esconder 
Só fazia o coração sofrer. 
 
Deixou uma lágrima cair 
Não conseguia de forma nenhuma sorrir; 
No rosto estava estampado a dor 
Que sofria pelo seu grande amor. 
 
Tudo havia chegado ao fim 
Mas não tinha pensado que seria assim; 
Agora chorava a saudade 
Do que pensava ser a sua felicidade. 
 
É verdade que você mentiu? 
Que o próprio coração traiu? 
Agora só resta o triste lamento 
De um amor que durou apenas um momento. 
 
Poema: Odair José, Poeta Cacerense

terça-feira, 2 de novembro de 2021

Touro indomável

Incansável como o leão que não desiste de sua presa 
Imbatível como o touro indomável 
Prudente como a serpente 
Caminhava pelo deserto da vida 
Na esperança de dias melhores 
Com o sol a aquecer seus dias frios 
Os pensamentos soltos no ar 
Assim caminhava rumo ao horizonte que o aguardava 
Para revelar-lhe os seus mistérios 
A única saída desejada 
Para a alma enclausurada pelas suas escolhas. 

O sonho do viajante 
O descanso nas sombras de uma frondosa árvore 
Onde o vento sul toca-lhe o rosto 
E afasta os fantasmas que rondam sua mente 
Dizendo-lhe não conseguir os seus objetivos 
Sem saber que tal como o touro selvagem 
Sua força é inesgotável 
E ele chegará em seu destino final. 

Sabe bem que a vida é uma luta diária 
E que não pode deixar-se vencer pela desânimo 
Porque a sua jornada é somente sua 
E incansável continuará em sua caminhada 
Com o simples objetivo de vencer na vida! 

 Poema: Odair José, Poeta Cacerense

segunda-feira, 1 de novembro de 2021

A última armadilha do olhar

Em meio a um exaustivo dia 
Um repentino e doentio cansaço 
Me faz dar uns poucos passos 
No desespero da ilusão 
Pintada pelos meus próprios olhos. 
Em meio a uma cegueira cruel 
Ouço uma risada encantadora 
Ouço passos macios 
E cabelos levados pelo vento. 
Os olhos se abre lentamente 
E deslumbra diante de si 
O corpo envolto em um fino véu transparente 
De uma mulher singela a desfilar 
Como se fora a passarela dos sonhos. 
Eu jamais vi uma mulher como essa 
De beleza tão estonteante 
A ponto de cegar os meus olhos com seu brilho. 
Com um leve sorriso no rosto 
Que mais parece a visão do paraíso 
Ela pede para olhar suas tranças, 
Seus lábios e seu corpo singelo 
E pergunta se a acho bonita 
Como o amanhecer surgindo na primavera 
Respondo juntamente ao suspiro do coração 
Você pode então me seguir 
Ela lança a indagação no ar 
Eu a seguirei... 
Até que a eternidade termine em mim 
Sem saber que meus passos me levavam 
A última armadilha do coração! 
 
Poema: Odair José, Poeta Cacerense

sexta-feira, 29 de outubro de 2021

No silêncio da noite

Cai à noite e vem o silêncio 
E na brisa a bater na janela 
Ouço a voz do seu coração. 
Meus pensamentos, então, 
Voa os espaços e procura você. 
E nos meus sonhos 
Você aparece linda e meiga 
A sorrir para mim. 
Então adormeço silenciosamente 
Com a beleza de seus olhos 
Na minha alma. 
 
Poema: Odair José, Poeta Cacerense

Se eu te amar

Se eu te amar 
Que seja amor verdadeiro; 
Se eu te tocar 
Que seja por inteiro. 
Se eu te sentir 
Que seja pelo coração; 
Se eu te ouvir 
Que seja minha canção. 
 
 Seu olhar na imensidão 
Traz alento ao meu coração; 
Seu sorriso tão meigo 
É a força da minha emoção. 
 
Se eu te amar 
Que seja por toda vida; 
Se eu te tocar 
Que seja na alma sentida. 
Se eu te olhar 
Que veja sempre a sua beleza; 
Se eu te deixar 
Que não me esqueça da tua grandeza. 
 
Seu olhar tão intenso 
Provoca em mim a paixão; 
Seu sorriso tão singelo 
É a fonte da minha canção. 
 
Poema: Odair José, Poeta Cacerense

Poetas de Cáceres - MT, Edson Flávio e Odair José, falam sobre livros no Dia Nacional do Livro.

    No Dia Nacional do Livro, os poetas de Cáceres, MT, Edson Flávio e Odair José, Poeta Cacerense, falam sobre suas trajetórias e experiências sobre livros e sobre a alegria de serem escritores. 
 
    Em entrevista ao apresentador Kiko Padovani, da Rádio Nova Difusora FM, Edson Flávio falou sobre sua análise literária do Poeta Pedro Casaldáliga, desenvolvidas no livro "As Utopias e Resistências de Pedro Casaldáliga" e seus poemas no livro "Aldrava". "de repente o desejo de escrever desapareceu desapareceu, de repente, o desejo de amar." O Escritor Cacerense destacou, também, a importância do livro e da leitura para se pensar o mundo em que vivemos e sobre o seu próximo lançamento, um livro de contos.
 
    Odair José, Poeta Cacerense, por sua vez, ao ser indagado sobre a sua paixão pela escrita destacou que "Escrever é uma arte. Um prazer. Uma viagem. Consigo transitar entre vários mundos. Descobrir coisas que ninguém está vendo, apesar de estar diante de seus olhos...". O Escritor Cacerense deu destaque para a seu livro "Contos e Pensamentos do Poeta Cacerense" e falou sobre seu próximo lançamento, o livro de mensagens "O Homem Que Queimou a Bíblia".
 
    No Dia Nacional do Livro, o destaque vai para dois prolíficos escritores que amam a cidade de Cáceres, a Princesinha do Rio Paraguai. 
 
Texto: Odair José, Poeta Cacerense 
Imagens: Odair José.
As obras de Edson Flávio
 
O novo livro de Odair José, Poeta Cacerense

quinta-feira, 28 de outubro de 2021

Eu deveria explicar antes

Eram os olhos mais lindos que eu já tinha visto na minha vida 
Só que eu não falei nada 
Apenas deixei que o vislumbre me levasse além das montanhas 
Numa viagem tão sensível 
Que parecia estar voando sobre as nuvens 
No infinito de uma sensação inesquecível. 
 
No coração uma paixão corroía a minha alma 
E fazia-me desejar-te loucamente 
Mas eu fiquei em silêncio 
Um medo se apoderou de mim 
E nem uma palavra de admiração saiu de meus lábios 
E os seus lábios vermelhos entreabertos 
Convidava-me para o paraíso. 
 
Eu deveria explicar antes 
Que minha alma estava enamorada 
Fascinada pela beleza única que exalava de seus olhos 
Uma sensação maravilhosa tomava conta dos meus pensamentos 
Na tarde quente de verão 
O meu coração 
Batia forte como nunca antes na minha vida. 
 
O meu silêncio foi mal interpretado 
Quando você caminhou em meio as flores 
E a elas se misturou como se fossem únicas 
Na existência do universo. 
 
Eu deveria explicar antes 
Que minha vida nunca mais foi a mesma 
Desde o dia em que vi os olhos mais lindos 
E o sorriso tão perfeito de uma deusa a desfilar entre os humanos. 
 
Poema: Odair José, Poeta Cacerense

quarta-feira, 27 de outubro de 2021

Não me diga nada agora

Esse silêncio é tão bom 
O vento que leva às nuvens embora; 
A lembrança que preenche o vazio 
De uma alma que chora. 
 
Não quer ouvir nem uma voz 
Por isso, não me diga nada agora; 
Apenas os sonhos devem continuar 
O desejo intenso de outrora. 
 
Se o tempo insiste em não passar 
E o coração sente que demora 
A saudade de seus olhos apagar... 
 
Só há a história de Pandora 
Que possa te fazer lembrar 
Desse amor que a alma implora! 
 
Poema: Odair José, Poeta Cacerense

terça-feira, 26 de outubro de 2021

O que não podem roubar de mim

    Hoje um larápio furtou-me. Levou uma mochila escolar onde estava o meu material de trabalho. Notebook, cadernos com anotações, livros de estudos, pendrives, chaves, estojo escolar e outros materiais menores. Também, estava no bolso da mochila a minha carteira com todos os meus documentos, cartões de créditos, cartão de vacina e algum dinheiro que tinha para abastecer até o final do mês. Em um momento de descuido de minha parte (afinal, eu esqueci de trancar o carro) o larápio, que na minha opinião já sondava os meus hábitos de chegada em casa, levou esse material. 
 
    A maioria são materiais que, com trabalho, consigo de volta com o tempo. No entanto, na minha mochila também estava a minha agenda do ano onde escrevia o meu devocional todos os dias. Se não recuperá-la eu não sei se consigo escrever ou lembrar o que escrevi nas minhas manhãs de meditações. Só espero que a leitura desse devocional possa fazer o efeito necessário na vida de quem ler. Fiz o Boletim de Ocorrências, cancelei os cartões e me preparei para dar sequência na minha vida, agora com mais atenção aos detalhes, como, por exemplo, não esquecer de trancar o carro. 
 
    Tudo isso, no entanto, me fez refletir sobre uma coisa. O que aconteceu comigo é desagradável. Não desejo para ninguém, mas nos ensina lições preciosas. Eu pude refletir que não temos segurança. Estamos sendo vigiados o tempo todo. O mundo capitalista é uma porcaria. Alguém vai comprar a maioria dos meus materiais por um preço irrisório. Talvez nem sirva para o ladrão que se apropriou indevidamente de material que levei anos para escrever. No entanto, uma coisa pude refletir. Tudo neste mundo é passageiro. Tudo é supérfluo. Tudo é banal. 
 
    Continuarei a escrever. Continuarei a trabalhar. Continuarei a lutar. Ninguém pode roubar os meus sonhos. Ninguém furtará os meus objetivos. Porque eles não são materiais, eles são subjetivos. Estão no meu coração e na minha mente. Documentos eu faço outros. Notebook, eu compro outro. Mas, a minha esperança em Deus, a minha salvação, a minha comunhão com o meu Criador. Isso, ninguém poderá roubar. Isso ninguém irá furtar porque está escondido em Deus. 
 
    Oro para que o Senhor tenha misericórdia da pessoa que pegou a minha mochila. Que o Espírito Santo possa falar em seu coração. Que ele sinta a necessidade da salvação tocar em seu coração. Por mim ele já está perdoado!
 
Reflexão: Odair José, Poeta Cacerense

segunda-feira, 25 de outubro de 2021

Uma história para nós dois

Não existia forma mais profunda de se expressar 
E não queria que o silêncio falasse por ela 
O vento sul era gélido, cortava a alma em pedaços 
Um corpo que não poderia ser aproveitado 
O olhar mórbido fitava o vazio existencial 
E o tempo simplesmente resolveu não passar mais. 
 
No coração um desejo imenso 
Um sentimento que não poderia ser explicado 
E nem mesmo o melhor dos escribas e copistas 
Poderia escrever uma história para nós dois 
Depois que ninguém mais conseguia ver 
O que havia sido escondido no profundo coração. 
 
O vento que sussurrava nas folhas das árvores 
No dia chuvoso e frio da despedida 
Parecia sibilar as lembranças de algum sentimento 
Que foi cruelmente apagado com o tempo 
E nem mesmo se lembrava das últimas palavras 
Que também não queria guardar nas memórias. 
 
A existência humana é misteriosa e solitária 
Mesmo em um mundo com bilhões de pessoas 
Porque o ser humano chega sozinho 
E, da mesma forma, parte a qualquer hora 
Sem mesmo poder dizer adeus 
Quando a linha do seu destino já foi traçada. 
 
Ninguém tem o poder de adivinhar 
O dia de uma partida que não foi desejada 
E no coração que compartilhava os sentimentos 
Fica sempre as palavras que havia postergado 
E que poderia ter feito a diferença nos dias passados 
Nas manhãs que construía uma história para nós dois. 
 
Poema: Odair José, Poeta Cacerense

sexta-feira, 22 de outubro de 2021

O que o medo diz para você

No silêncio de sua alma 
Ele sussurra em seus ouvidos 
"Você não vai conseguir" 
"Você não tem capacidade" 
"Você não vai conquistar" 
E isso pode fazer você querer desistir 
Ele quer te impedir 
De realizar os seus sonhos. 
Com medo você deixa de correr atrás de seus sonhos 
Você deixa o desânimo chegar 
E você não acredita que pode conseguir. 
O segredo para vencer esse medo 
É sair da zona de conforto 
Pode ser difícil 
Mas é necessário. 
Você tem talento 
Você é uma pessoa especial 
E você pode chegar aonde você quiser na vida! 
O medo não pode impedir 
Que você faça o seu melhor. 
 
Poema: Odair José, Poeta Cacerense