sexta-feira, 7 de janeiro de 2022

A humanidade não causa mais afeição

Um desespero toma conta da alma 
Uma sensação de infinita solidão 
De todos os olhares que tento me esconder 
Porque a humanidade não causa mais afeição 
Não há porque imaginar que possa mudar 
Se não sabem nem mesmo a sua direção. 

 Eu sinto a angústia de dias solitários 
E prefiro ficar no meu canto sozinho 
Porque não vejo uma esperança sequer 
De que os seres humanos possa mudar o caminho 
O que se percebe é o egoísmo e violência 
Tomar conta de todos e não há nenhum carinho. 

 Triste lamento de quem queria apenas viver 
De quem desejaria apenas e somente amar 
Se não há uma forma diferente de existir 
Porque roubam de todos a simplicidade do sonhar 
Já não resta nenhuma esperança nos olhos 
De que a humanidade possa um dia melhorar. 

 Seguimos sozinhos em meio as multidões 
Onde cada vive em si mesmo a pensar 
Não se preocupam com as misérias alheias 
Só o que pode em suas vidas melhorar 
É como se caminhássemos para o abismo 
E ninguém tem a coragem de nos avisar. 

 Sei que em algum lugar pode existir ainda 
Quando nasce o sorriso no olhar de uma criança 
E os sonhos tornam-se reais no profundo coração 
E dos tempos bons surgem uma singela lembrança 
Tudo se renova na mente que pode sonhar 
Porque no fundo ainda pode haver a esperança. 

 Poema: Odair José, Poeta Cacerense

quinta-feira, 6 de janeiro de 2022

Um dia de chuva na lembrança de quem tanto amou

As nuvens levantaram-se lentamente 
O vento era silencioso 
O dia que fora iluminado desde a manhã 
Agora começava a perder o seu calor 
E do cais podia se ver o tempo de chuva se formando. 

Em sua memória vinham as lembranças 
De um dia de chuva torrencial 
Onde encontrou aqueles olhos misteriosos 
Sob a proteção de uma cobertura qualquer 
E a sua vida nunca mais foi a mesma. 

Um dia de chuva na lembrança de quem tanto amou 
De quem não conseguiu esquecer o sorriso 
As doces palavras de uma bela jovem 
Que só desejava se proteger da chuva 
Mas que abriu seu coração para o amor. 

Tudo pode acontecer em uma fração de minutos 
Quando você está preparado para viver 
Quando os sonhos podem ser real 
E nem se dá ouvidos para o barulho no telhado 
De uma chuva que insiste em cair lentamente. 

 Poema: Odair José, Poeta Cacerense

quarta-feira, 5 de janeiro de 2022

O sonho mais bonito

No silêncio de uma manhã 
O pensamento voa em sua direção; 
Bem que eu tentei te esquecer 
Mas, foi difícil tirar do coração. 

 Eu era apenas um sonhador 
Quando vi a beleza do seu olhar; 
Agora vivo com você no pensamento 
E o único desejo é te amar. 

 Você é o sonho mais bonito 
Que tenho nos meus pensamentos;
É a razão sublime de pensar 
Nos meus melhores momentos. 

 Quero viver em mim esse amor 
Que faz a minha alma sonhar; 
Ver a beleza no seu sorriso 
E a magia que tens no olhar. 

 Poema: Odair José, Poeta Cacerense

terça-feira, 4 de janeiro de 2022

Ponto final

Chega um determinado dia 
Que cansado da vida 
Resolvemos dar um basta na situação. 
O ponto final da história 
Que sempre foi marcada pela indiferença 
Chega ao limite do coração. 

 As palavras são feridas 
E o sentimento dolorido 
Que ofuscam a visão do amor. 
A distancia e a ausência 
Que trazem a saudade 
Provoca uma imensa dor. 

 Mas, apesar desse sofrimento, 
A vida é melhor assim 
Do que a ilusão de te amar. 
Pois, o seu amor já não existe 
Da forma que o coração merece 
E, sendo assim, não adianta chorar. 

 Viver longe de você 
Faz com que meu existir seja triste 
No entanto, sem queixa. 
Vou vivendo e tento te esquecer 
A cada dia aventurando-me em ti não pensar 
A saudade é que não deixa. 

 Poema: Odair José, Poeta Cacerense

segunda-feira, 3 de janeiro de 2022

A loucura nem sempre é caos

Pode fechar os olhos se quiser 
Mas, deixe os ouvidos abertos 
Você precisa ouvir essas verdades 
Que deixo meu coração transmitir 
Na madrugada silenciosa da existência. 

A loucura nem sempre é caos, 
Ela pode ser também transformação 
E a verdade só pode ser tolerada 
Se for descoberta por conta própria. 

Por que ainda existe pessoas que mentem 
E tentam esconder suas angústias 
Como se não existissem? 

O conflito entre as pulsações de vida e morte 
Permanecem por toda a existência 
E o sofrimento deixa de ser sofrimento 
Quando ganha algum sentido na vida. 

Ver demais pode levar a cegueira 
Ouvir demais pode levar a surdez 
Mas, pensar demais, não te levará a loucura 
Porque ninguém se torna completamente humano 
Sem sentir dor. 

Toda pessoa deve ser o que pode ser 
Porque a nossa história 
Não determina o nosso destino 
Só pessoas boas ficam deprimidas 
E se você parar para pensar direito 
A principal tarefa do ser humano 
Talvez seja promover o seu próprio nascimento. 

Aprender simplesmente não é possível 
Por isso, pare de imaginar e relaxe, 
Já que você está perdido neste labirinto 
Este mundo em que vivemos 
Ligue-se, sintonize-se e caia fora 
Se puder 
Já que você esquecerá dois terços 
Do que aprendeu nas últimas 24 horas. 

 Poema: Odair José, Poeta Cacerense

Amar, como eu amei

Que flores linda! 
Ouvia-se a expressão de felicidade 
No sorriso encantador 
De quem tinha no coração tanto amor 
Que nada mais no mundo importava.
 
E eu amava esse sorriso 
Via nele a essência do amor 
O sentimento sempre tão profundo 
Que me fazia esquecer do mundo 
Porque a felicidade estava em seu olhar. 

Amar, como eu amei 
É a melhor coisa que podemos viver 
É esquecer todas as outras coisas 
Porque o sentimento nos faz sonhar 
E não há nada melhor do que essa forma de amar. 

O amor não pode ser explicado 
O sentimento só pode ser vivido 
Quando se ama de verdade 
Há no coração uma tão grande felicidade 
Que nada mais é tão importante 
Quanto o olhar singelo da pessoa amada. 

 Poema: Odair José, Poeta Cacerense

domingo, 2 de janeiro de 2022

Peregrinações

As últimas palavras não foram compreensíveis 
O que podia ser percebido no olhar 
Apesar de todas as incertezas 
É o que permanece na sua forma de amar. 

 Tudo poderia ter sido evitado 
E era fácil perceber essa ilusão 
Quando não há nenhuma esperança 
Tudo fica escondido no coração. 

 Peregrinações de vidas desoladas 
Não podem ser simplesmente esquecidas 
Os olhos revelam os segredos mais profundos 
Das situações e lembranças vividas. 

 O que resta na caminhada 
É o sonho que leva no pensamento 
Viver um amor que seja tão real 
Como o seu grande sentimento. 

 Poema: Odair José, Poeta Cacerense

quinta-feira, 30 de dezembro de 2021

Sonhos de Fim de Ano

No apagar das luzes 
 De um ano que se finda 
 Nasce dentro de nós 
 A esperança que resta ainda. 

 Os sonhos de Fim de Ano 
 Renovam-se no alvorecer 
 Do Ano vindouro 
 Que joga suas luzes no nosso viver. 

 Promessas que não cumprimos 
 Voltam a fazer parte dos nossos anseios 
 E a esperança de fazer tudo certo 
 É a chama que, de sonhos, nos deixam cheios. 

 Do ano que se finda 
 Resta à nós a simplicidade 
 Do que aprendemos nas lutas 
 E do que nos deixará saudade. 

 Do ano que se inicia 
 Teremos a oportunidade 
 De fazer tudo certo 
 E alcançarmos a felicidade. 

 Poema: Odair José, Poeta Cacerense

Raízes profundas

Qual é o seu objetivo? 
O que domina a sua mente? 
Perguntas que devemos fazer todos os dias 
Todas as manhãs 
E caminhar em direção ao que desejamos conquistar. 
Nada cai do céu 
Nada vem fácil 
A vida é uma eterna conquista 
E ninguém que fica dormindo 
Pode conseguir alcançar seus objetivos. 
Então, use o seu tempo de forma sábia, 
Faça sua vida valer a pena 
Dê sentidos aos seus pensamentos 
E vá em direção aos seus sonhos. 
Tenha um objetivo em mente 
Pense antes de falar 
Que suas raízes sejam profundas 
Para que você possa resistir as tempestades. 
Tenha uma vida que faça sentido 
E aproveite cada minuto 
 Para fazer a diferença neste mundo. 

 Poema: Odair José, Poeta Cacerense

quarta-feira, 29 de dezembro de 2021

O caos é uma escada

Não olhe para cima 
Nada de mais está acontecendo 
E nem precisa acreditar 
Que o mundo está a beira do colapso. 
Negacionistas inconsequentes 
Exercem os seus podres poderes 
Genocidas inescrupulosos 
Ocupam os altos escalões do poder 
E trucidam os menos favorecidos 
Provocam o caos 
E o caos é uma escada 
Que levará esses monstros ao topo. 
Causadores de falsos mestres 
Guiados por sacerdotes da impunidade 
Se não há justiça 
Para que haveria amor? 
Destrua todos eles! 
Gritam como loucos 
Os que pisam nos pobres como tapetes surrados 
O mal está em cada esquina 
Nas salas de reuniões 
Onde maquinam suas violações aos direitos humanos 
E trucidam toda criatura 
Que não se ajustam as suas imundices 
Não olhe para o lado 
Evitarás de ver o pobre nas calçadas 
Não tome a vacina 
E, então, haverá a imunidade de rebanho. 
Deixe que os números de mortos aumente 
Pois geram lucros econômicos 
E assim caminha a humanidade 
Sendo esmagada pela roda dos poderosos. 

 Poema: Odair José, Poeta Cacerense

terça-feira, 28 de dezembro de 2021

Não se pode mensurar

Há um silêncio no olhar 
Esperança talvez 
O sentimento sincero nas asas do adeus 
Não se pode mensurar 
Do que está no coração 
Os pensamentos 
As incertezas 
São frutos de longas horas na solidão 
Na busca frenética 
Do lugar no mundo 
Para as almas que se conectam 
Nos encontros 
De olhares furtivos 
Que buscam respostas 
Para perguntas inquietantes 
Nas horas silenciosas. 

 Poema: Odair José, Poeta Cacerense

segunda-feira, 27 de dezembro de 2021

O que o sol fez com aquela alegria

O que mais se podia esperar 
Quando os sonhos deixam de existir 
No coração de quem já não pode amar? 
A distância que sempre faz sofrer 
A saudade que sempre faz lembrar 
Que estar junto é o melhor remédio 
Para curar as dores do coração. 
O que o sol fez com aquela alegria 
Que existia em seu sorriso 
Todas as vezes que via o meu olhar? 
Quando tudo mais não passa de ilusão 
Uma lágrima solitária corre na face 
Deixando que se veja a saudade 
Que sente o coração que tanto amou. 
Já dizia a canção que é mais feliz 
Quem mais amou e pode ser verdade 
Mas, também, é quem sente mais 
A tão completa solidão. 
O amor é sempre a melhor escolha 
Quando se sabe o caminho a seguir 
Mas tudo pode ruir silenciosamente 
Quando o amor deixa de existir. 

 Poema: Odair José, Poeta Cacerense

domingo, 26 de dezembro de 2021

Os conselhos de meu pai

Ele estava sentado silenciosamente em sua cadeira de fio 
Um pano nas mãos para espantar os mosquitos 
E o semblante de paz interior no rosto 
Como se a vida fosse a sua grande experiência. 
Como gosta de falar eu o ouço todas as vezes 
E aprendo muito com suas histórias de vida 
Os exemplos que passam através de seus conselhos 
Mostrando que a vida é um eterno aprendizado. 
Pergunto de meus irmãos e ele dá detalhes de cada um 
Uma opinião cercada de carinho e esperança 
Com todos indistintamente 
Porque o seu coração é tão grande como o seu amor. 
Os conselhos de meu pai são partes da minha vida 
Suas experiências são o combustível que move o motor 
Ver sua barba já branca faz-me sentir a sabedoria 
Que ele mostra cada vez que paro para ouvi-lo falar. 
Eu amo saber que ele ainda pode nos deixar um legado 
A orientação para trilharmos o caminho da vida 
Que nos desviemos dos espinhos que o feriram na jornada 
E caminhemos a longa estrada da vida. 

 Poema: Odair José, Poeta Cacerense

sexta-feira, 24 de dezembro de 2021

O fim não pode ser agora

Era como se caminhasse sozinho 
Na estrada agora um pouco solitária 
Não ouvia mais a voz que contava histórias 
Nem as gargalhadas espalhafatosas 
Que alegrava e ao mesmo tempo irritava. 

No silêncio de sua caminhada 
Podia ouvir os pássaros, os grilos 
E o próprio som de seus pensamentos 
Indo tão longe que demoravam para voltar 
Da sua inconstante viagem. 

O fim não pode ser agora 
Não quando os sonhos ainda são reais 
Se tudo tem que ter um fim um dia 
Por que haveria um começo então 
Para que lágrimas pudessem existir? 

As pedras no caminho eram para lembrar-lhe 
Do coração de pedra que trazia em seu peito 
Insensível como sempre fora 
Não permitindo que nada penetrasse o seu coração 
Agora poderia andar sozinho para sempre. 

Uma saudade tão inexplicável 
Poderia dizer-lhe muitas coisas 
Se tivesse ouvido para ouvir 
A mensagem encantadora do amor 
Sempre exposta na linda melodia de uma canção. 

Tudo se desfez em um momento 
E cada um deveria seguir o seu destino 
Mas nunca havia pensado que seria tão triste assim 
Não ter a companhia singela da flor 
Que um dia enfeitou o seu solitário jardim. 

 Poema: Odair José, Poeta Cacerense

quinta-feira, 23 de dezembro de 2021

Então é Natal

As luzes que brilham no olhar 
A esperança no coração 
Uma alegria incontida 
Os sorrisos e cantos eufóricos por toda parte 
Os abraços 
Os encontros que trazem alento ao coração... 
Então é Natal 
E devemos celebrar a união 
O nascimento da salvação 
A doce esperança do coração. 
Sinta o espírito natalino 
Reflita sobre a bondade do Criador 
E a chegada do Salvador. 
Deixe que a luz de Cristo 
Resplandeça em sua vida 
A fulgurante Estrela da Manhã. 
Então é Natal 
E Cristo nasce em nossas vidas 
Com a alegria da salvação
O melhor presente que poderíamos desejar! 

 Poema: Odair José, Poeta Cacerense