domingo, 7 de janeiro de 2024

O amor outra vez

Quero viver 
Esse sentimento tão bonito 
Esse amor 
Que encontrei em seu olhar. 
Quando eu mais precisava de alguém 
Você surgiu 
Com um sorriso tão meigo 
E me fez acreditar. 
O amor outra vez 
Passou a existir em mim 
E hoje você faz parte 
Desse lindo sentimento 
Que me faz feliz assim.
 
 Poema: Odair José, Poeta Cacerense

sábado, 6 de janeiro de 2024

Levanto-me dessa ilusão

Eu abro a janela 
E a luz do sol adentra o quarto 
A brisa da manhã me lembra da vida 
A noite foi longa e mal consegui dormir 
Porque os pensamentos foram intensos 
Na busca por você. 

Do lado da cama vazia 
Meus braços tateavam o ar 
Na esperança de encontrá-la 
Coisa que não acontece mais 
Porque você se foi na noite do tempo 
E não pretende voltar. 

É mais um dia para viver 
Sem saber ao certo o sentido 
A razão de existir era você 
Com seu sorriso radiante nas manhãs 
E a esperança no olhar 
Que sempre me motivava. 

O que faço agora sem seu carinho? 
É a dúvida que percorre minha mente 
Encostado na janela a contemplar 
Pássaros voando pelo jardim 
A vida tem que continuar 
E devo buscar uma nova razão. 

Levanto-me dessa ilusão 
Dobro os lençóis e arrumo a cama 
É mais um dia para viver 
Novos amores para encontrar 
Não se pode perder a vontade de viver 
Porque muita coisa ainda pode acontecer. 

Poema: Odair José, Poeta Cacerense

sexta-feira, 5 de janeiro de 2024

O fim de uma paixão

No crepúsculo do amor, deixo-te ir embora, 
Como folhas dançando ao vento a se despedir. 
Nossos corações, outrora em sintonia, 
Agora se afastam, do fundo d'alma a evadir. 
 
Teus olhos, que outrora brilhavam como estrelas, 
Agora refletem a tristeza das despedidas sem volta. 
Os sorrisos que trocávamos, doces e intensos, 
Hoje se dissipam, tornando-se parte de uma revolta. 
 
Caminhamos juntos por veredas da paixão, 
Agora seguimos rumos opostos, em desatino. 
Os juramentos feitos à luz da lua cheia, 
Desvanecem-se, como uma promessas do destino. 
 
O amor que florescia, agora murcha como uma flor, 
No jardim da nossa história, é o fim da caminhada. 
Deixo-te ir, libertando nossos destinos, 
Como pássaros que voam para longe em sua revoada. 
 
A tristeza se entrelaça com a brisa noturna, 
E a saudade, como sombras, toma forma obscura. 
Desatamos os nós que o tempo não soube desfazer, 
Deixo-te partir, e a solidão é uma noite escura. 
 
Mas, ao findar este capítulo da nossa jornada, 
Guardo as lembranças, pois a vida é uma recordação. 
Partes, eu permito, mas o carinho não se desfaz, 
Em meu peito, preservo o que um dia foi uma paixão. 
 
Deixo-te ir, como o sol se despede ao anoitecer, 
Mas as marcas do nosso amor permanecerão no sonhar. 
Sigamos adiante, em busca de um novo amanhecer, 
E que a paz nos encontre, no desejo de amar. 
 
Poema: Odair José, Poeta Cacerense

Deuses

Existe um lugar onde as águas correm pura e cristalina 
Onde parece que estamos assistindo um espetáculo grandioso 
Onde o silêncio é a melhor expressão de nossa admiração 
Quando você anda pela rua 
Depara-se com uma infinidade de pessoas 
Uns com o rosto sorridente 
Outros denotam preocupações inquietantes 
Em um futuro que já é passado 
É possível que teremos nossas avós devorando cérebros em praças públicas 
Nem todos os dias você se levanta com o espírito alegre 
E a maioria nem mesmo sabe o que faz com o seu tempo 
Em algum lugar alguém espera a próxima garota 
Outros a próxima dose 
Quando o sol parece deixar a existência terrena de forma sutil 
Como se fosse a última esperança de quem não quer partir 
Pode até ser que toda pessoa humana tem os mesmos direitos 
Mas vai dizer isso aos milionários em seus suntuosos apartamentos 
A liberdade consiste em ser escravo da verdade 
E nós assistimos por assistir 
Porque quase ninguém quer saber além do que todo mundo sabe 
E a mentira é melhor do que a verdade 
A ilusão melhor do que a realidade 
Até tento parar com a minha divagação 
Mas um vendaval de ideias subversivas ataca meus alicerces 
Enquanto uma tempestade social, uma guerra e uma revolução 
Não consegue realizar os desejos de corações perdidos 
Onde pode haver um refúgio para as almas perdidas? 
Dionísio, em cuja honra realizavam-se festas tumultuosas na época da colheita 
Agora deseja apenas regar os loucos com seu vinho 
E do outro lado, Hera, deusa protetora do matrimônio, está de mãos atadas 
Veja quanta imprudência há neste vale 
Sempre que puder, fuja desses deuses e de suas investidas 
Porque a violência será dublada e programada em horário nobre. 
Os deuses, quando esquecidos, ficam irritados 
Quando lembrados, ficam satisfeitos. 

 Poema: Odair José, Poeta Cacerense

quinta-feira, 4 de janeiro de 2024

Apenas palavras

São apenas palavras 
Pensamentos que não consigo prender na mente 
Que precisam voar pelo mundo 
Encontrar outras mentes abertas por aí 
E fazer morada junto a eles em algum ninho. 
Palavras que podem desmontar teorias 
Ou criar outras teorias muito piores 
Palavras que podem contar a história de um amor que não deu certo 
Que na verdade, é a maioria das histórias 
Ou será que em algum lugar existe alguém feliz? 
Creta pode ser apenas uma ilha no Mediterrâneo 
O berço da civilização egeia 
Assim como numa clínica maligna pode nascer um monstro 
Ou no topo de um edifício pode ter corações destroçados 
Alguém querendo pular do último andar 
E não tem a coragem suficiente 
Por que homens tristes se importam com as máculas das mentes juvenis? 
Pare para pensar nas adversidades da vida 
Você perde tempo ou ganha tempo com tudo isso? 
Quem são esses perdidos no meio da rua 
Que perambulam de um lado para o outro como ovelhas sem pastor? 
E alguém ainda pede para que fique calado 
Como se minhas palavras não valessem nada 
E eu rasgo minha garganta como flechas incendiárias 
Quero que abram os seus olhos e vejam a miséria ao lado 
Os acentos perfurados do ônibus que pegou essa manhã 
Onde a pessoa do lado assoa o nariz 
E você sabe que milhares de germes podem ter se apropriado de seu corpo 
Como os demônios fazem com a alma 
E ainda insistem em pedir para que eu não fale 
Estão com medo de dizer algo que os ofendam 
E eu quero mais é que se lasquem todos esses imbecis 
Esses crápulas de sótão úmidos e escuros 
Quando alguém grita para os que estão no alto do prédio: 
- Pulem! Pulem! 
Ah! Esses miseráveis hipócritas insistem nessa dicotomia 
Enquanto as palavras manuscritas caem como penas em suas cabeças ocas 
Um riacho acaba de ter suas águas sugadas pelo calor 
Porque existem diferentes formas de se interpretar um acontecimento 
E muitos preferem permanecer impassíveis diante do sofrimento. 
As palavras continuam a brotar de minha mente insana 
Enquanto procuro um refrigério para a alma 
Se você não entendeu nada a culpa não é minha 
Porque sou responsável pelo que falo 
 Não pelo que você não entende. 

 Poema: Odair José, Poeta Cacerense

quarta-feira, 3 de janeiro de 2024

Difícil dizer

A minha estranha forma de querer 
Não pode ser explicada 
Não é fácil entender 
O sentimento preso no coração 
Apenas os seus olhos iluminam 
Os caminhos por onde passo 
Eu penso sempre em você 
Vejo o brilho do seu olhar 
Quando estou preso na solidão 
E percebo que preciso de você. 
E por que eu sou assim? 
Por que não posso te esquecer? 
Difícil dizer 
Apenas deixo acontecer 
O que o meu coração deseja 
Estar perto de você 
Ver o seu sorriso no entardecer 
Sentir o seu perfume no ar 
E ver os seus olhos brilhar 
Dando nova esperança ao meu coração 
Que só sabe pensar em você. 

 Poema: Odair José, Poeta Cacerense

terça-feira, 2 de janeiro de 2024

Deixar o coração falar

As rimas fogem, como aves pelo céu, 
Emaranhadas nas nuvens onde se escondem. 
No silêncio, meu amor se refugia, 
Entre suspiros e olhares que não respondem. 

Cada batida do coração apaixonado, 
É um poema que surge sem você saber. 
Nas entrelinhas do que não consigo expressar, 
O amor floresce, sem se deixar perceber. 

Como pintor diante de uma tela em branco, 
Minhas palavras vacilam, sem saber o que dizer. 
Mas no coração, a chama persiste a crepitar, 
Um amor sem voz, a crescer e florescer. 

Não sou poeta, mas meu amor é arte, 
Um quadro abstrato, cheio de emoção. 
Na linguagem silenciosa do afeto, 
Cada gesto revela o que está no coração. 

Suplico, meu amor, aceite meu ser, 
Na ausência de versos, deixo-me sonhar. 
Neste emaranhado de sentimentos sem voz, 
Amar é mais que pensar, é deixar o coração falar. 

 Poema: Odair José, Poeta Cacerense

segunda-feira, 1 de janeiro de 2024

Desejos de Ano Novo

Que o Ano Novo seja um livro em branco, 
E nossas ações, as letras que escrevemos, 
Que a cada página, a vida se desenhe, 
Com cores vibrantes, e laços que tecemos. 

Que a amizade seja tesouro precioso, 
Um elo que o tempo não deixa acabar, 
Que a solidariedade seja a força 
Que nos une, com ternura a perdurar. 

Que a saúde seja companheira constante, 
Um presente valioso e verdadeiro, 
Que a felicidade se aninhe em cada instante, 
Como um sopro suave, o tempo inteiro. 

Que o amor floresça em cada gesto, 
Como pétalas que se abrem ao vento, 
Que a compaixão seja luz que irradia, 
Aquecendo corações neste puro sentimento. 

Poema: Odair José, Poeta Cacerense

domingo, 31 de dezembro de 2023

Um destino além da mediocridade

A mediocridade, uma fria sombra furtiva, 
Não é a estrela que deve guiar nossos passos. 
Caminhamos para além da névoa proibitiva, 
Rumo a horizontes onde o brilho são abraços. 

Na tessitura da vida, recusamos a trama padrão, 
Não devemos ser apenas fios tecidos na mesmice. 
A decepção, breve tropeço em nosso chão, 
Não define a história, não pode ser uma chatice. 

Somos arquitetos de sonhos grandiosos, 
Esculpindo destinos com mãos decididas. 
Na tapeçaria da vida, fios gloriosos, 
Entrelaçam-se em tramas não preteridas. 

O destino não é um capítulo de desencanto, 
Nem a mediocridade, a sentença final. 
Rompendo correntes, dançamos contra o pranto, 
Pois a grandeza é nosso destino triunfal. 

Olhamos para além das desilusões, 
Para um horizonte de possibilidades. 
A decepção pode ser uma curva no caminho, 
Mas não o fim das nossas capacidades. 

Que a decepção seja aprendizado, 
Uma lição escrita nas páginas do ser. 
Não somos reféns do insatisfatório, 
Mas herdeiros do poder de renascer. 

Erguemo-nos acima da mediocridade, 
Com a coragem que nasce da verdade. 
Somos feitos para voar alto e alcançar, 
Um destino que reflete nossa realidade. 

No palco da vida, escrevemos a narrativa, 
Onde a mediocridade não deve ter morada. 
Destino é epopeia, história ativa, 
Onde a decepção é apenas um espinho na jornada. 

Não aceitamos o destino comum, 
Pois somos feitos de sonhos e paixão. 
A mediocridade não será nossa herança, 
Pois devemos escrever nossa própria redenção. 

Na trama da vida, tecemos nossos dias, 
Com fios de esperança e determinação. 
A decepção pode ser uma página virada, 
Mas nosso destino é uma dádiva do coração. 

Que possamos erguer a bandeira da excelência, 
Rompendo as correntes da mediocridade. 
A decepção é apenas uma pedra no caminho, 
Nosso destino é grandioso e com liberdade. 

Erguemo-nos sempre com ousadia, 
Pelas veredas onde o medíocre não se entrelaça. 
Nosso destino deve ser uma linda sinfonia, 
Onde a mediocridade e a decepção não têm graça. 

Que a jornada nos leve a lugares altos, 
Onde a mediocridade não encontra abrigo. 
E que a decepção seja apenas uma lição, 
No vasto livro do nosso destino amigo. 

Poema: Odair José, Poeta Cacerense

sábado, 30 de dezembro de 2023

Reencontro

- Falei para você ir embora? 
- Não. 
- Então, Por que foi? 
- Não sei. 
- Pois é... 

Silêncio. 

- Por que quer voltar? 
- Não sei. 
- Poxa vida! Tem noção do que passei sem você? 
- Não. Mas, imagino... 
- Não. Não imagina. O sofrimento que tive é inimaginável. 

Silêncio. 

- Pretende ficar muito tempo? 
- Não sei. 
- O que sente por mim? 
- Não sei o que sinto, mas tenho arrependimento do que fiz, de ter ido embora - pausa - quero que me perdoe. Que me aceite de volta. Quero viver o resto da minha vida ao seu lado e ser feliz. 

Lágrimas... 

Silêncio. 

Poema: Odair José, Poeta Cacerense

sexta-feira, 29 de dezembro de 2023

Nas páginas que leio

Palavras são faróis em noite escura, 
Guiando-me pelos mares do saber, 
Cada página uma jornada cheia de emoção, 
Onde o amor pela leitura faz renascer. 

Na biblioteca da mente, um tesouro, 
Conhecimento é chama que não se apaga, 
Em cada livro, um universo escondido, 
E a sede de aprender, que não se embarga. 

No papel, as letras dançam como musas, 
Cada palavra é uma nota em um soneto, 
O saber, o amor que a mente desenvolve, 
Surge numa dança etérea, num raro dueto. 

Nas páginas que leio, viajo por vastos universos, 
Exploro mundos, descubro tantos segredos, 
O coração se enche de mil aventuras, 
Enquanto o pensamento espanta todos os medos. 

No deleite das letras que se põe a surgir, 
O amor pelo saber nunca irá findar. 
No amor pela leitura sempre encontramos, 
Um refúgio eterno, um horizonte a imaginar. 

Poema: Odair José, Poeta Cacerense

quinta-feira, 28 de dezembro de 2023

Uma dose de caos

É fácil perder a esperança 
Quando não conseguimos ver todas as coisas 
Quando a nossa visão é limitada 
E só vemos alguns fragmentos da realidade 
Uma dose de caos 
Perambula diante de nossos olhos 
Um mundo em eterno conflitos políticos 
Ódio religioso e desigualdade 
Intolerância com o próximo 
E desprezo as leis que tentam reger a sociedade 
E nos perguntamos até quando 
Até quando haverá tanta dor e miséria 
Porque o ser humano age dessa forma? 
Não há uma resposta fácil 
Parece não haver nenhuma solução 
E o mundo caminha para o seu destino final 
Rumo a extinção. 
Será que é isso mesmo? 
Precisamos pensar sobre os desafios 
Sobre a bondade no coração de muitas pessoas 
No sacrifício de muitos 
Que deram suas vidas para salvar alguém 
É preciso relembrar o sangue derramado 
As vidas perdidas em causas perdidas 
Em conflitos desnecessários 
Apenas para satisfazer a ganância e o orgulho 
Dos parasitas em nossa sociedade. 
Tem que haver uma esperança 
De que o ser humano possa alcançar a salvação 
A libertação de seus impulsos agressivos 
E aprenda a viver em paz com seus semelhantes 
Há uma luz no fim do túnel 
Há uma luz que brilha no horizonte 
Apenas precisamos olhar para ela. 

 Poema: Odair José, Poeta Cacerense

quarta-feira, 27 de dezembro de 2023

Acredite no impossível

Hoje de seus olhos saíram lágrimas de dor. 
Você sentiu na alma as marcas da decepção 
E do abandono. 
Mas, não permita que essa dor 
Tome posse do seu coração. 
Creia no milagre. 
Acredite no impossível. 
Deus opera milagres 
Quando não podemos mais avançar 
Ele mostra-nos o seu amor 
E cuidado todo especial com cada um de seus filhos. 
Creia que Deus recolheu essas lágrimas 
E está tão perto de você 
Que é possível sentir o calor de seus braços 
Acolhendo-te em seu colo. 
Essa tristeza que tomou conta de sua alma nesse dia 
Não pode ser comparada 
Com a alegria que está por vir. 
Creia que há sempre um arco-íris após a tempestade. 
Erga sua cabeça e siga em frente. 
Deus é contigo. 

Poema: Odair José, Poeta Cacerense

terça-feira, 26 de dezembro de 2023

Tecnologia

Na palma da mão, um pequeno oráculo cintila, 
O poder da informação, uma lâmina que perfura. 
Parecem conectados, mas, separados por uma tela fria, 
Será uma tecnologia necessária, enquanto a alma perdura?

No reino do silício, onde a luz elétrica domina, 
A humanidade tece sua teia, uma dança sem esperança. 
Na era da tecnologia, um feitiço encantador, 
O controle se insinua, como uma sombra que dança. 
 
Máquinas pensam, com uma sede insaciável, 
Mas onde fica a fronteira do perigo? 
Onde está a liberdade de pensar, de questionar? 
Será que podemos encontrar um abrigo? 

Os algoritmos ditam o que é o saber, 
Um controle sútil nos faz sentir seguro, 
E não percebemos os grandes tentáculos 
Porque caminhamos totalmente no escuro. 

No reino da engrenagem, onde o silício murmura, 
A humanidade dança sob uma luz incerta e sombria. 
Cada passo, uma linha de código binário, 
No tecido do destino, pela mão cibernética que guia. 

Oh, máquinas que tecem sonhos e desejos, 
Me diga quem controla o cursor da evolução. 
Em sua matriz, o futuro se desenha em códigos complexos, 
E quem guia a nave da humanidade na vastidão da inovação? 

Na era da conexão, onde a informação parece fluir livre, 
As fronteiras do conhecimento se dissolvem. 
O controle se insinua nas entranhas do algoritmo, 
Onde a liberdade de pensamento dança e nada resolvem. 

Será a tecnologia um mestre sábio ou um tirano disfarçado? 
Em seu ventre de circuitos, reside o poder de transformar, 
Mas a quem pertence o leme da revolução, 
Quando a inteligência artificial dita o novo direcionar? 

Na sombra da inteligência artificial, 
Seremos senhores ou servos da tecnologia? 
O futuro nos espreita, como um livro aberto, 
Mas seguramente não sabemos se será de alegria. 

Num mundo onde bits e bytes são os novos tijolos e argamassa, 
Refletimos sobre a sombra da dependência que nos assusta. 
A autonomia escorrega por entre os dedos humanos, 
Enquanto abraçamos o progresso, nos perguntamos: quanto custa? 

No altar da inovação, sacrificamos a privacidade, 
Onde cada clique revela nossa identidade como a luz do sol. 
Mas, ó, humanidade, não deixe que os fios do controle, 
Te transformem numa marionete, sem alma, sem farol. 

A promessa de um amanhã brilhante, entrelaçada com incertezas, 
Enquanto a inteligência cresce, diante de nós está o desafio. 
 Como um código a decifrar, um enigma que intriga 
Como equilibrar a evolução, sem nos perder no eterno vazio. 

Que o controle não seja um manto pesado, 
Que a tecnologia seja aliada, não uma incógnita. 
No futuro incerto, onde a inovação se entrelaça, 
Que a humanidade encontre sua liberdade insólita. 

No éter da virtualidade, uma reflexão emerge, 
A humanidade, à beira de uma encruzilhada, precisa saber. 
No coração do algoritmo, encontra-se a escolha, 
Seremos senhores da máquina ou escravos desse poder? 

 Que a luz da sabedoria guie nosso caminho, 
Na encruzilhada do futuro, que façamos a nossa vontade. 
Que a tecnologia seja nossa aliada, não nossa ameaça, 
E que a humanidade, em sua jornada, seja a realidade. 

Em um mundo conectado, busquemos a consciência, 
Entre bits e bytes, não esqueçamos do coração. 
O futuro é um poema ainda a ser escrito, 
Que cada escolha nossa seja uma nova inspiração. 

Poema: Odair José, Poeta Cacerense

domingo, 24 de dezembro de 2023

Coisas de sol

Na aurora serena, cedinho despertando, 
Um raio de sol, do céu, se escapulindo, 
Doura a paisagem, os sonhos revelando, 
Na manhã que desponta, o mundo sorrindo. 

No horizonte distante, a luz que se insinua, 
Rompendo o véu noturno, em suave dança, 
Pintando com tons quentes, a terra nua, 
Desperta a esperança, que na alma balança. 

O silêncio quebrado pelos primeiros cantos, 
Das aves aladas que anunciam o dia, 
Ecoa como uma melodia nos encantos, 
Da natureza em festa, que desperta e guia. 

As flores ainda orvalhadas, como gemas brilhantes, 
Refletem a magia desse momento sublime, 
Enquanto o orvalho se despede, em gotas vibrantes, 
E a manhã cedinho revela seu próprio crime. 

O mundo, qual tela em branco, ganha cores, 
No pincel do sol, que pinta com ardor, 
Cada recanto, renovando os humores, 
Da vida que desperta, cheia de calor. 

Cedinho, o tempo parece suspenso, 
Numa quietude que acalma e encanta, 
E o raio de sol, como um beijo intenso, 
Desperta a terra com sua luz que abrilhanta. 

Na manhã cedinho, o raio de sol dança, 
Tece a aurora com fios de ouro e calor, 
E na magia desse instante, a esperança, 
Se renova a cada amanhecer, com fervor. 

Poema: Odair José, Poeta Cacerense