domingo, 7 de abril de 2024

Contra o racismo

Prisioneiro de uma herança maldita 
Exposta publicamente por racista 
Que gritam em altos brados: 
- Ei, crioulo de merda! 
Alguém até olha com desdém 
Enquanto ele continua a vociferar: 
- Levanta esse rabo sujo daí! 
Como se o mundo pertencesse aos brancos 
Grita mais alto dessa vez: 
- Larga de ser preguiçoso 
Que aqui não é da tua laia! 

Quem poderá deitar em sua cama e dormir 
Depois de ouvir tantas injúrias? 
Ecoa ainda em sua mente 
A fala sútil daquela pessoa: 
- Tirem esse preto de perto de mim! 

E quando vira o rosto para a parede 
Ainda consegue ver as correntes 
Estão amarradas em seu subconsciente 
Os grilhões que prenderam seus ancestrais 
Nos ignominiáveis navios negreiros 
Que os trouxeram da África. 
Até quando deverá carregar essas marcas? 
Até quando pode suportar esse desprezo? 

Em pleno século vinte e um 
É espancado com palavras que ferem 
Menosprezado por sua cor de pele 
Como se merecesse o castigo divino. 

O que vamos fazer a respeito? 
Porque o certo é que possamos lutar 
Para erradicar do nosso meio 
Toda forma de preconceito! 

Poema: Odair José, Poeta Cacerense

sexta-feira, 5 de abril de 2024

Do amor não correspondido

No silêncio dos suspiros, ecoa o lamento,  
Um coração, num vácuo, busca forte emoção.  
Em sombras dançantes, se perde o caminho,  
Um amor não correspondido, triste canção.    
 
Nas asas do vento, voa a esperança,  
Mas o destino, implacável, causa o vazio.  
O olhar que busca, encontra apenas desilusão,  
E o amor não correspondido, feito de frio.    
 
No jardim da ilusão, florescem espinhos,  
Onde sonhos desfeitos viram falta de amor.  
Um coração que anseia por um sentimento,  
Encontra apenas desdém e tremenda dor.    
 
Nas estrelas distantes, brilha a lembrança,  
De um amor que não teve reciprocidade.  
Como um rio sem leito, segue a solidão,  
Do amor não correspondido, triste saudade.    
 
Mas ainda assim, mesmo na solidão,  
Persiste a chama, a ardente paixão.  
Pois o coração que ama, mesmo que em vão,  
É capaz de encontrar luz na escuridão.    
 
Poema: Odair José, Poeta Cacerense

Contra o Bullying

No palco da vida, onde crianças brilham, 
Onde risos devem florescer na alma infantil, 
E no coração de cada ser pequeno e inocente, 
Um eco de ternura, um sonho sutil. 
 
Mas entre os risos, uma sombra se ergue, 
Um espectro de dor que a alma corrói, 
O bullying, cruel vilão que desafia, 
A inocência, a pureza que não sorri, dói. 
 
Com palavras afiadas, ele fere, 
Como flechas lançadas sem piedade, 
Deixando cicatrizes na alma, na mente, 
Um tormento que ruge em toda idade. 
 
Mas ergue-se uma força, um brado alto, 
De mãos dadas, em união e coragem, 
Contra o bullying, marchamos lado a lado, 
Em defesa da justiça essa é nossa mensagem. 
 
Com muito amor e empatia como armas, 
Nós combatemos essa escuridão, 
Plantando sementes de puro sentimento, 
Para que floresça a verdadeira união. 
 
Cada ato de gentileza, uma luz, 
Que dissipa as sombras do desamor, 
E assim, juntos, construímos um mundo, 
Onde o bullying não tem espaço, nem vigor. 
 
Que cada criança possa crescer livre, 
Em um mundo onde deve ser lei o respeito, 
Onde o amor e a compreensão florescem, 
E a crueldade do bullying se desfaz do peito. 
 
Poema: Odair José, Poeta Cacerense

quinta-feira, 4 de abril de 2024

Impossível ignorar

 Permita-me expressar 
A profunda admiração que sinto por você. 
Desde o momento em que nossos caminhos se cruzaram, 
Tenho sido cativado 
Pelo brilho singular que você irradia. 
Sua presença 
É como um raio de sol em um dia chuvoso, 
Capaz de aquecer até mesmo os corações mais frios. 
 
A cada interação, 
Você desperta em mim 
Um turbilhão de sentimentos positivos. 
Sua energia contagiante 
E sua aura de bondade 
Deixam uma marca indelével 
Em todos que têm o privilégio de conhecê-la. 
Você é como uma fonte inesgotável de inspiração, 
Motivando-me a alcançar novas alturas 
E a abraçar a vida com fervor renovado. 
 
É impossível ignorar 
A profundidade 
Dos sentimentos que você desperta em mim. 
Cada vez que olho nos seus olhos, 
Sinto-me envolto 
Por uma sensação de paz e serenidade, 
Como se o mundo todo desacelerasse 
Para nos permitir desfrutar daquele momento único. 
 
Saiba que sua presença 
É um presente inestimável, 
E cada dia que posso te ver 
Torna-se uma bênção que não passa despercebida. 
Você é mais do que uma simples jovem moça; 
Você é a personificação da beleza, 
Da graça e do amor neste mundo tão complexo. 
 
Que sua luz continue a brilhar intensamente, 
Guiando o caminho 
Daqueles que têm a sorte de cruzar seu caminho. 
Que você sempre se lembre 
Do impacto positivo 
Que causa na vida das pessoas ao seu redor, 
E que continue a espalhar seu amor 
E sua bondade por onde quer que vá. 
 
Poema: Odair José, Poeta Cacerense

quarta-feira, 3 de abril de 2024

Não posso te esquecer

A alma anela por um dia de paz 
Na caminhada solitária da vida. 
O anseio de dias menos sufocantes 
Na trajetória por mim escolhida. 
 
O desejo que percorre o sentimento 
Estraçalha o coração 
Transforma os sonhos reais 
Na mais pura ilusão. 
 
Caminho na escuridão da noite 
Tentando dar paz ao meu viver 
Mas, seus olhos me perseguem na noite fria 
Me dizendo que não posso te esquecer. 
 
Durante o dia escondo-me do sentimento 
E procuro nas lembranças me acalmar 
Seu perfume conduzido pelo vento 
Vem até mim e de você me faz lembrar. 
 
Quero esquecer o seu carinho 
Que um dia me acalmou 
Mas, não consigo deixar de pensar 
Naquela que meu coração sempre amou. 
 
O que posso fazer se amo você? 
É a pergunta que me alucina 
Sem ter uma resposta plausível 
Porque sua beleza me fascina. 
 
Poema: Odair José, Poeta Cacerense

terça-feira, 2 de abril de 2024

Seu prisioneiro

Não conseguiu olhar em meus olhos 
E descobri a razão 
Não há no seu coração 
O desejo que sinto por ti 
E sem essa reciprocidade 
O que resta é ilusão. 

Eu deixo-me ser levado além 
Vou para um outro caminho 
Deixo você caminhar livremente 
Para o lugar que deseja 
O amor deve ter essa liberdade. 

Não posso negar o meu sentimento 
Mas, também, não posso ser seu prisioneiro 
Se não há como ficar ao seu lado 
Prefiro deixar que se vá 
Como o sol se despede de mais um dia. 

Nas minhas lembranças você estará 
Com a singeleza de seu ser 
Com seu sorriso tão meigo 
Seu olhar tão sedutor 
Que fez nascer em mim esse amor. 

Tal como uma borboleta no amanhecer 
Voe para o seu destino 
Escolha a flor que quiser 
E sinta-se feliz nesse jardim 
Que tem inúmeras possibilidades. 

E se acaso algum dia 
Sentir vontade voltar 
Porque descobriu que aqui é seu lugar 
Quem sabe eu ainda esteja aqui 
Com o coração aberto para você. 

 Poema: Odair José, Poeta Cacerense

segunda-feira, 1 de abril de 2024

Um poema sem palavras

No recôndito da alma, onde o silêncio se faz voz, 
Desperta um sentimento que transcende a razão. 
É o amor, esse fogo que arde e não consome, 
Que brota como uma flor em meio ao breu do desconhecido. 
 
É um eco suave que ressoa no peito, 
Um sussurro do universo que nos faz incompletos. 
Nas curvas do destino, ele se entrelaça, 
Como fios de luz que tecem uma tapeçaria sem fim. 
 
É o encontro de duas almas perdidas no tempo, 
Que se reconhecem como se já se conhecessem. 
É a melodia suave que embala os corações, 
Um poema sem palavras, uma canção de emoções. 
 
Nas profundezas da alma, ele encontra morada, 
Eleva-se como uma chama que jamais será apagada. 
É o amor, esse mistério que desafia o entendimento, 
E nos envolve num abraço eterno e inexplicável. 
 
Que esse sentimento, doce como o mel, 
Permaneça em nós, como uma estrela no firmamento. 
Que nos guie pelos caminhos da vida, 
E nos faça sempre enxergar a beleza do sentimento. 
 
Poema: Odair José, Poeta Cacerense

sábado, 30 de março de 2024

Quando não se pode evitar

Eu carrego em mim o peso do mundo 
Pelo menos essa é a sensação 
Eu penso em você o tempo todo 
E não vejo o brilho do seu olhar 
O que eu tanto desejo ver. 

O sentimento em mim é salutar 
Mais profundo que o oceano 
Maior do que eu poderia imaginar 
Porque não consigo deixar de pensar 
Na beleza que vi em seu sorriso. 

Carrego a dor de uma ilusão 
A desilusão do estar apaixonado 
Sem saber se um dia será notado 
Pelos olhos daquela a quem ama 
Porque assim é os desencontros da vida. 

Deixo-me cair no canto escuro 
Quero apenas descansar de toda dor 
Do peso de carregar esse sentimento 
Que esmaga o meu coração ferido 
Porque quero apenas deixar de pensar. 

Mas, quem somos nós para poder escolher 
Quando o coração encontra o olhar 
Não tem para onde poder correr 
Se o destino é nos apaixonar 
Quando o sentimento não se pode evitar. 

 Poema: Odair José, Poeta Cacerense

quinta-feira, 28 de março de 2024

É o fim do amor sincero que senti

Eu amei cada vez que vi o seu olhar 
E a beleza que neles encontrei me fizeram apaixonar 
O mistério que queria muito desvendar 
Fizeram-me com o profundo coração te amar. 
 
O seu sorriso tão lindo era minha razão de viver 
Como uma primavera florida no amanhecer 
Sua beleza ao sorrir causava o encanto ao te ver 
E mostrava o quanto o amor podia crescer. 
 
E poderia falar das coisas do meu coração 
Todas as vezes que sentia essa emoção 
De olhar em seus olhos e procurar a paixão 
Que poderia tirar-me da triste solidão. 
 
Mas você não era sincera com o sentimento 
E nem queria caminhar comigo sentindo o vento 
Eu não estava junto a você em nenhum momento 
Pois não fazia parte do seu pensamento. 
 
Chorei a triste ilusão de saber que não tinha o seu amor 
E no meu peito instalou-se uma profunda dor 
Que carrego nos dias maus sem esplendor 
Do qual não consigo me livrar seja por onde for. 
 
É o fim do amor sincero que senti em meu peito 
Do amor que não me deixa pensar direito 
Do amor que desejava ser eleito 
Mas que na manhã do tempo foi desfeito. 
 
Sigo o caminho dessa triste solidão 
Seus olhos foram a causa da minha ilusão 
Você que sempre cativou a minha emoção 
Já não é mais minha fonte de inspiração. 
 
Poema: Odair José, Poeta Cacerense

quarta-feira, 27 de março de 2024

Observação

Caminhando devagar 
O olhar contra a luz do sol 
Os pensamentos distantes 
Como se o mundo não existisse 
Nem para os que desejam sonhar. 
 
Pássaros não voam mais 
Sem saber a direção certa 
Nem escondem no ninho 
Seus filhotes inocentes 
Que acabam de nascer. 
 
Ondas elétricas assustam 
Os ratos que desfilam pelos fios 
Camudongos ameaçadores 
Podem não fazer nenhum mal 
Mas nunca saberemos. 
 
Cada um faz o que quer 
Porque assim foi definido pelo tempo 
E o sol nascer em qualquer manhã 
São as diretrizes de um mundo em transformação 
Como os pilares de uma construção. 
 
No meu canto sozinho 
Apenas observo o desenrolar das coisas 
Os acontecimentos terríveis 
Que causam momentos singelos 
Naqueles que querem apenas pensar. 
 
Nunca deixe de falar o que sente 
Não cause mal a você mesmo 
Liberte-se das amarras e nós 
Que cerceiam a sua liberdade 
Como se você não pertencesse a esse lugar. 
 
Fale com a ousadia 
Com a coragem que lhe é peculiar 
Para que o mundo o conheça 
Como se faz necessário 
Para uma caminhada até o destino final. 
 
Poema: Odair José, Poeta Cacerense

terça-feira, 26 de março de 2024

Agora o coração reclama

Estou tão triste hoje 
Lágrimas rolam de meus olhos 
Uma ausência sentida 
De não mais ver o seu olhar. 
Na noite fria 
Deixo-me rever as lembranças 
De seus olhos tão meigos 
Que davam esperança a minha vida. 
Eu amei de todo meu coração 
Seus olhos sedutores 
Que me deixaram na solidão 
Daquela despedida. 
Agora o coração reclama 
A ausência de seus carinhos 
Sua voz durante as noites 
Em que o sono não chegava. 
Tudo é saudade sem você 
E há um vazio na minha alma 
Que não pode ser preenchido 
Sem o brilho do seu olhar. 
 
Poema: Odair José, Poeta Cacerense

segunda-feira, 25 de março de 2024

A insensatez da guerra

Na fronteira da loucura e da dor, 
Onde os sons são temor e destruição, 
Ecoam os gritos, a triste melodia, 
Da insensatez que assola sem razão. 
 
Guerras que brotam como ervas daninhas, 
Ceifando vidas, almas inocentes, 
Homens e mulheres, jovens e velhos, 
Envolvidos na dança dos planos indecentes. 
 
Nas cinzas dos sonhos queimados pelo fogo, 
Perdemos o rumo, esquecido o desatino, 
Onde a razão se desfaz em frangalhos, 
E a esperança se perde do destino. 
 
Oh, insensatez que cega os olhos da alma, 
Que nos leva a uma imensa tristeza, 
Onde o silêncio é o lamento mais profundo, 
Das vidas perdidas nos campos da incerteza. 
 
Que saibamos, enfim, romper esta corrente, 
Erguer a bandeira da paz no coração, 
Pois só no abraço fraterno de cada um, 
Encontraremos a verdadeira redenção. 
 
Poema: Odair José, Poeta Cacerense

domingo, 24 de março de 2024

Senso crítico nebuloso

Já não andamos mais sozinhos 
Não querem que acredite nisso 
Estamos embutidos em modelos aceitos 
Como lógicos e ideais. 
Padronizaram o comportamento 
Padronizaram as emoções humanas. 
Somos robôs 
A mídia está aí para comprovar 
Ela faz com que cumpramos as determinações do mercado 
Vestimos as mesmas coisas 
Vamos com nossos filhos ao MC Donald's 
Tomamos Coca-Cola 
Gostamos de futebol e carnaval 
Tudo parece imutável, 
Natural e eterno. 
Não percebemos 
Os mecanismos de racionalização 
Aqueles que apelam para a razão. 
Preferimos agir da forma que nos é colocada como correta 
Elegemos os candidatos da burguesia 
Somos controlados sem nos darmos conta 
Compramos o que não nos é necessário 
Acreditamos que estamos contribuindo 
Para uma sociedade organizada 
Sob o lema da Ordem e Progresso. 
Os apelos são tão fortes 
Que tornam o nosso senso crítico nebuloso. 
O que fazer então? 
Resta-nos buscarmos formas de resistência 
Resistir a tudo que está posto 
Resistir a dominação e controle. 
Eis a chamada para a libertação! 

 Poema: Odair José, Poeta Cacerense

sábado, 23 de março de 2024

Entre as sombras da noite

Nos recantos da minha alma 
Ecoa um profundo lamento, 
Uma sinfonia que triste ressoa 
Pela perda de um grande amor. 
Como as sombras que dançam na noite 
Minha dor se entrelaça com a solidão 
E uma outra vez 
Me encontro perdido 
Ao ver-te no aconchego de outros braços. 

Cada batida do coração 
É um eco de saudade, 
Um murmúrio das lembranças que se agarram a mim 
Como heras em uma antiga parede. 
Recordo os momentos de felicidade 
Que outrora compartilhamos, 
As promessas sussurradas aos ouvidos 
Agora são diluídas pelo vento 
No ar gélido do desespero 
Que insiste em invadir a minha alma. 

Ver-te nos braços de outra pessoa 
É como ter meu coração dilacerado a cada instante, 
Uma carência que tortura minha alma 
Provocando um silêncio profundo. 
Sinto-me desorientado 
Em um labirinto de emoções, 
Onde a tristeza é minha única companhia, 
E a solidão, a minha única confidente. 

A noite se estende 
Como um manto sombrio sobre minha existência, 
E eu me afundo em meus pensamentos, 
Buscando em vão 
O alívio para esta dor alucinante. 
Mas, entre as sombras da noite, 
Tua presença persiste, 
Um fantasma que me assombra 
E percorre cada recanto da minha mente. 
Oh, como anseio pelo suave toque dos teus dedos, 
Pelo calor reconfortante do teu abraço! 

Triste de mim agora, 
Que sou um espectro solitário, 
Vagando pelos escombros 
Do que um dia foi o nosso grande amor. 
O que me resta neste momento 
É ter a solidão como testemunha, 
Da saudade que me assola 
Em seu congelante abraço. 
Pois o mundo continua seu curso implacável, 
E meu coração permanece cativo das memórias 
Do tempo em que tive você por perto, 
E da dor de ver você partir 
Em busca de um outro amor. 

 Poema: Odair José, Poeta Cacerense

sexta-feira, 22 de março de 2024

O espelho da realidade

Consegue ver no espelho a realidade? 
Consegue vislumbrar 
Exemplos claros do que ocorre na sociedade 
No meio político 
No meio ideológico? 
Ou será que vemos apenas o mascaramento 
Uma realidade social embaçada 
A legitimação da exploração 
Da dominação? 
O que diferencia o falso do verdadeiro 
O justo do injusto? 
Parece-me que o que importa mesmo 
É a estabilidade 
A ausência de conflitos 
E o que impera na sociedade 
É a violência 
O medo da existência 
Conflitos ideológicos 
Guerras sem fim, fome 
Até quando? 
Olhe-se no espelho e veja 
O que consegue ver? 
A distopia de um mundo em chamas 
A humanidade presas nas teias sinistras 
Dominada pelas redes sociais 
Onde não conseguimos ver um futuro. 

 Poema: Odair José, Poeta Cacerense