quarta-feira, 5 de junho de 2024

Um mistério em cada esquina

Cada caminho trilhado é uma incógnita 
Um mistério em cada esquina 
E ninguém sabe o que irá acontecer 
No amanhã que pode nem surgir 
Se você não abrir os seus olhos 
Quando os primeiros raios de sol 
Bater na janela ao lado. 
 
Há um grupo de pessoas que vivem alheias 
Zombam de qualquer coisa que veem 
Sem saber que tudo não passa de ilusão 
De sonhos desfeitos nas frias madrugadas 
Quando muitos não conseguem dormir 
Porque são atormentados por pesadelos 
Que perturbam as mentes ociosas. 
 
Nos caminhos tortuosos de inverdades 
Alguns são presas muito fáceis 
Enquanto outros dão esperança 
De que podem resistir muito mais tempo 
Mas tenho minhas dúvidas em relação a isso 
Porque ninguém consegue prever o futuro 
E não sabem o que tem depois daquela esquina. 
 
Enquanto isso os vermes continuam 
Eles insistem em ocupar os espaços públicos 
Os sanguessugas sem sentimentos 
Os mesmos que se dizem humanos 
Mas que não sabem o que é humanidade 
Que preferem ver o sangue escorrer 
Pelas veias feridas do tempo. 
 
Poema: Odair José, Poeta Cacerense

terça-feira, 4 de junho de 2024

Você é a razão

Cada vez que olho para você, 
Sinto um turbilhão de emoções 
Que me fazem querer ser a melhor versão de mim mesmo. 
Seu amor me transforma 
E me inspira a alcançar novos horizontes. 
Você é minha paixão, 
Meu amor eterno, 
E por você, eu atravessaria qualquer obstáculo. 
 
Seus olhos são como janelas 
Para um universo onde só existe amor e ternura. 
Sua presença me completa 
De uma forma que eu nunca pensei ser possível. 
Eu quero passar cada momento ao seu lado, 
Amando você com toda a intensidade do meu ser. 
 
Você é a razão 
Pela qual meus dias são mais brilhantes 
E meus sonhos mais doces. 
Sua voz é a melodia que acalma minha alma e seu riso, 
A música que alegra meu coração. 
Eu te amo profundamente 
E sou eternamente grato por você estar na minha vida. 
 
Quando estou com você, 
Sinto que encontrei 
A peça que faltava no quebra-cabeça da minha vida. 
Seu toque é mágico e sua presença, 
Uma constante fonte de felicidade. 
Amo você de um jeito que palavras não conseguem descrever, 
E a cada dia, minha paixão por você só cresce. 
 
Desde o momento em que te vi, 
Meu coração soube que estava destinado a bater por você. 
Seu sorriso ilumina meus dias 
E seus olhos são meu refúgio seguro. 
Cada instante ao seu lado 
É um presente inestimável 
Que eu valorizo mais do que qualquer tesouro. 
 
Poema: Odair José, Poeta Cacerense

No olhar dela

No olhar dela, um mar de doce encanto, 
Onde o meu coração se perde em prece, 
Navego em ondas de um amor que declamo, 
Em versos de paixão que o tempo tece. 

Seus olhos são faróis, guiam-me a alma, 
Por caminhos de luz e de ternura, 
E neles encontro a paz que acalma, 
Um oceano de amor, pura candura. 

No seu olhar, há estrelas a brilhar, 
Que iluminam os sonhos mais secretos, 
E me fazem acreditar e amar, 
Nesse fascínio que me deixa inquieto. 

Poema: Odair José, Poeta Cacerense

segunda-feira, 3 de junho de 2024

Se o amor não faz parte

Linda e sedutora 
Sua imagem surreal 
A impregnar minha mente e causar o meu mal. 
 
Na ansiedade do sonho 
Que nasceu a partir do beijo 
Transformou minha vida num poço de desejo. 
 
Mas sua singela beleza 
Contrasta com a rudeza 
De um coração vazio e cheio de tristeza. 
 
Se o amor não faz parte 
Da sua ínfima existência 
Que me deixe seguir sozinho e, no futuro, ter experiência. 
 
A experiência ensina 
A não ser seduzido pelo olhar 
De alguém que só tem beleza mas que não sabe amar. 
 
Poema: Odair José, Poeta Cacerense

Caminhos desconhecidos

Sigo por caminhos estranhos 
E não sei bem onde estão os meus pés 
Caminhos desconhecidos 
São trilhados por quem deseja algo maior 
Que quer sair do mesmo lugar 
Em busca do desconhecido. 
 
Pode parecer estranho até 
Mas nunca estamos no mesmo caminho 
Os passos que damos hoje 
Nunca foram dados em outros momentos 
E jamais serão repetidos outra vez 
Então, por que temos medo? 
 
Olhe para as estrelas e veja 
Em algum lugar do planeta 
Alguém também olha na mesma direção 
Mas você nunca saberá quem é 
Porque estamos presos em um redoma de vidro 
E não enxergamos além dos nossos narizes. 
 
Pode até discordar de mim 
Mas não pode negar o fato explícito 
De que não sabemos muita coisa 
Que o universo é um mistério para nós 
Um eterno desconhecido de nossa memória 
Porque estamos destinados a essa limitação. 
 
O que pode nos salvar dessa maldita rotina 
É o fato de podermos voar na imaginação 
Romper com a aurora da vida 
Trilhar caminhos antes desconhecidos 
Em direção ao conhecimento do mundo 
Porque somos livres para buscar a sabedoria. 
 
Poema: Odair José, Poeta Cacerense

domingo, 2 de junho de 2024

Ser poeta é...

Ser poeta é viver de sonhos tecidos, 
Nas linhas finas de um verso encantado, 
É ter a alma em palavras vestida, 
É ser do mundo um eterno apaixonado. 

II 
Ser poeta é abraçar o invisível, 
Dançar com as estrelas em noite fria, 
É mergulhar no mar do imprevisível, 
E emergir com pérolas de fantasia. 

III 
Ser poeta é sentir o indizível, 
Transformar em rima a mais profunda dor, 
É fazer do silêncio um canto audível, 
E da tristeza, um jardim em flor. 

IV 
Ser poeta é ouvir o sussurro do vento, 
E nele encontrar histórias sem fim, 
É pintar o amor em cada momento, 
E fazer do papel um confidente, um jardim. 

V 
Ser poeta é ser ponte entre mundos, 
É ter na palavra o poder da criação, 
É, na fragilidade dos segundos, 
Forjar eternidades com o coração. 

VI 
Ser poeta é, enfim, ser essência, 
É viver na magia de cada olhar, 
É fazer da vida uma eterna querência, 
E nos versos, a imortalidade encontrar. 

 Poema: Odair José, Poeta Cacerense

sábado, 1 de junho de 2024

Mil segredos temos nós

Tu sabes das sombras que assombram meus dias, 
Das dores antigas, das velhas agonias. 
E eu conheço teus medos, os sonhos perdidos, 
Em cada confissão, nossos mundos traduzidos. 

Em cada olhar, um mistério guardado, 
Nos sussurros da noite, segredos revelados. 
Mil segredos temos, um do outro, escondidos, 
Num oceano de silêncios, nossos destinos unidos. 

Guardo o som da tua voz, um segredo encantado, 
E o toque das tuas mãos, um sussurro calado. 
Em troca, te dou meus versos, minhas histórias passada, 
Em cada palavra escrita, minha essência revelada. 

Mil segredos, um do outro, são nossa riqueza, 
Guardados no coração, com toda delicadeza. 
Não são fardos, mas tesouros preciosos, 
Que fortalecem nosso amor, em momentos silenciosos. 

Poema: Odair José, Poeta Cacerense

sexta-feira, 31 de maio de 2024

Ecos distantes em nossa cabeça

Algumas vezes acontece 
De sermos esquecidos pelo caminho 
Quando os germes pronunciam linguagens 
Temos que percorrer a nossa odisseia corriqueira 
Sabendo que as palavras fervilhantes 
Tomam forma quando não as estamos vigiando. 

Nunca há frescor nas estações 
Toda existência é bem sufocante 
E quase sempre perdemos o esconderijo da infância 
Não importa a nossa maturidade 
Sempre haverá atrasos em nossos olhos 
Porque a tristeza se esconde debaixo de nosso nariz. 

Talvez no próximo ano nós conseguimos 
Cumprir as resoluções de ano novo, ou nunca 
Talvez nas próximas férias vejamos o por do sol 
E nos livramos do perigo que sempre está com os adultos 
Não importa os ecos distantes em nossa cabeça 
Alguém que você não pode ver pode estar falando. 

Nada nunca é o que parece ser 
Você está sendo vigiado e nem percebe isso 
Quando virar a próxima esquina e chegar na próxima casa 
O olho do Grande Irmão está te acompanhando 
Sorrateiramente vigia os seus passos trôpegos 
E você não passa de mais um pontinho na tela de vigilância. 

Você não me parece estranho 
Apesar de não saber a sua procedência sintética 
Nunca hei de virar as costas para um desconhecido 
Não senhor, nunca colocarei "senhor" no final 
O mundo é um lugar estranho de se viver com alguma certeza 
Porque o destino de cada um pertence a cada um. 

Poema: Odair José, Poeta Cacerense

quinta-feira, 30 de maio de 2024

Só não sei como te dizer

Você levanta o olhar de leve 
Tem um singelo sorriso no rosto 
Eu permaneço em silêncio 
Apenas consigo olhar 
Desejando ter as palavras certas 
As muitas que encenei diante do espelho 
Mas que não consigo dizer 
Porque sou silenciado pelo seu olhar 
Você parece saber 
O que se passa no meu coração 
A angústia da minha alma 
Em não saber expressar esse sentimento 
Esse desejo que abala a minha estrutura 
Todas as vezes que vejo sua imagem 
Sua presença tão marcante diante de mim 
Leva-me ao mundo dos sonhos 
Onde estamos juntos para sempre 
Passeando pelos infinitos jardins 
Cercados por borboletas 
Vivendo a mais linda história de amor 
E por isso não quero acordar 
E nem que você vá embora 
Porque o amor está no meu coração 
Só não sei como te dizer. 

 Poema: Odair José, Poeta Cacerense

quarta-feira, 29 de maio de 2024

Ignorância


Cegueira de alma, 
verdades esquecidas. 
Mente fechada, 
luz não vista. 

 Poema: Odair José, Poeta Cacerense

terça-feira, 28 de maio de 2024

Nunca tenho as palavras certas

Queria muito ter as palavras certas 
Que pudesse despertar o seu coração 
Que a fizesse acreditar no meu sentimento 
No amor que tento deixar transparecer 
Quando olho para você. 

O meu sentimento é singelo e verdadeiro 
Difícil expressar o que a alma sente 
Quando vejo o seu sorriso meigo 
Seu sorriso sempre tão espontâneo 
Fala de um coração cheio de paixão. 

Eu nunca tenho as palavras certas 
Elas se embaralham quando deveriam sair 
E eu não consigo dizer o que desejava 
Quando você sorri das minhas trapalhadas 
Vejo o quanto tens uma beleza única. 

Você é a estrela que brilha no meu céu 
A fonte de toda minha inspiração 
É quem canta a mais bela melodia de amor 
E encanta os olhos meus com essa frequência 
Que deixa o meu coração pronto para você. 

Poema: Odair José, Poeta Cacerense

segunda-feira, 27 de maio de 2024

Vejo que está feliz

Pareceu-me que seus olhos brilhavam 
E esse brilho era mais intenso 
Mais vívido do que antes 
E você sorria 
Como há muito tempo não fazia 
O sorriso lindo que um dia sorriu 
E me conquistou. 

Vejo que está feliz 
Que o amor toma conta do seu ser 
E eu estou a sofrer 
Porque deixei que partisse 
E não soube te amar 
Como você tanto precisava. 

De longe a observo 
A vejo sorrir com a felicidade 
Vejo a voar como as borboletas 
No jardim da eternidade 
Com o amor que tanto desejava 
E que não tinha para lhe entregar. 

 Poema: Odair José, Poeta Cacerense

sábado, 25 de maio de 2024

Porcos no poder

O passado que devora todas as lembranças 
Que consome a esperança de futuro 
Onde os pés são arrastados pelas areias 
Levados ao buraco negro da escuridão eterna 
Não nos serve de guia para as novas ilusões 
Apenas de guia do caos para o desespero. 

Não se pode saciar a fome poética 
Apenas com os cérebros intactos da juventude 
Quando procuramos meios de subversão 
Precisamos contar com as desilusões dos anciões 
Dos que viveram além dos mil dias de solidão 
Porque são os únicos que sabem a sensação. 

Como viver nesse sistema tão instável 
Onde quem não é ninguém pode tornar-se alguém 
Que irá pisar nas cabeças pensantes com violência 
E o que se ouvirá depois são os gritos de horror 
Que ecoa dos pensamentos de resignação 
Porque o mundo vai estar de cabeça para baixo. 

Não é nada fácil falar de justiça 
Em um mundo onde reina a impunidade explícita 
A falta de verdade e as inúmeras formas de violência 
Que corrói a base sólida da sociedade 
E não se dá ouvidos as vozes que clamam por liberdade 
Porque os porcos no poder não permitem. 

Faltam quatro horas para o fim do mundo 
Em algum canto obscuro do universo 
Onde as principais ideias de restauração foram corroídas 
E totalmente despedaçadas por seres inescrupulosos 
Sem nenhum pudor da inutilidade mortal da vida 
Onde algumas vezes somos esquecidos pelo caminho. 

Poema: Odair José, Poeta Cacerense

sexta-feira, 24 de maio de 2024

Circo de horrores

Os riscos invisíveis não podem ser possíveis 
Sem uma razoável dose de caos interior 
A mente inquieta do pensador pode extrapolar 
Mas não pode deixar de pensar além da imaginação 
Deve navegar os mares desconhecidos do tempo 
Em direção aos segredos do universo. 

Os desenhos nas paredes brancas 
Pode simbolizar o perecer fecundo do tempo 
Pode querer dizer alguma coisa importante 
Além das que estão formuladas em nossa mente 
Porque não sabemos muito sobre o universo 
E nem mesmo sobre o que se passa em nossa mente. 

O aroma perfumado da ilusão pode enganar 
Os sentimentos equivocados dos sonhadores 
Quando não se pode diferenciar de olhos abertos 
O sagrado e o profano que andam de mãos dadas 
Nas apresentações medíocres de pessoas manipuladas 
Enganadas em suas falsas esperanças de salvação. 

Línguas ásperas ejetam palavras obscenas 
E o pecado da carne é santo se comparado a embriaguez 
Dos que se colocam como deuses nos pedestais 
E provocam o caos nas mentes indefesas de quem não lê 
O que predomina nesses lugares lúgubres 
São lágrimas de festim transbordando fantasias. 

Um pequeno circo de horrores se forma 
Com artistas maquiados com as máscaras da hipocrisia 
Cheios de euforia como um rio transbordante 
Sem perceberem que o destino é tão certo como a luz do dia 
E a colheita chegará na estação certa 
Onde haverá a separação crucial do trigo e o joio. 

 Poema: Odair José, Poeta Cacerense

quinta-feira, 23 de maio de 2024

Trombetas que ecoam no vazio

Trombetas que ecoam no vazio da existência 
Que assustam mais do que alerta 
Nas altas muralhas da ignorância 
Uma geração anda de um lado ao outro 
Sem ter a noção de onde seus pés estão 
Frutos de uma implacável lavagem cerebral. 

Há os que dormem e não podem acordar 
Presos em seus pesadelos intermináveis 
Caminham para um abismo de desinformação 
E acreditam que os deuses traçaram os seus destinos 
Por isso fazem escolhas irracionais 
E rodopiam no vazio eterno da ignorância. 

Não queria falar sobre isso outra vez 
Mas tudo não passa de um verdadeiro retrato 
Retrato gasto pelo tempo que reflete reflexos 
De situações inusitadas na longa jornada da vida 
Momentos que gostaríamos de esquecer 
Mas que não conseguimos tirar de nossa memória. 

Olhe para os principais monumentos erguidos 
Veja o Cristo Redentor, o Colosso de Rhodes 
Vislumbre o Coliseu romano, a Estátua da Liberdade 
E observe se consegue desvendar os enigmas 
Se tem capacidade para enxergar o que eles carregam 
Os segredos ocultos da grande maioria da humanidade. 

Em algum lugar do planeta existe uma saída 
Ou apenas um lugar vazio de esperança para os mortais? 
Um mar vazio e seco contrasta com um lago de sangue 
E você não consegue olhar para o futuro 
Porque nem mesmo sabe o seu passado e vive fora da realidade 
Com a incerteza de uma vida presente. 

 Poema: Odair José, Poeta Cacerense