"O poeta tem uma alma sublime,/ Alma que o impossível quer sonhar;/ Como um pássaro alado/ As mais altas nuvens voar". Poema: Odair José, Poeta Cacerense - Um poeta nascido às margens do Rio Paraguai expressa aqui o seu sentimento de gratidão por ser cacerense. Para todos apreciadores da eterna poesia.
terça-feira, 29 de março de 2011
Não Fale de Amor
Quero apenas estar em silêncio
Viver o amanhã
Sem me preocupar com as lágrimas.
O amor já não está aqui
O peito está vazio
E o medo já não existe.
Seus olhos ofuscam minha visão
E quero me libertar
Do sonho construído.
Seja o que for
Não quero mais me arriscar
Nesse amor tão complicado.
Sinto a distância tomar conta
Mesmo estando junto de ti
E meus sonhos buscarem outras formas.
Não fale de amor comigo
Já não quero nem saber
O que poderia ter sido.
Saio em busca do horizonte
Onde espero encontrar
Outras formas de prazer.
Sem arrependimento,
Sem traumas.
Que fiquem as lembranças
De seu sorriso tão lindo na primavera
E dos meigos abraços nas noites de lua.
Não fale de amor
Para não magoar o coração
E não me espere mais.
Poema: Odair
quarta-feira, 23 de março de 2011
O QUE É O AMOR?
Uma emoção indefinida
Um suspiro na alma
Um vento forte
Que tira nossa calma.
Uma sensação incrível
Um brilho no olhar
Um desejo instanâneo
Ao ver seus olhos brilhar.
Uma paixão violenta
Que desponta no coração
Um sentimento incontrolável
Que invade a emoção.
Mil poemas escreveria
Tentando definir o amor
E mais dez mil poderia desenvover
Se tivesse vigor.
O amor é indefinível
Na sua essência de ser
Fala ao coração que o certo
É o amor deixar acontecer.
Poema: Odair
terça-feira, 8 de fevereiro de 2011
Lindo olhar
Seu lindo olhar fascina-me a todo instante.
Apaixono-me todas as vezes que os vejo brilhar.
Sinto saudades quando não os contemplo.
O brilho deles ilumina meu caminhar.
Poema: Odair
terça-feira, 1 de fevereiro de 2011
As três faces do amor
O verdadeiro amor é aquele que sofre.
Se você diz que ama, no entanto, não sofre por ele,
Então esse sentimento não é amor.
O verdadeiro amor é aquele que perdoa.
Somos humanos e suscetíveis ao erro.
Se você diz que ama e não perdoa,
Então esse sentimento não é amor.
O verdadeiro amor é aquele que sente saudade.
Saudade das pequenas coisas,
De um olhar, de um sorriso,
Enfim, de sensibilidade da pessoa amada.
Se você diz que ama e não sente isso,
Então esse sentimento não é amor.
Quem ama sofre, perdoa e sente saudade.
Poema: Odair
domingo, 30 de janeiro de 2011
Meu Coração
Guardo dentro do peito
Um amor que me faz viver
Uma paixão que me conduz
Um fogo que arde no meu ser.
Meu coração é um lugar sagrado
Onde vive o seu olhar
Nele deposito minhas canções
Que um dia vou te entregar.
O amor que sinto por ti
É imenso e salutar
É a fonte de vida
Que me faz caminhar.
Poema: Odair
terça-feira, 25 de janeiro de 2011
Num piscar de olhos
Antes que tivesse fim
A ausência que invadia meu coração
Seus olhos negros
Mostraram-me uma nova razão.
Como um pássaro alado
Procurei o seu carinho no alvorecer
Depois de uma noite fria
Precisava dele para continuar a viver.
Por algum tempo
Pensei não ter mais o seu amor
Pois a saudade queria
Preencher meu coração de dor.
Num piscar de olhos
Vi você em minha direção caminhar
Seu sorriso tão singelo
A revelar-me o quanto é bom te amar.
Poema: Odair
quinta-feira, 20 de janeiro de 2011
Nas asas do vento
Senti uma brisa suave pela janela entrar
No meu rosto triste ela veio tocar
Abri meus olhos na esperança de alcançar
A meiguice do seu intenso olhar.
Na noite escura da minha solidão
Busquei seu sorriso na imensidão
Queria que fosse o alento do meu coração
Pois você é, do meu viver, a razão.
Nas asas do vento tentei te esquecer
Voei para longe para não mais te ver
Só queria minha vida viver
E deixar em meu peito outro amor nascer.
Seus olhos foram à razão do meu amor
Distante deles sinto imensa dor
O sol já não tem brilho nem calor
E, no meu jardim, morreu essa flor.
Deixo-me voar nas asas desse vento
Para buscar-te no meu pensamento
Tentar ter paz neste momento
Em que tenho você no meu sentimento.
Poema: Odair
segunda-feira, 17 de janeiro de 2011
Insensato Coração
Na simplicidade de seus olhos
Vi a beleza da flor
E a fragrância sublime
Em mim, fez nascer o amor.
Como louco fui em sua direção
Na esperança de te abraçar
Desejava tanto por seu carinho
E só queria te amar.
Mas, você era apenas uma miragem,
Que desapareceu no amanhecer
Deixou-me sozinho a caminhar
Na solidão desse viver.
Tenho em mim tristeza e angustia
De uma grande desilusão
Pois, seus olhos foram à escolha errada,
Do meu insensato coração.
Poema: Odair
quarta-feira, 12 de janeiro de 2011
Vida
A vida é uma coisa incrível,
Espetacular, para ser mais preciso.
É uma arte moldada pelo maior artista
É um sonho. O mais lindo já sonhado.
Nascemos, crescemos e depois morremos.
Ai o jogo termina.
Para aqueles que acreditam em uma vida posterior,
Possivelmente há uma continuidade.
No entanto, mesmo que haja outra vida,
Ela não é a mesma que temos aqui
Temos uma única oportunidade de viver
Abrimos os olhos e ai tem uma jornada a ser seguida
Uma flor que desabrocha na primavera
E nos mostra um caminho lindo a seguir.
Cada olhar que cruzamos durante o dia
Nos mostra o quanto somos importantes
O quanto à vida é bela.
Vá aos epitáfios e considere essa oportunidade
A saudade estampa cada túmulo de vidas que se foram.
Passamos o dia sem notar uma folha que cai das árvores.
Esquecemo-nos de observar o pôr-do-sol
E não ouvimos o cantar dos pássaros.
Então a vida passa
E quando percebemos, ela se foi.
Os olhos tristes a olhar pela janela
Lembrar que a vida passou em brancas nuvens
E nunca mais voltará.
O que nos espera do outro lado do portal?
Essa vida que tivemos aqui já se foi.
Sou a primavera a despertar em flores
Sou o sol de verão
Sou o amarelar das folhas no outono
E a chuva fina do inverno.
Tenho uma vida dada pelo Criador
E feliz por viver.
Poema: Odair
domingo, 9 de janeiro de 2011
Quero alguém que não passe...
Quero alguém que não passe,
Alguém que não vire as costas no amanhecer
Mas, que permaneça até o entardecer.
Alguém que não passe como as folhas das árvores
Mas, que seja firme como as raízes mais profundas.
Alguém que não se perca
Como as palavras soltas pelos ares
Mas, que permaneça como as gravuras
Nas rochas eternas da memória.
Alguém que possas sorrir nos momentos de alegria
Mas, que enxugue minhas lágrimas quando chorar.
Alguém que, mesmo não sendo um especialista,
Compartilhe comigo os momentos de aprendizado da vida.
Além do horizonte consigo contemplar-te
Com esses olhos que saem do meu coração
Quero alguém que não passe pela minha vida
Mas, que esteja comigo quando dormir
E, ainda, esteja lá quando eu acordar.
Meus sonhos são a busca eterna desse sorriso
Que almejo ver na primavera
Mas, que não se desfaça no inverno.
Quero alguém que não passe quando caído estiver
Mas, que estenda suas mãos e me ajude a caminhar.
Alguém que me aceite com um sorriso
Mesmo sabendo dos meus defeitos e limitações
E entenda o meu amor.
Quero alguém que não passe simplesmente
Mas, que caminhe em direção ao meu coração.
Unicamente quero você.
Poema: Odair
sábado, 8 de janeiro de 2011
Intimidade - A imagem da tristeza
Antes do nada eu estou no mundo
Sou fruto da luta constante daqueles que me desejaram
Choro na escuridão da noite
E a tarde chora a sua ausência
E a chuva faz à tarde tão molhada.
Vivo o sonho dos que não sabem sonhar
Sou a alegria do dia calmo de verão
Choro na madrugada fria da solidão
Por saber que seus olhos já não estão aqui
E para sempre vou te procurar.
O meu íntimo sacoleja na manhã silenciosa
Sou a imagem da tristeza de uma vida vazia
Grito aos quatro cantos do mundo
Escrevo os meus versos tristes
Na esperança de nunca te esquecer.
Nada sou dentro de mim nesta jornada
Sou a desilusão do seu sorriso meigo
Ergo minhas mãos ao rosto para estancar as lágrimas
Silencio a minha dor na aurora da vida
E sorrio no fim de um triste dia.
O medo terrível da solidão se apodera de mim
Na medida em que se aproxima a escuridão da noite
Sei que terei devaneios assustadores
Pois existe um castigo da desilusão
Que açoita a minha consciência de um falso amor.
Escondo minha dor no profundo do meu ser
E danço uma valsa triste no salão do tempo
Espero a neblina cair no chão sólido
E estancar o sentimento do meu coração
Que lembra carinhosamente da sua presença.
Poema: Odair
segunda-feira, 3 de janeiro de 2011
Coração Sólido
No mais alto da minha dor
Olhei para o horizonte
E meus olhos não viram
A luz que irradiava.
A dor tremenda
Fazia-me cego
Para a vida
Que, do outro lado, despontava.
Mas, com ternura
E amor,
Guiou-me com braços fortes
Em direção a liberdade.
Não sabia se chorava
Ou sorria,
A vida mostrou-me que poderia
Ser feliz de verdade.
O coração mostrou
Ser feito de material sólido.
Apontou-me o raiar de um novo dia
Cheio de encantos.
As lembranças de hoje
Já não me causam mais confusão.
Sou livre e posso sonhar
Pois, do meu rosto, enxuguei os prantos.
Poema: Odair
sexta-feira, 24 de dezembro de 2010
O Natal de Stone Halls
Aconteceu em uma pequena cidade do Mato Grosso
No final dos anos oitenta
Circulava pela pequena praça da vila
Uma criança que tinha uma vista atenta.
Na noite anterior, véspera de Natal,
Tinha observado as pessoas em festa
Que passava por ele em meio burburinho
Sem saber que em seu estômago nada resta.
Há poucos dias passados sua mãe tinha ido embora
Deixando que ele pudesse sobreviver
Sem a proteção que só uma mãe pode dar
Em um mundo difícil de crescer.
O pai tinha que trabalhar para sustentá-lo
E com ele não podia, naquele dia, estar.
Enquanto as pessoas festejavam
Para ele não sobrava nem um olhar.
O cheiro suave das carnes sendo assada
Em suas narinas chegavam
Deixando sua fome mais apertada
E uma tristeza que seus pensamentos solapavam.
Não sabia por que passava por aquilo
Pois era uma criança que desejava a felicidade
Que tanto propagavam nesses dias
Mas que, para ele, só existia a saudade.
Com os olhos fundos de tristeza
Olhava para as casas cheias de gente
Sentia-se sozinho naquele universo
E sabia que, para eles, era indiferente.
Em sua cabecinha ficava uma inquirição
Que parecia resposta não ter
Por que falavam tanto em espírito natalino
Se ninguém importava com o seu sofrer?
Poema: Odair
sábado, 20 de novembro de 2010
Ser Negro
Quem um dia inventou a história
De que a cor negra era uma maldição
De que foi o castigo imposto a Caim
E o flagelo destinado a Cão?
Quem um dia inventou a história
De que o negro tinha que ser escravos
Para satisfazer interesses de senhores
Que se consideravam os bravos?
Por que mesmo em nossos dias
Onde nos encontramos tão civilizados
O racismo e preconceito insiste em existir
Mesmo que de modos velados.
Por que insistem em afirmar
Que a coisa tá preta no ruim momento?
E definem uma cor para as coisas más
Fixando isso no pensamento.
Consciência negra é para reflexão
Dos nossos atos e ideologia
Somos todos iguais nesta vida
E devemos viver em harmonia.
Ser Negro é ser humano
Com um carinho profundo
Tem uma vida em nada diferente
Das outras raças do mundo.
Poema: Odair
sexta-feira, 19 de novembro de 2010
Amor sem fim
Meu coração não tem ilusão
Com o seu amor não sinto dor
Não tenho segredo
Pois perdi o medo
De não ter o seu calor.
Sou a imagem dessa miragem
Que ao olhar deseja me amar
Seu amor me enriquece
Seus carinhos me enlouquece
Quando vejo seus olhos brilhar.
Minha flor, você é meu amor
Neste jardim cuida de mim
Tenho uma razão para viver
Jamais vou te esquecer
Pois essa paixão não tem fim.
Poema: Odair
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