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terça-feira, 3 de fevereiro de 2026

Homenagem ao Colégio Imaculada Conceição - CIC

Em mil novecentos e sete o mundo rangia sob máquinas e impérios, 
O século ainda aprendia a respirar eletricidade e aço. 
No Brasil, a República ensaiava sua ordem frágil, 
Entre vacinas, revoltas silenciadas e promessas de progresso. 
Em Mato Grosso, o tempo caminhava a cavalo e embarcações, 
Terra vasta onde a lei chegava sempre depois do sol. 
Cáceres despertava às margens do Rio Paraguai sereno, 
Porto de vozes, mercadorias e fronteira viva. 
Entre igrejas, armazéns e rumores vindos da água, 
O ano passava discreto, escrevendo história sem saber. 
 
II 
Emilie de Villeneuve ergueu, no silêncio da fé, um chamado, 
Onde a caridade não era gesto, mas caminho encarnado. 
No coração ferido do mundo, viu rostos esquecidos, 
E fez do serviço humilde a resposta aos desvalidos. 
Assim nasceu a Congregação, semente lançada na dor, 
Sob o nome da Imaculada Conceição, pureza e amor. 
Não de muros, mas de mãos abertas foi feita sua missão, 
Unindo oração e ação na mesma devoção. 
Seu legado vive onde há cuidado, ensino e compaixão, 
Como luz persistente guiando gerações na mesma vocação. 
 
III 
Quatro jovens irmãs cruzam o continente em silêncio e fé, 
Trazendo no peito o cansaço e a promessa do porvir; 
Madre Imelda Gastou guia o passo firme da esperança, 
Irmã Saint Laurent Mages carrega a palavra como lâmpada acesa, 
Irmã Denise Marcou recolhe dores alheias no olhar atento, 
Irmã Saint Anselme Pomès guarda o tempo como oração secreta. 
No primeiro dia de janeiro de mil novecentos e sete, 
O sol se abre sobre São Luiz de Cáceres como sinal, 
E a terra vermelha as recebe sem saber seus destinos, 
Pois ali começava um futuro escrito em passos humildes. 
 
IV 
No Cais, o povo cacerense, de mãos abertas e calor humano, 
Acolheu-as como quem reconhece um chamado sublime do céu. 
Entre sorrisos simples e olhares de promessa, seguiram juntas, 
Conduzidas pelas ruas quentes até o limite do quase nada. 
Na Rua Direita — hoje 13 de Junho — erguia-se a casa frágil, 
Pobre de móveis, rica de silêncio e esperança. 
Ali, a precariedade vestiu-se de sentido e devoção, 
E cada prece transformou a escassez em abrigo. 
A casinha tornou-se oásis, fonte de fé e vigília em ação, 
Nasce a Comunidade das Irmãs da Imaculada Conceição. 
 
V 
Em fevereiro do mesmo ano, a semente foi lançada, 
Mãos simples ergueram o sonho no chão da esperança. 
Entre letras primeiras, tintas e fios delicados, 
Nasciam vozes, traços, saberes entrelaçados. 
A alfabetização abria portas ao amanhã, 
A música ensinava o tempo a rezar em som. 
No bordado e na pintura, a paciência florescia, 
Nas artes do lar, o cuidado virava poesia. 
Pequeno em paredes, mas grande em vocação, 
Sob Maria Imaculada, surgia o educandário em oração. 
 
VI 
A Catequese moldava almas com zelo e ternura, 
Na formação humana e cristã, firme era a missão; 
Às portas dos pobres e dos leitos de dor, 
As Irmãs iam primeiro, levando fé e compaixão. 
Os meses iniciais nasceram de luta e sacrifício, 
Dias tecidos em renúncia, oração e suor. 
Pouco a pouco o colégio erguia seus muros, 
Como a cidade, aprendendo a sonhar mais alto. 
E elas, no silêncio do ofício diário, 
Aperfeiçoavam o ensino, servindo com amor o abecedário. 
 
VII 
Em mil novecentos e cinquenta e três lançou a semente, 
Surgiu o Curso Ginasial, farol para a educação nascente. 
Cáceres viu avançar seus sonhos e sua vocação, 
Sob o nome Ginásio Imaculada Conceição. 
Em cinquenta e sete, o Curso Normal se fez caminho, 
Formando gerações até setenta e cinco, com destino e carinho. 
Foi marco firme na história do saber local, 
Mantendo os jovens na cidade, num laço educacional. 
De escola feminina guardou por anos a tradição, 
Até tornar-se mista, em oitenta e nove, ampliando a missão. 
 
VIII 
No limiar dos seus cento e vinte anos de história, 
O Colégio Imaculada Conceição permanece em vigília, 
Guardando a essência que o tempo não apaga, 
Nem as pressas de um mundo cada vez mais fragmentado. 
Entre muros que aprenderam a ensinar, floresce a originalidade, 
Tecida com valores, saber e compromisso diário. 
À comunidade de Cáceres e de toda a região, 
Oferece mais que aulas: entrega formação e sentido. 
Mesmo na complexidade do presente, sustenta a qualidade, 
Fiel à Educação Básica, reconhecida pela Lei e pela vida na sociedade. 
 
IX 
Educação que acolhe, do primeiro brincar ao último exame, 
Abre portas e corações aos que buscam o conhecimento e sabedoria, 
Tecida nos valores cristãos que iluminam cada passo, 
E no carisma de Santa Emilie de Villeneuve, serviço e compaixão. 
Da Educação Infantil ao Ensino Médio, forma-se gente inteira, 
Com saber que inclui, escuta que cura e amor que ensina. 
Cultiva atitudes éticas, morais e cristãs no cotidiano, 
Desperta consciência lúcida para ler o mundo sem o medo soberano. 
Ousada para agir com justiça e crítica para discernir o tempo que avança, 
Preparando educandos a transformar desafios em esperança. 
 
 Tendo como missão ensinar com propósito e cuidado, 
Construir saberes no encontro entre luz e razão, 
Semear conhecimento com rigor e humanidade 
À sombra de valores cristãos no coração da educação com majestade 
Formar consciências livres, justas e sensíveis, 
Onde a ética orienta cada gesto e decisão, 
Respeitar as diferenças como dons indivisíveis, 
Fazendo da diversidade um caminho de união. 
Comprometidos com a cidadania que transforma, 
Educar é servir: é assim que a missão se confirma e se forma. 
 
XI 
No coração de Cáceres ergue-se um farol de saber, 
O Colégio Imaculada Conceição, feito de história e vocação, 
Onde cada sala guarda sementes de futuro, 
E cada passo no pátio ensina a caminhar com sentido. 
Ali, alunos e alunas aprendem mais que letras e números: 
Aprendem o valor do respeito, da escuta e da partilha, 
Forjam caráter entre livros, silêncios e descobertas, 
Unem fé, conhecimento e compromisso com a vida, 
Crescem como cidadãos atentos ao mundo que os cerca, 
E levam consigo a marca de uma formação que permanece. 
 
XII 
No amanhã que desponta, o Colégio Imaculada Conceição florescerá, 
Como jardim de saber, fé e esperança entre gerações. 
Seus corredores guardarão sonhos em marcha, 
E cada sala será semente de luz e responsabilidade. 
Sob o olhar sereno de Santa Emilie de Villeneuve, 
Brotarão coragem, serviço e amor ao próximo. 
Ela abençoará mãos que ensinam e corações que aprendem, 
Tecendo futuro com disciplina e ternura. 
Entre livros e valores, a missão seguirá firme, 
E o tempo reconhecerá a obra viva da educação que transforma. 
 
 
Poema: Odair José, Poeta Cacerense 
Cáceres, MT - 03 de fevereiro de 2026 
Aniversário de 119 anos de fundação do CIC 
Lançamento das homenagens aos 120 anos!

segunda-feira, 6 de outubro de 2025

Sobre Cáceres, MT

 I
 
Antes que o tempo bordasse os contornos da terra, 
O sol já repousava sobre o espelho das águas, 
E o rio — esse velho Paraguai de alma serena 
Cantava segredos às margens sagradas. 
Foi então que as vozes indígenas 
Ergueram aldeias ao sopro do vento, 
Onde o verde do mato e o ouro da tarde 
Se encontravam em puro encantamento. 
Veio o missionário, com cruz e esperança, 
Trazendo o verbo, a fé e a lembrança. 
Nasceu Cáceres, entre o sonho e o barro, 
Um relicário erguido do amor e do trabalho. 
 
II 
Oh Cáceres! Princesinha coroada de brisa, 
Que o Paraguai embala como mãe que acaricia. 
Teus casarões, de janelas azuis e saudades, 
Guardam histórias de antigas vontades. 
Das tropas e das canoas, ergueu-se o destino, 
Entre o sino da Matriz e o canto do menino. 
Tuas ruas são veias de um coração antigo, 
Onde o passado caminha ao lado do amigo. 
És rainha das águas, dos peixes e das festas, 
Dos carnavais de rua e procissões modestas. 
Em teu céu brilham memórias de outrora, 
Onde o tempo repousa e o povo comemora. 
 
III 
Teus filhos são feitos de sonhos e coragem, 
Lavradores da alma, poetas da paisagem. 
Cantam modas de viola, dançam cururu e siriri, 
E ao toque do tambor, o sagrado volta a florir. 
No cais em fins de tarde, o vento traz lembranças, 
Das boiadas, das promessas e das andanças. 
Cada pedra da praça tem uma linda história, 
Cada esquina respira uma bela memória. 
O povo de Cáceres é rio que não se cala, 
É fé que não morre, é luz que embala. 
No calor do sertão, na sombra do ipê, 
Há um sonho guardado, pronto para renascer. 
 
IV 
E no coração da cidade, entre versos e auroras, 
Surge um nome que o tempo não devora: 
Natalino Ferreira Mendes, trovador do Pantanal, 
Cuja pena é rio, anhuma, lavadeiras e festival. 
Em suas rimas, Cáceres ganha corpo e voz, 
A cidade se faz gente, e o povo, um todo em nós. 
Ele escreveu o perfume da tarde que declina, 
E a alma sertaneja que o destino ilumina. 
Oh poeta das águas, guardião da beleza, 
Tua poesia é flor que desafia a dureza. 
Por isso, a cidade canta mais alto e sorri, 
Porque há o eco da alma cacerense em ti. 
 
Hoje, Cáceres continua — entre ontem e agora, 
Tecendo esperanças que o tempo decora. 
Suas escolas, seus barcos, seu povo gentil, 
São sementes da história no solo do Brasil. 
E o Paraguai, velho rio enamorado, 
Beija-lhe as margens com cuidado. 
Pois sabe que a Princesinha jamais morrerá, 
Enquanto a poesia de Natalino ecoar. 
Que este canto permaneça, nas margens do luar, 
Como reza, memória e verbo a navegar. 
Pois quem bebe da fonte cacerense do saber 
Volta sempre, renascido, e vê a cidade renascer. 
 
Salve Cáceres, Princesinha do Rio Paraguai! 
Parabéns pelos seus 247 anos! 
 
Poema: Odair José, Poeta Cacerense 
Dedicado, também, ao saudoso poeta cacerense, Natalino Ferreira Mendes

Manifesto à Princesinha do Rio Paraguai

Cáceres, és mais do que um ponto no mapa — és um estado de alma. 
Tua história repousa nas calçadas de pedra, nas esquinas onde o tempo ainda se senta para conversar. 
Quem vive aqui sabe: há um silêncio que fala, há um rio que ensina, há um céu que sempre se abre como um livro antigo. 
 
Tu és feita de memória e ternura. 
Em tuas casas de janelas azuis, ainda moram as vozes de quem sonhou primeiro — tropeiros, poetas, pescadores, professoras que ensinaram mais que letras. 
Cada parede descascada é uma lembrança viva, cada sombra de árvore é uma promessa de abrigo. 
 
Viver em Cáceres é aprender a olhar o tempo nos olhos. 
É entender que as águas do Paraguai não passam: elas retornam, se renovam, sussurram. 
Elas carregam histórias, orações, segredos que o vento traduz. 
Aqui, o pôr do sol é um espetáculo gratuito e sagrado — uma missa de cores celebrada no altar do horizonte. 
 
Teus filhos te amam com a calma dos que não têm pressa de partir. 
Porque há prazer em permanecer. 
Em caminhar pela praça, cumprimentar rostos conhecidos, sentir o cheiro do pão de cada manhã. 
Há uma poesia que brota das tuas varandas, uma melodia que mistura riso e lembrança. 
 
Cáceres, tu és o ponto onde a história repousa para respirar. 
És cidade e refúgio, memória e futuro. 
Quem te conhece não te esquece, quem te deixa leva contigo um pedaço do peito. 
 
E por isso este manifesto não é de exaltação, mas de gratidão. 
Por seres abrigo de tantas vidas e sonhos. 
Por fazer do simples um motivo de encanto. 
Por lembrar-nos, todos os dias, que viver aqui é um ato de amor. 
 
Cáceres — cidade das águas e da alma. 
Tu és o espelho onde o tempo se contempla e sorri. 
 
Poema: Odair José, Poeta Cacerense 
Homenagem aos 247 anos de Cáceres, MT

Cáceres, porto de memórias

 Cáceres, porto de memórias, 
Onde o tempo se demora entre águas e murmúrios. 
As ruas antigas guardam passos que não se apagam, 
E cada pôr do sol é uma prece sobre o rio. 
 
Aqui, a história não dorme — ela suspira. 
Nas janelas de madeira, nos sinos que ecoam, 
Nas mãos que moldam a massa e o pão, 
Vive o espírito de um povo que sabe recomeçar. 
 
Há algo de sagrado em morar em Cáceres: 
É sentir o rio Paraguai falar com o vento, 
É ouvir o Pantanal acordar com os pássaros, 
É entender que o viver simples é, na verdade, grandioso. 
 
Cada esquina tem um conto, 
Cada praça um coração pulsando devagar. 
Cáceres é o livro que o tempo escreve 
Com letras de saudade e amor. 
 
Entre o passado colonial e o sonho moderno, 
Cáceres se ergue como uma ponte de alma. 
É cidade, mas também lembrança; 
É lar, mas também horizonte. 
 
Aqui o calor não é só do sol, 
É o abraço das pessoas, o tempero das histórias, 
O riso que nasce fácil nas antigas varandas 
Onde o tempo parece não ter pressa. 
 
Cáceres é feita de águas e de ausências, 
De barcos que partem e voltam com canções. 
É feita de fé e de festa, 
De rezas, tambores e silêncios cheios de vida. 
 
Viver aqui é ser parte do rio, 
É aprender a falar com o vento, 
É ver o pôr do sol pintar o céu 
E agradecer por existir um lugar assim no mundo. 
 
Há um prazer discreto em pertencer a Cáceres, 
Um orgulho que não grita, mas floresce, 
Como a vitória-régia ao amanhecer: 
Forte, bela, enraizada no coração do Pantanal. 
 
Cáceres, tu és tempo e ternura. 
Em ti, o ontem se mistura ao agora, 
E viver aqui é descobrir, todos os dias, 
Que o verdadeiro tesouro é o pertencimento. 
 
Poema: Odair José, Poeta Cacerense 
Homengem aos 247 anos de Cáceres, MT

quinta-feira, 4 de julho de 2024

Canção ao Festival de Pesca

Às margens do rio Paraguai, tão sereno, 
O povo de Cáceres celebra o seu festival, 
A pesca, o peixe, o amor ao terreno, 
Reúnem-se todos num rito anual. 
 
Em barcos coloridos, partem sonhadores, 
Laçando as águas com linha e anzol, 
Nasce entre eles, sob os raios solares, 
Uma dança que vai até o pôr do sol. 
 
Pescadores de alma e coração valente, 
Com olhos que brilham, reflete o luar, 
Desafiam as ondas, com ar contente, 
Esperando o peixe que vem a linha fisgar. 
 
E ao entardecer, quando o céu se pinta, 
Com cores de ouro e rubi sem igual, 
O festival vibra, se agita e cintila, 
Numa festa de amor e alegria tradicional. 
 
Cáceres, terra de rica tradição, 
Seu povo celebra a vida e a paz, 
No Festival de Pesca, nasce a canção, 
Que a todos encanta e feliz nos faz. 
 
Memórias de um tempo que é só beleza, 
Onde a natureza convida a ficar, 
E no fim do dia, com plena certeza, 
Voltamos pra casa, querendo voltar. 
 
Poema: Odair José, Poeta Cacerense

 

sexta-feira, 6 de outubro de 2023

Cáceres, 245 anos!

Cáceres, cidade querida do Mato Grosso, 
Neste dia especial, erguemos o nosso rosto, 
Para celebrar o teu aniversário, com carinho e emoção, 
Homenageando a tua história e a tua tradição. 

Às margens do Rio Paraguai, te encontramos a brilhar, 
Cidade de belezas naturais, que nos fazem suspirar, 
Com tuas margens, rios e matas a se estender, 
Cáceres, és um pedaço do paraíso que podemos ver. 

No teu passado, a bravura dos bandeirantes se fez presente, 
Explorando estas terras, desbravando o continente, 
Hoje, és um símbolo de orgulho, de força e de união, 
Uma cidade que cresce, com determinação. 

Tuas ruas contam histórias, de lutas e desafios, 
De um povo que trabalha, que desbravam os rios, 
Em busca de construir um futuro ainda mais grandioso, 
Cáceres, és um lugar verdadeiramente valioso. 

Neste dia especial, Cáceres, te saudamos com amor, 
Desejando que a prosperidade seja teu maior fulgor, 
Que a paz e a harmonia sempre estejam em teu seio, 
E que em teu aniversário, haja muitas alegrias em teu meio. 

Cáceres, Mato Grosso, és um tesouro sem igual, 
Nossa homenagem a ti, hoje e sempre será total, 
Que sigas a trilhar um caminho de sucesso e luz, 
Feliz aniversário, Cáceres, cidade que nos seduz! 

Poema: Odair José, Poeta Cacerense 
Em homenagem aos 245 anos de Cáceres, MT

quinta-feira, 5 de outubro de 2023

Cáceres, nascida Vila Maria

Nas margens do Rio Paraguai, Cáceres repousa serena, 
Uma cidade encantadora, bela e nem tão amena. 
Nascida como Vila Maria, cresceu com esplendor, 
No coração de Mato Grosso, um tesouro de valor. 

Às margens do rio que serpenteia com esplendor, 
Cáceres se ergue, majestosa e cheia de amor. 
Seu povo acolhedor, de sorriso a brilhar, 
É a essência dessa terra, a sua luz a irradiar. 

Na Praça Barão, o centro da vida e da paz, 
Histórias se entrelaçam, num cenário audaz. 
A Catedral se eleva, apontando aos céus de resplendor, 
Como um farol de fé, onde a alma sente o amor. 

Fronteira de horizontes, laços culturais, 
Cáceres é o encontro de povos, sem rivais. 
Mistura de culturas, cores e sabores, 
Nessa terra, o amor transcende, é um compor de amores. 

E assim, Cáceres floresce, orgulhosa e forte, 
No coração do Brasil, em sua própria sorte. 
Oh, cidade querida, és um presente a brilhar, 
Cáceres, és tesouro, és pérola desse lugar. 

Poema: Odair José, Poeta Cacerense
Em homenagem aos 245 anos de Cáceres

quarta-feira, 4 de outubro de 2023

Cáceres, erguida com glória

À beira do Rio Paraguai, erguida com glória, 
Cáceres, cidade que conta sua história, 
Um cais sereno, de águas a refletir, 
O passado, presente, num eterno fluir. 

No coração de Mato Grosso, és joia rara, 
Onde a natureza e a cidade se entrelaçam, clara, 
O rio serpenteia, sereno em seu traçado, 
Cáceres, nesse cenário, és um sonho abençoado. 

Cidade das águas, da pesca e do calor, 
O Pantanal, seu vizinho, é teu grande amor, 
Na flora e fauna, na vida que pulsa forte, 
Cáceres, és testemunha desse lindo norte. 

Na praça da Igreja Matriz, a história se revela, 
Em cada pedra, em cada rua, ela é bela, 
As tradições se misturam, num encontro plural, 
Cáceres, és um livro vivo, um museu natural. 

Imagem de um passado, com fé e muita devoção, 
Cáceres, és o retrato de uma terra de pura emoção, 
Na memória, no presente, no teu povo a lutar, 
Cáceres, és a alma do Mato Grosso a brilhar. 

Assim, junto ao rio, na cidade a sonhar, 
Cáceres, és um tesouro, és um lugar singular, 
Guardiã de uma história, de um passado a construir, 
Cáceres, és a joia de Mato Grosso a reluzir. 

 Poema: Odair José, Poeta Cacerense 
Em homenagem aos 245 de Cáceres, MT

terça-feira, 3 de outubro de 2023

Cáceres é farol que ilumina

Em Cáceres, cidade de sonhos e magia, 
O passado e o presente se entrelaçam com alegria. 
Nas margens do rio, no coração do cerrado, 
A história ancestral é um tesouro resguardado. 

Cáceres, berço de memórias e tradições, 
Guardiã das histórias de muitas gerações. 
Seus casarões coloniais contam segredos mil, 
Do tempo em que o sertão era um vasto covil. 

No toque suave do vento no pantanal, 
Ecoam vozes antigas, um canto sem igual. 
Os povos originários, a cultura a florescer, 
Em cada dança, em cada canto, a história a renascer. 

Cáceres, terra de lutas e resistência intensa, 
Onde a liberdade foi a grande recompensa. 
Nas águas do Rio Paraguai, a vida a pulsar, 
Cáceres, em teu seio, nosso orgulho a ecoar. 

No sonho ideal de um mundo mais justo e igual, 
Cáceres é farol, guia-nos nesse ideal. 
Comunidade unida, com amor e em prece, 
Cáceres, és a esperança que o coração aquece. 

Em cada praça, em cada rua, em cada coração, 
Cáceres, tu és luz na escuridão. 
Com tuas memórias, com tua história a brilhar, 
Cáceres, és o sonho que nunca irá se apagar. 

Assim, em versos, celebro Cáceres com paixão, 
Cidade de encantos, de sonhos e tradição. 
Que o tempo preserve tua beleza sem igual, 
Cáceres, és eterna, és nosso patrimônio cultural. 

Poema: Odair José, Poeta Cacerense 
Em homenagem aos 245 anos de Cáceres, MT

segunda-feira, 2 de outubro de 2023

Cáceres, símbolo de lutas

Cáceres, cidade de encanto e bela história, 
Às margens do Rio Paraguai, tão gloriosa, 
Bicentenária, és berçário da vida pantaneira, 
Onde a poesia da natureza é verdadeira. 

Teus horizontes se estendem aos infinitos, 
O Pantanal, tesouro que reluz de tão bonito, 
Águas serenas refletem teus encantos singelos, 
Cáceres, nos corações, preenche cantos belos. 

Tua poesia se tece nas águas calmas, 
Nas aves que voam, nas matas, nas palmas, 
Na alma hospitaleira de teu povo gentil, 
Que acolhe a todos com sorriso a mil. 

Bicentenária, Cáceres, és símbolo de luta, 
Na construção desta terra, tens gente na labuta, 
Guardiã da tradição, da cultura e da vida, 
Teus filhos honram tua história tão querida. 

Rio Paraguai, teu companheiro eterno, 
Nas tuas margens, o amor é sempre tão terno, 
Que aquece os corações em teu encanto, 
Cáceres, cidade que a todos abriga em seu canto. 

Que sigas, Cáceres, em tua jornada, 
Com tua beleza sempre aclamada, 
Poética, hospitaleira, tão encantadora, 
Cidade bicentenária, és muito inspiradora. 

Poema: Odair José, Poeta Cacerense 
Obs. Em homenagem aos 245 anos da Princesinha do Rio Paraguai.

domingo, 1 de outubro de 2023

Cáceres, Terra de Beleza Singular

Cáceres, cidade de encanto e linda história, 
Bicentenária, cheia de glória e memória, 
Nas margens do Rio Paraguai, te ergues altaneira, 
Terra de muita força e beleza verdadeira. 

No coração de Mato Grosso, és berço, 
De um povo que luta, que é firme e sempre valente, 
Familiar por natureza, com seu jeito atraente, 
Acolhendo a todos com carinho e muito apreço. 

Princesinha sem realeza coroada, 
Com o verde das matas e uma água abençoada, 
Tuas ruas nos contam segredos antigos, 
De batalhas, de sonhos, de destinos amigos. 

Teu casario colonial, tão singelo e raro, 
Guarda lembranças de um tempo precioso, 
E no por do sol, do teu céu glorioso, 
Pinta quadros de cores no firmamento claro. 

Cáceres, tu és uma joia do Pantanal, 
Teu povo é valente, hospitaleiro e leal, 
Bicentenária, és orgulho do Brasil, 
Neste poema, te saúdo com fervor no coração a mil. 

Poema: Odair José, Poeta Cacerense 
Obs. Em homenagem aos 245 anos de Cáceres, MT

sexta-feira, 15 de setembro de 2023

O rio e o por do sol

No leito sereno do Rio Paraguai a brilhar, 
O sol se despede, num espetáculo singular. 
Pintando o céu com tons de laranja e dourado, 
No horizonte distante, ele vai embora, emoldurado. 

As águas refletem o céu em chamas, 
Enquanto a leve correnteza murmura melodias calmas. 
O rio serpenteia, abraçando a natureza com amor, 
E no crepúsculo dourado, revela seu esplendor. 

Os pássaros dançam em raios de luz, 
Cantando canções que aquecem o coração, seduz. 
A brisa suave acaricia as margens do cais com ternura, 
Neste momento sublime, a alma encontra a doçura. 

O rio e o por do sol, uma dança encantada, 
Unidos no horizonte, em uma cena aclamada. 
É um espetáculo eterno, que a cada dia se renova, 
Onde a natureza e o tempo, em harmonia, se entrelaçam, prova. 

Assim, diante desse rio de sonhos e de luz, 
Nossos olhos contemplam a beleza que seduz. 
E no por do sol singular, agradecemos com devoção, 
Pela vida, pelo amor, por essa sublime visão. 

Poema: Odair José, Poeta Cacerense
Imagem: Odair José, Poeta Cacerense

terça-feira, 8 de agosto de 2023

Etrúria

No cais de Cáceres, em dia sereno, 
Chegou o Vapor Etrúria, majestoso e pleno. 
Com fumaça e apito, sua chegada anunciou, 
Histórias e aventuras, em seus porões guardou. 
 
Das águas navegadas com destemido fervor, 
Trouxe consigo o passado, um tesouro de valor. 
Em seu convés, olhares curiosos se encontraram, 
A cidade acolhendo, todos os olhos brilharam. 
 
Das margens do rio, os aplausos ecoaram, 
Homens e mulheres, suas mãos se juntaram. 
Marujos experientes, rostos enrugados pelo vento, 
Histórias do mar revividas, a cada movimento. 
 
Em suas entranhas, mercadorias diversas repousam, 
Sonhos e desejos, nos porões se entrelaçam e encontram. 
Etrúria, navio de ferro e vapor impulsionado, 
A jornada do oceano ao rio, corações tem conquistado. 
 
Cáceres se enfeita para receber essa visita, 
Vapor Etrúria, em suas águas, a cidade se agita. 
Histórias de viagens distantes, agora compartilhadas, 
No cais de Cáceres, memórias eternas são criadas. 
 
Assim, o Vapor Etrúria, com sua aura de magia, 
Chega ao cais de Cáceres, trazendo alegria. 
Nas águas do rio, sua presença é um espetáculo, 
Uma ode à viagem, ao passado e ao belo. 
 
Poema: Odair José, Poeta Cacerense

sexta-feira, 21 de julho de 2023

Por do sol cacerense

Ao rubro sol, derrama-te no horizonte, 
Teu derradeiro adeus, sublime esplendor, 
Numa dança etérea, feito um doce acorde, 
Teu ocaso é poesia, pura beleza de cor. 

Teus raios dourados, qual fios de ouro, 
Refletem-se no Rio Paraguai, num brilho sereno, 
O céu se tingindo, num divino tesouro, 
És o pintor etéreo deste belo cenário ameno. 

Em tons alaranjados, o céu se veste, 
Adeus ao dia, a noite se aproxima devagar, 
As sombras crescem, o sol desaparece, 
E no meu coração está a magia do sonhar. 

E a lua, a reinar, se mostra reluzente, 
Oh, por do sol! Dos poetas, és a inspiração, 
Tu és um eterno soneto na natureza radiante, 
Que permanece para sempre em nosso coração. 

 Poema: Odair José, Poeta Cacerense
Imagem: Odair José, Poeta Cacerense

domingo, 9 de julho de 2023

Poeta Cacerense no 40º FIPe

    Odair José, Poeta Cacerense esteve no 40º FIPe - Festival Internacional de Pesca Esportiva de Cáceres, MT. Evento este que aconteceu nos dias 04 a 09 de Julho. 

    Odair José, Poeta Cacerense pode apresentar o seu trabalho em um stand na área reservada ao artesanato. O Poeta Cacerense expôs, então, sua produção, sua escrita, sua poesia e seus livros. O saldo foi positivo e de muita felicidade pela interação com os participantes do Festival. O artista cacerense tinha a disposição exemplares de seus três últimos trabalhos, os livros "Às Margens do Rio Paraguai" 02 exemplares disponível e ambos vendidos; "O Homem Que Queimou a Bíblia", 20 exemplares disponíveis e ambos esgotados na noite anterior ao encerramento do evento; "Contos e Pensamentos do Poeta Cacerense" 30 exemplares e todos vendidos. 

    Um saldo positivo de 52 duas obras literárias vendidas, centenas de pessoas visitaram o stand desde crianças, alunos e alunas, professores, turistas, políticos, inclusive o Deputado Estadual Júlio Campos que adquiriu o livro "Contos e Pensamentos do Poeta Cacerense", entre outros. Muita interação, que fez o artista até perder a voz. 

    O Poeta agradece a parceria com os escritores cacerenses, Hélio San; Izaque Barbosa e Daniel Genuíno que, quando puderam, também estiveram apoiando e divulgando os seus trabalhos literários. Os agradecimentos vão para o Coordenador de Cultura Ricardo Vanini e o Hélio San

    Odair José, Poeta Cacerense destaca o apoio e agradece o carinho de sua esposa Cleonice Godoi pelo carinho e dedicação, seus filhos Sarah e Samuel, bem como suas enteadas Ketunin e Isabella que o ajudaram bastante. Sinceros agradecimentos aos alunos e alunas, ex-alunos e ex-alunas que fizeram questão de comparecer no stand para prestigiar este momento especial na vida do artista cacerense. 

    Odair José, Poeta Cacerense destaca que, dentre todas as diversas emoções que teve durante esses dias, a figura do menino Pedro Henrique o sensibilizou. O menino foi até o stand, olhou todos os livros e escolheu "O Homem Que Queimou a Bíblia". A mãe teve algum receio mais foi orientada pelo autor que a obra tratava-se de mensagens de fé e esperança. "Um livro pode mudar uma pessoa e uma pessoa pode mudar uma geração". 

    Que isso fique como lição. Não foi possível postar todas as fotos, mas ainda teremos outros textos com mais fotos desse grandioso evento que é um marco na vida do Poeta Cacerense. 

Texto: Odair José, Poeta Cacerense