Um espaço invisível que a saudade atravessa,
Enquanto meus olhos procuram os seus
E meu coração, inquieto, inventa esperanças.
Você talvez não perceba o que sinto,
Mas meu silêncio pronuncia seu nome.
Quando seus olhos encontram os meus,
O tempo se curva diante do instante,
E meu peito, tomado por tantos sentimentos,
Transforma um simples olhar em eternidade.
Mas você segue sem conhecer meus sonhos,
E eu permaneço onde começa a saudade.
Quisera que seus olhos lessem minha alma,
Que enxergassem o amor escondido em meus gestos,
As palavras que morrem antes de nascer,
Os desejos que guardo nas noites solitárias.
Quem sabe, então, essa distância diminuísse,
E o impossível aprendesse a ser encontro.
Enquanto isso, amo do lado de cá,
Onde a esperança resiste à indiferença,
Onde seu olhar é horizonte e mistério,
E sua ausência, uma presença que não termina.
Se um dia você atravessar essa distância,
Me encontrará amando, mas desejando ser amado.
Poema: Odair José, Poeta Cacerense

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