Como se o mundo prendesse a respiração.
Há um incêndio manso no meu peito,
Um querer que cresce em silêncio,
E explode no instante do teu olhar.
Teus olhos carregam um desvio,
Uma loucura doce, quase febril,
Que me chama sem dizer palavra,
Que me puxa para dentro de um mistério
Onde razão alguma sobrevive.
Caminho em tua direção como quem cede,
Não por fraqueza, mas por fascínio.
Há perigos no brilho que me ofereces,
E ainda assim, eu me aproximo,
Como quem deseja se perder.
E se perder em você não é queda,
É um tipo raro de encontro profundo.
Porque no caos que mora em teus olhos,
Descubro algo que me reconhece,
A mesma loucura que me habita.
Poema: Odair José, Poeta Cacerense

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