sexta-feira, 18 de junho de 2010

Não espere eu ir embora



Caminho por uma estrada sem fim
Na esperança de alcançar o seu olhar
Perambulo pelas noites sombrias
Sem ter a noção de onde está o luar.

Dedico-te um sentimento que me domina
Declaro-te um amor que nasceu no coração
Uma paixão que procuras a muito tempo
Pois não queres mais viver na ilusão.

Falas-me de amor que tens na alma
Da esperança em dias felizes viver
Queres que seja o seu horizonte tão desejado
E que te faças o medo esquecer.

Não espere eu ir embora de sua vida
Sem mesmo ter tentado viver essa paixão
Não permita que seu destino seja controlado
Por quem não sabe o que sentes no coração.

Vem viver comigo esse amor
Que nos mostra a felicidade
Para que possamos caminhar juntos
E não ficarmos sós com a saudade.

Poema: Odair

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Estrela Perdida



O meu sonho era real
Era um sonho tão legal,
Mas o destino tão cruel
Tornou-se amargo como fel.
Eu nasci para te amar
Só queria ser feliz
Minha vida era sonhar
Com o mundo que eu sempre quis.
Mas, você se foi.
Deixou comigo só a saudade.
As lembranças de um grande amor
Que era minha felicidade.
Hoje ando vagando sem rumo
Não sei aonde vão os meus passos,
Minha vida é sem sentido
Sou uma estrela perdida no espaço.
Se um dia você voltar
Com certeza eu irei sorrir.
O mundo terá mais encanto
E a natureza vai florir.


Odair José
Poeta e Escritor Cacerense

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Viver


Quero apenas viver
A vida que Deus
Com muito amor me concedeu...
Quero realizar
O sonho do presente
Que em minhas mãos Ele me deu.
Compartilhar esse sonho
Que vi em seus olhos
Que encontrei em seu sorriso
E me fez entender
O significado da vida.
Pois, em você
Descobri o amor.

Poema: Odair

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Que esse amor aconteça


Meus olhos marejados estão
Tentam revelar-te o amor que sinto
Estou neste labirinto
Entre a paixão e a solidão.

Sou uma pessoa apaixonada
Que não consegue viver sem você
Hoje quero te ver
Não deixe minha alma isolada.

Reconheço que errei
Que você pode não mais me querer
Não deixe-me triste viver
Pois você é quem mais amei.

A distância não pode impedir
Que esse amor aconteça
Por favor, não me esqueça
Pois quero contigo sorrir.

Não podemos viver uma amizade
Pois existe um lindo amor
Que nos enche de calor
E pode nos dar felicidade.

Poema: Odair

sábado, 5 de junho de 2010

Nos meus sonhos estou a te amar...


Sinto um amor que domina minha vida
Que extrapola meus desejos
Sinto o aroma de seus beijos
Que a torna para mim tão querida...

Transformo minhas noites em sonhos
Dos quais procuro não acordar
Porque neles estou sempre a te amar
E meus olhos não são tristonhos.

Seus olhos tão misteriosos e singelos
Invadem minha triste solidão
Traz alento ao meu frágil coração
E a ele oferece momentos belos.

Tens um sorriso encantador
Que mostra-me quão próximo estou do paraíso
Pois, neste belo sorriso
Esqueço minha própria dor.

Amo-te de forma sublime
Pela mágica que tranquiliza minha alma
Por dar-me a preciosa calma
Que meu coração tanto exprime.

Poema: Odair

quinta-feira, 27 de maio de 2010

De que loucura falamos?


Da loucura da vida...
Do que somos
Do que queremos ser
Da liberdade que não temos,
Mas tanto desejamos...
Da coragem louca
Que precisamos ter para viver
Da loucura da realidade!
Da louca mania em te imaginar
Viajar nas asas da ilusão
E, te ver na imensidão.
Loucura que transborda
Que não retarda
Que me faz caminhar.
Loucura de saber que você existe
Que está perto de mim,
Mas não te alcanço.
Loucura que me faz sonhar.
Sonhar com você!

Poema: Odair
M. Você foi a inspiração...Apenas poetisei sua mensagem. Beijo.

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Hoje sei que só quero o seu amor


Indeciso.
Sem saber o rumo certo.
Qual decisão tomar.
Errei.
Todos os dias nos deparamos com essas ilusões.
Decisões.
Seus olhos me fascinaram
Seu sorriso me conduzia
E me mostrava uma nova oportunidade.
Mas, eu estava preso.
Anos de convivência
Noites e noites de companhia.
Não era fácil tomar uma decisão.
Escolher uma nova emoção.
Errei na escolha.
Naquele momento escolhi continuar na prisão.
Você se foi na noite fria.
Triste.
Sentindo a dor do abandono.
Descobri o quanto errei.
Chorei.
Arrependi-me.
E, hoje voltei.
Aqui estou diante de ti.
Preciso do seu amor,
Do seu carinho, do seu sorriso.
Mas, você tem medo.
E com razão.
O quanto sofreu.
Mas, não siga os meus passos.
Não erre na decisão.
Quero te dar todo amor que você merece.
Quero me redimir.
Provar que te amo de verdade.
E que hoje não tenho mais as incertezas de outrora.
Hoje sei que só quero o seu amor.
Quero contigo viver.
Quero te amar com ternura.
Preciso de você.
Por isso estou aqui.

Poema: Odair

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Onde escondo a minha dor


Descobri através do silêncio
Que a vida segue a sua direção
Como um rio desce as montanhas
A dor falece no coração.

O tempo fez-me esquecer
O sorriso e a felicidade
Que outrora contigo tinha
E que agora tenho a saudade.

Não é que o amor tenha acabado
O contrário dito deve ser
É que a solidão me ajuda a caminhar
E seus olhos a esquecer.

No mais profundo do coração
É onde escondo a minha dor
De uma inesquecível paixão
E a ausência de um amor.

Hoje sei caminhar sozinho
E a jornada da vida trilhar
Já não sinto medo do futuro
Pois, outra vez, aprendi amar.

Poema: Odair

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Foi assim


Eu estava ali,
Sozinho.
Existia um silêncio profundo, ensurdecedor.
Meus olhos choravam
Lágrimas de um sonho perdido no tempo.
O coração sentia, imaginava:
Onde está esse amor?
Seus olhos.
Tão sedutores, tão meigos
Invadiram minha existência.
Seu sorriso, espontâneo,
Encheu meu coração de esperança.
Senti, naquele momento, minha vida renascer.
Deus mostrou-me nos seus olhos a felicidade
Que durante anos procurei.
Apresentou-me no seu sorriso
A esperança que sempre desejei.
Sonhava com você há muito tempo;
Via-te na minha imaginação por onde eu andava.
Então, se me apresentou a razão de amar.
Foi assim que por ti me apaixonei.

Poema: Odair

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Coração de Serpente



Coração de serpente é quente
Fere a alma da gente
E não existe antídoto para o seu veneno
Somos atraídos
Somos feridos
E nos tornamos seres pequenos.
Desde o jardim do édem
O sorriso engana
Nos inflama
Diz que nos ama
E então nos deixa no sofrimento
Não existe alento
O brilho dos olhos ofusca
Entramos em uma eterna busca
Para curar a cicatriz
E por um triz
Somos devorados em nossa paixão
Ah... Coração de serpente

Poema: Odair

terça-feira, 4 de maio de 2010

Sei que existe amor



Seus olhos brilham quando encontram os meus
Falam de amor que sentes no coração
Não conseguem disfarçar o sentimento
Que procuras entender com a razão.

Amor que nasceu dentro de nós
E que perdura na eternidade
Que promete um futuro brilhante
Cheio de encanto e felicidade.

Sei que existe amor
Dentro dos nossos corações
Um sentimento que domina nossas vidas
E controla nossas emoções.

Amar-te é um sonho
Do qual não quero acordar
Uma felicidade que pulsa no meu peito
E faz-me com você sonhar.

Porque deixar que o medo sufoque
O sentimento que existe no coração
Se entregue ao amor que a ti ofereço
E venha viver comigo essa paixão.

As lágrimas que de seus olhos escorrestes
Na noite do nosso encontro eterno
Demonstra o mais puro amor
De uma alma que tem sentimento terno.

Não consigo esquecer o sorriso lindo
Que deixas transparecer ao luar
Sorriso que me cativou
E fez por ti me apaixonar.

Espero que entendas esse sentimento
Que enlaça nossa existência
E deixe que o amor nos conduza
A viver essa paixão em toda sua essência.

Poema: Odair

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Miragens no Horizonte



Hoje me levantei com a cabeça inchada,
Uma dor enorme invadia minha alma.
Não consegui dormir à noite toda
E o coração acelerou repentinamente.
A tristeza invade a alma
Com uma solidão terrível
Difícil de suportar.
Hoje sei o que sinto
Que meus passos são incertos na caminhada
Que estou perdido em algum ponto no universo
Sem saber para onde seguir.
Sinto-me preso em cerca de espinhos
E não consigo me mover para lado algum
Sem me ferir mortalmente.
Uma vontade profunda de sepultar-me
No profundo do abismo
Para notar se o sofrimento é real.
Caminhava de cabeça erguida
Como se soubesse para onde ia
Sem saber que no horizonte distante
Uma miragem me aparecia.
Sinto um frio percorrer o meu corpo
Descoberto pelas feridas da vida.
Tal como Jonas no mar profundo
Nas entranhas do grande peixe.
Busco uma resposta para o sofrimento
Que aflige a minha alma
E contemplo seus olhos meigos
Mostrando-me onde foi que errei.
Meus horizontes sem ti se afunilam
Transformam-se em miragens no deserto
E me sucumbem na angústia de uma vida errante
Sem sentido e sem direção.
Então olho para suas mãos
E as vejo cravejadas por mim
Que indicam um retorno
Na estrada onde me perdi.
Tempos infindos se passaram
Mas sua graça me susteve
Não deixando que sucumbisse
Aos desesperos da vida.
Quero voltar ao caminho certo
Onde tinha paz e alegria
Quero sorrir outra vez
E desfrutar do seu amor.
Qual filho pródigo, inclino-me diante de ti.
E suplico o teu perdão
Por abandonar-te durante todo esse tempo.
Não permita miragem no meu caminho
Quero ver tua imagem real
A estender a mim o seu amor
E caminhar na tua presença para todo sempre.

Poema: Odair

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Onde Os Fracos Não Têm Vez



No caminho silencioso que trilho
Nas horas sombrias que a vida reserva
A dor de uma ausência sentida
De olhos que se foram na escuridão.
Sonhos que se desfazem
Nas agruras de dias tenebrosos
Qual castelo de areia
Demolido pelas águas do mar.
Porque chorar pela fuga desenfreada
De ilusões tão patentes
Na esperança de dias melhores
Quando nunca houve dias assim?
Nas paragens desse caminho
Sento-me sozinho e triste
Onde os fracos não têm vez
De chorar sua desilusão.
Não se pode recriar fantasia
De que o pesadelo não é real
Quando a dor é passageira
E uma nova aurora surge no horizonte.
A alma, no entanto, nisso não crê.
Quando desperta nas noites frias
Sem sentir o calor daquele corpo
Que do frio o aquecia.
Lembranças que fazem doerem
A sensação do esquecimento
De olhos marejados
Que sofriam na prisão.

Poema: Odair

sexta-feira, 2 de abril de 2010

Um Estranho no Ninho



Não encontro meu lugar,
Meus olhos estão vermelhos
Inchados de tanto lamentar.
Uma tristeza abstrata invade meu ser.
Demônios sobrevoam meus espaços
Sufocam-me de pavor.
Uma mistura de medo e sofrimento
Abate-se sobre minha alma aflita e desorientada.
O caminho é espinhoso.
As noites são escuras, sem brilho nenhum.
Preso aos grilhões da desilusão
Algemado às correntes da incerteza
Meus passos são trêmulos e sem rumo.
Não encontro um ombro amigo
Para ajudar-me nesse instante.
Os olhares são fugazes
Arrasadores mesmo
Arrancam pedaços de minha carne.
Sinto as fagulhas do inferno a me torturar
Na tristeza de um dia sem esperança.
Sinto-me um estranho no ninho
Longe da sua estação
Perdido no tempo
Sem saber onde é o norte.
Vivo um pesadelo
Do qual não consigo me despertar.
Minha vida sem sentido
Caminha nas margens desse purgatório
Sentindo as labaredas do Hades
Que me sufocam e aterrorizam.
Quero me libertar
Preciso de salvação, libertação,
Se isso ainda é possível.

Poema: Odair

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Devaneios de um poeta!



O momento marcante do encontro onde os nossos sonhos se cruzaram
Como se fossem em uma encruzilhada...
Você tão diferente, no pensamento, nas palavras!
Talvez seja isso que tenha nos unidos...
É, eu falando em união quando na verdade não sei exatamente o que seja isso!
Suas idéias tão distantes da minha realidade...
Sei lá que realidade seja essa!
Tudo bem se você me acha um louco, acho que na verdade eu seja!
Louco por você.
E eu que não pretendia falar em loucura,
Na verdade, o que queria mesmo era ter palavras para expressar o sentimento...
Que sentimento? Sei lá!
Não penso no amanhã...
Penso no hoje, por que hoje vejo o brilho do seu olhar.
Hoje ouço o seu sorriso, hoje sinto o pulsar do seu coração...
Cada batida!
O que nos reserva o futuro?
Acho loucura falar em futuro...
Se você é o meu presente!
Presente, futuro, passado...
Palavras tão simples que expressam longos acontecimentos!
Ah, aquele sorriso depois de um olhar...
Aquele silêncio antes do beijo...
Sabe como te imagino? Como te vejo?
Não existe noção de tempo para nós,
Ou pelo menos não deveria existir...
Não existe passado sem o seu encanto,
O presente não seria presente sem a sua presença,
Vejo o futuro no seu sorriso como uma eterna lembrança de um tempo tão lindo!
Talvez você não esteja entendendo nada
E seus olhos não conseguem encontrar o sentido das minhas palavras...
Essa é a sensação de um coração cheio de palavras que se perdem diante do brilho intenso de seu olhar!
Falar o que?
É certo o pensamento de que as melhores palavras são ditas no silêncio de um olhar.
No entanto, minha alma de poeta me leva a rascunhar-te essas singelas letras e as imagino encontrando guarida no lado esquerdo de seu seio.
O que imagino é a loucura de não somente pensar em ti...
Mas a loucura de nunca te esquecer!

Poema: Odair