Mas toda paixão carrega um pouco de loucura,
Como o mar que insiste em beijar a areia,
Mesmo sabendo da distância futura.
Que bem me fazem teus doces beijos,
Tão lentos quanto a tarde sobre o rio,
Tão vivos quanto estrelas no infinito,
Aquecendo minh’alma contra o frio.
Há noites em que o peito se perde em desejo,
Chamando baixinho o calor do teu abraço,
Como quem procura abrigo depois da chuva,
Ou um caminho de volta ao próprio espaço.
Poema: Odair José, Poeta Cacerense

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