"O poeta tem uma alma sublime,/ Alma que o impossível quer sonhar;/ Como um pássaro alado/ As mais altas nuvens voar". Poema: Odair José, Poeta Cacerense - Um poeta nascido às margens do Rio Paraguai expressa aqui o seu sentimento de gratidão por ser cacerense. Para todos apreciadores da eterna poesia.
terça-feira, 17 de agosto de 2010
Seu lindo olhar
O amor que nasceu no meu peito
Quando vi o seu lindo olhar
Não me deixa dormir direito
Pois só sei em você pensar.
Trova: Odair
sábado, 14 de agosto de 2010
Existência de vidas desoladas
Sentado solitário e reflexivo
No banco da praça
Observo o que acontece a minha volta
Para descobrir se a vida tem graça.
É fácil perceber um grupo de pessoas
Todos os dias por ali
Envoltos em seus afazeres rotineiros
Como se tudo acabasse aqui.
Corpos esqueléticos e fedorentos
Fumam maconha e cheiram cocaína
Sob a luz do sol
Acabam-se injetando heroína.
Olhares distantes revelam
A angústia de almas desoladas
Que entornam corotinhos de pinga
Na alegria falsa de suas risadas.
Pessoas sem nenhuma espectativa
Na existência dessa caminhada
Triste vidas de pessoas que não vivem
A alegria da alvorada.
Então penso nas oportunidades
Que recebo a cada alvorecer
De poder contribuir para a posteridade
Com a expressão do que é viver.
Nossa sociedade hipócrita deveria
À essas pessoas seus olhos voltar
Pois são almas que necessitam amparo
De outras que saibam amar.
Poema: Odair
quinta-feira, 12 de agosto de 2010
Abstração
Seu olhar na noite escura
Fez a luz ser ofuscada
Pelo brilho da sua tristeza
Que rompeu na madrugada
Do sonho introspecto
Abalado pelo pesadelo
De não mais te contemplar
Na miragem do desfiladeiro
Onde não cosegui segurar a queda
Do castelo que criei
No entardecer do dia alegre
Que aqui imaginei.
Poema: Odair
segunda-feira, 9 de agosto de 2010
Sentimento
Um amor que o tempo não apaga
E lembranças que não se vão
De um sentimento que sinto
Por alguém que conquistou meu coração.
Seus olhos sedutores
Em uma noite de luar
Invadiram minha alma
E fez-me te amar.
A alegria que sai de seu sorriso
Transformou o meu viver
Desfazendo as nuvens negras
Em um novo amanhecer.
Agora de todo meu coração
Quero falar desse sentimento
Que sinto por alguém
Que não sai do meu pensamento.
Poema: Odair
sexta-feira, 6 de agosto de 2010
Como uma chuva
Hoje o dia está tão sereno
Procuro o seu olhar em meio aos ventos
Ventos que sussurram nas árvores
Não sinto o seu sorriso
E como ele me faz falta
Sinto que o dia passa devagar.
A saudade é muita!
E por que sentimos saudades?
Pelo pouco que convivemos
Saudade do que foi bom e marcou
Sua chegada foi tão marcante que é inesquecível!
Foi como uma chuva forte depois de meses sem chuvas...
O cheiro de terra molhada é semelhante ao seu perfume
Não é possível deixar de pensar em você!!!
Poema: Odair
Procuro o seu olhar em meio aos ventos
Ventos que sussurram nas árvores
Não sinto o seu sorriso
E como ele me faz falta
Sinto que o dia passa devagar.
A saudade é muita!
E por que sentimos saudades?
Pelo pouco que convivemos
Saudade do que foi bom e marcou
Sua chegada foi tão marcante que é inesquecível!
Foi como uma chuva forte depois de meses sem chuvas...
O cheiro de terra molhada é semelhante ao seu perfume
Não é possível deixar de pensar em você!!!
quinta-feira, 5 de agosto de 2010
Porque te amo
Por mais que se procure uma definição
É impossível descrever tal sentimento
Um amor que se move no coração
E não sai do meu pensamento.
Desde o dia em que descobri na primavera
Seus lindos olhos a brilhar
Uma paixão tomou conta da minha vida
E hoje eu só sei em ti pensar.
Perguntas por que te amo
Mas é difícil responder
Pois o sentimento que sinto por você
Não é fácil descrever.
Amo-te porque você é linda
Por que tem na alma uma magia
Que transforma os dias tristes
Na mais perfeita alegria.
Amo-te porque tem um sorriso encantador
Que alegra a minha alma
Mesmo nos dias de incertezas
Ele me transmite a perfeita calma.
Amo-te porque é o amor
Que sempre quis para mim
É a flor que alegra meus dias
Nesse magnífico jardim.
Poema: Odair
Ler mais: http://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=145037#ixzz0vlmjSyt2
Under Creative Commons License: Attribution Non-Commercial No Derivatives
É impossível descrever tal sentimento
Um amor que se move no coração
E não sai do meu pensamento.
Desde o dia em que descobri na primavera
Seus lindos olhos a brilhar
Uma paixão tomou conta da minha vida
E hoje eu só sei em ti pensar.
Perguntas por que te amo
Mas é difícil responder
Pois o sentimento que sinto por você
Não é fácil descrever.
Amo-te porque você é linda
Por que tem na alma uma magia
Que transforma os dias tristes
Na mais perfeita alegria.
Amo-te porque tem um sorriso encantador
Que alegra a minha alma
Mesmo nos dias de incertezas
Ele me transmite a perfeita calma.
Amo-te porque é o amor
Que sempre quis para mim
É a flor que alegra meus dias
Nesse magnífico jardim.
Poema: Odair
Ler mais: http://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=145037#ixzz0vlmjSyt2
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quinta-feira, 29 de julho de 2010
Não jogue no lixo seu papel de cidadão

Não jogue no lixo
Seu papel de cidadão.
Não deixe cair nas ruas
O papel que tens na mão.
O verdadeiro cidadão
É aquele que respeita o outro
Que dignifica suas ações
Fazendo as coisas direito.
O exemplo que deixamos
É o que seguirá nossos filhos
E o mais digno deles
É o papel de cidadão.
Texto: Odair
Produzido na aula de Educação Ambiental.
terça-feira, 27 de julho de 2010
No mesmo caminho

No horizonte distante, na noite fria de inverno
Na escuridão do anoitecer
No caminho deserto
Vi você caminhando sozinha.
Uma tristeza invadia sua alma
E de seus olhos uma lágrima descia.
O frio da solidão te fazia chorar,
Tremer.
Foi naquele caminho, naquele instante
Que meus passos cruzaram com os seus
Na minha alma uma solidão.
Seus olhos fugiram dos meus
Sua alma não queria o meu afago
Na tristeza do meu coração
Foi onde percebi
Eu estava no mesmo caminho.
Poema: Odair
sábado, 17 de julho de 2010
Caminhos

Ando por uma estrada sem rumo
Com a solidão a me fazer companhia.
As densas florestas ofuscam o brilho do sol
E não vejo a luz do dia.
Tropeço em algumas pedras na jornada
Pois meus olhos não contemplam o alento
A caminhada é fria e solitária
Que nem aos cantos dos pássaros é possível estar atento.
Meus olhos choram essa triste ilusão
De acreditar na eterna felicidade
Pois os caminhos nem sempre são de flores
E os espinhos revelam uma sinistra saudade.
Meus passos são indecisos neste caminho
Porque nele não encontro segurança
Seus olhos não contemplo na distância
E perdi do coração toda esperança.
Caminhos tortuosos e solitários
São o que restou para os meus passos
A partir do momento em que foste embora
E não mais senti o calor dos seus braços.
Poema: Odair
sexta-feira, 16 de julho de 2010
Razão de Amar

Foi nos seus olhos que vi
A esperança.
Foi no seu sorriso que encontrei
O alento.
Foi nos seus olhos que perdi
O medo.
Foi no seu sorriso
Que vi a beleza do sonho.
Seus olhos,
Misteriosos, faceiros,
Revelam o amor.
Seu sorriso
Espontâneo, singelo,
Transforma o coração.
Que razão teria melhor
Para te amar?
Poema: Odair
quarta-feira, 14 de julho de 2010
Seriam os dias tão solitários assim

Naquele encontro
Casual que tivemos
E do sorriso contumaz
Que saiu do seu lábio
E invadiu o coração
Nasceu a paixão
De abraçar seu corpo meigo.
A alegria de viver
Sob o olhar encantador
De um sonho real
Que me fascinou
Durante um longo tempo.
Derrepente você mudou
Deixando só a saudade
A fazer parte da minha vida.
Na linha do tempo se foi
E não mais sorriu.
O coração solitário
Ao ver passar os dias
Lentamente
Pergunta-se
Seriam os dias tão solitários assim
Caso não houvesse
Acontecido aquele encontro?
A resposta cabe ao tempo
Que tudo constrói
De acordo com sua vontade.
Tempo paradoxal
Com você ele passa tão veloz
Pois não vemos como passa,
Longe de você
Ele lentamente nos tortura
E parece a eternidade.
Quero gritar
A sua lembrança
Para que o tempo
Ajude-me a encontra-te outra vez.
E que os dias solitários
Se esfacelem
Deixando-me com os sonhos
E a esperança
De, outra vez, ter o seu sorriso.
Poema: Odair
domingo, 11 de julho de 2010
A Inspiração do Poeta

Você é um sonho
Que me despertou na imensidão
Onde jazia meu pensamento
A descansar de outra emoção.
A razão de despertar
Foi o encontro com o seu olhar
Que revelava o sentimento
De quem sempre buscou amar.
Resignado a descrever-te
A partir da imagem que notei
Ao contemplar seu lindo rosto
Com a imaginação que criei.
Indago-me qual a razão
De um dia te encontrar
Na primavera da vida a sorrir
Para quem deseja te amar.
Serás a pretendida de vários sonhos
Na busca incessante de alguém
Que te ama na solidão da cidade
E que não acha graça em mais ninguém.
Imaginar-te despida de pudor
Amando-te em cada momento
É a sensação de um apaixonado
Que não a tira do pensamento.
A poesia que de seu nome tirei
Revela o sentimento de paixão
Que provocaste em uma alma de poeta
Que encontrou em ti a inspiração.
Poema: Odair
quarta-feira, 30 de junho de 2010
Intimidade
Íntimo.
Profundo e sedutor foi aquele momento
Em que seu corpo
Revelou-me a sedução.
Intimidade
Que calafrios fez-me sentir
Na ansiedade do prazer
A invadir meu coração.
Quais pétalas de rosas
Soltas ao vento
Seu corpo maravilhoso
Invade meu pensamento.
O ápice da felicidade
Encontrei na sua intimidade.
Poema: Odair
quinta-feira, 24 de junho de 2010
Lágrimas

O que tem de tão assustador
Em derramar algumas lágrimas?
Lágrimas é a fuga da alma
A dor que escapa pelo olhar.
Lágrimas não é sinal de moleza
Não é fraqueza
Não é infantilidade.
Lágrimas revelam a felicidade
Que vem chegando
Depois de um dia tempestuoso.
As lágrimas acontecem
Quando sentimos o toque de Deus
Na alma silenciosa.
Poema: Odair
quarta-feira, 23 de junho de 2010
Cadáveres ambulantes

Dentes podres, sem apetite,
O estômago vazio.
Vesícula inflamada
Os olhos amarelados.
Respiração difícil, sem oxigênio no sangue,
Órgãos genitais afetados
Veias em colapso.
Cicatrizes roxas
Tumores,
Dores cruciais torturam o corpo
E a mente.
Nervos à flor da pele
Temores imaginários
Fantasmas que rondam a imaginação
Insanidade.
Sem forças para lutar
Para se libertar.
Os viciados em drogas
São cadáveres ambulantes.
Não se deixe levar pelas ofertas
Pela sensação do bem-estar inicial.
É melhor viver sem elas
Do que ser um zumbi neste planeta.
Poema: Odair
Adaptado de A cruz e o Punhal.
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