"O poeta tem uma alma sublime,/ Alma que o impossível quer sonhar;/ Como um pássaro alado/ As mais altas nuvens voar". Poema: Odair José, Poeta Cacerense - Um poeta nascido às margens do Rio Paraguai expressa aqui o seu sentimento de gratidão por ser cacerense. Para todos apreciadores da eterna poesia.
quarta-feira, 30 de novembro de 2011
Samuel - 10 anos!
Meu inocente menino cresceu
Completa hoje dez anos de vida.
Seus passos são sempre conduzidos
Na esperança pretendida.
Vê-lo crescer me fascina
E mostra-me o quanto é lindo o amor
Que vejo em seus olhos meigos
Que afasta de mim a própria dor.
As memórias de seus primeiros passos
São as lembranças de tempo feliz.
As esperanças de um futuro promissor
São os desejos que sempre quis.
Essa é uma singela homenagem
Para essa data especial registrar.
Que tenhas muitos e muitos anos de vida
Pois, papai e mamãe só sabem te amar.
Poema: Odair
Dedicado: Ao meu filho Samuel, pelos seus dez anos de vida.
terça-feira, 29 de novembro de 2011
Nas asas do vento
Senti uma brisa suave pela janela entrar
No meu rosto triste ela veio tocar
Abri meus olhos na esperança de alcançar
A meiguice do seu intenso olhar.
Na noite escura da minha solidão
Busquei seu sorriso na imensidão
Queria que fosse o alento do meu coração
Pois, você é do meu viver, a razão.
Nas asas do vento tentei te esquecer
Voei para longe para não mais te ver
Só queria minha vida viver
E deixar em meu peito outro amor nascer.
Seus olhos foram à razão do meu amor
Distante deles sinto imensa dor
O sol já não tem brilho nem calor
E, no meu jardim, morreu essa flor.
Deixo-me voar nas asas desse vento
Para buscar-te no meu pensamento
Tentar ter paz neste momento
Em que tenho você no meu sentimento.
Poema: Odair
sábado, 26 de novembro de 2011
Nos meus sonhos estou a te amar
Sinto um amor que domina minha vida
Que extrapola meus desejos
Sinto o aroma de seus beijos
Que a torna para mim tão querida...
Transformo minhas noites em sonhos
Dos quais procuro não acordar
Porque neles estou sempre a te amar
E meus olhos não são tristonhos.
Seus olhos tão misteriosos e singelos
Invadem minha triste solidão
Traz alento ao meu frágil coração
E a ele oferece momentos belos.
Tens um sorriso encantador
Que me mostra quão próximo estou do paraíso
Pois, neste belo sorriso
Esqueço minha própria dor.
Amo-te de forma sublime
Pela mágica que tranquiliza minha alma
Por dar-me a preciosa calma
Que meu coração tanto exprime.
Poema: Odair
sábado, 19 de novembro de 2011
Só sei pensar em você
Eu sabia que cedo ou tarde te encontraria.
Não pensei qual seria a nossa reação.
Essas coisas são difíceis planejar
Pois, não se controla o coração.
Você, mais uma vez, não olhou nos meus olhos
E caminhou em outra direção.
Era como se quisesse fugir de uma coisa
Que controla toda sua emoção.
Seus passos, agora tão indecisos,
Mostrou-me o quanto está perdida.
As desilusões do amor te sufocam
E tiram a esperança de sua vida.
Dentro do meu peito existe um sentimento
Que cresce a cada novo amanhecer.
Só sei pensar em você
E ter esperança desse amor florescer.
Busco seus olhos no horizonte distante
Quando não consigo ver o seu olhar.
Quero descobrir o seu coração
E deixar-me em seus braços descansar.
Estou cansado de fugir e me enganar
Só em seus braços posso ser feliz
Quero sair desse labirinto de ilusão
Você é o sonho que sempre quis.
Poema: Odair
segunda-feira, 31 de outubro de 2011
Levante seus olhos
I
Sentes o frio da madrugada
E o medo no seu coração
Não soube livrar da cilada
Que te levaste a essa ilusão
Permaneces com a alma alada
E não ouves mais a canção.
II
As promessas que ouvistes do amor
Só fizeram você sofrer
Seu peito sente uma profunda dor
E já não queres mais viver
Não tem na alma mais vigor
E só pensa em morrer.
III
Mas a vida tem algo a oferecer
Ao seu coração em perigo
Basta em Jesus Cristo crer
Para encontrares o abrigo
Levante seus olhos para ver
Do seu lado, um grande amigo.
IV
Ele oferece a ti a salvação
Uma paz que mudará o seu viver
Veja agora a grande consolação
Que pode terminar com o seu sofrer
Receba Ele no seu coração
E sua vida muito feliz há de ser.
V
Jesus conhece toda a sua vida
Quer dar paz ao seu coração
Curar da sua alma a ferida
E trazer-te a libertação
Só Ele tem a verdadeira saída
E a mais singela salvação.
VI
Levante seus olhos nesse instante
Receba a Jesus como seu salvador
Veja-o como uma estrela brilhante
A mostrar-te todo o seu amor
Você será muito triunfante
Quando receber Cristo como seu Senhor.
Poema: Odair.
quarta-feira, 26 de outubro de 2011
TEREZA DE BENGUELA - A RAINHA NEGRA DO PANTANAL
I
Viva a nação brasileira
A nação de todas as raças
Clima e frutos tropicais
E mulheres cheias de graça
O melhor futebol do mundo
E também a melhor cachaça
II
Mas não podemos esquecer
Que tivemos um passado escuro
De tirania e exploração
Maldade e castigo puro
Um povo que aqui sofria
Mas acreditava no futuro
III
Gente triste humilhada
Que teve uma sorte maldita
Foram tantos absurdos
Muita gente não acredita
Mas vou lhe contar uma história
Pode crer que ela é bonita
IV
A história que vou contar
É uma homenagem singela
A uma negra distinta
Foi Tereza de Benguela
Sua saga se passou
Na cidade de Vila Bela
V
De classe média alta
Tereza não era pobre
Veio da África para o Brasil
Seduzida por um nobre
Muitos fatos vergonhosos
A gente não oculta nem cobre
VI
Tereza não sabia
Que estava sendo traída
Que pelo colonizador
Como escrava foi trazida
Trabalharia pra sempre
Só em troca de comida
VII
Tereza desembarcou
Na cidadedo Rio de Janeiro
Não sabia que em liberdade
Aquele dia era o derradeiro
E que de escravidão
O dia seguinte era o primeiro
VIII
A jovem então conheceu
Um rapaz de muita virtude
Foi aí que se apaixonou
Pela beleza da negritude
Fugiram para um quilombo
Pois ele era de atitude
IX
O seu nome era Zé Piolho
Um negão de gênio forte
O casal veio como escravo
Para Mato Grosso, região norte
Formaram o Quilombo do Quariterê
Onde Zé Piolho conheceu a morte
X
Ficou sozinha então
A jovem e linda Tereza
Que de escrava humilhada
Passou a ser a realeza
O quilombo comandava
Sem jamais mostrar fraqueza
XI
No Quilombo Quariterê
Tereza criou um parlamento
Caçavam, pescavam, plantavam
De trabalho produziam os instrumentos
Pois aproveitavam o ferro
Que os brancos usavam como armamento
XII
Mais de noventa pessoas
Vivia nessa comunidade
Viveram durante bom tempo
Bem longe da maldade
O sonho de liberdade
Transformou-se em realidade
XIII
Quariterê ou Quilombo do Piolho
Sobreviveu acima de trinta anos
Mas infelizmente Tereza
Teve interrompido seus planos
O quilombo foi invadido
Foi aí que se deram os danos
XIV
A maioria dos negros
Bruscamente foram capturados
Muitos deles foram mortos
De tanto serem torturados
E os que sobreviveram
Voltaram a ser escravizados
XV
E como ficou Tereza?!
A Rainha Negra do Pantanal?!
Que mesmo sendo negra
Foi rainha no período colonial
Isso por si só prova
O quanto era especial
XVI
Vendo oprimido seu povo
Banhado em sangue, chacina
Tereza não agüentou
O desfecho ninguém imagina
De desgosto, tristeza profunda
Enlouqueceu-se nossa heroína
XVII
O povo mato-grossense
Guardará sempre na memória
Dessa mulher guerreira
Sua triste trajetória
Preferiu antes morrer
Que ver dos tiranos a vitória
XVIII
É uma história intrigante
Retratada em museu
Fala do sofrimento dos negros
Sob o domínio do europeu
Tereza não aceitou essa sorte
Resistiu e então morreu
XIX
Mesmo após muitos anos
Vila Bela ainda guarda o luto
Tereza de Benguela
Virou nome de instituto
É o mínimo que merecia
Receber como tributo
XX
Tereza ganhou fama
Mesmo nunca sendo artista
Pois da história conturbada
De um país escravista
Tereza passou a ser
A maior protagonista
XXI
Tereza de Benguela
Foi até tema de Carnaval
No ano de noventa e quatro
Uma data especial
O samba enredo da Viradouro
Foi a Rainha Negra do Pantanal
XXII
Em Vila Bela todos reconhecem
Que Tereza foi heroína
Todos ficam comovidos
Ao falar de sua sina
Da igreja que os negros construíram
Hoje só restam as ruínas.
Autora: Darci Alves de Souza Moura, professora de Língua Portuguesa e Literatura na Escola Estadual Boa Esperança em Curvelândia/MT.
sexta-feira, 14 de outubro de 2011
Pensamentos ao vento
Não se pode deixar de viver sua vida para se entregar perdidamente
Fatalmente essa outra pessoa não completará sua vida
Nunca entregue a outrem todo amor de sua mente
Se assim o fizer, terá tido uma existência perdida.
A dor que sufoca seu coração neste longo dia
Pode ser a fuga que você sempre procurou
Para voar novos espaços e encontrar a alegria
Das lembranças de um amor que há tempos acabou.
A paixão que incendeia seu sentimento
É a forma mais singela do verdadeiro amor
Que deve ser da sua existência a direção.
Deixe que os ventos levem o seu pensamento
Na busca incansável daquela flor
Que vai dar nova vida ao seu coração.
Poema: Odair
quarta-feira, 12 de outubro de 2011
Ser uma criança
A criança consegue ver o que nos escapa o olhar
Tem sonhos dos quais nos esquecemos
Ser criança é ser feliz sem notar o tempo passar
O mundo é o parque de diversão dos pequenos.
Teríamos paz e harmonia se fôssemos crianças
E não haveria a destruição pela guerra
Pois as guerras e violências que nos tiram as esperanças
São causadas pelos adultos da terra.
Ser uma criança é sentir a brisa o rosto tocar
Correr livre pelos campos da natureza
Ser uma criança é o mal ao próximo não desejar
É ter sorriso lindo a estampar sua beleza.
Que possamos ser como uma criança
Na forma simples de viver
Que não tenhamos no peito vingança
Pois, assim, estaremos sempre a crescer.
Poema: Odair
segunda-feira, 10 de outubro de 2011
Uma sociedade sem direção
O mundo pós-moderno tem sido um verdadeiro caos
Onde as pessoas andam vagando sem direção
Vidas que não sentem o prazer em mais viver
Pois só contemplam a sua volta desilusão.
Há um grito de silencio em cada alma
Que choram tristes na solidão
Não sentem o brilho do sol em seus rostos
E não conseguem mais ter paz no coração.
Por mais que tenham tecnologias e informação
Falta-lhes a paz interior tanto desejada
E sofrem com uma vida cheia de ilusão.
Não sentem nenhuma segurança na jornada
Da esperança já não tem mais nenhuma razão
Para prosseguir nessa solitária caminhada.
Poema: Odair
segunda-feira, 3 de outubro de 2011
Amor sem fim
Meu coração não tem ilusão
Com o seu amor não sinto dor
Não tenho segredo
Pois perdi o medo
De não ter o seu calor.
Sou a imagem dessa miragem
Que ao olhar deseja me amar
Seu amor me enriquece
Seus carinhos me enlouquece
Quando vejo seus olhos brilhar.
Minha flor, você é meu amor
Neste jardim cuida de mim
Tenho uma razão para viver
Jamais vou te esquecer
Pois essa paixão não tem fim.
Poema: Odair
sábado, 24 de setembro de 2011
Hoje é primavera
Amanheceu o dia com cheiro de terra molhada
Almas lavadas de emoção
A chuva chegou depois de muito tempo
Trazendo paz ao coração.
Hoje é primavera na minha vida
E as flores revelam o amor
O vento bate sereno nas folhas
Enchendo a nossa alma de frescor.
A princesinha amanhece respirando
Um novo aroma no ar
As águas límpidas das nuvens
Vieram o tempo seco afastar.
Sinto a brisa suave de um novo tempo
A dar-nos novas esperanças
Os sofrimentos de ontem se foram
E serão para sempre lembranças.
Poema: Odair
quinta-feira, 22 de setembro de 2011
O amanhã espera por nós dois
Os caminhos por onde andei erradamente
Nada de bom me ofereceu
Como um andarilho vaguei sem rumo
E o frio da solidão meu coração sofreu.
Deus sabe o quanto sofri durante esse tempo
E o quanto te busquei nas noites frias de inverno.
A solidão era o desespero de uma alma vazia
Que desesperadamente fugia do inferno.
Quando no profundo do abismo cheguei
E não tinha mais nenhuma esperança
Eis que vejo raiar uma luz tão brilhante
Que renovou minha vida de criança.
Sua mensagem tão salvadora
Adentrou meu sofrido coração
Mostrando-me o seu grande amor
E tirando do meu ser toda ilusão.
O amanhã espera por nós dois
Meu querido e amado salvador
Nos seus caminhos quero sempre andar
E viver debaixo do seu amor.
Se você ainda é um errante nessa vida
Ouça o que tenho para te dizer
Aceite a Jesus hoje mesmo como salvador
E Ele transformará todo o seu viver.
Poema: Odair
quinta-feira, 15 de setembro de 2011
Cada amanhecer
Em cada momento da vida
Ei de invocar o nome do Senhor;
Ele é a razão do meu viver
A Ele entrego todo meu amor.
Viver, sonhar
Tudo que eu quiser fazer
Que seja a Ele e para Ele
Todo louvor que sai do meu ser.
Imagino a cruz lá no alto
Deus-homem, Jesus Cristo ali
Morreu para me salvar
Adoro-o, mesmo estando aqui.
Cada amanhecer, cada minuto,
Cada hora em que eu chorar
Conto a Ele todo o meu sofrer
E Ele, sem demora vem me consolar.
Não estou sozinho no caminho
Jesus está sempre ao meu lado;
Mesmo nos vales mais profundos da vida
Ele diz: siga em frente, não fique parado.
Oh! Que gozo é ter Jesus!
Entregar a Ele o coração.
Pois é Ele quem nos ama
E nos deu a eterna salvação.
Poema: Odair
segunda-feira, 12 de setembro de 2011
A Vitória de Cristo no deserto
Minha mente pode imaginar o cenário
Onde os conflitos internos acontecem
As lutas são maiores quando enfrentamos
Os medos que nos enfraquecem.
Se caminhássemos pelo jardim
Não pensaríamos nas batalhas da vida
Mas, estando sozinho no deserto,
Sentiremos a força em nós escondida.
Jesus venceu a batalha no deserto
E faz-nos nessas lutas pensar
Nossos próprios conflitos com o mal
Em vitórias podem resultar?
Aprendemos com Ele a vencer
Para isso é preciso preparo ter
Ele nos dará poder contra a tentação
Para a vitória em Cristo obter.
Lembremo-nos que no jardim
Adão não resistiu à tentação
Mas, Jesus nos deu o exemplo no deserto,
Para que o tenhamos no coração.
Poema: Odair
domingo, 11 de setembro de 2011
E a chuva não veio...
Fiquei até altas horas acordado
O calor sufocava minha alma
Os pensamentos sobrevoavam minha mente
No silencio da madrugada acabou-se minha calma.
Desejei ouvir o barulho da chuva
Que pudesse a terra seca molhar
Fechava os olhos na esperança de dormir
E, para sempre, esquecer o seu olhar.
O vento balançava as folhas das árvores lá fora
E levava com ele a minha ilusão
O amor que sufoca meu peito
É um sentimento preso ao coração.
Como a terra sedenta deseja
A chuva fria que possa dar-lhe alento
Meu coração sonha com seu amor
Que pode amenizar esse sofrimento.
Mas, a chuva não chegou nesta noite,
E o dia raiou mais uma vez na sequidão
Por não conseguir te esquecer
Seguirei carregando comigo essa paixão.
Poema: Odair
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