Quando falo de você, não falo apenas de ti.
É a minha alma que se despe em cada palavra,
Como se teu nome fosse a senha secreta
Para abrir minhas janelas mais escondidas.
Revelo-me sem perceber,
Porque em cada gesto teu que descrevo
Há um reflexo meu,
Meu medo, minha ternura, meu desejo.
É por isso que minha fala é autobiográfica:
Ao contar de ti, conto de mim;
Ao te chamar, me chamo;
Ao te sonhar em voz alta,
Confesso que sou feito do teu rastro.
No fundo, tudo que digo sobre você
É só outra forma de dizer
Que te carrego dentro de mim.
Poema: Odair José, Poeta Cacerense

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