Não foi por falta de mapas,
Foi por excesso de medo.
Havia caminhos, havia sinais,
Mas o coração hesitou
Como quem pisa na beira do abismo
E chama isso de prudência.
Ficou no impasse
Porque amar exige decisão,
E decidir dói mais do que esperar.
Quis amar,
E isso já era um gesto quase inteiro,
Mas não amou
Porque amar não aceita ensaio,
Nem admite meia-coragem.
Perder o norte, às vezes,
É ouvir demais o ruído do mundo
E de menos o sussurro interno.
É confundir cautela com verdade,
E silêncio com maturidade.
Não foi o amor que faltou,
Foi o passo seguinte.
E quem não atravessa,
Passa a vida inteira
Chamando margem de destino.
Poema: Odair José, Poeta Cacerense

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