"O poeta tem uma alma sublime,/ Alma que o impossível quer sonhar;/ Como um pássaro alado/ As mais altas nuvens voar". Poema: Odair José, Poeta Cacerense - Um poeta nascido às margens do Rio Paraguai expressa aqui o seu sentimento de gratidão por ser cacerense. Para todos apreciadores da eterna poesia.
quarta-feira, 29 de setembro de 2010
A Lágrima no Coração
Há uma lágrima no fundo do coração
Que ainda não saiu nos olhos
Uma incerteza que machuca a alma
Tão combalida de sofrimento.
Sonhos desfeitos no crepúsculo
Do dia sombrio da eternidade
Onde meus olhos contemplavam os seus
Na penumbra da ilusão.
Mas o choro não vem
Por mais que tente me libertar das lágrimas
Sigo remoendo a consternação
De uma ausência tão dolente.
Quero gritar ao mundo inteiro
Revelar minha angústia sentida
Mas os grilhões prendem o grito
Que não consegue dar o sinal.
Minhas mãos tremem ao menor movimento
Querendo tocar sua pele
Meigamente sentida um dia
Na magia do encontro de amor.
Sou a abelha errantemente perdida
Em busca daquela flor perfeita
Que me revelou um dia
O néctar de um sabor tão singular.
Viro-me no leito fundo de uma cama vazia
Tentando conciliar meu sono
Quem sabe dormindo consigo sobreviver
A essa tristeza tão profunda.
Nos sonhos contemplo seus olhos meigos
Serenos e sedutoramente sensuais
Que se distancia de mim
Sem mesmo dar uma nova esperança.
Não quero acordar desse sonho
Por mais irreal que ele seja
Pois, nele ainda consigo te ver
Diferente do que a realidade me mostra.
O coração sufoca a dor
Meus olhos uma lágrima deixa esvair-se
Demonstrando a dor sentida há tempos
Que não se conteve na longa tortura
Poema: Odair
sábado, 18 de setembro de 2010
Percepção
Caminho devagar
Em uma estrada que parece não ter fim
Seus olhos estão distantes
São miragem que foge de mim.
Uma tristeza alucinante
Revela um semblante em dor
Meus passos são lentos
Pois não conheço mais o amor.
Tenho a percepção
De uma cruel realidade
Que transforma meu riso em pranto
Quando aumenta em mim a saudade.
Seus olhos tão meigos
Era a razão do meu viver
Sem eles sou um andarilho
Que não consegue te esquecer.
Deixo-me cair na margem da estrada
Pois não consigo mais caminhar
Sou a imagem da desilusão
De quem só soube te amar.
Minha percepção embaraça-me
E sou confundido pela realidade
Não sei se você existiu
E se fez parte da minha felicidade.
Quem sabe você foi apenas
A ilusão do amanhecer
Dominou meus pensamentos
E deixou-me no entardecer.
Poema: Odair
segunda-feira, 13 de setembro de 2010
Amor
Meu amor por você é grande
E está no meu coração
E dessa forma eu canto
A alegria dessa paixão.
Verso: Odair
sexta-feira, 3 de setembro de 2010
Sereia
No momento em que sua imagem vi
Linda e sedutora a desfilar
Meus pensamentos me levaram
A meiguice do seu lindo olhar.
No momento sublime que vislubrei
Seu sorriso encantador
Uma emoção tomou conta do coração
Que hoje anseia pelo seu calor.
Seu rosto angelical e diferente
Envolto pelo seus cabelos lisos
Realça uma beleza impar
Que só vejo em seu sorriso.
Seu corpo esbelto e sedutor
Revela a sensibilidade de mulher
Sereia que seduz pelo encanto
Esteja onde estiver.
Quem dera tivesse o poder
De seu coração conquistar
Para aquecer-me no inverno
E, na primavera, te amar.
Poema: Odair
sexta-feira, 27 de agosto de 2010
Às Margens do Rio Paraguai II
Um sol ofuscado e tosco cobre a cidade
Cheia de poeira e fumaça
Sufocados pelo clima da nossa realidade
Que maltrata implacavelmente quem passa.
Às margens do Rio Paraguai
Já não se vê o pôr-do-sol encantador
Ouve-se o lamento e gemido de ai
De quem não suporta esse calor.
O Rio lamenta e se contorce
Como uma serpente sem direção
Sente a ausência das chuvas e retorce
E as águas não caem nesse chão.
Há um lamento geral na população
Que enfrenta esse ar sufocante
Mas isso é fruto da própria ação
De gente tão petulante.
As belezas da natureza foram cruelmente
Exploradas para satisfazer
Vidas que só tinham em mente
Realizar seu bel prazer.
O vermelho sangue de um sol triste
É a imagem da desolação
De ações destruidoras que insiste
Em mostrar os abusos da nação.
Se existe ainda alguma esperança
Que possa recuperar nossa paisagem
Para que não vivamos só de lembrança
Está é à hora de fazer essa viagem.
Poema: Odair
quinta-feira, 19 de agosto de 2010
O que resta é a saudade
Senti que o mundo havia acabado essa noite
Na distância que não mais vi o seu olhar
No meu peito bateu forte o açoite
Do medo em não me acostumar.
Diante do amor que revelei por ti
Saber que agora não mais me pertence seu coração
Pois seu amor já não está aqui
E caminhas em outra direção.
Meus pés deslizaram na solidão
De uma tristeza sem fim
Ao ver você fugir de mim.
Já não posso viver essa ilusão
De um amor que não me traz felicidade
O que me resta? Só a saudade!
Poema: Odair
terça-feira, 17 de agosto de 2010
Seu lindo olhar
O amor que nasceu no meu peito
Quando vi o seu lindo olhar
Não me deixa dormir direito
Pois só sei em você pensar.
Trova: Odair
sábado, 14 de agosto de 2010
Existência de vidas desoladas
Sentado solitário e reflexivo
No banco da praça
Observo o que acontece a minha volta
Para descobrir se a vida tem graça.
É fácil perceber um grupo de pessoas
Todos os dias por ali
Envoltos em seus afazeres rotineiros
Como se tudo acabasse aqui.
Corpos esqueléticos e fedorentos
Fumam maconha e cheiram cocaína
Sob a luz do sol
Acabam-se injetando heroína.
Olhares distantes revelam
A angústia de almas desoladas
Que entornam corotinhos de pinga
Na alegria falsa de suas risadas.
Pessoas sem nenhuma espectativa
Na existência dessa caminhada
Triste vidas de pessoas que não vivem
A alegria da alvorada.
Então penso nas oportunidades
Que recebo a cada alvorecer
De poder contribuir para a posteridade
Com a expressão do que é viver.
Nossa sociedade hipócrita deveria
À essas pessoas seus olhos voltar
Pois são almas que necessitam amparo
De outras que saibam amar.
Poema: Odair
quinta-feira, 12 de agosto de 2010
Abstração
Seu olhar na noite escura
Fez a luz ser ofuscada
Pelo brilho da sua tristeza
Que rompeu na madrugada
Do sonho introspecto
Abalado pelo pesadelo
De não mais te contemplar
Na miragem do desfiladeiro
Onde não cosegui segurar a queda
Do castelo que criei
No entardecer do dia alegre
Que aqui imaginei.
Poema: Odair
segunda-feira, 9 de agosto de 2010
Sentimento
Um amor que o tempo não apaga
E lembranças que não se vão
De um sentimento que sinto
Por alguém que conquistou meu coração.
Seus olhos sedutores
Em uma noite de luar
Invadiram minha alma
E fez-me te amar.
A alegria que sai de seu sorriso
Transformou o meu viver
Desfazendo as nuvens negras
Em um novo amanhecer.
Agora de todo meu coração
Quero falar desse sentimento
Que sinto por alguém
Que não sai do meu pensamento.
Poema: Odair
sexta-feira, 6 de agosto de 2010
Como uma chuva
Hoje o dia está tão sereno
Procuro o seu olhar em meio aos ventos
Ventos que sussurram nas árvores
Não sinto o seu sorriso
E como ele me faz falta
Sinto que o dia passa devagar.
A saudade é muita!
E por que sentimos saudades?
Pelo pouco que convivemos
Saudade do que foi bom e marcou
Sua chegada foi tão marcante que é inesquecível!
Foi como uma chuva forte depois de meses sem chuvas...
O cheiro de terra molhada é semelhante ao seu perfume
Não é possível deixar de pensar em você!!!
Poema: Odair
Procuro o seu olhar em meio aos ventos
Ventos que sussurram nas árvores
Não sinto o seu sorriso
E como ele me faz falta
Sinto que o dia passa devagar.
A saudade é muita!
E por que sentimos saudades?
Pelo pouco que convivemos
Saudade do que foi bom e marcou
Sua chegada foi tão marcante que é inesquecível!
Foi como uma chuva forte depois de meses sem chuvas...
O cheiro de terra molhada é semelhante ao seu perfume
Não é possível deixar de pensar em você!!!
quinta-feira, 5 de agosto de 2010
Porque te amo
Por mais que se procure uma definição
É impossível descrever tal sentimento
Um amor que se move no coração
E não sai do meu pensamento.
Desde o dia em que descobri na primavera
Seus lindos olhos a brilhar
Uma paixão tomou conta da minha vida
E hoje eu só sei em ti pensar.
Perguntas por que te amo
Mas é difícil responder
Pois o sentimento que sinto por você
Não é fácil descrever.
Amo-te porque você é linda
Por que tem na alma uma magia
Que transforma os dias tristes
Na mais perfeita alegria.
Amo-te porque tem um sorriso encantador
Que alegra a minha alma
Mesmo nos dias de incertezas
Ele me transmite a perfeita calma.
Amo-te porque é o amor
Que sempre quis para mim
É a flor que alegra meus dias
Nesse magnífico jardim.
Poema: Odair
Ler mais: http://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=145037#ixzz0vlmjSyt2
Under Creative Commons License: Attribution Non-Commercial No Derivatives
É impossível descrever tal sentimento
Um amor que se move no coração
E não sai do meu pensamento.
Desde o dia em que descobri na primavera
Seus lindos olhos a brilhar
Uma paixão tomou conta da minha vida
E hoje eu só sei em ti pensar.
Perguntas por que te amo
Mas é difícil responder
Pois o sentimento que sinto por você
Não é fácil descrever.
Amo-te porque você é linda
Por que tem na alma uma magia
Que transforma os dias tristes
Na mais perfeita alegria.
Amo-te porque tem um sorriso encantador
Que alegra a minha alma
Mesmo nos dias de incertezas
Ele me transmite a perfeita calma.
Amo-te porque é o amor
Que sempre quis para mim
É a flor que alegra meus dias
Nesse magnífico jardim.
Poema: Odair
Ler mais: http://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=145037#ixzz0vlmjSyt2
Under Creative Commons License: Attribution Non-Commercial No Derivatives
quinta-feira, 29 de julho de 2010
Não jogue no lixo seu papel de cidadão

Não jogue no lixo
Seu papel de cidadão.
Não deixe cair nas ruas
O papel que tens na mão.
O verdadeiro cidadão
É aquele que respeita o outro
Que dignifica suas ações
Fazendo as coisas direito.
O exemplo que deixamos
É o que seguirá nossos filhos
E o mais digno deles
É o papel de cidadão.
Texto: Odair
Produzido na aula de Educação Ambiental.
terça-feira, 27 de julho de 2010
No mesmo caminho

No horizonte distante, na noite fria de inverno
Na escuridão do anoitecer
No caminho deserto
Vi você caminhando sozinha.
Uma tristeza invadia sua alma
E de seus olhos uma lágrima descia.
O frio da solidão te fazia chorar,
Tremer.
Foi naquele caminho, naquele instante
Que meus passos cruzaram com os seus
Na minha alma uma solidão.
Seus olhos fugiram dos meus
Sua alma não queria o meu afago
Na tristeza do meu coração
Foi onde percebi
Eu estava no mesmo caminho.
Poema: Odair
sábado, 17 de julho de 2010
Caminhos

Ando por uma estrada sem rumo
Com a solidão a me fazer companhia.
As densas florestas ofuscam o brilho do sol
E não vejo a luz do dia.
Tropeço em algumas pedras na jornada
Pois meus olhos não contemplam o alento
A caminhada é fria e solitária
Que nem aos cantos dos pássaros é possível estar atento.
Meus olhos choram essa triste ilusão
De acreditar na eterna felicidade
Pois os caminhos nem sempre são de flores
E os espinhos revelam uma sinistra saudade.
Meus passos são indecisos neste caminho
Porque nele não encontro segurança
Seus olhos não contemplo na distância
E perdi do coração toda esperança.
Caminhos tortuosos e solitários
São o que restou para os meus passos
A partir do momento em que foste embora
E não mais senti o calor dos seus braços.
Poema: Odair
Assinar:
Postagens (Atom)











