sexta-feira, 23 de setembro de 2016

Nunca mais verá o meu sorriso



Houve um tempo em que meu sorriso era espontâneo. 
Existia em mim uma felicidade 
Que fazia meu coração pulsar 
E eu nunca imaginava a saudade. 

Nunca mais verá o meu sorriso. 
O coração que ofereceu a ti o amor 
Já não tem a coragem de te encarar 
E carrega consigo imensa dor. 

O meu semblante estará sempre fechado. 
Como um pesadelo terrível na noite 
Despertei-me do sonho cruel 
E aceitei em mim o açoite. 

Sua alegria que se foi com o tempo me fazia sorrir. 
Já não existe aqui aquela flor 
Do jardim encantado na primavera 
Pois secaram na claridade desse calor. 

Nunca mais verá o meu sorriso. 
Mesmo que voltes da sua ausência 
Meus passos seguirão o pôr-do-sol 
Para tentar acalmar minha carência. 

Poema: Odair José, o Poeta Cacerense

terça-feira, 20 de setembro de 2016

No brilho dos olhos teus


Os versos meus, todos eles,
Dentro do brilho dos olhos teus,
A percorrer pelo meu corpo
Toda esta forma única de te desejar.
Lembrando cada gesto nosso
Testemunhado pelas estrelas do céu,
E da vontade eterna de para ti
Inteiramente me confessar...!

Poema: Odair José, o Poeta Cacerense

terça-feira, 13 de setembro de 2016

Se eu te amar


Se eu te amar 
Que seja amor verdadeiro; 
Se eu te tocar 
Que seja por inteiro. 
Se eu te sentir 
Que seja pelo coração; 
Se eu te ouvir 
Que seja minha canção. 

Seu olhar na imensidão 
Traz alento ao meu coração; 
Seu sorriso tão meigo 
É a força da minha emoção. 

Se eu te amar 
Que seja por toda vida; 
Se eu te tocar 
Que seja na alma sentida. 
Se eu te olhar 
Que veja sempre a sua beleza; 
Se eu te deixar 
Que não me esqueça da tua grandeza. 

Seu olhar tão intenso 
Provoca em mim a paixão; 
Seu sorriso tão singelo 
É a fonte da minha canção. 

Poema: Odair José, o Poeta Cacerense

sexta-feira, 9 de setembro de 2016

Não faz assim não


Não faz assim não 
Você é linda demais 
E não consigo manter os meus sentidos 
Sem me perder nesse teu olhar. 
Eu só queria caminhar sozinho 
Rumo ao desconhecido 
Sem medo de ser feliz 
Até do amanhã não mais me lembrar. 
Mas, ali estava você 
Como uma miragem no deserto 
Uma flor naquele jardim 
E eu fiquei deslumbrado assim. 
Seus olhos tão meigos 
Seu sorriso encantador 
Afastou de mim toda dor 
E me fez no amor acreditar. 
Não posso me esconder 
Do sentimento 
Que toma conta do pensamento 
E me faz te amar. 
Não faz assim não 
Você conquistou meu coração 
Então, ensine-me agora 
O caminho da felicidade! 

Poema: Odair José, o Poeta Cacerense

quinta-feira, 8 de setembro de 2016

A flor do meu jardim


Eu sempre quis poder expressar 
De forma simples e verdadeira 
O amor que sinto por ti 
E que digo sem brincadeira. 

Seus olhos sempre me fascinaram 
Pois revelam o poder da atração 
São eles a fonte da minha inspiração 
Que me move a escrever-te essa canção. 

Seu sorriso, sempre lindo e contagiante, 
Dos meus sonhos é a razão 
De caminhar com alegria 
Pois ele aquece meu coração. 

Você é à flor do meu jardim 
Que exala a mais suave fragrância 
Que me atiça os desejos 
E me acalma com sua elegância. 

Uma flor que quero sempre viva 
A deslumbrar o meu olhar 
Que me entregue o seu perfume 
E que saiba me amar. 

A ti dedico essa singela poesia 
Escrita com todo carinho e amor 
Aquela que sempre me fascinou 
À minha linda e meiga flor. 

Poema: Odair José, o Poeta Cacerense

segunda-feira, 5 de setembro de 2016

Onde escondo a minha dor


Descobri através do silêncio 
Que a vida segue a sua direção 
Como um rio desce as montanhas 
A dor falece no coração. 

O tempo fez-me esquecer 
O sorriso e a felicidade 
Que outrora contigo tinha 
E que agora tenho a saudade. 

Não é que o amor tenha acabado 
O contrário dito deve ser 
É que a solidão me ajuda a caminhar 
E seus olhos a esquecer. 

No mais profundo do coração 
É onde escondo a minha dor 
De uma inesquecível paixão 
E a ausência de um amor. 

Hoje sei caminhar sozinho 
E a jornada da vida trilhar 
Já não sinto medo do futuro 
Pois, outra vez, aprendi amar. 

Poema: Odair José, o Poeta Cacerense

sexta-feira, 2 de setembro de 2016

No mesmo caminho


No horizonte distante, 
Na noite fria de inverno 
Na escuridão do anoitecer 
No caminho deserto 
Vi você caminhando sozinha. 
Uma tristeza invadia sua alma 
E de seus olhos uma lágrima descia. 
O frio da solidão te fazia chorar, 
Tremer. 
Foi naquele caminho, naquele instante 
Que meus passos cruzaram com os seus 
Na minha alma uma solidão. 
Seus olhos fugiram dos meus 
Sua alma não queria o meu afago 
Na tristeza do meu coração 
Foi onde percebi 
Eu estava no mesmo caminho. 

Poema: Odair José, o Poeta Cacerense

quinta-feira, 1 de setembro de 2016

Juvenília


Quando era criança eu sonhava 
Em crescer, em amar, em escrever 
Contar ao mundo minhas ideias 
Tudo aquilo que passava em minha mente. 
As fantasias, as aventuras 
O herói das estrelas 
A salvar a donzela em perigo. 
Minhas obras da mocidade 
Com as folhas amarelas 
Contam imaginação de lugares que andei 
Nos meus sonhos a construir 
Os mais belos dos castelos que criei. 
Andei pelos desertos 
Pelos vales verdejantes 
Atravessei rios caudalosos em busca do amor. 
Por longos caminhos trilhados 
Hoje aqui cheguei. 

Poema: Odair José, o Poeta Cacerense

segunda-feira, 29 de agosto de 2016

O combate


A luta foi travada num combate sem igual. 
As partes não queriam ceder espaço um ao outro 
Na ânsia de vencer o oponente 
O campo de batalha era infernal. 
O desejo de esquecer a angustia da sua ausência 
Confrontava-se com o desejo de amar-te além da vida. 
O coração virou campo de lutas constantes 
Causando grande conflito na consciência. 
Mas o importante na batalha é não ter medo 
Pois o medo corrói a alma e traz tristeza ao coração 
Provoca ansiedade ao espírito e confusão a mente 
Tirando do ser humano todo o enredo. 
Esquecer atacava-me constantemente 
No desejo incontido de tirar você do coração. 
Enquanto o desejo de ter você outra vez 
Fugia-me do controle e da mente. 
Na batalha que se tornou o meu coração 
Atacar e fugir são meras situações da batalha. 
O combate renhido domina-me 
Tirando o controle da minha razão. 
Os olhos não conseguem esconder 
As noites mal dormidas por causa da insônia. 
Nem o corpo reflete mais o anseio da vida 
Ao contrário, tira-me à vontade de viver. 

Poema: Odair José, o Poeta Cacerense

sexta-feira, 26 de agosto de 2016

Deveria ter segurado em suas mãos



Nesse longo tempo 
Em que seus olhos me guiaram 
Não consegui ver direito. 
O brilho do seu olhar ofuscou minha visão 
E eu vacilei. 
Quando você olhou nos meus olhos 
E de seus lábios a sentença saiu 
Não é você, sou eu! 
Eu sabia que meu destino estava selado. 
Meus pés vacilaram 
Meu coração sentiu 
E eu chorei a saudade que já sentia. 
Um abismo se abriu sob meus pés 
E a solidão entrou sem bater na porta. 
A música que tocava 
É a mesma que ouço agora 
Mas, não tem mais o encanto 
De quando ao seu lado eu a ouvia. 
Eu deveria ter segurado em suas mãos 
E caminhado ao seu lado 
Como se o amanhã nos pertencesse! 
Deveria tê-la ouvido um pouco mais 
Enviado flores 
E não pensado só em mim. 
Se isto não fosse suficiente, 
Não me sentiria o tolo de agora. 

Poema: Odair José, o Poeta Cacerense

quarta-feira, 24 de agosto de 2016

E o silêncio tomou conta de mim



E o silêncio tomou conta de mim 
E eu bem que queria imaginar 
Que tudo isso não passasse de um tempo perdido 
De uma ilusão que escorre pelos dedos 
Porque eu sou tão jovem 
Para querer mudar o mundo. 
Mas, na solidão dos meus dias 
Não havia grito na penumbra 
Nem o vento queria soprar as folhas 
Apenas o silêncio existia... 
E permanecia na escuridão da noite. 
Busquei um esconderijo 
Onde pudesse me refugiar 
De tudo que me fazia pensar nos seus olhos 
E eu não sei como tudo isso aconteceu. 
Então, o silêncio tomou conta de mim 
E eu adormeci 
Sabendo que a noite escura me condenava 
Tal qual um peregrino na jornada. 
Mas isso não importava muito 
Porque eu só queria estar longe outra vez 
Do sonho que um dia 
Se apossou dos meus sentimentos. 

Poema: Odair José, o Poeta Cacerense

terça-feira, 23 de agosto de 2016

Você mudou o meu viver



Eu pensei que tudo tivesse chegado ao fim 
Quase perdi a esperança 
Pensei que meu coração não pulsaria mais 
E tudo me parecia um inverno rigoroso 
Um frio que cortava a minha alma 
E fazia meus ossos estremecerem 
De angústia e solidão. 
Mas, quando parecia não haver outra saída 
Eu vi você. 
Eu vi o seu sorriso 
Vi o seu olhar que brilhava 
Como uma estrela na noite escura 
E esse brilho invadiu a minha alma 
Como o sol do meio dia 
Aqueceu-me 
Mudou a minha estação 
Tirando-me daquele inverno gélido 
Que torturava-me sem piedade. 
Senti-me no verão do seu calor 
E o aroma das flores da primavera 
Penetrar meu sentimento. 
Você tornou os meus dias melhores 
Você me fez sorrir 
Fez-me ter esperança. 
Quando pensei não mais ter amor 
Eis que seus olhos lindos 
Seu sorriso encantador 
Fez renascer em mim esse sentimento. 
Um amor que toma conta de todo o meu ser 
Que me faz cantar no amanhecer. 
Sou feliz em te conhecer 
Porque somente você 
Fez o impossível acontecer... 
Você mudou o meu viver. 

Poema: Odair José, o Poeta Cacerense

segunda-feira, 22 de agosto de 2016

Não posso te esquecer


A alma anela por um dia de paz 
Na caminhada solitária da vida. 
O anseio de dias menos sufocantes 
Na trajetória por mim escolhida. 

O desejo que percorre o sentimento 
Estraçalha o coração 
Transforma os sonhos reais 
Na mais pura ilusão. 

Caminho na escuridão da noite 
Tentando dar paz ao meu viver 
Mas, seus olhos me perseguem na noite fria 
Me dizendo que não posso te esquecer. 

Durante o dia escondo-me do sentimento 
E procuro nas lembranças me acalmar 
Seu perfume conduzido pelo vento 
Vem até mim e de você me faz lembrar. 

Quero esquecer o seu carinho 
Que um dia me acalmou 
Mas, não consigo deixar de pensar 
Naquela que meu coração sempre amou. 

O que posso fazer se amo você? 
É a pergunta que me alucina 
Sem ter uma resposta plausível 
Porque sua beleza me fascina. 

Poema: Odair José, o Poeta Cacerense

sábado, 20 de agosto de 2016

Um Estranho no Ninho


Não encontro meu lugar, 
Meus olhos estão vermelhos 
Inchados de tanto lamentar. 
Uma tristeza abstrata invade meu ser. 
Demônios sobrevoam meus espaços 
Sufocam-me de pavor. 
Uma mistura de medo e sofrimento 
Abate-se sobre minha alma aflita e desorientada. 
O caminho é espinhoso. 
As noites são escuras, sem brilho nenhum. 
Preso aos grilhões da desilusão 
Algemado às correntes da incerteza 
Meus passos são trêmulos e sem rumo. 
Não encontro um ombro amigo 
Para ajudar-me nesse instante. 
Os olhares são fugazes 
Arrasadores mesmo 
Arrancam pedaços de minha carne. 
Sinto as fagulhas do inferno a me torturar 
Na tristeza de um dia sem esperança. 
Sinto-me um estranho no ninho 
Longe da sua estação 
Perdido no tempo 
Sem saber onde é o norte. 
Vivo um pesadelo 
Do qual não consigo me despertar. 
Minha vida sem sentido 
Caminha nas margens desse purgatório 
Sentindo as labaredas do Hades 
Que me sufocam e aterrorizam. 
Quero me libertar 
Preciso de salvação, libertação, 
Se isso ainda é possível. 

Poema: Odair José, o Poeta Cacerense

Obs: 
Poema que retrata a situação angustiante
De muitas pessoas que ainda
Não encontraram Jesus Cristo!

quinta-feira, 18 de agosto de 2016

Eu e você


Eu e você fazemos parte do mundo 
Encontramos-nos no momento certo e único 
Onde os caminhos se cruzaram. 
Faço parte da sua vida e dos seus sonhos 
E você vive em meu coração. 
Mas, existe o inverso na vida 
Onde você não é mais que uma miragem 
Ofuscada pelas areias do tempo. 
Eu e você fizemos as malas 
E não sabemos para onde irmos. 
Eu preciso de você para seguir no caminho 
E você sabe caminhar sem depender de mim. 
Triste vida a sonhar com seus beijos 
Seus carinhos que não são meus. 
Eu e você somos de um universo paralelo 
Vivo a sua vida sem esquecer o seu sorriso 
Você sabe andar na escuridão sem minha luz. 
Sou um andarilho vagando sozinho pelas noites 
Desejando encontrar-te em uma esquina qualquer 
E você não está em lugar nenhum. 
Você voa por entre as árvores do jardim 
Como um pássaro solto no ar 
Sabe viver a liberdade que eu não tenho. 
Sou um anjo com as asas quebradas 
Que não sabe a direção certa dos seus olhos 
E vive a incerteza do amanhã. 
Eu e você somos anjos. 
Você é um anjo que acalenta minha vida 
Suas asas são perfeitas e cheias de carinho 
Mas, não sinto seu calor porque não estão aqui. 
Um anjo rebelde que se afasta de mim 
Não se preocupa com minha angustia 
E não se importa com meu corpo frágil e sozinho. 
Eu e você somos o inverso do universo. 
Sou você em cada respiração 
Em cada olhar, em cada brisa do amanhecer. 
Sua vida é o que dá vida a minha vida. 
E você não está aqui. 
Você é o desespero da madrugada fria 
Quando me vejo sozinho. 
Eu e você estamos na mesma estrada 
Só que você caminha em outra direção 
Às margens frias da displicência 
Não dá a mínima atenção ao meu amor. 
Cabeça erguida como se o mundo a pertencesse 
Você segue firme em sua decisão 
De não dar vida a esse sentimento. 
Eu e você estamos juntos. 
Olho firme em seu olhar e contemplo seu coração 
Ele deseja o amor sincero para ser feliz 
E resiste em não me aceitar. 
Eu e você não conseguimos esconder as lágrimas 
Que insistem em escorrer de nossos olhos 
Na medida em que o amor aumenta. 
Você tem medo. 
Medo de sofrer outra vez como a muito sofreu. 
Medo de se entregar a um amor que mente 
Para seu coração tão singelo. 
Somos feitos de solidão. 
Posso ter todas as mulheres do mundo 
E mesmo assim meu coração te procura. 
Suas mãos tremem ao tocar as minhas 
E você sabe que precisa viver esse amor 
Sabe que precisa acreditar no sonho. 
Eu e você já sofremos muito 
E a desilusão faz o coração temer outro amor 
Mas, preciso de você para viver. 
Preciso do seu carinho, do seu amor 
Preciso do seu olhar e das suas mãos 
A conduzir meus passos trôpegos e inseguros. 
Quero muito você perto de mim 
Para me orientar no caminho certo 
Que encontrei no seu olhar. 

Poema: Odair José, o Poeta Cacerense