sexta-feira, 21 de abril de 2017

Correrei pelo caminho dos teus mandamentos



A minha alma anela por ti, oh Deus! 
Pela tua presença clama o meu espírito 
Quero sentir tuas mão sobre mim 
E a alegria de estar em tua casa. 
Correrei aos teus braços 
Como a criança a correr com alegria 
Em uma manhã de verão. 
Correrei pelo caminhos dos teus mandamentos 
Como um apaixonado corre à porta de sua amada 
E deixarei-me repousar em seu amor. 
O mundo nada tem a oferecer 
Além de sofrimento e dor 
Em Ti está a paz que procura meu coração. 
Longe de Ti 
A minha alma consome-se de tristeza 
E por isso suplico-te 
Que fortaleça-me segundo a tua palavra. 
Tira de sobre mim a vergonha 
E guia-me pelas veredas da justiça. 
Oh Deus meu! 
Atende-me neste momento 
Pois anseio pela tua presença em minha vida 
E não quero jamais 
Esquecer-me da tua palavra. 
Encha o meu coração com o teu Santo Espírito 
E faça-me andar em teus preceitos 
Isto será minha consolação 
Deleitar-me-ei em sua bondade. 
Cria em mim um coração puro 
E louvar-te-ei enquanto viver. 
Correrei pelo caminho dos teus mandamentos 
E viverei em tua presença. 

Poema: Odair José, o Poeta Cacerense

quinta-feira, 20 de abril de 2017

Um amor que ainda não conheço


Nada importa mais 
E nem mesmo ligo para o que pensam a meu respeito. 
Dos meus olhos nem lágrimas escorrem 
E não me preocupo com o tempo que passa lentamente. 
Não há dor e nem ressentimento 
Apenas uma saudade 
De um tempo que passou 
E marcou a minha vida. 
Tudo foi maravilhoso 
Os sonhos construídos e imaginados 
Nas noites de solidão 
Já não são lembrados por mim. 
Nem posso dizer que não posso te esquecer 
Porque, na verdade, nem lembro mais como você é. 
Tudo faz parte de um passado tão remoto 
Que não vivo a pensar. 
São águas passadas 
Lembranças levadas pelo vento 
Uma viagem sem volta. 
Deixo-me descansar da minha dor 
E procuro olhar para o horizonte 
Onde há uma esperança de um amor. 
E assim deixo-me caminhar lentamente 
Pelo caminho que me conduz ao infinito 
Desse amor que ainda não conheço. 

Poema: Odair José, o Poeta Cacerense

quarta-feira, 5 de abril de 2017

Não fale de amor



Quero apenas estar em silêncio 
Viver o amanhã 
Sem me preocupar com as lágrimas. 
O amor já não está aqui 
O peito está vazio 
E o medo já não existe. 
Seus olhos ofuscam minha visão 
E quero me libertar 
Do sonho construído. 
Seja o que for 
Não quero mais me arriscar 
Nesse amor tão complicado. 
Sinto a distância tomar conta 
Mesmo estando junto de ti 
E meus sonhos buscarem outras formas. 
Não fale de amor comigo 
Já não quero nem saber 
O que poderia ter sido. 
Saio em busca do horizonte 
Onde espero encontrar 
Outras formas de prazer. 
Sem arrependimento, 
Sem traumas. 
Que fiquem as lembranças 
De seu sorriso tão lindo na primavera 
E dos meigos abraços nas noites de lua. 
Não fale de amor 
Para não magoar o coração 
E não me espere mais. 

Poema: Odair José, o Poeta Cacerense

terça-feira, 28 de março de 2017

Viagem


Meu coração suspira um amor 
Que meus olhos 
Na sombra da noite 
Procura te encontrar. 

Minha alma vagueia pelas sombras 
Na eterna manhã 
Procura seus olhos 
Na esperança de os amar. 

Sou a águia que paira no ar 
Voando na direção 
Do seu coração. 

Tu és a campina distante 
Que recolhes a flor 
Na beleza do amor. 

Poema: Odair José, o Poeta Cacerense

sexta-feira, 24 de março de 2017

Uma paixão pior do que mil mortes



Seus olhos tão serenos e perspicazes 
Transformaram o meu viver 
Meus pensamentos buscam seu coração 
E meus sonhos anseiam o teu ser. 

A paixão que arde no meu peito 
Causa-me uma tremenda dor 
Não consigo pensar direito 
E não sei sufocar esse amor. 

Preciso me libertar dessa angustia 
Que sufoca, sem piedade, meu coração. 
Quero viver livre como os pássaros 
E não mais pensar nessa paixão. 

Viver uma paixão como essa 
É pior do que mil mortes nessa vida 
Busco me libertar dessas algemas 
Que me faz ser uma alma perdida. 

Poema: Odair José, o Poeta Cacerense

terça-feira, 7 de março de 2017

Mulher - Suspiro por ti (homenagem ao dia internacional da mulher)



Quão preciosa és a minha vista 
Exuberante, bela e sedutora. 
Luz que ilumina minha alma 
Na vida és sempre batalhadora. 

Não existem palavras que possam 
Enaltecer o seu sublime ser 
Pois, você é a razão da minha vida 
É o motivo por qual amo viver. 

Seu olhar misterioso e encantador 
Seu sorriso lindo e sedutor 
Transformam as tristezas da vida 
Em alegrias da nossa lida. 

Como não sentir felicidade 
Depois de ver o seu lindo olhar 
Ou não matar toda saudade 
Depois de seu sorriso contemplar? 

Mulher, tu és especial 
Suspira por ti meu coração 
E, nessas palavras, minha homenagem 
A quem sempre nos acende a paixão. 

Poema: Odair José, o Poeta Cacerense

sábado, 4 de março de 2017

Os miseráveis


Os miseráveis são estes que perambulam 
Pelas ruas da cidade 
Sem esperança no coração 
E nenhuma felicidade. 
Choram pelas madrugadas 
Lágrimas de uma triste solidão 
De sonhos que se foram de repente 
Sem ter nenhuma explicação. 

Os miseráveis são aqueles que estão nos templos 
E adoram uma falsa ilusão de um deus inexistente 
Com falácias superficiais e artimanhas crués 
Enganam as almas de muitos inocentes. 
Lobos devoradores que destroem 
Os sonhos e esperanças de raquíticos seres humanos 
Presos as ideologias contemporâneas 
Que só servem para a degradação da alma. 

Os miseráveis são aqueles que vivem 
Sob o domínio das três teologias que moldam o mundo atual: 
A teologia da auto-ajuda, da prosperidade 
E do empreendedorismo. 
O que se prega e se ensina está baseado nestes pilares 
Acredite em você! 
Você é capaz! 
Ame-se! 
Dane-se os outros! 
Você nasceu para ser cabeça e não cauda. 
E porque quase metade da humanidade está passando fome? 
Desperte o empreendedor que há em você! 

Os miseráveis são estes que acreditam nestas baboseiras 
Falácias e mais falácias 
De um mundo em caos, 
Em perigo de auto destruir-se. 

Não há um lugar onde possa me esconder 
Tudo está tão patente aos nossos olhos 
E eu tenho que me adaptar ao sistema 
Que corrói a minha alma até o fim. 

O que devo fazer 
Se sou um miserável em meio a tantos miseráveis? 

Poema: Odair José, o Poeta Cacerense

sexta-feira, 3 de março de 2017

Sabes ler o meu olhar?



Falar de amor é complexo 
Pois dele nada sabemos ao certo. 
Mas, amar os seus olhos é real, 
E quero sempre tê-los por perto. 

A paixão que arde em meu peito 
Revela um amor sem precedente 
Que me leva a imaginar-te 
Em todos os recantos da minha mente. 

Se quiseres ter a certeza disso 
Basta ler o meu olhar 
Então conhecerás o encanto do coração 
Que nasceu para te amar. 

Sabes ler o meu olhar? 
Ficará feliz se saber 
Pois eles, na magia do silêncio, 
Só sabem te querer. 

Poema: Odair José, o Poeta Cacerense

quinta-feira, 2 de março de 2017

Vou caminhar sozinho


As palavras parecem vazias 
Elas não surtem efeitos. 
Eu choro lágrimas efêmeras que saem de meus olhos 
Atônitos de tanto visualizar essa besteira toda. 
Minhas mãos querem tocar alguma coisa 
Que tenha a capacidade de firmar os meus passos. 
Não há saída para a angústia que permeia 
Meus sentimentos 
E eu busco seus olhos no entardecer. 
Você está distante 
Mas tento te alcançar mesmo assim. 
Não sei porque se foi 
Se a jornada ainda não terminou. 
Sinto a brisa do final do dia tocar meu rosto 
E subo a mais alta montanha de onde quero gritar 
O seu nome até estourar os meus pulmões. 
Seus olhos se fecharam a última vez que os vi 
E não me revelou o seu coração. 
Uma dor cruel me acompanha por onde vou 
E meus passos são indecisos. 
Você sempre foi a minha inspiração 
E nunca leu os meus poemas com a devida atenção. 
Quantas palavras saíram do meu coração 
E foram parar na lata de lixo por ser uma ilusão. 
Sem você o tempo passa lentamente 
E as estrelas são encobertas pelas nuvens escuras 
Do meu olhar. 
Eu não me acostumo sem você aqui 
E não quero sentir outra vez o seu perfume 
Que me lembra um jardim em flores na primavera. 
Vou caminhar sozinho 
Pela estrada vazia e deserta 
Que contemplo na minha frente. 
Seus olhos meigos cheios de vida 
São as melhores lembranças que guardo no coração. 

Poema: Odair José, o Poeta Cacerense

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

O caminho da solidão



Eu só não sei o que fiz de mim... 
Tudo que queria, 
Hoje não quero mais. 
O que eu podia fazer de mim 
Não fiz e não quero mais fazer. 
O sonho de outrora 
Se desfez no amanhecer 
E eu acordei para a realidade. 
Sou um sopro que se passa 
A minha juventude se foi. 
Eu que era inofensivo 
Tornei-me um monstro 
E as minhas presas são escolhidas a dedo... 
Embriago-me pelas noites 
E procuro ver aqueles olhos no fundo do copo 
Mesmo sabendo que eles já não existem mais... 
Não adianta tentarem tirar minha máscara 
Pois ela já está grudada ao meu rosto 
E não há como distinguir 
O que é certo ou errado. 
Meu caminho é a solidão 
De uma vida em meio a multidão... 

Poema: Odair José, o Poeta Cacerense.

sábado, 18 de fevereiro de 2017

Quem pode sobreviver a esse inferno?



Esse deserto que assola a alma, 
Esse esgotamento da vida espiritual, 
Essa descrença no futuro da humanidade. 
O congelamento na própria juventude, 
A tirania da dor 
Que dilacera o sentimento 
É maior que a tirania da vaidade... 
O isolamento radical 
Que é melhor do que o burburinho da multidão. 
O desprezo dos homens 
Os gritos estridentes das mulheres, 
O choro das crianças... 
A clarividência da doença 
A incerteza do porvir, 
O colapso da economia... 
O conhecimento que só aceita a amargura 
Que não ajuda 
Que jugula e faz acontecer 
Uma náusea nascida da intolerância 
Do desrespeito às instituições. 
Quem pode sobreviver a esse inferno? 
Quem alçará a voz como atalaia 
Na torre mais alta 
Contra a mediocridade humana? 
Quem poderá se livrar das amarras, 
Dos grilhões ideológicos, 
Da ação alienante das mídias, 
Das redes sociais? 
Eis que a voz do poeta-filósofo 
Ecoa agora de forma insofismável 
E tem o desígnio de esmiuçar as pedras... 
Não me calarei! 

Poema: Odair José, o Poeta Cacerense

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

O que resta é a saudade


Senti que o mundo havia acabado essa noite 
Na distância que não mais vi o seu olhar 
No meu peito bateu forte o açoite 
Do medo em não me acostumar. 

Diante do amor que revelei por ti 
Saber que agora não mais me pertence seu coração 
Pois seu amor já não está aqui 
E caminhas em outra direção. 

Meus pés deslizaram na solidão 
De uma tristeza sem fim 
Ao ver você fugir de mim. 

Já não posso viver essa ilusão 
De um amor que não me traz felicidade 
O que me resta? Só a saudade! 

Poema: Odair José, o Poeta Cacerense

sexta-feira, 27 de janeiro de 2017

Colapso



Aos poucos foi crescendo 
Aquele amor no coração 
Uma alma que sorria 
Apesar da noite fria 
Não se deixava envolver na ilusão. 

Sentia-se como um pássaro 
Livre no horizonte a voar 
Não temia a escuridão 
Nem mesmo a solidão 
Que insistia nele habitar. 

Na manhã gélida do tempo 
Antes mesmo do sol nascer 
Viu seu mundo desabar 
Sentiu vontade chorar 
E, por um instante, viu morrer. 

Um colapso muito grande 
Sentiu na sua alma 
Deixou-se voar no pensamento 
Ser levado pelo vento 
Até as alturas e sentiu calma. 

Soube, então, que haveria 
Sempre um novo amanhecer 
Não poderia ficar prostrado 
Para sempre ali deitado 
Pois, a vida é para viver. 

Poema: Odair José, o Poeta Cacerense

terça-feira, 17 de janeiro de 2017

Diálogos


Pensei em voz alta e ela chorou em voz baixa!
Não houve silêncio entre nós, mas nenhum de nós disse uma palavra.
Ela perguntou: - Por que faz isso?
Não respondi. Eu não tinha a resposta.
Um vento suave adentrava pela janela e tocava os seus cabelos. Eu também queria tocá-los, mas me contive.
Ela levantou os olhos e ao fitar-me foi como uma espada afiada a cortar meu coração.
Então ela disse: - Beije-me!
Era o que eu mais queria na minha vida. Beijar aqueles lábios de um vermelho-rosa entreabertos.
- Não posso! – Limitei-me a responder.
O vento continuava a acariciar-lhe os cabelos.
O silêncio reinou outra vez entre nós.
A lágrima que vi rolar de seus olhos me deu a certeza de uma coisa: “Quem ri ao nosso lado pode nos trair, mas quem chora, nunca”.
Talvez naquele momento o que ela mais precisava era de um abraço carinhoso.
Tinha muita ilusão nos olhos. Depois carregou nos ombros a decepção!
Então rompi com o silêncio.
- Se você não abrir o se coração eu nunca vou entender o que você quer me dizer.
Outra vez ela me olhou com aqueles lindos olhos e pronunciou a sentença:
- Quem ama chega à plenitude, quem odeia nunca sairá das profundezas.
O vento tocou o meu rosto e suas palavras rasgaram o meu coração...

Odair José, o Poeta Cacerense

sábado, 14 de janeiro de 2017

O final de todas as coisas


Você falou que me amava 
E me deixou na solidão de uma vida vazia 
E sem sentido 
No deserto escaldante da vida. 
E eu sinto saudades de você 
Quando vejo a tarde caindo 
E eu sei que terei mais uma noite de solidão. 
Tenho medo do escuro 
Pois é quando fecho os olhos 
E não vejo mais você perto de mim. 
Começo a pensar sobre tudo 
E descubro que o final de todas as coisas 
Já havia acontecido em seu coração. 
O que te levou para longe de mim? 
É a pergunta que martela minha mente... 
Quero saber quem roubou aquele sorriso tão meigo 
Que tinhas quando olhavas para mim 
Onde está aquela alegria 
Que irradiava os seus olhos 
E os faziam brilhar com mais intensidade? 
O final de todas as coisas acontece 
Quando os sonhos já não existem mais. 
Estou só 
Sinto falta de você 
E quero que amanheça o mais breve possível 
O dia me trás esperança de te encontrar 
De que você tenha mudado 
E não é o final de todo esse sentimento. 
Nos meus sonhos eu te vejo 
E busco-te na imensidão dos meus pensamentos. 
Quem sabe um dia 
Ainda caminharemos juntos. 

Poema: Odair José, o Poeta Cacerense