terça-feira, 17 de janeiro de 2017

Diálogos


Pensei em voz alta e ela chorou em voz baixa!
Não houve silêncio entre nós, mas nenhum de nós disse uma palavra.
Ela perguntou: - Por que faz isso?
Não respondi. Eu não tinha a resposta.
Um vento suave adentrava pela janela e tocava os seus cabelos. Eu também queria tocá-los, mas me contive.
Ela levantou os olhos e ao fitar-me foi como uma espada afiada a cortar meu coração.
Então ela disse: - Beije-me!
Era o que eu mais queria na minha vida. Beijar aqueles lábios de um vermelho-rosa entreabertos.
- Não posso! – Limitei-me a responder.
O vento continuava a acariciar-lhe os cabelos.
O silêncio reinou outra vez entre nós.
A lágrima que vi rolar de seus olhos me deu a certeza de uma coisa: “Quem ri ao nosso lado pode nos trair, mas quem chora, nunca”.
Talvez naquele momento o que ela mais precisava era de um abraço carinhoso.
Tinha muita ilusão nos olhos. Depois carregou nos ombros a decepção!
Então rompi com o silêncio.
- Se você não abrir o se coração eu nunca vou entender o que você quer me dizer.
Outra vez ela me olhou com aqueles lindos olhos e pronunciou a sentença:
- Quem ama chega à plenitude, quem odeia nunca sairá das profundezas.
O vento tocou o meu rosto e suas palavras rasgaram o meu coração...

Odair José, o Poeta Cacerense

sábado, 14 de janeiro de 2017

O final de todas as coisas


Você falou que me amava 
E me deixou na solidão de uma vida vazia 
E sem sentido 
No deserto escaldante da vida. 
E eu sinto saudades de você 
Quando vejo a tarde caindo 
E eu sei que terei mais uma noite de solidão. 
Tenho medo do escuro 
Pois é quando fecho os olhos 
E não vejo mais você perto de mim. 
Começo a pensar sobre tudo 
E descubro que o final de todas as coisas 
Já havia acontecido em seu coração. 
O que te levou para longe de mim? 
É a pergunta que martela minha mente... 
Quero saber quem roubou aquele sorriso tão meigo 
Que tinhas quando olhavas para mim 
Onde está aquela alegria 
Que irradiava os seus olhos 
E os faziam brilhar com mais intensidade? 
O final de todas as coisas acontece 
Quando os sonhos já não existem mais. 
Estou só 
Sinto falta de você 
E quero que amanheça o mais breve possível 
O dia me trás esperança de te encontrar 
De que você tenha mudado 
E não é o final de todo esse sentimento. 
Nos meus sonhos eu te vejo 
E busco-te na imensidão dos meus pensamentos. 
Quem sabe um dia 
Ainda caminharemos juntos. 

Poema: Odair José, o Poeta Cacerense

quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

Lembranças de amor


Só agora percebo 
O que acontece a minha volta 
Mas não sei se realmente 
O que acontece é o que vejo. 
Difícil entender as coisas do amor 
A ausência de seu olhar 
A dar-me o alento necessário para caminhar. 
Meus sentimentos são confusos 
E não quero parar de sonhar 
Com a vontade em estar com você 
Na noite fria do tempo sem seu calor. 
Só agora percebo a sua falta 
E o quanto ela é real junto a mim. 
Busco seu corpo junto ao meu 
E não o encontro mais 
E a solidão toma conta de mim. 
Quero voar a imensidão e te encontrar 
Mas sei que isso é impossível 
E contento-me com as lembranças de seu amor. 
A vida nos faz perceber tarde demais 
O quanto é bom o amor. 

Poema: Odair José, o Poeta Cacerense

segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

Voz do coração


Quero que fique em silêncio por um momento 
Para que ouça a voz do coração 
De alguém que te ama com ternura 
E que escreves estas mal traçadas linhas. 
Dentro do meu coração existe uma fagulha 
De um amor que arde com grande alvoroço, 
Que bate mais forte toda vez que vê você passar 
Bela e sedutoramente em minha frente. 
Falar de sua beleza a ofuscar minha visão 
É repetir formas de detalhes que sempre disse 
Mas, que é necessário para que você compreenda porque te amo. 
Poderia eu me ocultar desse amor 
Ou mesmo fugir da racionalidade em te escrever 
No entanto, nos seus olhos vejo o brilho das lembranças que tenho de ti. 
Meu coração te ama e bate por ti, 
Meus olhos te procuram em todos os lugares 
Porque você é a razão da minha visão. 
Minha alma anela a sua alegria 
Porque a sua alegria é minha felicidade. 
Gostaria de ter ensejo maior para expressar esse sentimento 
Para que compreendesse a minha eterna paixão por você. 
Por isso peço que ouça a voz do coração. 

Poema: Odair José, o Poeta Cacerense

quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

Vai ver nos meus olhos


É meu amor 
Há em mim um sentimento verdadeiro 
Que me faz em você pensar 
O tempo inteiro. 

Um amor que extrapola 
Toda forma de pensamento 
E não me dá outra opção 
Sei que você é meu sentimento. 

Vai ver nos meus olhos 
Quando no profundo olhar 
Que o meu coração pertence a você 
E só você eu sei amar. 

Permita-me viver esse amor 
Junto ao seu coração 
Quero entregar-me a você 
Sem medo da ilusão. 

Vai ver nos meus olhos 
O brilho intenso do amor 
Que sai do meu coração 
Quando vejo você, minha flor. 

Poema: Odair José, o Poeta Cacerense

segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

Eu busquei entre as estrelas



Eu busquei entre as estrelas 
Uma que tivesse 
O brilho do seu olhar 
E foi em vão a minha procura... 
No espelho 
Tentei ver a sua imagem 
Refletida como uma jóia 
De rara beleza... 
E eu não encontrei 
As palavras que pudessem expressar 
O amor que vi em seu olhar... 
Seu coração tão singelo 
E belo como as ondas do mar 
E eu querendo te amar 
Como se fosse a minha princesa... 
Não vá embora 
Fique mais um pouco 
Preciso de você... 
Meus versos, meus poemas 
Como existiriam 
Sem a sua beleza, sem o seu encanto? 
Musa da minha vida 
Minha inspiração 
Que esmaga o meu coração 
Deixe-me amar-te Sem medo 
Com toda paixão 
E sentimento da minha vida! 
Você é a beleza 
Que eternizo em meus versos. 

Poema: Odair José, o Poeta Cacerense

sexta-feira, 30 de dezembro de 2016

Sonhos de Fim de Ano


No apagar das luzes 
De um ano que se finda 
Nasce dentro de nós 
A esperança que resta ainda. 

Os sonhos de Fim de Ano 
Renovam-se no alvorecer 
Do Ano vindouro 
Que joga suas luzes no nosso viver. 

Promessas que não cumprimos 
Voltam a fazer parte dos nossos anseios 
E a esperança de fazer tudo certo 
É a chama que, de sonhos, nos deixam cheios. 

Do ano que se finda 
Resta à nós a simplicidade 
Do que aprendemos nas lutas 
E do que nos deixará saudade. 

Do ano que se inicia 
Teremos a oportunidade 
De fazer tudo certo 
E alcançarmos a felicidade. 

Poema: Odair José, o Poeta Cacerense
Foto: Daniel Moraes

segunda-feira, 26 de dezembro de 2016

A cidade e seu povo


Por toda parte estão os fofoqueiros 
Que palpitam e quer a cidade governar 
Mas não sabem nem mesmo cuidar 
Dos seus próprios terreiros. 

Por toda parte estão os desordeiros 
Que só sabem atazanar a vida dos cidadãos 
Ninguém escapa as críticas, nem os cristãos, 
Falam mal da cidade para o mundo inteiro. 

Essas pessoas descompromissadas 
Com a cidade e seu povo 
O que será se nada fizeres? 

Cidade de formosura a serem divulgadas 
Que devemos cantar sempre de novo 
E expressar a grandeza de Cáceres. 

Poema: Odair José, o Poeta Cacerense
Imagem: Pedro Miguel

quinta-feira, 22 de dezembro de 2016

O natal de Stone Halls



Aconteceu em uma pequena cidade do Mato Grosso 
No final dos anos oitenta 
Circulava pela pequena praça da vila 
Uma criança que tinha uma vista atenta. 

Na noite anterior, véspera de Natal, 
Tinha observado as pessoas em festa 
Que passava por ele em meio burburinho 
Sem saber que em seu estômago nada resta. 

Há poucos dias passados sua mãe tinha ido embora 
Deixando que ele pudesse sobreviver 
Sem a proteção que só uma mãe pode dar 
Em um mundo difícil de crescer. 

O pai tinha que trabalhar para sustentá-lo 
E com ele não podia, naquele dia, estar. 
Enquanto as pessoas festejavam 
Para ele não sobrava nem um olhar. 

O cheiro suave das carnes sendo assada 
Em suas narinas chegavam 
Deixando sua fome mais apertada 
E uma tristeza que seus pensamentos solapavam. 

Não sabia por que passava por aquilo 
 Pois era uma criança que desejava a felicidade 
Que tanto propagavam nesses dias 
Mas que, para ele, só existia a saudade. 

Com os olhos fundos de tristeza 
 Olhava para as casas cheias de gente 
Sentia-se sozinho naquele universo 
E sabia que, para eles, era indiferente. 

Em sua cabecinha ficava uma inquirição 
Que parecia resposta não ter 
Por que falavam tanto em espírito natalino 
Se ninguém importava com o seu sofrer? 

Poema: Odair José, o Poeta Cacerense

terça-feira, 20 de dezembro de 2016

Amor, que rápido incendeia todo o coração



Um sentimento que toma conta da nossa vida 
Que invade cada recôndito da alma 
Tira à calma 
E nos faz suspirar apaixonado. 
Um olhar, 
Um sorriso 
E até mesmo um gesto 
Pode principiar tudo 
E não há mais jeito de controlar. 
O amor, 
Que rápido incendeia todo o coração 
Pode vir de uma pequena fagulha 
Do fundo desse olhar. 

Poema: Odair José, o Poeta Cacerense

quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

Menina que me Fascina



Fecho os olhos e contemplo você em meus pensamentos 
Como uma estrela que brilha no firmamento 
Ilumina a esperança do meu coração 
E me mostra o caminho da emoção. 

Quisera eu ter o poder de atravessar 
A linha divisória de teu olhar 
Invadiria sua alma singela 
Como a luz do sol atravessa uma janela. 

Sentir as batidas do seu coração 
E viver contigo uma paixão 
Que com o tempo não se preocupasse 
E nem com a solidão se ocupasse. 

Falar de um sentimento que vi em seu olhar 
Da louca vontade em te amar 
Na beira da praia contigo me deitar 
E, juntamente, as estrelas permanecer a contemplar. 

Preciso que seus sonhos sejam meus 
Que a saudade não venha a dominar sentimentos meus 
Pois, você é a esperança que encontrei. 
Na aurora de dias felizes que tanto busquei. 

Que essas singelas palavras escrita para ti, 
Ofereça a sua alma que está aqui 
A confiança que procura nesta vida 
Que seja um bálsamo para curar alguma ferida. 

Ofereço-te um amor puro e sincero 
É você a musa que quero 
Mesmo que eu precise, por isso, esperar, 
Espero que um dia venha a me amar. 

Poema: Odair José, o Poeta Cacerense

segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

Meu coração caminha com você



Há um silêncio em seu olhar 
Que espalha o mistério de seu coração, 
Não vejo a luz que iluminava nosso caminho 
E não encontro direção para caminhar. 

O sonho é desfeito na imensidão 
E corrói toda alegria de tempos idos 
Onde havia a beleza do amanhecer 
E sorrisos sempre tão queridos. 

No limiar deste amor tão singelo 
As esperanças já não são as mesmas de outrora 
Onde havia a confiança e a partilha 
Dos sonhos que não há mais agora. 

Eu tenho medo de seguir sozinho 
Mas, não tenho outra escolha sequer, 
Pois, o caminho está diante de mim 
E seguir adiante é o que se requer. 

Meu coração caminha com você 
Para onde os seus passos seguir 
Pois, sei que sua vida merece toda felicidade 
E o tempo deve te fazer outra vez sorrir. 

Meu medo de caminhar sozinho é justificável 
Pelo fato de saber que pessoa tão incrível assim 
Pode ser impossível encontrar neste mundo 
Que possa com tanto carinho cuidar de mim. 

Mas, se o destino é ser assim 
Não há muito que fazer 
A não ser seguir a jornada 
Que resta a nós viver. 

Poema: Odair José, o Poeta Cacerense

sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

O amor que está no meu coração



Sabe o que sente meu coração? 
Um amor que não me deixa pensar direito em mim 
Pois só penso em você. 
Em tudo que vejo 
Contemplo o seu lindo olhar a me encantar. 
Sou a folha levada pelo vento 
Até encontrar o seu sorriso. 
Você está em mim 
E eu não consigo pensar em mais ninguém 
Que não tenha o brilho do seu olhar. 
Meu coração sente um amor 
Que está acima de qualquer outra coisa 
E caminho em meio às flores 
Pensando na beleza do seu olhar. 
Em meu coração está um sentimento sublime 
Que me faz desejar-te a todo instante 
E sinto-me feliz em te amar 
Com um amor incondicional. 
O amor que está no meu coração 
Não pode ser explicado com palavras 
Apenas pode ser sentido no coração 
E você pode contemplá-lo no meu olhar. 

Poema: Odair José, o Poeta Cacerense

quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

O poema (in) perfeito



Deslizo meus dedos e toco a caneta 
Na folha branca escrevo os meus versos 
Imagino seu olhar na madrugada 
Para escrever o poema perfeito. 
Quero atravessar o oceano 
Nas mais altas nuvens deixar-me tocar 
E suavemente 
O vento norte deixar-me levar. 
Ao tocar o seu rosto 
Como a brisa da manhã 
Sentir o perfume que exala de ti 
E o pulsar de seu coração. 
A esperança que brota 
Qual gramíneas nas pradarias 
Elevam meus pensamentos 
A buscar-te no infinito. 

O poema perfeito quero escrever 
Para seu coração alcançar 
Mesmo sabendo que é impossível 
Descrever o seu lindo olhar. 
Vejo, então, um beija-flor 
Na janela, suas asas bater, 
Minhas mãos ficam trêmulas 
E não consigo mais escrever. 

Poema: Odair José, o Poeta Cacerense

segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

Amar-te-ei por toda vida


Depois de tanto procurar 
Encontrei em seus olhos 
Aquilo que sempre desejei 
Liberdade para sonhar... 
Esses seus olhos 
Iluminados por um brilho divino, 
Não deixa dúvidas no meu coração... 
Você eu quero amar. 
Amar-te-ei por toda vida 
No desabrochar de uma flor, 
Irei ser a sua estrela colorida 
Anelando pelo seu amor. 
E, se meus olhos chorarem, 
Em algum dia na vida; 
Não será por falta de amor 
Mas, por estar feliz com você! 

Poema: Odair José, o Poeta Cacerense