sexta-feira, 30 de março de 2012

Amizade



Pode ser que um dia deixemos de nos falar...
Mas, enquanto houver amizade,
Faremos as pazes de novo.

Pode ser que um dia o tempo passe...
Mas, se a amizade permanecer,
Um do outro há de se lembrar.

Pode ser que um dia nos afastemos...
Mas, se formos amigos de verdade,
A amizade nos reaproximará.

Pode ser que um dia não mais existamos...
Mas, se ainda sobrar amizade,
Nasceremos de novo, um para o outro.

Pode ser que um dia tudo acabe...
Mas, com a amizade construiremos tudo novamente,
Cada vez de forma diferente.
Sendo único e inesquecível cada momento
Que juntos viveremos e nos lembraremos para sempre.

Há duas formas para viver a sua vida:
Uma é acreditar que não existe milagre.
 A outra é acreditar que todas as coisas são um milagre.

Albert Einstein

segunda-feira, 26 de março de 2012

O Preço do Amanhã



Acordo em meio as luzes do alvorecer
E o brilho do sol ofusca minha visão;
Busco a esperança alcançar
E a paz para o meu coração obter.

Não tenho mais a ilusão do sofrimento
Pois, seus olhos já não consigo ver.
A alegria de uma noite serena
Desfaz-se com a brisa do amanhecer.

Sou a solidão de uma tarde vazia
A clamar por compreensão;
Choro a despedida de um olhar
Que se desfaz na escuridão.

O preço do amanhã são as lembranças
De um tempo que não volta mais;
Quero ser o peregrino que descansa
Seus pés na praça e no cais.

Falo de um tempo que se foi
E de uma esperança que não mais existe;
Seu sorriso desfeito na penumbra
Transformou-se no silêncio tão triste.

Antes que o sol adentre minha alma
Vou caminhar pelo horizonte distante
Deixar que o vento me carregue
Além das nuvens de esplendor radiante.

Quero ter a liberdade do amanhã
E viver para te amar;
Que os sonhos possam existir
E nunca venha terminar.

Poema: Odair

terça-feira, 20 de março de 2012

A Princesa e o Jardim



Levantou os braços e correu pelo jardim
Deixando os cabelos soltos no ar.
Era como se sua alma voasse
Pelos espaços infinitos do pensamento
E repousasse no meu coração.
Uma imagem tão real
Transformou meu mundo irreal
Em uma fonte de inspiração.
Seus olhos meigos,
De um castanho indefinido
Resplandecia a beleza do amor.
O sorriso tão contagiante
Transformava a tristeza em alegria
De tão belo e promissor.
Deixou-se cair pela relva
E rolou calmamente até o riacho
Sendo envolta pelas borboletas.
Era o sonho da minha vida
E dele não queria me afastar.
A princesa desse jardim
Que fantasia minha imaginação.
Seu olhar causou em mim
A sensação doce do amor.
Senti em minha alma o seu perfume
A dar-me a esperança da paixão.
Porque sorriu para mim e deixou minha alma assim?
Perdido como um peregrino no deserto
Sigo a miragem de sua silhueta
A conduzir-me a fonte no oásis.
Preciso de você aqui comigo
Por toda minha eternidade.
Quero viver esse amor sem limites
E, se preciso for, morrer de felicidade.

Poema: Odair

sábado, 17 de março de 2012

Realidade Inquietante



As máscaras devem cair
Mesmo que seja preciso derrubá-las.
A dominação mental deve ser refutada
E a liberdade de pensar e dizer o que pensou
Precisa estar junto das mentes sãs.
Essas máscaras religiosas, políticas e ideológicas
Escondem os anseios de libertação
De um povo que erguem seus grilhões até os altos céus.
Dominadores precisam manter seus status
Dominados querem subir os degraus sociais
Desejam estar do outro lado.
Mas, ao trocar de posições, não cometem os mesmos crimes?
É possível ver as revoltas dos indivíduos inferiores
Ou já se acostumaram às chibatas?
Mandar é uma eterna ilusão
Que almejam perpetuar nesse caos urbano que estamos inseridos.
É a vida vontade de poder?
Vencidos queriam estar do outro lado da trincheira
E apossar dos despojos só para si mesmo.
A vida é tudo?
E as máscaras voltam ao cenário.
É preciso gritar com a força dos pulmões
E correr com a ignorância que nos cerca a todo instante.
Eis que o fogo é atiçado na cidade e logo suas labaredas estarão ardendo.
Fujam os incautos.
Escondam-se nas catacumbas do desconhecido,
Permaneçam nas sombras do analfabetismo religioso, político e ideológico.
Mas, permita-me voar os espaços.
Dê-me a minha liberdade.
Eis que minha alma rompe com essa realidade inquietante.

Poema: Odair

sexta-feira, 16 de março de 2012

Seu Lindo Olhar



O amor que nasceu no meu peito
Quando vi o seu lindo olhar
Não me deixa dormir direito
Pois só sei em você pensar.

Esse olhar que erradia vida
Fez-me por ti apaixonar
Dissipou-me as tristezas
Que me fazia chorar.

Sou a imagem do amor
Que descobri em seu olhar
Meigo, sereno e admirável.

Como uma linda flor
Exalou um perfume no ar
Revelando o quanto és amável.

Poema: Odair

quinta-feira, 8 de março de 2012

Mulher - Uma homenagem ao dia Internacional da Mulher



Quão preciosa é a nossa vista
Exuberante, bela e sedutora.
Luz que ilumina nossa alma
Na vida és sempre batalhadora.

Não existem palavras que possam
Enaltecer o seu sublime ser
Pois, você é a razão da minha vida
É o motivo por qual amo viver.

Seu olhar misterioso e encantador
Seu sorriso lindo e sedutor
Transformam as tristezas da vida
Em alegrias da nossa lida.

Como não sentir felicidade
Depois de ver o seu lindo olhar
Ou não matar toda saudade
Depois de seu sorriso contemplar?

Mulher, tu és especial
Suspira por ti meu coração
E, nessas palavras, minha homenagem
A quem sempre nos acende a paixão.

Poema: Odair

quinta-feira, 1 de março de 2012

Se eu não te amasse



Perguntas-me como posso te amar
mesmo sem ter visto seu coração
digo que nasceu de um olhar
que acendeu minha paixão.

A meiguice de seu olhar
foi a magia que mudou meu viver
aprendi o gosto de amar
que não me deixa te esquecer.

Se eu não te amasse tanto assim
não dedicaria tempo a ti
você me faz ver as flores do jardim
e desejar-te sempre aqui.

O amor que nasceu desse olhar
faz meu coração mais forte bater
vejo-te no brilho do luar
e passo as horas a te descrever.

Nos meus sonhos contemplo seu sorriso
sempre misteriosamente belo
esse amor é o que mais preciso
para construir o meu castelo.

Se eu não te amasse tanto assim
estaria preso na indigna solidão
mas seus braços são alento para mim
e dá nova vida ao meu coração.

Toda minha vida vou te amar
e não tirar seu encanto do pensamento
nos seus sonhos quero navegar
deixando-me ser levado pelo vento.

Expresso aqui o meu desejo
que fervilha no meu ser
não há nada melhor que seu beijo
que possas alegrar o meu viver.

Se eu não te amasse tanto assim
minha vida seria tão triste
você é o sonho que sempre quis pra mim
a melhor das coisas que existe.

Poema: Odair

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Elogio à Ignorância



Quem são estes que insistem no conhecimento
Como sendo a razão completa da vida?
Se a vida que vivemos é uma busca incessante
Pela sabedoria em algum lugar escondida.

Clamas nas praças e avenidas
Que o conhecimento é a solução dos problemas
E, quanto mais conhecimento se tem ao longo do tempo,
Mais aumentam nos homens seus dilemas.

Eis que vive em cada esquina e ruas da cidade
Aquela que os abraça com um adoto apertado
Dentro das salas e bancos escolares
Fazendo dos homens um eterno dominado.

Ela está em toda parte e com todos
Legando os seus tentáculos com suave dominação
Provando que o conhecimento não existe
E que ela é a senhora da vida e do coração.

Poema: Odair

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Onde os fracos não têm vez



No caminho silencioso que trilho 
Nas horas sombrias que a vida reserva 
A dor de uma ausência sentida 
De olhos que se foram na escuridão. 
Sonhos que se desfazem 
Nas agruras de dias tenebrosos 
Qual castelo de areia 
Demolido pelas águas do mar. 
Porque chorar pela fuga desenfreada 
De ilusões tão patentes 
Na esperança de dias melhores 
Quando nunca houve dias assim? 
Nas paragens desse caminho 
Sento-me sozinho e triste 
Onde os fracos não têm vez 
De chorar sua desilusão. 
Não se pode recriar fantasia 
De que o pesadelo não é real 
Quando a dor é passageira 
E uma nova aurora surge no horizonte. 
A alma, no entanto, nisso não crê. 
Quando desperta nas noites frias 
Sem sentir o calor daquele corpo 
Que do frio o aquecia. 
Lembranças que fazem doerem 
A sensação do esquecimento 
De olhos marejados 
Que sofriam na prisão. 

Poema: Odair

domingo, 5 de fevereiro de 2012

Jesus Mendigo



Procuram-me nos templos e igrejas,
Mas nem sempre eu estou por lá,
Na maioria do tempo estou na rua,
Deitado, solitário e desmotivado
Com esse mundo totalmente desregrado.

A maioria dos mortais pensa que irei voltar,
Mas eu já voltei, e sequer fui notado.
Fiz questão de voltar com um aspecto castigado,
E de misturar-me com os enfermos de coração despedaçado.

Os abastados ignoram-me,
Quando não, tratam-me como os dejetos de suas latrinas.
Os pseudosreligiosos passam do meu lado,
Mas não me veem de verdade.
Depois dos mendigos, os únicos serem
Que conseguem notar a minha presença
São as crianças, que sempre me presenteiam com um sorriso.

Já os adultos estão podres,
São vazios por dentro e cheios por fora,
Cheios de si,
Cheios de razão,
Cheios de certezas,
Cheios de pecados,
E consequentemente
Cheios de sofrer,
Pois ainda não aprenderam
A essência do viver.

É tudo tão simples,
Meu pai é simples,
Eu sou simples,
A fé é simples,
O afamado amor é simples,
E a felicidade que tanto buscam é ainda mais simples.
Mas os mortais insistem
Em complicar o singelo,
E depois oram a mim
Como solução,
Como se houvesse razão.

A falta de humildade
Faz com que a humanidade não me veja realmente,
Mas eu estou aí, nas coisas simples,
Do seu lado, deitado na sua porta,
Tomando conta da sua casa,
Querendo a cada dia mais
Reger a sua vida com luz e harmonia,
Basta enxergar-me com verdade,
Basta vestir-se com os trapos da bondade
E despir-se dos finos panos da vaidade.

Não preocupe-se em me achar
Em uma religião,
Retire as poeiras mundanas de sua retina,
Veja que estou diante de ti, e terás o seu galardão.

Não celebre o meu nascimento
Apenas no Natal, chamando-me menino Jesus,
Pois todo dia eu renasço em baixo de uma marquise,
E lá, chamam-me de mendigo Jesus.

Bruno Rico. 

www.sentimentocritico.blogspot.com

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Essa tal liberdade



Hoje estava pensando nessa tal liberdade.
Daí me veio a mente os diversos questionamentos que ouço todos os dias a minha volta.
Um dos mais paradoxal diz respeito ao amor: enquanto uns dizem saber o que é ele outros afirmam, categoricamente, não saber explicá-lo.
Na verdade é difícil expressar algo que não vemos.
As pessoas não entendem o que é estar preso a um sentimento onde, por mais que você não queira, não consegue se livrar.
Liberdade é quando você pode sonhar e realizar aquele sonho.
Mas, daí entra outra questão pertinente: ora, um sonho já se explica automaticamente...sonho é sonho.
O que se realiza não é sonho é realidade.
Pois bem, voltando a liberdade.
Nas encruzilhadas da vida, cansados de tanto caminhar pela longa estrada, de repente nos deparamos com o olhar de uma pessoa que acaba de chegar ali naquele exato momento.
O que eu procuro é a mesma coisa que ela procura.
Não existe palavras, apenas a troca de um olhar e isso é suficiente para desestabilizar todo um planejamento.
A partir daquele momento já não podemos andar mais sozinho, a liberdade se foi...somos prisioneiros.
Que coisa mais complicada.
Acontece que, por passar situações semelhantes, as pessoas querem dar palpites dizendo que sabe o que estamos passando...sabe nada.
Nem a outra pessoa sabe.
Só nós sabemos o que realmente passamos (ou também não sabemos coisa alguma).
A agonia de querer ser livre e fazer o que bem queremos.
Mas não temos nem a liberdade de escolher no que pensar.
Outra coisa fundamental nessa questão é o "pré-julgamento" que os externos fazem da nossa situação.
Observam o nosso semblante e, no ato, dizem saber o que estamos sentindo: "Nossa, você viu o passarinho verde? Está tão feliz!". Ou: "Poxa vida, por quem você está apaixonado?"
Caramba, quem disse que estou apaixonado?
Pode ser que esteja feliz por que passo por um momento bom de minha vida onde consigo escrever o que gosto.
Adoro falar de sentimento...adoro escrever sobre o mundo, sobre as divagações de um coração anelante pelo prazer de ver as letras surgindo como se fossem automáticas... Sim, é isso!
A liberdade que tanto almejo é aquela de poder dizer, sentir e escrever o que quero sem ter que lidar com esse "pré-julgamento" ridículo que prejudica uma alma livre como a minha.
Notaram o paradoxo?
Eu falo de alma livre e questiono a liberdade de expressão.

Poema: Odair

domingo, 29 de janeiro de 2012

Ironia


No primeiro dia o sistema criou a escola.
Que todos tivessem o mesmo pensamento
Sobre o passado, o presente e o futuro...

No segundo dia o sistema criou o orçamento global.
Uma pequena fatia estava reservada para a educação.
Que esta não se atrevesse a dizer o que era importante...

No terceiro dia o sistema criou a centralização escolar.
Afastava, assim, o perigo da criação de órgãos de representação e participação...

No quarto dia o sistema criou a TV,
a revista em quadrinhos,
a música estrangeira,
a pornô-chanchada e outras coisas mais.
Completava-se, desta forma, a educação popular...

No quinto dia o sistema criou os instrumentos pedagógicos:
Nota, presença, merenda escolar, jogos...
Era a forma de segurar o estudante na escola.

No sexto dia o sistema caprichou e criou o professor.
“Façamos o professor à nossa imagem e semelhança.
Que ele domine os alunos,
Que ele viva correndo de uma escola para a outra
Que ele não procure se organizar, Que ele, sempre, viva só e com medo!”

No sétimo dia o sistema descansou.
Viu que tudo estava muito bom.

Autor desconhecido

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Te amar foi um sonho



Te amar foi um sonho
Que mudou a minha vida para sempre.
Seus olhos tão serenos e meigos
conduziram-me ao paraíso
e tirou minha ilusão.
Eu não sabia o que fazer
pois me encontrava perdido na solidão
e o mundo não fazia mais sentido.
Foi quando você apareceu
com aquele sorriso encantador
me mostrando que a vida podia ser bela
apesar das lutas que nela encontramos.
Eu queria ter certeza disso.
Queria ser feliz uma vez mais
e deixar que a solidão fosse passado em minha vida.
Quando nossos corpos se encontraram
senti o amor percorrer minhas veias
e o coração pulsar mais forte.
Amei-te loucamente.
Te amar foi um sonho
que não quero acordar.

Poema: Odair

domingo, 15 de janeiro de 2012

Foi assim quando hoje abri meus olhos



Foi assim quando hoje abri os olhos
Uma razão para viver existia
Na chuva que caia lentamente
As lágrimas eram de alegria.

O sonho mais lindo que imaginei
Seu olhar meigo me cativou
A alegria de um amor tão singelo
Que minha vida renovou.

A noite fria transformou-se
Na manhã radiante de felicidade
Que deu vida ao meu coração.

A tristeza de meu peito dissipou-se
Apagando de seus olhos a saudade
E afastando de mim a solidão.

Poema: Odair

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Sentimento verdadeiro



Sinto a brisa suave dessa noite silenciosa
E nela consigo sentir a falta que você me faz
Mesmo fechando meus olhos tristes
Sua imagem real e bela alento me traz.

Quem dera tivesse palavras para expressar
O que causa em mim a sua ausência
A distância que afasta de mim o seu olhar
Sufoca meu coração sem clemência.

Então caminho silenciosamente pela noite
Sabendo que um dia te encontrarei
E em seus braços poderei descansar
Das noites que sem você passei.

Saber que o tempo que hoje nos separa
Mantém viva uma esperança
Que esse mesmo tempo vai nos unir
Para que não precise mais viver de lembrança.

A certeza que tenho no meu coração
É de que é verdadeiro o sentimento
Sei que amo muito você
Pois, não sai do meu pensamento.

Poema: Odair