Um muro erguido pela própria ilusão;
Mas o sangue que corre nas veias
Não conhece bandeiras nem cores,
Apenas o ritmo comum do coração.
O racismo nasce da sombra do medo,
Da semente amarga da desinformação;
É um espelho que reflete a pobreza
De quem confunde diferença com distância
E transforma a ignorância em convicção.
As flores não perdem sua beleza
Por nascerem em cores diferentes;
Assim também são os seres humanos,
Únicos em suas histórias e rostos,
Iguais em sua dignidade permanente.
Quem aprende a ouvir o outro
Descobre mundos além dos próprios olhos;
Percebe que a humanidade é um rio
Formado por inúmeras correntes,
Correndo juntas para o mesmo horizonte.
Que o conhecimento seja a luz acesa
Nos caminhos ainda cobertos de escuridão;
Pois o racismo é apenas o retrato antigo
De uma ignorância que insiste em ficar,
Mas que a fraternidade pode vencer.
Poema: Odair José, Poeta Cacerense














