A poesia caminha ao lado dos que procuram sentido.
Ela não exige respostas prontas.
Abre caminhos onde antes havia apenas dúvidas.
Convida o olhar a atravessar as aparências.
E faz da inquietação o início da descoberta.
Há uma geração que corre sem saber para onde.
Acumula notícias, imagens e ruídos.
Mas continua com sede de significado.
É nesse vazio que o poema acende uma pequena luz.
Sem impor verdades, apenas oferecendo horizonte.
Cada verso é um encontro com a própria consciência.
A palavra torna-se espelho e também janela.
Mostra quem somos e o que ainda podemos ser.
Recorda que a sensibilidade não é fraqueza.
É a força silenciosa que transforma pessoas.
A poesia ensina a escutar o que permanece oculto.
Reconhece beleza nas coisas mais simples.
Abraça a memória e acolhe o futuro.
Resiste ao esquecimento que empobrece o espírito.
E preserva a humanidade em cada gesto.
Que nunca faltem poetas entre os inquietos.
São eles que mantêm viva a esperança da linguagem.
Plantam perguntas que amadurecem com o tempo.
Oferecem direção sem aprisionar a liberdade.
E deixam acesa a chama que conduz cada geração.
Poema: Odair José, Poeta Cacerense














