Como a lua atrás das nuvens
Que não deseja desaparecer,
Apenas guardar por mais um instante
A luz que carrega dentro de si.
Teus olhos fogem dos meus,
Mas deixam no caminho
Um rastro silencioso de desejo,
Como se cada desvio
Fosse uma palavra não pronunciada.
Talvez tenhas medo de que eu descubra
O que teus lábios insistem em calar,
Mas os olhos são frágeis guardiões
E sempre deixam escapar
Aquilo que o coração tenta esconder.
Eu percebo quando me olhas
Mesmo quando finges não olhar,
Porque existe uma ternura diferente
Naquele breve instante
Em que teu silêncio encontra o meu.
Poema: Odair José, Poeta Cacerense














