Não detenho meus pés pelo clamor da multidão.
Cada alma escolhe o rumo da própria jornada.
Não posso conduzir quem rejeita a caminhada,
Mas posso guardar firme o governo de mim.
A paz começa onde termina a imposição.
O tempo separa os que avançam dos que hesitam.
Nem toda distância é sinal de abandono.
Às vezes, ela apenas revela a verdade:
Cada fruto amadurece em sua estação,
E cada espírito desperta no seu tempo.
Não lamento o peso das escolhas alheias.
Aceito o que não depende de minhas mãos
E cultivo apenas aquilo que posso reger:
Meu caráter, minha palavra e minhas ações.
Nisso reside a verdadeira liberdade.
A estrada ensina sem elevar a voz.
O vento não discute com a montanha;
Apenas segue seu curso com constância.
Assim também procuro viver:
Firme na virtude e sereno diante dos obstáculos.
Quando a noite cair sobre meus caminhos,
Que eu encontre em minha consciência repouso.
Pois não importa quantos ficaram para trás,
Mas se permaneci fiel ao bem que conheci.
Essa é a vitória que o tempo não desfaz.
Poema: Odair José, Poeta Cacerense














