Pois o tempo não recompensa a precipitação;
Observa primeiro o peso de cada escolha,
Como o navegante que lê os ventos antes da partida.
Nem tudo o que chama merece resposta,
Nem tudo o que brilha merece desejo;
A mente serena enxerga além do instante.
Aceita que toda ação gera consequências,
Assim como a pedra lançada perturba as águas.
O sábio não culpa o destino por seus descuidos,
Mas examina a si mesmo com honestidade.
Ele governa os impulsos antes que o governem,
E encontra liberdade não em fazer tudo o que quer,
Mas em querer apenas o que é justo e prudente.
Quando a dor visitar os caminhos futuros,
Pergunta se ela nasceu da necessidade ou da imprudência.
Muitas feridas poderiam ter permanecido ausentes
Se a razão tivesse sido ouvida em silêncio.
Por isso, cultiva hoje a disciplina da reflexão,
Pois a sabedoria é uma muralha construída aos poucos,
E sua sombra protege os dias que ainda virão.
Poema: Odair José, Poeta Cacerense














