Para provar que existo diante dos teus olhos?
Ou minha existência já basta,
Mesmo quando o silêncio responde
Com a indiferença do mundo?
Caminho entre rostos que passam,
Cada um preso ao seu próprio labirinto.
Ninguém pode viver a minha escolha,
Nem carregar o peso da minha liberdade.
Sou apenas eu diante do instante.
Se esperasse teu olhar para ser alguém,
Entregaria a ti o sentido da minha vida.
Mas nenhum outro pode escrever
A história que nasce
De minhas próprias decisões.
Quem sabe o vazio não seja um inimigo,
Mas o espaço onde construo significado.
O universo não me deve respostas;
Sou eu quem transforma perguntas
Em caminhos possíveis.
Por isso já não grito por atenção.
Prefiro a coragem de ser autêntico.
Se me encontrares, que seja pela verdade;
Se não me encontrares, continuarei existindo,
Criando sentido enquanto caminho.
Poema: Odair José, Poeta Cacerense














