É a alma desatando nós antigos.
O tempo não leva,
ele devolve
O que ficou soterrado
Sob expectativas alheias.
Cada ano retira um disfarce,
Cada perda ensina o peso exato
Do que merece permanecer.
Já não corro para chegar,
Caminho para reconhecer.
Não provo nada,
habito.
O medo aprende a sentar em silêncio,
O desejo troca urgência por verdade,
E o espelho, enfim,
Não exige explicações.
Envelhecer é lembrar
Quem eu era
Antes de pedir permissão
para existir.
Poema: Odair José, Poeta Cacerense

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