sexta-feira, 6 de fevereiro de 2026

Um eco em velha história

 Guardo na pele o riso da alvorada, 
Quando o mundo cabia num olhar; 
A pressa era um brinquedo sem estrada, 
E o medo ainda não sabia morar. 
 
Havia sol nas mãos, promessa alada, 
Um nome escrito em vento a nos guiar; 
O tempo, distraído, não cobrava 
O preço alto de tudo que é passar. 
 
Hoje o relógio aprende a nos negar, 
Coleciona silêncios na memória; 
O ontem bate à porta sem voltar. 
 
Juventude é um eco em velha história: 
Não se repete, ensina a nos lembrar 
Que amar foi sempre a mais breve vitória. 
 
Poema: Odair José, Poeta Cacerense

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