Quando o mundo cabia num olhar;
A pressa era um brinquedo sem estrada,
E o medo ainda não sabia morar.
Havia sol nas mãos, promessa alada,
Um nome escrito em vento a nos guiar;
O tempo, distraído, não cobrava
O preço alto de tudo que é passar.
Hoje o relógio aprende a nos negar,
Coleciona silêncios na memória;
O ontem bate à porta sem voltar.
Juventude é um eco em velha história:
Não se repete, ensina a nos lembrar
Que amar foi sempre a mais breve vitória.
Poema: Odair José, Poeta Cacerense

Nenhum comentário:
Postar um comentário