segunda-feira, 6 de julho de 2026

Voo interior

Não peço ao mundo que me compreenda, 
Nem ao rumor que silencie a razão. 
A paz floresce na alma que se governa, 
Livre do aplauso e da reprovação. 
Como a águia, busco o alto sem orgulho, 
Pois quem domina o próprio impulso 
Já encontrou a verdadeira direção. 

A gaiola mais severa é a da mente 
Que faz do medo um eterno guardião. 
Há quem possua o céu diante dos olhos 
E escolha a sombra por satisfação. 
Prefiro o peso das escolhas livres 
Ao doce cárcere das conveniências, 
Pois a virtude é minha habitação. 

Se o vento muda, ajusto minhas asas; 
Se a noite chega, conservo a visão. 
Nada me rouba aquilo que cultivo: 
A serenidade do coração. 
Quem vive preso julga o voo loucura; 
Quem prova a força da própria alma 
Descobre que a liberdade nasce de dentro, 
Não da aprovação dos outros. 

 Poema: Odair José, Poeta Cacerense

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