sábado, 9 de maio de 2026

Se atravesso as noites sozinho

Nas noites longas, os pensamentos vagam, 
Como pássaros perdidos sem direção. 
A lua observa meus passos cansados, 
Enquanto o silêncio invade o coração 
E tua ausência pesa sobre minhas mãos. 

Há um frio escondido na madrugada, 
Um vazio que não aprende a partir. 
As estrelas parecem tão distantes, 
Como os sonhos que deixei de seguir 
Desde o dia em que vi você partir. 

Procuro sentido nas ruas desertas, 
Nos relógios que insistem em correr. 
Mas a vida se torna tão confusa 
Quando tudo me leva a compreender 
Que viver sem você é sobreviver. 

Às vezes penso que amar é castigo, 
Uma chama que arde sem descansar. 
Outras vezes, vejo na saudade 
A última esperança de encontrar 
Um motivo para continuar. 

Então atravesso as noites sozinho, 
Carregando lembranças no olhar. 
Talvez exista um sentido escondido 
Nesse amor que se recusa a acabar, 
Mesmo tão longe do teu respirar. 

 Poema: Odair José, Poeta Cacerense

Nenhum comentário:

Postar um comentário