Como pássaros perdidos sem direção.
A lua observa meus passos cansados,
Enquanto o silêncio invade o coração
E tua ausência pesa sobre minhas mãos.
Há um frio escondido na madrugada,
Um vazio que não aprende a partir.
As estrelas parecem tão distantes,
Como os sonhos que deixei de seguir
Desde o dia em que vi você partir.
Procuro sentido nas ruas desertas,
Nos relógios que insistem em correr.
Mas a vida se torna tão confusa
Quando tudo me leva a compreender
Que viver sem você é sobreviver.
Às vezes penso que amar é castigo,
Uma chama que arde sem descansar.
Outras vezes, vejo na saudade
A última esperança de encontrar
Um motivo para continuar.
Então atravesso as noites sozinho,
Carregando lembranças no olhar.
Talvez exista um sentido escondido
Nesse amor que se recusa a acabar,
Mesmo tão longe do teu respirar.
Poema: Odair José, Poeta Cacerense

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