Não invejo o brilho da aparência,
Pois o tempo desfaz toda ilusão.
Prefiro a paz da consciência,
Que governa o coração com razão.
Nela encontro minha verdadeira riqueza.
Se o mundo exalta o luxo vazio,
Sigo o caminho da simplicidade.
O ouro perde seu desafio,
Mas a virtude vence a vaidade.
Ela permanece quando tudo passa.
Não me envergonho do pouco que tenho,
Nem do pão repartido à mesa.
Vergonha seria perder o empenho
De viver com honra e firmeza.
A alma vale mais que qualquer tesouro.
Recebo a alegria sem excessos,
E a dor sem me tornar escravo.
Ambas são breves processos
Que não mudam quem é bravo.
O caráter é meu porto seguro.
Assim caminho sereno e inteiro,
Sem máscaras diante da vida.
Feliz no simples e verdadeiro,
Com a consciência fortalecida.
Pois a virtude é a maior conquista.
Poema: Odair José, Poeta Cacerense

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