terça-feira, 7 de julho de 2026

Sem máscaras

Não invejo o brilho da aparência, 
Pois o tempo desfaz toda ilusão. 
Prefiro a paz da consciência, 
Que governa o coração com razão. 
Nela encontro minha verdadeira riqueza. 
 
Se o mundo exalta o luxo vazio, 
Sigo o caminho da simplicidade. 
O ouro perde seu desafio, 
Mas a virtude vence a vaidade. 
Ela permanece quando tudo passa. 
 
Não me envergonho do pouco que tenho, 
Nem do pão repartido à mesa. 
Vergonha seria perder o empenho 
De viver com honra e firmeza. 
A alma vale mais que qualquer tesouro. 
 
Recebo a alegria sem excessos, 
E a dor sem me tornar escravo. 
Ambas são breves processos 
Que não mudam quem é bravo. 
O caráter é meu porto seguro. 
 
Assim caminho sereno e inteiro, 
Sem máscaras diante da vida. 
Feliz no simples e verdadeiro, 
Com a consciência fortalecida. 
Pois a virtude é a maior conquista. 
 
Poema: Odair José, Poeta Cacerense

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