"O poeta tem uma alma sublime,/ Alma que o impossível quer sonhar;/ Como um pássaro alado/ As mais altas nuvens voar". Poema: Odair José, Poeta Cacerense - Um poeta nascido às margens do Rio Paraguai expressa aqui o seu sentimento de gratidão por ser cacerense. Para todos apreciadores da eterna poesia.
sábado, 7 de abril de 2018
O espelho
Olhou-se por longos minutos diante do espelho. Não reconhecia a imagem que seus olhos vislumbravam diante de si. Como o tempo havia sido cruel. Algumas rugas começavam a surgir. Sinal de que o tempo estava passando, mesmo que, na maioria das vezes, não percebera isso. Conseguiu detectar um cabelo branco. Que coisa!
Estava tão distraída diante de sua própria figura que não percebia o vento soprar as folhas esparramadas sobre a cama. Passara algumas horas tentando escrever uma carta. Varias folhas estavam amassadas e jogadas pelo chão do quarto empoeirado. Pairava sobre ela uma áurea de solidão. Estava ali desde que ele partiu.
Numa tarde de verão havia acontecido uma briga, talvez por ciúmes ou outra coisa e ele se fora. Ela disse que não ia mais atrás e que se realmente existisse alguma forma de amor ou algum sentimento, um dia ele voltaria com as próprias pernas. Asas quebradas eram o que ela imaginava agora. O pássaro voou para longe e foi atingido pelo passarinheiro. Então, em um relance ela via a folha.
Tinha sido removida pelo vento. Saiu de diante do espelho e sentou-se na cama. Lentamente pegou a folha e começou a ler o que estava escrito. Falava de saudade. Era uma poesia triste. Uma história de final infeliz. Ou que nem mesmo havia tido um final. Não percebeu, mas de seus olhos brotaram lágrimas. Os pensamentos começaram a apertar o seu coração e garras da solidão passaram a apertá-la profundamente.
Levantou-se e outra vez se colocou diante do espelho. Havia prometido a si mesma que jamais se deixaria ser dominada pela angústia da solidão e nem mesmo pelo desespero do abandono. Viu a sua imagem no espelho por mais algum tempo. Então, em um brado de fúria socou o espelho. Os cacos caíram pelo chão e ao contemplá-los ela viu o sangue escorrer. Vidros quebrados, sangue e lágrimas em um quarto solitário...
Odair José, Poeta e Escritor Cacerense
sexta-feira, 6 de abril de 2018
Lula preso não é solução
Lutar é não esquecer
Uma vida de dedicação
Livre da dominação
A que o povo deve permanecer…
Prisioneiros da ideologia
Revoltados de plantão
Esquecem que o Brasil
Será sempre uma nação
Onde reinará a alegria…
Nunca na história desse país
Alguém poderá dizer
O que o povo não quer entender…
É agora que devo calar-me.
Sou uma voz que clama a liberdade
Onde a injustiça reina
Levo preso uma pessoa
Unindo as vozes das ruas
Cada sanguessuga solto
Apoiando a impunidade do
Ordenamento que ressoa.
Poema: Odair José, o Poeta Cacerense
quinta-feira, 5 de abril de 2018
Pesadelo
Apaguei a luz e senti um calafrio
Havia um vulto
Como se houvesse uma pessoa
Em pé ao lado da cama.
Que porcaria é essa?
Pensei comigo
Num sobressalto acendi a luz
E nada havia em meu quarto
A não ser a minha solidão.
Uma indagação perpassava a minha mente
Enquanto sentia o coração pulsar acelerado.
Não sei se estava dormindo
Sonhando que estava acordado
Ou se estava acordado
Acreditando que estivesse dormindo.
Que realidade é essa?
Que pesadelo é este que tenho agora?
O que são as sensações dentro de mim
Que se digladiam a todo instante?
Quero acordar deste sono profundo
Tornar-me uma metamorfose
Viver uma transformação.
Mas, no silêncio sepulcral que sinto agora
Não há espaço para as minhas divagações.
Uma tonelada de sentimento
Afunda o meu intelecto e sinto náuseas estomacais
Que me fazem vomitar as palavras.
Espanto, então, os demônios
Que pairam sobre minha cabeça
Os enxoto sem compaixão
Pois não quero ouvir seus grunhidos
E, muito menos, ser por eles atormentados.
Fecho os olhos e tento dormir
E já não sei qual realidade estou.
Acordado para a vida eterna
Morto para a vida terrena.
Não pertenço a este lugar
E como peregrino
Sou enxovalhado pelas criaturas abomináveis
Que perturbam o meu sono.
Tapo os meus ouvidos e dou um grito:
- Cale-se, demônios do inferno!
Sem saber que os demônios
São meus próprios pensamentos.
Poema: Odair José, o Poeta Cacerense
terça-feira, 3 de abril de 2018
Como não sorrir
Pergunte ao meu coração o motivo dessa emoção
Desse sentimento tão profundo
Que desafia o mundo
E leva-me a imaginar o dia do encontro
Que estarei ao seu lado
E de mãos dadas podermos caminhar
Sob a luz do luar.
Como dizer que não há amor
Quando as nossas conversas podem fluir
E no silêncio da madrugada posso sentir
O seu sorriso do outro lado?
É nesse momento que imagino o dia
Ou o momento mágico de estar ao seu lado.
Pergunte ao meu coração como não sorrir
Ao lembrar-me das suas indagações
Sempre levando-me a questionar
Minhas próprias convicções.
Meu pensamento voa livremente o tempo todo
E toca suavemente o seu coração
Então, pergunto-me se pensas em mim
Da mesma forma e com a mesma intensidade
E tenho a convicção que sim…
Conforto-me, então, em saber
Que seu sorriso
Assim me faz entender.
Se há conflitos em mim?
Sim!
Conflito que se chama atenção…
Atenção que preciso de você
De sua companhia…
O que poderia ser melhor do que estar ao meu lado?
Ou que sonho poderia ser mais lindo?
Se esse é o desejo de nossos corações
Então há razões
Para que possamos unir nossos sonhos
E viver esse amor...
Poema: Odair José, o Poeta Cacerense
segunda-feira, 2 de abril de 2018
A lâmina afiada do desejo
Há um grito preso na garganta
Que teima em tentar escapar
Para voar o infinito
Na busca de te encontrar.
Perambulo pelas ruas incólumes da cidade
Nas vielas escuras
E vejo os olhares a espreita
Para devorar minha alma.
São demônios da escuridão
Que querem destruir os meus sonhos
E eu não tenho medo
Porque vivo na ilusão.
Rasga a minha alma na incerteza
De dias que já não voltam mais
E a solidão de outrora
É apenas uma luz ofuscada na noite.
O grito já não está preso
Foi solto no alto da montanha
Onde agora me encontro
Tristemente a vagar.
Não preciso de seus conselhos
Eles já não me ajudam mais
Há uma incerteza
Que ofuscam a minha visão.
O sol está se escondendo
E o amarelo dourado me deixa triste
Em saber que mais um dia se foi
Em que eu não vi os seus olhos.
As ruas estreitas da viela
São sujas e encobertas pela maldade humana
Pessoas surrupiam a alma de inocentes
Que não deveriam passar por aqui.
Não há mais um grito preso na garganta
Porque a garganta foi cortada
Pela lâmina afiada do desejo
Da liberdade da alma.
Agora ela voa livremente
Rumo ao infinito desconhecido
De uma nova aventura
Que está nos meus pensamentos.
Poema: Odair José, o Poeta Cacerense
sábado, 31 de março de 2018
Tentação
Ela pode chegar de mansinho
Com pés de algodão
Imperceptível aos nossos sentidos.
O pecado jaz à porta
E cabe a você dominá-lo.
Esse desejo violento que se abate
No recôndito da alma
Não pode dominá-lo.
Antes de uma respiração pesada
Ou de um lugar para sentar
Há uma porta,
Uma saída,
Um caminho pelo qual sair.
Antes de ser tentado colar do amigo ao lado
Há uma oportunidade de você estudar;
Antes de se deixar ser levado por aquele olhar sedutor
Evite olhar para seus olhos;
Antes de sucumbir aos desejos daquela beldade
Impeça ficar ocioso no alto da torre;
Antes de se embebedar com aquele vinho
Não cultive a vinha...
As tentações podem ser grandes
Mas foi porque você andou fora do caminho
Procurou pelos desvios
Que o levaram a essas conseqüências.
Se andarmos longe de Deus
As tentações serão maiores
Sem a sua proteção
Não há possibilidades de vitoria.
Ele nos alerta o tempo todo
Suplica que consideremos os nossos caminhos
As nossas escolhas
Que confiemos nEle
Que não saltemos sem os paraquedas
Da proteção dEle.
Deve-se aprender a evitar a tentação
Quando ela é apenas um chuvisco
Antes que se torne chuva forte
Que nos atinja por todos os lados
E assim a vida será muito mais fácil
A culpa muito mais rara
E haverá o sentimento de proteção.
Sempre há uma saída antes da queda
Sempre há placas de aviso
Sempre há pedidos de atenção.
Abra os olhos
Não dês lugar à ira,
Não fale mal do seu irmão,
Não permita que o mal domine o seu coração.
Ele sempre oferece uma saída
De novo e sempre de novo,
Bem antes da queda final.
Não veio sobre vós tentação, senão humana;
Mas fiel é Deus,
Que vos não deixará tentar acima do que podeis;
Antes, com a tentação dará também o escape,
Para que a possais suportar.
Poema: Odair José, o Poeta Cacerense
segunda-feira, 26 de março de 2018
Quando não houver mais sol
Aquele olhar que tanto esperou
O sorriso que desejava
E já não pôde ver
A brisa do amanhecer.
Havia uma tristeza
De um tempo que passou
Uma vida que se foi
E da solidão não entendia nada.
A esperança que viu em seus olhos
Que pensara entregar-lhe o coração
Já não existe no seu pensamento
O sonho de amor que desejou.
Quando não houver mais sol
É que vais perceber o que perdeu
O arrependimento de não ter lutado
Pelo amor que trazia em seu coração.
Uma lágrima, então,
Do coração há de brotar
Que escorrerá pelo rosto
Já cansado de tanto sofrer.
Mas, agora é tarde demais
O sonho já se foi
E aquele amor tão esperado
Não pode mais acontecer.
Quando não houver mais sol
Saberá que o tempo é cruel
Com aqueles que vacilam
E não sabem perceber o amor.
Agora a solidão aperta
Sendo-lhe a única companhia
Nas noites frias de desespero
Que buscou para si mesmo.
Por onde ela andará
E o que leva em seu coração
Nunca poderá saber ao certo
Pois, não existe mais esperança.
Poema: Odair José, O Poeta Cacerense
sexta-feira, 23 de março de 2018
Um dia de Conquista (Aos formandos da UNEMAT)
Um dia eu aqui cheguei
E tudo parecia um sonho
A oportunidade de um curso superior
De adquirir o conhecimento
E galgar os espaços da sabedoria.
A sala fria e silenciosa do início
Transformou-se em parcerias.
Pessoas novas cruzaram o meu caminho
Minha vida foi compartilhada
E eu aprendi muita coisa.
Diversidade, respeito
Tolerância.
Vi o mundo nos olhos dos professores
Vi outonos e primavera no Campus
Passei horas solitárias com os pensadores na Biblioteca.
Chorei lágrimas de desespero na hora da prova;
Noites inteiras quebrando cabeça com trabalhos.
Lutei, argumentei e corri atrás do prejuízo.
Explorei tantas coisas
Vi tantos rostos dos quais alguns estão aqui presente,
Talvez sentindo essa mesma emoção.
A UNEMAT me proporcionou isso.
O sonho que realizo hoje é o sonho de meus pais,
Meus amigos,
Meus professores…
A jornada foi longa e árdua desde o primeiro dia
Tantos textos para ler e discutir
Tantos trabalhos e seminários
Tantas amizades,
Tantas palavras, discursos e debates
Que me ajudaram a crescer intelectualmente
Que me garantiu a realização de um sonho
Ter a minha graduação…
Sei que a jornada não termina aqui
Muito ainda há pela frente
Mas, hoje é dia de celebração
Dia de júbilo, de comemoração.
Hoje é um dia de agradecimento.
Obrigado UNEMAT!!!
Poema: Odair José, o Poeta Cacerense
Técnico Administrativo e egresso do Curso de História da Unemat
quinta-feira, 22 de março de 2018
Cultura da Morte
A que ponto chegou a sociedade
Que cultua e valoriza a morte
E não respeita a vida?
Por não haver mais sentido
O suicídio vem como solução para amenizar o sofrimento.
As drogas estão por toda parte
E já parece tão comum na vida das pessoas
Remédios e mais remédios.
O aborto
Crianças jogadas nas sarjetas
Fetos descartados por uma sociedade cruel.
Sacrifícios humanos sem precedentes
Imagens de caveiras estampadas nas camisetas.
A eutanásia como forma de alívio
E tudo isso é tão comum.
Crianças e adolescentes querem ver sangue
Filmes de terror é a moda da vez
Dramas psicológicos e pornografia
E tudo isso na tela do celular
No mais recôndito de seus quartos.
Ninguém tem tempo para uma conversa
Então, que sejam amigos das redes sociais.
Ideologia de gênero como imposição
E eu não posso falar
Sem ser apedrejado pelos seus defensores.
Não sou machista
E nem defendo uma sociedade nesse naipe
Mas, também não desejo uma sociedade feminista
De que adiantaria?
Qual seria a diferença?
Existe uma estratégia muito bem orquestrada
Para impor ideologias de dominação
De forma sutil nas mentes de cada um
Interesses egoístas e anticristãos são disseminados
Nas escolas, nos livros, nos filmes
Na ideia da autoajuda
Do “seja você mesmo”
Da hipnose
Que estrangula conceitos morais da sociedade.
Preciso, e penso dessa forma,
Romper com a cultura da morte
Para valorizar a cultura da vida.
Sou a favor da vida e da dignidade humana.
Não quero e não vou me calar diante de tamanha afronta
Contra os princípios morais e éticos
Que valoriza o respeito
E a liberdade individual e coletiva.
Poema: Odair José, o Poeta Cacerense
sexta-feira, 2 de março de 2018
Um corpo que cai
Vai dizer que é assim
E se conforma com tão pouco
O mundo está um caos
E lágrimas são combustíveis
Para acender o fogo da discórdia.
Não posso falar o que penso
Sem correr o risco de ter a minha língua decepada
Pela intolerância.
A solidão é minha amiga
A violência jaz a porta
E suas garras arranham querendo romper
As correntes que a detém.
Não posso dizer
Que estou satisfeito
Com a desolação do mundo contemporâneo.
O que fazer?
Não posso gritar sem ser massacrado
Sem ser impedido.
Caras tristes me desafiam
E aterrorizam-me
Na intenção de sufocar a minha voz.
A estrela não brilha mais
E as nuvens são carregadas de desaforos
A crueldade é voraz.
Abra os seus olhos e veja
Mais um corpo que cai ao seu lado.
Façamos alguma coisa
Para amenizar o caos instalado
E não sufoque o meu grito de alerta.
Poema: Odair José, o Poeta Cacerense
sexta-feira, 23 de fevereiro de 2018
A brisa suave lá fora
Há uma brisa suave lá fora
Onde os ventos sussurram nas folhas das árvores
Enquanto, no meu coração, uma há apenas o silêncio
E o vazio de uma solidão que tortura.
Seus olhos eu já não os vejo mais
E seus braços não apertam o meu corpo.
Ouço o barulho das árvores
E, não posso conter as lágrimas
Como as gotas de chuva que escorrem das folhas.
Havia uma meiguice em seu olhar
Uma ternura que não vejo em outro lugar.
Enquanto olho para o infinito
Tateando no ar para ver se toco seu rosto
Vejo o dia passar devagar
E a saudade de seu sorriso em mim apertar.
Falo de saudades do tempo
Em que apertava em meus braços a felicidade
Ando pelas ruas da cidade
E quero, ainda, te encontrar.
Há uma brisa suave lá fora
Que não permite-me esquecer
A delicadeza do sentimento
Que encontrei no seu coração.
Poema: Odair José, o Poeta Cacerense
quarta-feira, 14 de fevereiro de 2018
A melodia de uma canção eterna
Eu quero apenas voar livremente
Pelas nuvens da esperança.
Acreditar que em seus olhos
Eu encontrei o amor
Que habitava os meus sonhos
Desde tempos remotos.
Quero andar de mãos dadas
Na presença de Deus
Acreditando que
Ele fez você
Para dar vida aos meus dias.
Levanto meus olhos
Para ver a beleza do seu sorriso
A embalar os meus sonhos de amor
Nas noites em que vejo o brilho
Das estrelas
Que realçam a beleza do seu olhar.
Vejo em você a esperança
Que renasce em mim
Todas às vezes
Que ouço o sussurrar de sua voz
Tal como a melodia
De uma canção eterna.
Quero eternizar em meu coração
O momento sublime
Em que, de forma singela,
Passou a viver em meus pensamentos.
Poema: Odair José, o Poeta Cacerense
quinta-feira, 8 de fevereiro de 2018
Vou caminhar sozinho
As palavras parecem vazias
Elas não surtem efeitos.
Eu choro lágrimas efêmeras que saem de meus olhos
Atônitos de tanto visualizar essa besteira toda.
Minhas mãos querem tocar alguma coisa
Que tenha a capacidade de firmar os meus passos.
Não há saída para a angústia que permeia
Meus sentimentos
E eu busco seus olhos no entardecer.
Você está distante
Mas tento te alcançar mesmo assim.
Não sei porque se foi
Se a jornada ainda não terminou.
Sinto a brisa do final do dia tocar meu rosto
E subo a mais alta montanha de onde quero gritar
O seu nome até estourar os meus pulmões.
Seus olhos se fecharam a última vez que os vi
E não me revelou o seu coração.
Uma dor cruel me acompanha por onde vou
E meus passos são indecisos.
Você sempre foi a minha inspiração
E nunca leu os meus poemas com a devida atenção.
Quantas palavras saíram do meu coração
E foram parar na lata de lixo por ser uma ilusão.
Sem você o tempo passa lentamente
E as estrelas são encobertas pelas nuvens escuras
Do meu olhar.
Eu não me acostumo sem você aqui
E não quero sentir outra vez o seu perfume
Que me lembra um jardim em flores na primavera.
Vou caminhar sozinho
Pela estrada vazia e deserta
Que contemplo na minha frente.
Seus olhos meigos cheios de vida
São as melhores lembranças que guardo no coração.
Poema: Odair José, o Poeta Cacerense
sábado, 13 de janeiro de 2018
Motivos
Há uma alegria na alma
Uma paz tão boa no coração
Quando se sente o amor e a calma
Que está além da imaginação.
Motivos tenho para sorrir
Na beleza da vida acreditar
Às tristezas não podem impedir
Que o sonho venha se realizar.
Você é a razão da felicidade
Que acalma o meu ser
Motivo da minha liberdade.
Quero sempre contigo viver
Um amor de verdade
E em seus braços adormecer.
Poema: Odair José, o Poeta Cacerense
domingo, 7 de janeiro de 2018
A Pedra
Já dizia o poeta que no caminho tinha uma pedra.
Tinha uma pedra no meio do caminho.
Uma pedra é um corpo duro e sólido,
Da natureza das rochas.
Uma pequena pedra derrubou um gigante.
Uma grande pedra
Impedia que Lázaro saísse do túmulo.
Jogaram pedras no rei Davi
Anjos removeram a pedra que estava na sepultura do Rei.
Uma pedra foi feita de travesseiro.
Houve uma chuva de pedras.
Existe terra cujas pedras são ferro.
Certa mulher lançou uma pedra
E quebrou o crânio de Abimeleque.
Deus disse que tiraria o coração de pedra.
Jesus é a Pedra Angular
E preciosa que os homens rejeitaram.
Jesus disse que Deus poderia suscitar
Das pedras filhos de Abraão.
E, qual pai, que se o filho pedir pão lhe dará uma pedra?
"A pedra que os edificadores rejeitaram
Tornou-se cabeça de esquina.
Foi o Senhor que fez isto,
E é coisa maravilhosa aos nossos olhos.
Este é o dia que fez o Senhor;
Regozijemo-nos e alegremo-nos nele".
Poema: Odair José, o Poeta Cacerense
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