sábado, 7 de abril de 2018

O espelho


Olhou-se por longos minutos diante do espelho. Não reconhecia a imagem que seus olhos vislumbravam diante de si. Como o tempo havia sido cruel. Algumas rugas começavam a surgir. Sinal de que o tempo estava passando, mesmo que, na maioria das vezes, não percebera isso. Conseguiu detectar um cabelo branco. Que coisa!

Estava tão distraída diante de sua própria figura que não percebia o vento soprar as folhas esparramadas sobre a cama. Passara algumas horas tentando escrever uma carta. Varias folhas estavam amassadas e jogadas pelo chão do quarto empoeirado. Pairava sobre ela uma áurea de solidão. Estava ali desde que ele partiu.

Numa tarde de verão havia acontecido uma briga, talvez por ciúmes ou outra coisa e ele se fora. Ela disse que não ia mais atrás e que se realmente existisse alguma forma de amor ou algum sentimento, um dia ele voltaria com as próprias pernas. Asas quebradas eram o que ela imaginava agora. O pássaro voou para longe e foi atingido pelo passarinheiro. Então, em um relance ela via a folha.

Tinha sido removida pelo vento. Saiu de diante do espelho e sentou-se na cama. Lentamente pegou a folha e começou a ler o que estava escrito. Falava de saudade. Era uma poesia triste. Uma história de final infeliz. Ou que nem mesmo havia tido um final. Não percebeu, mas de seus olhos brotaram lágrimas. Os pensamentos começaram a apertar o seu coração e garras da solidão passaram a apertá-la profundamente.

Levantou-se e outra vez se colocou diante do espelho. Havia prometido a si mesma que jamais se deixaria ser dominada pela angústia da solidão e nem mesmo pelo desespero do abandono. Viu a sua imagem no espelho por mais algum tempo. Então, em um brado de fúria socou o espelho. Os cacos caíram pelo chão e ao contemplá-los ela viu o sangue escorrer. Vidros quebrados, sangue e lágrimas em um quarto solitário...

Odair José, Poeta e Escritor Cacerense

sexta-feira, 6 de abril de 2018

Lula preso não é solução


Lutar é não esquecer
Uma vida de dedicação
Livre da dominação
A que o povo deve permanecer…

Prisioneiros da ideologia
Revoltados de plantão
Esquecem que o Brasil
Será sempre uma nação
Onde reinará a alegria…

Nunca na história desse país
Alguém poderá dizer
O que o povo não quer entender…

É agora que devo calar-me.

Sou uma voz que clama a liberdade
Onde a injustiça reina
Levo preso uma pessoa
Unindo as vozes das ruas
Cada sanguessuga solto
Apoiando a impunidade do
Ordenamento que ressoa.

Poema: Odair José, o Poeta Cacerense

quinta-feira, 5 de abril de 2018

Pesadelo



Apaguei a luz e senti um calafrio 
Havia um vulto 
Como se houvesse uma pessoa 
Em pé ao lado da cama. 
Que porcaria é essa? 
Pensei comigo 
Num sobressalto acendi a luz 
E nada havia em meu quarto 
A não ser a minha solidão. 
Uma indagação perpassava a minha mente 
Enquanto sentia o coração pulsar acelerado. 
Não sei se estava dormindo 
Sonhando que estava acordado 
Ou se estava acordado 
Acreditando que estivesse dormindo. 
Que realidade é essa? 
Que pesadelo é este que tenho agora? 
O que são as sensações dentro de mim 
Que se digladiam a todo instante? 
Quero acordar deste sono profundo 
Tornar-me uma metamorfose 
Viver uma transformação. 
Mas, no silêncio sepulcral que sinto agora 
Não há espaço para as minhas divagações. 
Uma tonelada de sentimento 
Afunda o meu intelecto e sinto náuseas estomacais 
Que me fazem vomitar as palavras. 
Espanto, então, os demônios 
Que pairam sobre minha cabeça 
Os enxoto sem compaixão 
Pois não quero ouvir seus grunhidos 
E, muito menos, ser por eles atormentados. 
Fecho os olhos e tento dormir 
E já não sei qual realidade estou. 
Acordado para a vida eterna 
Morto para a vida terrena. 
Não pertenço a este lugar 
E como peregrino 
Sou enxovalhado pelas criaturas abomináveis 
Que perturbam o meu sono. 
Tapo os meus ouvidos e dou um grito: 
- Cale-se, demônios do inferno! 
Sem saber que os demônios 
São meus próprios pensamentos. 

Poema: Odair José, o Poeta Cacerense

terça-feira, 3 de abril de 2018

Como não sorrir


Pergunte ao meu coração o motivo dessa emoção 
Desse sentimento tão profundo 
Que desafia o mundo 
E leva-me a imaginar o dia do encontro 
Que estarei ao seu lado 
E de mãos dadas podermos caminhar 
Sob a luz do luar. 
Como dizer que não há amor 
Quando as nossas conversas podem fluir 
E no silêncio da madrugada posso sentir 
O seu sorriso do outro lado? 
É nesse momento que imagino o dia 
Ou o momento mágico de estar ao seu lado. 
Pergunte ao meu coração como não sorrir 
Ao lembrar-me das suas indagações 
Sempre levando-me a questionar 
Minhas próprias convicções. 
Meu pensamento voa livremente o tempo todo 
E toca suavemente o seu coração 
Então, pergunto-me se pensas em mim 
Da mesma forma e com a mesma intensidade 
E tenho a convicção que sim… 
Conforto-me, então, em saber 
Que seu sorriso 
Assim me faz entender. 
Se há conflitos em mim? 
Sim! 
Conflito que se chama atenção… 
Atenção que preciso de você 
De sua companhia… 
O que poderia ser melhor do que estar ao meu lado? 
Ou que sonho poderia ser mais lindo? 
Se esse é o desejo de nossos corações 
Então há razões 
Para que possamos unir nossos sonhos 
E viver esse amor... 

Poema: Odair José, o Poeta Cacerense

segunda-feira, 2 de abril de 2018

A lâmina afiada do desejo



Há um grito preso na garganta 
Que teima em tentar escapar 
Para voar o infinito 
Na busca de te encontrar. 
Perambulo pelas ruas incólumes da cidade 
Nas vielas escuras 
E vejo os olhares a espreita 
Para devorar minha alma. 
São demônios da escuridão 
Que querem destruir os meus sonhos 
E eu não tenho medo 
Porque vivo na ilusão. 
Rasga a minha alma na incerteza 
De dias que já não voltam mais 
E a solidão de outrora 
É apenas uma luz ofuscada na noite. 
O grito já não está preso 
Foi solto no alto da montanha 
Onde agora me encontro 
Tristemente a vagar. 
Não preciso de seus conselhos 
Eles já não me ajudam mais 
Há uma incerteza 
Que ofuscam a minha visão. 
O sol está se escondendo 
E o amarelo dourado me deixa triste 
Em saber que mais um dia se foi 
Em que eu não vi os seus olhos. 
As ruas estreitas da viela 
São sujas e encobertas pela maldade humana 
Pessoas surrupiam a alma de inocentes 
Que não deveriam passar por aqui. 
Não há mais um grito preso na garganta 
Porque a garganta foi cortada 
Pela lâmina afiada do desejo 
Da liberdade da alma. 
Agora ela voa livremente 
Rumo ao infinito desconhecido 
De uma nova aventura 
Que está nos meus pensamentos. 

Poema: Odair José, o Poeta Cacerense

sábado, 31 de março de 2018

Tentação


Ela pode chegar de mansinho 
Com pés de algodão 
Imperceptível aos nossos sentidos. 
O pecado jaz à porta 
E cabe a você dominá-lo. 
Esse desejo violento que se abate 
No recôndito da alma 
Não pode dominá-lo. 

Antes de uma respiração pesada 
Ou de um lugar para sentar 
Há uma porta, 
Uma saída, 
Um caminho pelo qual sair. 

Antes de ser tentado colar do amigo ao lado 
Há uma oportunidade de você estudar; 
Antes de se deixar ser levado por aquele olhar sedutor 
Evite olhar para seus olhos; 
Antes de sucumbir aos desejos daquela beldade 
Impeça ficar ocioso no alto da torre; 
Antes de se embebedar com aquele vinho 
Não cultive a vinha... 

As tentações podem ser grandes 
Mas foi porque você andou fora do caminho 
Procurou pelos desvios 
Que o levaram a essas conseqüências. 
Se andarmos longe de Deus 
As tentações serão maiores 
Sem a sua proteção 
Não há possibilidades de vitoria. 

Ele nos alerta o tempo todo 
Suplica que consideremos os nossos caminhos 
As nossas escolhas 
Que confiemos nEle 
Que não saltemos sem os paraquedas 
Da proteção dEle. 

Deve-se aprender a evitar a tentação 
Quando ela é apenas um chuvisco 
Antes que se torne chuva forte 
Que nos atinja por todos os lados 
E assim a vida será muito mais fácil 
A culpa muito mais rara 
E haverá o sentimento de proteção. 
Sempre há uma saída antes da queda 
Sempre há placas de aviso 
Sempre há pedidos de atenção. 

Abra os olhos 
Não dês lugar à ira, 
Não fale mal do seu irmão, 
Não permita que o mal domine o seu coração. 
Ele sempre oferece uma saída 
De novo e sempre de novo, 
Bem antes da queda final. 

Não veio sobre vós tentação, senão humana; 
Mas fiel é Deus, 
Que vos não deixará tentar acima do que podeis; 
Antes, com a tentação dará também o escape, 
Para que a possais suportar. 

Poema: Odair José, o Poeta Cacerense

segunda-feira, 26 de março de 2018

Quando não houver mais sol



Aquele olhar que tanto esperou 
O sorriso que desejava 
E já não pôde ver 
A brisa do amanhecer. 
Havia uma tristeza 
De um tempo que passou 
Uma vida que se foi 
E da solidão não entendia nada. 
A esperança que viu em seus olhos 
Que pensara entregar-lhe o coração 
Já não existe no seu pensamento 
O sonho de amor que desejou. 
Quando não houver mais sol 
É que vais perceber o que perdeu 
O arrependimento de não ter lutado 
Pelo amor que trazia em seu coração. 
Uma lágrima, então, 
Do coração há de brotar 
Que escorrerá pelo rosto 
Já cansado de tanto sofrer. 
Mas, agora é tarde demais 
O sonho já se foi 
E aquele amor tão esperado 
Não pode mais acontecer. 
Quando não houver mais sol 
Saberá que o tempo é cruel 
Com aqueles que vacilam 
E não sabem perceber o amor. 
Agora a solidão aperta 
Sendo-lhe a única companhia 
Nas noites frias de desespero 
Que buscou para si mesmo. 
Por onde ela andará 
E o que leva em seu coração 
Nunca poderá saber ao certo 
Pois, não existe mais esperança. 

Poema: Odair José, O Poeta Cacerense

sexta-feira, 23 de março de 2018

Um dia de Conquista (Aos formandos da UNEMAT)


Um dia eu aqui cheguei 
E tudo parecia um sonho 
A oportunidade de um curso superior 
De adquirir o conhecimento 
E galgar os espaços da sabedoria. 
A sala fria e silenciosa do início 
Transformou-se em parcerias. 
Pessoas novas cruzaram o meu caminho 
Minha vida foi compartilhada 
E eu aprendi muita coisa. 
Diversidade, respeito 
Tolerância. 
Vi o mundo nos olhos dos professores 
Vi outonos e primavera no Campus 
Passei horas solitárias com os pensadores na Biblioteca. 
Chorei lágrimas de desespero na hora da prova; 
Noites inteiras quebrando cabeça com trabalhos. 
Lutei, argumentei e corri atrás do prejuízo. 
Explorei tantas coisas 
Vi tantos rostos dos quais alguns estão aqui presente, 
Talvez sentindo essa mesma emoção. 
A UNEMAT me proporcionou isso. 
O sonho que realizo hoje é o sonho de meus pais, 
Meus amigos, 
Meus professores… 
A jornada foi longa e árdua desde o primeiro dia 
Tantos textos para ler e discutir 
Tantos trabalhos e seminários 
Tantas amizades, 
Tantas palavras, discursos e debates 
Que me ajudaram a crescer intelectualmente 
Que me garantiu a realização de um sonho 
Ter a minha graduação… 
Sei que a jornada não termina aqui 
Muito ainda há pela frente 
Mas, hoje é dia de celebração 
Dia de júbilo, de comemoração. 
Hoje é um dia de agradecimento. 
Obrigado UNEMAT!!! 

Poema: Odair José, o Poeta Cacerense 


Técnico Administrativo e egresso do Curso de História da Unemat

quinta-feira, 22 de março de 2018

Cultura da Morte



A que ponto chegou a sociedade 
Que cultua e valoriza a morte 
E não respeita a vida? 
Por não haver mais sentido 
O suicídio vem como solução para amenizar o sofrimento. 
As drogas estão por toda parte 
E já parece tão comum na vida das pessoas 
Remédios e mais remédios. 
O aborto 
Crianças jogadas nas sarjetas 
Fetos descartados por uma sociedade cruel. 
Sacrifícios humanos sem precedentes 
Imagens de caveiras estampadas nas camisetas. 
A eutanásia como forma de alívio 
E tudo isso é tão comum. 
Crianças e adolescentes querem ver sangue 
Filmes de terror é a moda da vez 
Dramas psicológicos e pornografia 
E tudo isso na tela do celular 
No mais recôndito de seus quartos. 
Ninguém tem tempo para uma conversa 
Então, que sejam amigos das redes sociais. 
Ideologia de gênero como imposição 
E eu não posso falar 
Sem ser apedrejado pelos seus defensores. 
Não sou machista 
E nem defendo uma sociedade nesse naipe 
Mas, também não desejo uma sociedade feminista 
De que adiantaria? 
Qual seria a diferença? 
Existe uma estratégia muito bem orquestrada 
Para impor ideologias de dominação 
De forma sutil nas mentes de cada um 
Interesses egoístas e anticristãos são disseminados 
Nas escolas, nos livros, nos filmes 
Na ideia da autoajuda 
Do “seja você mesmo” 
Da hipnose 
Que estrangula conceitos morais da sociedade. 
Preciso, e penso dessa forma, 
Romper com a cultura da morte 
Para valorizar a cultura da vida. 
Sou a favor da vida e da dignidade humana. 
Não quero e não vou me calar diante de tamanha afronta 
Contra os princípios morais e éticos 
Que valoriza o respeito 
E a liberdade individual e coletiva. 

Poema: Odair José, o Poeta Cacerense

sexta-feira, 2 de março de 2018

Um corpo que cai


Vai dizer que é assim 
E se conforma com tão pouco 
O mundo está um caos 
E lágrimas são combustíveis 
Para acender o fogo da discórdia. 
Não posso falar o que penso 
Sem correr o risco de ter a minha língua decepada 
Pela intolerância. 
A solidão é minha amiga 
A violência jaz a porta 
E suas garras arranham querendo romper 
As correntes que a detém. 
Não posso dizer 
Que estou satisfeito 
Com a desolação do mundo contemporâneo. 
O que fazer? 
Não posso gritar sem ser massacrado 
Sem ser impedido. 
Caras tristes me desafiam 
E aterrorizam-me 
Na intenção de sufocar a minha voz. 
A estrela não brilha mais 
E as nuvens são carregadas de desaforos 
A crueldade é voraz. 
Abra os seus olhos e veja 
Mais um corpo que cai ao seu lado. 
Façamos alguma coisa 
Para amenizar o caos instalado 
E não sufoque o meu grito de alerta. 

Poema: Odair José, o Poeta Cacerense

sexta-feira, 23 de fevereiro de 2018

A brisa suave lá fora


Há uma brisa suave lá fora 
Onde os ventos sussurram nas folhas das árvores 
Enquanto, no meu coração, uma há apenas o silêncio 
E o vazio de uma solidão que tortura. 
Seus olhos eu já não os vejo mais 
E seus braços não apertam o meu corpo. 
Ouço o barulho das árvores 
E, não posso conter as lágrimas 
Como as gotas de chuva que escorrem das folhas. 
Havia uma meiguice em seu olhar 
Uma ternura que não vejo em outro lugar. 
Enquanto olho para o infinito 
Tateando no ar para ver se toco seu rosto 
Vejo o dia passar devagar 
E a saudade de seu sorriso em mim apertar. 
Falo de saudades do tempo 
Em que apertava em meus braços a felicidade 
Ando pelas ruas da cidade 
E quero, ainda, te encontrar. 
Há uma brisa suave lá fora 
Que não permite-me esquecer 
A delicadeza do sentimento 
Que encontrei no seu coração. 

Poema: Odair José, o Poeta Cacerense

quarta-feira, 14 de fevereiro de 2018

A melodia de uma canção eterna



Eu quero apenas voar livremente 
Pelas nuvens da esperança. 
Acreditar que em seus olhos 
Eu encontrei o amor 
Que habitava os meus sonhos 
Desde tempos remotos. 

Quero andar de mãos dadas 
Na presença de Deus 
Acreditando que 
Ele fez você 
Para dar vida aos meus dias. 

Levanto meus olhos 
Para ver a beleza do seu sorriso 
A embalar os meus sonhos de amor 
Nas noites em que vejo o brilho 
Das estrelas 
Que realçam a beleza do seu olhar. 

Vejo em você a esperança 
Que renasce em mim 
Todas às vezes 
Que ouço o sussurrar de sua voz 
Tal como a melodia 
De uma canção eterna. 

Quero eternizar em meu coração 
O momento sublime 
Em que, de forma singela, 
Passou a viver em meus pensamentos. 

Poema: Odair José, o Poeta Cacerense

quinta-feira, 8 de fevereiro de 2018

Vou caminhar sozinho


As palavras parecem vazias 
Elas não surtem efeitos. 
Eu choro lágrimas efêmeras que saem de meus olhos 
Atônitos de tanto visualizar essa besteira toda. 
Minhas mãos querem tocar alguma coisa 
Que tenha a capacidade de firmar os meus passos. 
Não há saída para a angústia que permeia 
Meus sentimentos 
E eu busco seus olhos no entardecer. 
Você está distante 
Mas tento te alcançar mesmo assim. 
Não sei porque se foi 
Se a jornada ainda não terminou. 
Sinto a brisa do final do dia tocar meu rosto 
E subo a mais alta montanha de onde quero gritar 
O seu nome até estourar os meus pulmões. 
Seus olhos se fecharam a última vez que os vi 
E não me revelou o seu coração. 
Uma dor cruel me acompanha por onde vou 
E meus passos são indecisos. 
Você sempre foi a minha inspiração 
E nunca leu os meus poemas com a devida atenção. 
Quantas palavras saíram do meu coração 
E foram parar na lata de lixo por ser uma ilusão. 
Sem você o tempo passa lentamente 
E as estrelas são encobertas pelas nuvens escuras 
Do meu olhar. 
Eu não me acostumo sem você aqui 
E não quero sentir outra vez o seu perfume 
Que me lembra um jardim em flores na primavera. 
Vou caminhar sozinho 
Pela estrada vazia e deserta 
Que contemplo na minha frente. 
Seus olhos meigos cheios de vida 
São as melhores lembranças que guardo no coração. 

Poema: Odair José, o Poeta Cacerense

sábado, 13 de janeiro de 2018

Motivos


Há uma alegria na alma 
Uma paz tão boa no coração 
Quando se sente o amor e a calma 
Que está além da imaginação. 

Motivos tenho para sorrir 
Na beleza da vida acreditar 
Às tristezas não podem impedir 
Que o sonho venha se realizar. 

Você é a razão da felicidade 
Que acalma o meu ser 
Motivo da minha liberdade. 

Quero sempre contigo viver 
Um amor de verdade 
E em seus braços adormecer. 

Poema: Odair José, o Poeta Cacerense

domingo, 7 de janeiro de 2018

A Pedra


Já dizia o poeta que no caminho tinha uma pedra. 
Tinha uma pedra no meio do caminho. 
Uma pedra é um corpo duro e sólido, 
Da natureza das rochas. 
Uma pequena pedra derrubou um gigante. 
Uma grande pedra 
Impedia que Lázaro saísse do túmulo. 
Jogaram pedras no rei Davi 
Anjos removeram a pedra que estava na sepultura do Rei. 
Uma pedra foi feita de travesseiro. 
Houve uma chuva de pedras. 
Existe terra cujas pedras são ferro. 
Certa mulher lançou uma pedra 
E quebrou o crânio de Abimeleque. 
Deus disse que tiraria o coração de pedra. 
Jesus é a Pedra Angular 
E preciosa que os homens rejeitaram. 
Jesus disse que Deus poderia suscitar 
Das pedras filhos de Abraão. 
E, qual pai, que se o filho pedir pão lhe dará uma pedra?  
"A pedra que os edificadores rejeitaram 
Tornou-se cabeça de esquina. 
Foi o Senhor que fez isto, 
E é coisa maravilhosa aos nossos olhos. 
Este é o dia que fez o Senhor; 
Regozijemo-nos e alegremo-nos nele". 

Poema: Odair José, o Poeta Cacerense