Sem raiz, sem estudo, sem razão;
Ainda assim movem pensamentos,
Erguem muros na imaginação,
E confundem os sentimentos.
O sábio caminha com cautela,
Reconhece o que não compreendeu;
Já a ignorância faz sentinela
Da certeza que nunca mereceu,
E transforma sombras em aquarela.
Muitos seguem quem fala mais alto,
Não quem fala com profundidade;
O brilho fácil não passa de assalto,
Enquanto a discreta verdade
Permanece à margem do incauto.
A história registra os enganos
Que a imprudência ajudou a criar;
Impérios, conflitos e desenganos
Começaram por não questionar
Os discursos vazios dos insanos.
Neste mundo é preciso cultivar
A reflexão e a sensatez;
Aprender, ouvir e dialogar,
Pois a sabedoria talvez
Seja a arte de sempre questionar.
Poema: Odair José, Poeta Cacerense

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