Com o nome estampado no prato,
Nem com discursos servidos quentes
Àqueles que esqueceram de pensar.
Há mentes que devoram ilusões
E arrotam verdades emprestadas,
Sem jamais conhecer o sabor da liberdade.
Na mesa dos donos da verdade,
A lavagem cerebral é servida em ouro,
Temperada com promessas e mentiras,
Enquanto a consciência passa fome.
E o povo, distraído com o banquete,
Aplaude quem lhe rouba o pensamento,
Sem perceber que a prisão também alimenta.
Mas o poeta tem fome de infinito,
Não se ajoelha diante de ideias prontas,
Nem troca sua voz por migalhas de aplausos.
Prefere o pão duro da lucidez
Ao banquete farto da ignorância.
Pois quem aprende a questionar o alimento
Jamais será escravo de quem lhe serve.
Poema: Odair José, Poeta Cacerense

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