domingo, 20 de janeiro de 2019

Meu amor não foi desejo


Aquele beijo à tempos sonhado 
De uma linda boca desejada 
Foi a fatalidade de uma despedida 
Que para sempre será lembrada. 

O meu amor por você 
Não foi apenas um desejo 
Foi um sonho a muito almejado 
Que se confirmou na ternura do beijo. 

Meu amor não foi desejo 
Foi o encontro da felicidade 
De uma ternura consentida 
Que se transformou em saudade. 

O sonho daquele encontro 
De alma tão apaixonada 
É a eterna lembrança de ternura 
Que não pode ser controlada. 

Hoje meu coração sofredor 
Vive a vagar tão sozinho 
Esquecestes de um amor tão terno 
E levastes para longe o teu carinho. 

Poema: Odair José, o Poeta Cacerense

segunda-feira, 14 de janeiro de 2019

Já não quero nem saber


O que digo com os olhos e você não entende 
Não é o mesmo que transmito em palavras. 
E não a culpo por não entender os meus argumentos expostos em hieróglifos da alma. 
Na surdina elevo os pensamentos 
 Mas não a encontro em lugar algum. 
Há um limbo existencial que percorro solitário e pensativo 
Na esperança de encontrar as respostas neste labirinto em espiral 
E por mais que caminhe nesse destino não consigo encontrar sombra para descansar. 
Brado dentro de mim 
Esbravejo como louco e falo palavrões impronunciáveis aqui 
No intuito que alguém ouça o meu grito. 
Já não quero nem saber 
Porque a cor do céu é azul e os seus olhos pretos já não causam em mim tanto pavor. 
Rasgo as minhas entranhas na busca por um equilíbrio mental 
Ouço sussurros escondidos entre as paredes 
E não entendo os grunhidos que me causam terror. 
Não preciso esconder as feridas do meu coração 
 Nem as marcas da solidão 
Eu só quero encontrar-te na calada da noite 
Sem me preocupar com o alvorecer. 
Minhas palavras te assustam 
Porque você não as entende de forma nenhuma. 
Tudo isso por causa daquela ilusão 
Que foi criada no crepúsculo de um dia qualquer. 
 No silêncio desse vazio 
Onde não é possível ver e nem ouvir nada 
Minha alma flutua levemente como uma pluma 
E sinto a brisa do alvorecer 
O vento que toca meu rosto 
É o sopro suave de suas lembranças. 

Poema: Odair José, o Poeta Cacerense

sexta-feira, 11 de janeiro de 2019

Esse medo terrível de amar outra vez!


Não me censure com este olhar 
Nem me julgue pelo medo 
Que sinto todas as vezes que estou diante de você. 
Venho de uma jornada longa 
Onde deixei minhas lágrimas 
E chorei pelas madrugadas frias 
Sem ter qualquer luz a iluminar minha vida. 
Seus olhos são tão lindos 
E vivem a encantar meu coração; 
E seu sorriso tão singelo 
Me leva a pensar no amor verdadeiro. 
Mas, tenho medo. 
Já sofri muitas ilusões 
E me enganei com olhares assim 
E não quero ser ferido outra vez! 
Existe em mim um medo terrível 
De amar outra vez. 
Não posso deixar que meu pobre coração 
Sinta o frio da solidão 
A despedaçar minhas esperanças. 
Você é tão linda 
E vive a tentar-me o desejo 
E como te quero! 
Mas, sinto o frio da solidão 
Percorrer minhas espinhas 
E um calafrio arrepiar-me 
Deixando meus joelhos trêmulos. 
Será você o amor que sempre sonhei? 
Será você aquela a preencher o meu coração? 
Olho em seus olhos e encanto-me com o que vejo. 
Eles são tão lindos 
Tem promessas de vida. 
E eu os amo do fundo do meu coração! 
E eu os desejo com toda força da minha alma! 
Mas, tenho medo. 
Um medo terrível de amar outra vez! 

Poema: Odair José, o Poeta Cacerense

sábado, 5 de janeiro de 2019

Só não quero que você saiba


Eu tenho tantas palavras escondidas no meu coração 
Que revelam um sentimento muito forte 
Sentimento este que nasceu quando vi os seus olhos 
E esse olhar transformou a minha vida. 
Não sou mais o mesmo 
Desde o dia em que me encantei pelo seu sorriso. 
Ele foi tão espontâneo que adentrou minha alma 
E mostrou-me a beleza que emanava de seus lábios. 
E eu não soube o que fazer 
No momento em que você se tornou a razão do meu amor. 
Hoje sou uma pessoa diferente na maneira de pensar: 
Não tenho medo de falar que seus olhos sedutores 
Enchem os meus de esperanças 
Pois, vejo neles um mistério que quero descobrir 
Um enigma que me seduz ao desconhecido 
Mas, que não me atemoriza. 
Há em mim uma razão para buscar a felicidade 
Que durante muito tempo desejei no meu coração 
E que descobri no seu olhar. 
Tenho no meu peito tanto sentimento 
Que desejo estar ao seu lado, 
Caminhar de mãos dadas pela areia da praia 
E olhar o brilho das estrelas ser ofuscado 
Pelo brilho dos olhos teus. 
Tenho uma felicidade em mim ao ver você sorrir 
E mostrar ao mundo o sorriso lindo que tens 
Que pode ser comparado com a beleza do alvorecer 
Quando o sol brilha na sua formosura. 
Você é uma joia rara 
Uma flor de primavera 
Que exala o melhor perfume do jardim. 
E eu tão distante a te admirar 
Sabendo que seu coração não posso alcançar 
Que seus sonhos voam em outra direção 
Na manhã triste da minha ilusão. 
Tenho tanto amor no meu coração 
Que estaria disposto a entregar a você 
Na esperança que fosse a garota mais feliz deste mundo 
Só não quero que você saiba. 

Poema: Odair José, o Poeta Cacerense

quarta-feira, 2 de janeiro de 2019

A estrela mais brilhante


Tão bela como a luz da manhã na primavera 
Eu vi o seu lindo olhar 
A beleza fulgurante de um sorriso 
A encantar-me ao acordar. 

Era um sonho tão real 
E amava cada detalhe do seu amor 
Nas viagens que fazia ao seu lado 
Não existia em mim nenhuma dor. 

Tão linda como a flor de um jardim 
Depois de todo outono da vida 
E você estava em meus sonhos 
Como a dádiva de uma estrela querida. 

Não quero acordar deste sonho 
Onde você é um encanto de amor 
Onde eu ando os campos floridos, 
Vales e desertos em um dia de calor. 

A imagem de seu sorriso tão meigo 
Encanta-me o solitário coração 
E nos meus melhores sonhos 
Você é a musa da minha inspiração. 

Amo-te com amor profundo 
Daqueles que não tem explicação 
É um sentimento tão magnífico 
Que extrapola toda minha razão. 

Você é a estrela mais brilhante 
A iluminar o meu caminho 
E eu sonho com você estar 
Para nunca mais ficar sozinho. 

Poema: Odair José, o Poeta Cacerense

segunda-feira, 31 de dezembro de 2018

Sonhos de Fim de Ano


No apagar das luzes 
De um ano que se finda 
Nasce dentro de nós 
A esperança que resta ainda. 

Os sonhos de Fim de Ano 
Renovam-se no alvorecer 
Do Ano vindouro 
Que joga suas luzes no nosso viver. 

Promessas que não cumprimos 
Voltam a fazer parte dos nossos anseios 
E a esperança de fazer tudo certo 
É a chama que, de sonhos, nos deixam cheios. 

Do ano que se finda 
Resta à nós a simplicidade 
Do que aprendemos nas lutas 
E do que nos deixará saudade. 

Do ano que se inicia 
Teremos a oportunidade 
De fazer tudo certo 
E alcançarmos a felicidade. 

Poema: Odair José, o Poeta Cacerense 
Foto: Daniel Moraes

quinta-feira, 27 de dezembro de 2018

Buraco negro de uma eterna solidão


Eu deixo-me apenas expressar as palavras que se formam em minha mente. 
Não posso dizer, com certeza, o que se passa no meu coração. 
Saudades, talvez. 
Amor, paixão, solidão? 
Não sei. 
Uma mistura de sentimentos que me deixam confuso. 
O tempo vai passando lentamente. 
Outras vezes passa tão rápido. 
Depende muito do espírito a qual estamos inseridos. 
Os acontecimentos a nossa volta. 
Amigos que se vão, amores que já não são mais.  
Quantas coisas acontecem em apenas pouco tempo? 
E, por não saber o que acontecerá daqui a dez minutos, o desconhecido nos atormenta e fascina ao mesmo tempo. 
Sentirei falta desses momentos solitários e reflexivos se estiver compartilhando os momentos com alguém daqui uns dias? 
Sentirei falta dessa tranqüilidade e liberdade em poder escrever, meditar e sonhar? 
Os sorrisos, as lágrimas de outrora já são apenas lembranças em minha mente um tanto perturbada. 
Os espíritos rondam os espaços e sussurram ideias em minha mente. 
O que posso fazer dentro desta conjuntura tão sórdida e perversa? 
Os dias passam e as noites, intermináveis, também se vão com o romper da aurora e outro dia está diante de nossos olhos. 
Tudo começa outra vez. 
Um dia de alegria, um dia de tristeza ou apenas um dia normal sem nenhuma coisa diferente. 
E esse tédio? 
Um verdadeiro terror ver semblantes combalidos pela natureza da vida. 
O que fazemos aqui? 
Os nossos atos ecoam pela eternidade de fato? 
Ou tudo não passa de mera especulação e não existe nada do outro lado? 
Minha mente é um turbilhão de pensamentos. 
Tudo o que vejo, toco ou sinto me leva a questionar este momento, a temê-lo como se fosse um abismo sem fim. 
Um buraco negro de eterna solidão. 
Com o tempo vamos aprendendo que não adianta correr atrás do vento. 
Tudo é mesmo vaidade, como já dizia o sábio. 
As opiniões dos outros não importam.  
Ninguém vai enxugar suas lágrimas na solidão de seu quarto. 
Ninguém pode te ajudar. 
Sempre vai existir uma madrugada longa e fria para o solitário. 
Quando o sono se vai. 
A solidão tem a ver com alguém que não se encaixa. 
Não há saída. 
O coração é dilacerado pelas incertezas, pelas agruras de dias nebulosos. 
A angústia faz parte da vida humana e nada pode mudar isso. 
Rostos sorridentes e felizes só para as selfies quando, na verdade, o coração está angustiado pelas infelicidades da vida. 
Inveja, traição, desespero, entre outras ilusões da vida, perpassam esses rostos que parecem ditar as regras de uma sociedade falsificada. 
Devo viver esses poucos momentos de alegrias e suportar os muitos momentos de tristezas e decepções. 
Quem disse que a vida seria um mar de rosas mentiu descaradamente. 
Talvez seja por isso que choramos assim que chegamos a esse mundo. 

Poema: Odair José, o Poeta Cacerense

terça-feira, 25 de dezembro de 2018

Desejo e paixão


Ame-me não importa o que digam. 
Deixe-me descansar em seus braços 
Invadir o seu coração através de seus olhos; 
Ame-me com amor profundo 
Extravase o sentimento 
Aqueça-me com seu calor. 
Acolha-me em seus pensamentos 
Deseje-me ardentemente 
Façamos amor no tempo, fora do tempo, em todo tempo. 
Eu quero você, mulher! 
Ardente, sensual, bela! 
Você deseja-me, homem 
Ardente, sedutor, imprevisível! 
Falo-te de amor aos seus ouvidos 
Arrepia-te o corpo 
Toco-te a pele e invado o seu coração. 
Somos feitos de amor, de desejo, de paixão! 
Ame-me despudoradamente 
E eu te amarei eternamente! 

Poema: Odair José, o Poeta Cacerense

domingo, 23 de dezembro de 2018

O uivo do chacal


Sou obrigado a uivar como o chacal 
Porque a minha dor é terrível 
Há também o medo que assola minha alma 
E a solidão rasga o meu coração. 
Meus amigos dizem duras palavras 
E elas ferem-me como adagas afiadas. 
Meus olhos ardem e estão vermelhos 
E minhas mãos tremem sem parar. 
Quero ter esperança de dias melhores 
Mas, as horas passam lentamente 
Não ouço mais minhas canções 
E não consigo dormir a noite. 
A dor da alma é mais profunda 
Que as feridas do corpo. 
Na minha angústia eu clamo a Deus 
E busco o seu perdão. 
Liberta-me! Clamo nas madrugadas 
Quando o frio aperta de forma cruel. 
Triste é a minha vida 
Sem ter o consolo do Espírito Santo. 
Os grilhões que me cercam 
Como ferrolhos de uma prisão 
Sufocam a minha alma 
E dilacera os meus pensamentos. 
Sou obrigado a uivar como o chacal 
E espero que Deus me ouça! 

Poema: Odair José, o Poeta Cacerense

quinta-feira, 20 de dezembro de 2018

Sandra



A vida ensina-nos lições 
Que o tempo não pode apagar de nossas lembranças. 
Pessoas que marcam nossas vidas 
E apresenta-nos outras possibilidades 
Outras realidades 
Que não pensamos existir. 
Às palavras não podem expressar 
Em toda sua magnitude 
A essência da plenitude 
Que encontramos nessa mulher. 
Uma pessoa de sorriso fácil 
Em qualquer circunstâncias da vida 
Mesmo nas horas difíceis 
Ela tem uma palavra amiga e acolhedora. 
Uma profissional de talento 
De uma humanidade sem limites 
Que, por todo momento sabia dar uma direção 
Aos conflitos existentes 
Sempre com conselhos pacientes 
Mostrava-nos o caminho da solução. 
Difícil expressar em palavras 
Onde começava o seu carinho profissional 
Com sua competência social e humana. 
Soube, como ninguém, lidar de forma majestosa 
Com a Direção, professores e alunos. 
E, de forma peculiar, com os pais de alunos 
Sempre com aquela paciência que nos causava inveja. 
Uma mulher espetacular (que me desculpe seu esposo) 
Uma mulher de fibra 
De talento único e força espiritual cativante. 
Lições aprendemos com você 
Com suas orientações sempre para o caminho do bem 
Da solidariedade 
Da construção educacional. 
O que desejamos a você na sua nova jornada 
É o sucesso que você merece 
A concretização de seus sonhos 
E vitória em suas batalhas. 
Quanto a nós, a superação dos pontos de indagação 
O que fazer quando vier aquela dúvida pedagógica? 
A vida nos ensina que tudo se renova 
Tudo se transforma e o ciclo continua. 
Sentiremos sua falta no dia a dia 
Nos conselhos e nas broncas 
Mas, saberemos que você caminha os seus passos. 
E a vida segue para cada um de nós. 
E você estará sempre em nossos corações. 
Siga em paz sabendo que construiu um lindo castelo 
Onde fez amigos e parceiros que nunca hão de esquecê-la. 
Esse é o desejo de nossos corações 
Para a Coordenadora Sandra.! 

Poema: Odair José, o Poeta Cacerense

terça-feira, 11 de dezembro de 2018

Pouco pior que um homem


Quero rasgar o coração 
Ver o sangue escorrer pelo chão 
Já não tenho mais dó de mim mesmo 
Porque não mereço nenhuma piedade. 

Tenho sido cruel com seus sentimentos 
E causador de toda angústia 
Que transforma seu dia de sol 
Em noites cinzentas de terror. 

Não me peça para ficar ao seu lado 
Nem mesmo para acalentar os seus sonhos 
Pouco pior que um homem 
Sou um monstro a destruir sua esperança. 

No silêncio da sua solidão 
Tenho zombado as espreitas 
E a dor que sente na alma 
Não causa em mim nenhum efeito positivo. 

Vou destruir tudo de belo 
Que um dia você construiu 
E fazer de seu caminho uma estrada tortuosa 
Que não leva a lugar nenhum. 

Saia do meu pensamento nesse instante 
E não volte nunca mais 
O lugar que outrora te pertenceu 
Hoje está livre para qualquer sorriso triste. 

Abra seus olhos ao que acontece a sua volta 
E veja o estrago que causei 
Nos sonhos daqueles que acreditaram 
Que poderia ser feliz ao meu lado. 

Não quero que se iluda outra vez 
Não mereço piedade nenhuma 
Só quero ficar no meu canto em silêncio 
Para ninguém ouvir o meu choro baixinho. 

Quero rasgar o coração 
Ver o sangue escorrer pelo chão 
Sentir a tristeza da vida 
Na noite fria da minha solidão. 

Poema: Odair José, Poeta Cacerense

domingo, 9 de dezembro de 2018

Na manhã do tempo


Na manhã do tempo 
Eu pedi um tempo para te esquecer. 
O tempo passou 
Nada em mim mudou 
E sem você eu não consigo viver. 
O tempo não consegue 
Tirar você do meu coração 
E eu choro sem razão 
Ao saber que o tempo não volta mais. 
Tudo seria diferente 
Se eu pudesse voltar outra vez 
A ver os seus olhos 
Que nem o tempo me faz esquecer. 

Poema: Odair José, Poeta Cacerense

sábado, 8 de dezembro de 2018

Um dia quem sabe


O coração sofre as intempéries da vida 
E chora nas noites silenciosas suspeitas 
Na solidão das sombras 
Onde demônios estão às espreitas. 

Mas, eu não aceito que fale dessa forma 
Como se conhecesse a minha tristeza 
Não pode sentir o frio da madrugada 
Estando sob brumas de incerteza. 

Um dia quem sabe 
Haverá escolhas que possa direcionar 
O seu olhar para a minha angústia 
E com alegria possa me aceitar. 

Eu venho em busca de seus sonhos 
De sua presença tão radiante 
Que sempre foi a razão da minha vida 
E agora está tão distante. 

Não há razão para se esconder 
Desse meu coração que te ama 
Seus olhos são a minha esperança 
Ouça a voz dessa paixão que por ti clama. 

Poema: Odair José, o Poeta Cacerense

quarta-feira, 5 de dezembro de 2018

Reflexões sobre o mundo


O mundo nunca é o mesmo um dia depois. 
Porque? 
Os dias nunca retornam, como nunca vão embora... 
O mundo não é o que conhecemos, 
O que podemos ver prossegue infinitamente, 
Nada acaba quando queremos... 
Nem mesmo todas as eternidades do mundo 
Poderão apagar o seu dia ruim... 
Mas, o homem pode voar algumas vezes, 
Escrevendo histórias na sua história... 
O mundo é um local de brincadeiras a ser conquistado 
E, nós somos muito mais do que pensamos ser 
E viver é diferente de todas as coisas... 
O mundo é um lugar de conquistas 
Não se pode ficar de braços cruzados. 
A Terra Prometida 
Fica sempre depois do deserto 
E não é bom reclamar 
Pois isso impedirá você de chegar. 
No mundo haverá aflição 
Mas tenha bom ânimo 
E conforte seu coração... 
Você não está aqui por acaso 
És um projeto das mãos do Criador 
Faça sua vida valer a pena... 
A eternidade está no seu coração 
Caminhe com determinação. 
Como diz um provérbio africano: 
O sol caminha devagar, 
Mas atravessa o mundo. 

Poema: Odair José, Poeta Cacerense

terça-feira, 4 de dezembro de 2018

Só agora percebo



Só agora percebo 
O que acontece a minha volta 
Mas não sei se realmente 
O que acontece é o que vejo. 
Difícil entender as coisas do amor 
A ausência de seu olhar 
A dar-me o alento necessário para caminhar. 
Meus sentimentos são confusos 
E não quero parar de sonhar 
Com a vontade em estar com você 
Na noite fria do tempo sem seu calor. 
Só agora percebo a sua falta 
E o quanto ela é real junto a mim. 
Busco seu corpo junto ao meu 
E não o encontro mais 
E a solidão toma conta de mim. 
Quero voar a imensidão e te encontrar 
Mas sei que isso é impossível 
E contento-me 
Com as lembranças de seu amor. 
A vida nos faz perceber tarde demais 
O quanto é bom o amor. 

Poema: Odair José, Poeta Cacerense