segunda-feira, 30 de setembro de 2024

Morena de olhar que encanta

 Linda morena, com um olhar de puro encanto, 
Teus olhos são estrelas que no escuro brilham tanto. 
Teu sorriso, suave, um amanhecer em flor, 
E em cada palavra tua, sinto o toque do amor. 
 
Tua pele, dourada pelo sol, é poesia pura, 
Uma dança serena de leveza e ternura. 
És como o vento, que toca e acalma, 
Uma melodia doce que embala a minha alma. 
 
Morena, és a beleza que o tempo não apaga, 
Um verso profundo que meu coração afaga. 
Admirar-te é ver o mundo com mais cor, 
És um sonho bom, és luz, és amor. 
 
Poema: Odair José, Poeta Cacerense

sábado, 28 de setembro de 2024

A última fronteira do mundo

Eu morri e eu renasci e abri os meus olhos 
Foi bem isso que cheguei a sentir 
O vazio da existência por onde caminhei 
Eu imaginei o mundo deserto um dia 
Sem ninguém para destruir mais nada 
E vi algumas almas perambulando sozinhas 
Almas aladas em um profundo limbo existencial 
Nada mais pode me assustar depois disso. 

Tá entendendo o que eu digo? 
Tenho quase certeza que não 
Porque o lance que você ainda não consegue ver 
É que o ser humano é um predador natural 
O pior de todos, na verdade, 
O que destrói pelo simples prazer de destruir 
Que acha graça na desgraça alheia 
Que sorri nas tragédias dos seus semelhantes. 

Se observar bem vai ver uma coisa estranha 
Boa parte de nós somos costas curvadas 
Alguns com colunas envergadas, mutiladas pelo labor 
Não sabem aproveitar o tempo livre 
Porque só desejam alcançar lugares inalcançáveis 
Pelo fato de não ser possível para quem quer que seja 
Deixar de ter suas costas encurvadas 
Sem que quebre alguns ossos importantes. 

Há um mundo estranho por onde caminhamos 
Um assombroso lugar cheio de terrores 
Por onde perambulam pessoas ainda mais estranhas 
Que ninguém sabe do que são capazes 
Porque parecem mais com os parasitas que desconhecemos 
E que nos assustam com suas feições paranoicas 
Por mais que desejamos sair ilesos desse caminho 
É preciso romper a última fronteira do mundo. 

Eu, às vezes, paro e conto as horas 
Ignoro totalmente os minutos e segundos 
Quero um tempo para tomar um café e respirar um pouco 
Porque a roda do mundo não para de girar 
E não vou dar conta de resolver todos os problemas 
A angústia e o medo me perseguem 
Mas não posso deixar que coloquem suas garras em mim 
A vida é bem mais do que viver com medo 
E estar angustiado não faz parte dos meus planos. 

 Poema: Odair José, Poeta Cacerense

sexta-feira, 27 de setembro de 2024

A Noiva da Ponte Branca

 Na quietude da noite quente, 
A lua espreita o rio que corre lento, 
E a bruma que sobe do Pantanal 
Carrega segredos soltos no vento. 
 
Na ponte, de branco vestida, 
Uma sombra começa a surgir, 
É a noiva que vaga sozinha, 
Seu amor para sempre a trair. 
 
Dizem que foi num dia de festa, 
Quando o rio corria em singela canção, 
Que ela aguardava o amado, 
Mas o destino selou a traição. 
 
O vestido, de sonhos costurado, 
Agora flutua em seu triste lamento, 
E quem atravessa a ponte no escuro 
Sente o peso do amargo sofrimento. 
 
Seus olhos de dor e saudade 
Refletem as águas em pranto, 
E o povo sussurra com temor, 
Sobre o mistério que ecoa em seu canto. 
 
A cultura, tão rica e serena, 
Em Cáceres guarda memórias, 
De lendas que tecem a história 
Com fios de lágrimas e glórias. 
 
A Noiva da Ponte Branca, 
Peregrina de um amor desfeito, 
Vaga nas margens do tempo, 
Com um coração preso no peito. 
 
 Poema: Odair José, Poeta Cacerense

terça-feira, 24 de setembro de 2024

Desejo que o tempo não desfaz

No fogo intenso que arde sem queimar, 
A chama oculta que o peito consome, 
Um sentimento que não se pode explicar, 
Nasce no coração, sem cor, sem nome. 
 
É o desejo que o tempo não desfaz, 
Nem mesmo a distância o pode apagar, 
Como um rio que corre em busca de paz, 
Mas encontra no mar seu par, seu lar. 
 
Verdadeiro amor, sublime paixão, 
Que envolve a alma e cega a razão, 
Nada exige, pois tudo já tem. 
 
E na entrega sem fim, sem condição, 
Vive o desejo de um só coração, 
Que no outro repousa, e se mantém. 
 
Poema: Odair José, Poeta Cacerense

segunda-feira, 23 de setembro de 2024

O velho, o menino e a moça

Tem um velho que olha atentamente 
Seus olhos buscam a jovem donzela 
Sensual que faz questão de exibir 
Sua sensualidade a quem quiser ver 
Como se o mundo fosse um lugar bom 
Que não existisse nenhuma ameaça 
No olhar do carismático ancião 
Que, possivelmente, 
Lembra de seu vigor da juventude. 
 
Um menino corre para todo lado 
Seus gritos incomodam as pessoas 
Na sala de espera para alguma consulta 
Enquanto a praga do guri não para quieto 
Sua mãe está entretida no celular 
Em sua face sorrisos, em suas mãos dedos na tela 
Enquanto os olhares insatisfeitos 
Percorrem a sala 
Onde o menino continua sua algazarra. 
 
Uma moça lê um livro atentamente 
Isso é algo fora do normal ultimamente 
Quando quase todos os jovens estão nos aparelhos 
Ela parece estar em outro mundo 
E em sua face há um gesto de ternura 
Como se houvesse uma esperança em algum lugar 
E nada pode abalar o mundo da jovem leitora 
Que se apega ao mundo da imaginação 
Onde o conhecimento vence a ignorância. 
 
Poema: Odair José, Poeta Cacerense

quinta-feira, 19 de setembro de 2024

Ele que o abismo viu

 Ele, o andarilho dos mundos esquecidos, 
Por onde a luz se curva e se perde, 
Caminhou sem medo entre sombras e mitos, 
Onde a alma é vento que desce e arde. 
 
Os olhos rasgaram o véu do destino, 
E o abismo, em seu vasto segredo, surgiu, 
Fez-se espelho de um caos cristalino, 
Que só Ele, o ousado, sentiu. 
 
O abismo não é vazio nem trevas, 
Mas um eco de sonhos antigos, 
Onde estrelas sussurram suas febres 
E o tempo desata os seus fios. 
 
Ele viu o que não se pode dizer, 
A verdade sem forma, sem rosto, 
E ao voltar, traz consigo o poder 
De ser sombra, silêncio, e sopro. 
 
Nas profundezas, Ele entendeu 
Que o fim não é sempre desfecho, 
Pois o abismo, por quem se perdeu, 
É o início do mais vasto enredo. 
 
Poema: Odair José, Poeta Cacerense

O clamor da Terra

Ouça o grito da terra, aflita, 
Que em silêncio pede proteção, 
Seu verde se apaga, a vida se agita, 
Sufocada pelo peso da destruição. 
 
Os rios antes tão puros, brilhantes, 
Agora carregam o lamento das águas, 
Onde a vida fluía livre e constante, 
Hoje luta em correntes muito fracas. 
 
O céu que já foi azul infinito, 
Carrega nuvens pesadas de dor, 
Como lágrimas que o vento recita, 
Chorando por todo o seu esplendor. 
 
A floresta que canta em sussurros calados, 
Tem suas árvores caindo ao chão, 
Cada tronco é um sonho arrancado, 
Um adeus ao nosso único pulmão. 
 
Mas ainda há esperança, um novo amanhecer, 
Se juntos cuidarmos do que é sagrado, 
O futuro pode renascer, 
Em um planeta mais forte e renovado. 
 
Que nossa preocupação vire ação, 
Que nossas mãos sejam sementes do bem, 
E que a Terra, nossa casa em comum, 
Resplandeça em paz mais uma vez, amém! 
 
Poema: Odair José, Poeta Cacerense

terça-feira, 17 de setembro de 2024

A delicadeza das sombras

Quero apenas olhar para você 
E apreciar essa beleza tão singular 
Com os seus olhos quero sonhar 
Seu sorriso tão sedutor 
Fala ao meu coração de amor 
E para mim você é um sonho. 
Sonho tão lindo de sonhar 
Que não desejo dele acordar. 
Você tem a beleza das flores 
O brilho do sol 
E a delicadeza das sombras. 
Queria ser poeta 
Para poder, em palavras, expressar 
Toda magia que existe em seu olhar 
E a meiguice do seu sorriso 
Até penso que é isso que preciso 
Deixar-me ser conduzido ao seu coração. 
Tu és a expressão viva do sentimento 
Tão bela que não sai do pensamento 
Mesmo quando quero esquecer. 
Você é o encontro dos olhos meus 
A força incrível do amor 
Que quero sentir por todo meu viver. 

 Poema: Odair José, Poeta Cacerense

domingo, 15 de setembro de 2024

Sacanagens camufladas

A verdade se esconde em cada manchete, 
Nas palavras forjadas, na mentira deslavada. 
A vida, que passa em tela brilhante, 
É só miragem, disfarce constante noticiada. 

Sacanagens camufladas em véu de notícia, 
Vestindo maliciosamente, vendendo ilusões. 
Cada frase é um jogo, cada imagem, artifício, 
Nos olhos da massa, apenas novas desilusões. 

A vida pintada com cores de tinta, 
Esconde o vazio que a alma não tem certeza. 
Nas páginas, distorcem a dor e o acontecimento, 
Montando cenários sem nenhuma clareza. 

Mas a verdade, esquecida na sombra, 
Sussurra em silêncio, assombra o capitalismo. 
Quem vai enxergá-la por trás do sorriso? 
A máscara cai, revelando esse tanto cinismo. 

Então, não confies nas luzes da tela, 
Nem na verdade que o jornal te anuncia. 
A vida é mais crua, sem tanto disfarce, 
Mais sincera no olhar de quem lê poesia. 

 Poema: Odair José, Poeta Cacerense

sexta-feira, 13 de setembro de 2024

Existência

Sempre sim, o sol desperta, 
O vento acaricia a terra, 
E na dança eterna, o tempo passa, 
Sem jamais parar, a vida não se encerra. 

O sim do nascer, do florescer, 
Do mar que quebra em beijos na areia, 
Do amor que pulsa, mesmo em dor, 
E da noite que acolhe o dia sem rancor. 

Nunca não, na vastidão, 
Pois o existir é consentimento, 
É o eco de um antigo som, 
Que vibra em tudo, a todo momento. 

Nunca não, pois há o ser, 
Mesmo no silêncio ou no vazio, 
Nas curvas do que ainda virá, 
No riso, na lágrima, em cada olhar. 

Sempre sim, na escuridão, 
No abraço do desconhecido, 
No encontro do perdido com o novo, 
No voo livre sem abrigo. 

Sim à vida, ao ciclo inteiro, 
Ao que é finito e ao que é eterno, 
Pois o existir, sem nunca o não, 
É ser o tudo e o mistério em comunhão. 

 Poema: Odair José, Poeta Cacerense

segunda-feira, 9 de setembro de 2024

Fumaça

Diante de mim apenas uma folha em branco 
Lá fora o tempo coberto por fumaça 
Em algum lugar alguém procurando 
Alguma coisa que possa mudar o destino 
Ou que explique a solidão 
No coração de quem sonhou demais 
E não soube quando chegou ao fim. 

Diante de mim apenas a esperança 
De que haverá chuva em breve 
Que o mundo pode voltar ao normal 
Mesmo sabendo que isso é quase impossível 
Depois que cortaram tantas árvores 
E espalharam a destruição total 
Sem se atentarem para o caos que provocavam. 

O tempo parece não passar diante de mim 
E penso muito nas coisas que acontecem 
Ninguém parece ligar muito para o fim 
Porque estão todos na zona de conforto 
Sem desejarem uma transformação 
Que possa mudar o sentido das coisas 
E que o mundo não pereça nesta incerteza 
Que corrompem a alma humana. 

Não precisa nem dizer nada mais 
Tudo está revelado explicitamente 
Diante dos olhos de quem deseja ver as coisas 
Que acontecem no mundo cercado por idiotas 
Que queimam até a última esperança 
Como se fumassem um cachimbo fedorento 
Enquanto espalha a fumaça no ar. 

Eu não consigo respirar direito 
O ar está tão poluído que podemos apalpar 
E não se enxerga nada além da ponta do nariz 
Porque espalharam o caos em nosso planeta 
E tudo foi destruído pela ambição e ganância 
Dos ricos que vivem em suas mansões 
Em suas ilhas tropicais exuberantes. 

 Poema: Odair José, Poeta Cacerense

domingo, 8 de setembro de 2024

Em algum ponto no universo

Há em mim uma ausência terrível 
Uma saudade de você. 
A tristeza invade a alma 
Com uma solidão terrível 
Difícil de suportar. 
Hoje sei o que sinto 
Que meus passos são incertos na caminhada 
Que estou perdido em algum ponto no universo 
Sem saber para onde seguir. 
Sinto-me preso em cerca de espinhos 
E não consigo me mover para lado algum 
Sem me ferir mortalmente. 
Uma vontade profunda de sepultar-me 
No profundo do abismo 
Para notar se o sofrimento é real. 
Apenas desejo ver-te outra vez 
Na esperança de poder sorrir. 

 Poema: Odair José, Poeta Cacerense

sábado, 7 de setembro de 2024

Brasa

Eu mergulhei nesse rio uma vez; 
e saí em outro, num bioma pintado de verde. 
Lá, há rios que voam e botos que falam 
ninguém nunca me viu aqui nessas neblinas úmidas; 
esse segredo está em mim, as mangas e os mangues. 

Me deixe gritar mais alto, antes que eu aprenda a civilização. 
Alguns têm Tupã para crer, 
outros têm Deus de outros nomes, 
já eu, tenho a mim. 
Não, eu não quero me transportar no passado e viver a dor do processo. 
Talvez, revisitar os olhares, não pelo dominador e sim pelo dominado. 
Não decidi me incluir na narrativa, 
entretanto, se a Pátria é a regra, nada vai ser a exceção. 
Nem os idiotas contra a democracia, 
nem os inocentes sem consciência. 

Se entre outras mil, és tu Brasil 
Há o trono do gentil, corrompido e tão sútil. 
Ordem e progresso, alguém vil?

Verde era a cor da Mata Atlântica quando cruzei o mar
Amarelo era o ouro envenenado
enterrado sem mapas no chão.
Azul era a cor do céu, de 26 estrelas. 

E então, toda minha vida de todas as vidas 
se passaram pelos meus olhos, 
eu de Carmem, eu de Machado, 
eu de Lispector, eu de Lobato, 
eu de Vargas, Belchior e Veloso. 
Eu de Dumont e algum ditador raivoso. 

Eu sou Pátria, Tu és Pátria. 
Brasileiros, arcabouço nacional. 
Brasil, a terra mais linda, num universo sem final. 

Corra! Antes da destruição facilitada pelos tolos. 
Assista! O fósforo queimar e se avermelhar 
Vermelho é a cor dos povos vítimas da aculturação. 
Vermelho é a cor do fogo fortificado pelo ódio que queima o Cerrado. 
Vermelho é a cor do sangue da nação. 
Aliás, alguém cura a nação? 
O sentimento de pertencer e perdão? 
Eu preciso ser curado? 

Traga-me o elixir, o remédio dos hipócritas, 
abusadores da terra-mãe. 
Pátria, erguida por batalhas, devem ser honradas. 
Honra, erguida pelo povo, deve ser preservada. 

Me deixe em casa, onde eu possa dormir. 
Sem os monstros, sem os externos. 

Onde o Brasil é a brasa que queima o caos. 
Onde o Brasão brilha com energia infinita. 
Onde o Bravo descansa. 

Quero a política, mas sem a politicagem. 
Sem a estiagem de identidade, 
sem a senha da elite, 
sem a diferença da raça, 
sem o pesar do ser e estar 
Quero a língua e a linguagem. 

Mil formas de morrer e uma de nascer, 
e eu ainda vou escolher aqui. 
Nessa longitude, nessa latitude. 

Vigiado pelo Saci, a Caipora, o Curupira 
O boitatá e o boto-cor-rosa. 

Aqui, o complexo brasileiro; 
Na qual não vou fugir da luta sobre a lua; 
numa terra luminosa e cintilante; 
independente e idolatrada; 
a "Pátria Amada Brasil". 

 Poema: Murilo Almeida
Aluno do 3º Ano da Escola CEAF em Cáceres, MT

quinta-feira, 5 de setembro de 2024

Você está aqui

Você está aqui, 
Não por muito tempo, 
Mas está aqui, 
Como um sussurro de brisa, 
Um reflexo na água, 
Uma chama que dança ao vento. 

O tempo escorre entre os dedos, 
Como areia fina, 
Como estrelas cadentes, 
Que caem sem fazer alarde, 
Sumindo no vasto infinito. 

Você está aqui, 
Em cada olhar que cruza o seu, 
Em cada passo dado na terra molhada, 
Em cada sorriso que nasce e morre, 
Como o sol que surge a cada manhã, 
E que também se vai. 

Você está aqui, 
Não para sempre, 
Mas o suficiente, 
Para deixar marcas leves, 
Para tocar o que é intangível, 
Para ser parte desse ciclo 
Que tudo engole, 
Que tudo devolve. 

Então, viva. 
Respire o agora, 
Sinta o peso e a leveza do instante, 
Porque, mesmo breve, 
Você está aqui. 

E isso, 
É o bastante. 

 Poema: Odair José, Poeta Cacerense

quarta-feira, 4 de setembro de 2024

Palavras que escorrem

Falo em linhas e curvas, 
Numa dança de sons e silêncios, 
Mas o que escorre dos meus lábios 
Parece não tocar o chão do teu entendimento. 

Minhas palavras são pássaros, 
Voam leves, sem direção, 
Mas para ti são nuvens distantes, 
Perdidas na vastidão. 

Cada frase que construo 
É um labirinto de sentidos, 
Mas teus olhos me olham vazios, 
Como se eu fosse um mistério não resolvido. 

Não te culpo por não entender, 
Pois há tanto que se perde no ar. 
Às vezes, sou eu quem não sabe 
Se o que digo faz sentido ou é só brisa a passar. 

Quem sabe, um dia, minhas palavras 
Encontrem solo fértil em teu coração, 
E o que hoje é incompreensão 
Floresça em plena comunicação. 

 Poema: Odair José, Poeta Cacerense

terça-feira, 3 de setembro de 2024

As palavras que saem da mente

Escrever é uma arte 
 Arte que remonta o início das civilizações. 
Os egípcios, por exemplo, 
Achavam interessante escrever nos papiros, 
Nos túmulos e paredes daquela época 
Na esperança de deixar algum registro. 
Essa prática dos escribas egípcios foi importante 
Para que, hoje, os historiadores 
E poetas tivessem como problematizar 
 Acontecimentos do passado. 
O exemplo dos escribas do Antigo Egito 
É só um exemplo 
De centenas que poderíamos usar como referência. 
No entanto, a minha intenção aqui é falar de mim mesmo. 
Eu adoro escrever. 
Gosto de ver as palavras saindo da minha mente 
E se juntando na tela do computador onde digito o meu texto. 
Falo hoje de renúncia. 
Aquela renúncia que tomamos na vida 
Quando precisamos deixar de viver a nossa vida em prol de alguém. 
E por que fazemos isso? 
Fazemos porque, de certo modo, a pessoa a quem renunciamos, 
No fundo, é a nossa vida. 
Paradoxo? 
Pode ser. 
Mas é um paradoxo compreensivo. 
Renuncio a mim mesmo para viver essa vida. 
Preciso disso. 
Sinto-me livre ao tomar tal atitude. 
Nunca fui de ser conduzido. 
Gosto de ouvir diversos conselhos e opiniões, 
Mas gosto de tomar as minhas decisões. 
É isso que faço. 
Claro que já dei muitas cabeçadas na vida. 
Mas quem não deu? 
O importante em tudo isso é que sempre tomei as minhas decisões. 
Esse texto pode não ter a importância de um hieróglifo egípcio, 
Mas tem a revelação de um coração 
E isso pode fazer a diferença em um futuro breve. 
Por hoje é isso!!! 

 Poema: Odair José, Poeta Cacerense

segunda-feira, 2 de setembro de 2024

Frankenstein

A imaginação é uma criatura selvagem 
Que ameaça sempre o que é real 
Mostra que a realidade muitas vezes 
É mais cruel que o pensamento 
Porque destroem todos os sonhos possíveis. 
 
A criatura que deita do outro lado da porta 
Reside com uma horda de deuses 
Que desejam arrancar a sua pele. 
E no alto de uma plataforma um pseudo líder 
Proclama inverdades de forma aleatória 
Para milhares de seguidores desatentos. 
 
O que sabemos sobre a vida e a morte? 
Quem pode dizer abertamente 
Que sabe alguma coisa mais do que eu e você? 
Tudo se torna um mistério 
Difícil de ser desvendado 
Porque não enxergamos nada 
Além do que nossos olhos conseguem ver 
E existe muito mais coisas 
Do que a nossa pequena mente conhece 
E está preparada para saber. 
 
Ondas elétricas assustam  
Os ratos que desfilam pelos fios  
Camudongos ameaçadores  
Podem não fazer nenhum mal  
Mas nunca saberemos.  
 
Como poderemos lidar com nossa estranheza 
E com nosso desequilíbrio onipresente? 
Esse mundo construído por ideias 
Algumas tão absurdas que não se pode acreditar 
Que ainda ganhem adeptos nos dias atuais 
De tão estapafúrdias que são. 
 
Não pense que a vida é um mar de rosas 
Nunca foi e nunca será para ninguém 
Se quiser vencer na vida tens que lutar 
Lutar contra monstros e fantasmas 
Na grande arena do destino que fomos lançados. 
 
Poema: Odair José, Poeta Cacerense

domingo, 1 de setembro de 2024

Corinthians, Tu és o Maior

Assim como surge o sol radiante 
Em uma linda manhã de esplendor, 
Surgiste em minha vida como brilhante 
Trazendo alegria, tristeza, esperança e dor. 

Eu falo do grande alvinegro paulista 
Clube das multidões, de raça e glórias, 
Nas arquibancadas, estádios, ou na revista 
Estão registradas suas inesquecíveis vitórias. 

Corinthians, tu és grande, tu és forte, 
Sua torcida inflama como ursos pelo mel. 
Por ser grande, vitorioso e não temer a sorte 
Sua torcida maior chama-se Gaviões da Fiel. 

Alvinegro guerreiro, sempre ganha com raça 
Nos gramados do mundo e do Brasil, 
Sempre com luta erguemos a taça 
Onde só batalha e vence o mais viril. 

Corinthians, tu és o maior em nossos corações 
Quem é corintiano sabe o que é viver; 
Timão que sempre nos traz grandes emoções 
Serei corintiano até morrer. 

Poema: Odair José, Poeta Cacerense 
Obs. 114 anos de Timão! Feliz Aniversário!