Para descobrir se o rio sabia
O que os homens insistem em esquecer.
Ele não respondeu;
Continuou seguindo seu caminho.
As árvores não disputam grandezas.
Erguem-se apenas porque a luz as chama.
Talvez a verdadeira liberdade
Seja crescer em silêncio,
Sem pedir permissão ao mundo.
Vi um pássaro abandonar o galho
Sem consultar o vento.
Compreendi que a confiança
É uma forma discreta de sabedoria
Que nenhuma cidade ensina.
Quanto menos possuo,
Mais espaço encontro dentro de mim.
A terra não exige aplausos
Para oferecer seus frutos,
Nem o céu precisa de testemunhas para amanhecer.
Regresso diferente.
Não porque encontrei respostas,
Mas porque deixei de perseguir as perguntas
Que me afastavam da simplicidade
De apenas existir.
Poema: Odair José, Poeta Cacerense

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