quarta-feira, 26 de março de 2025

O paradoxo da urgência

Corremos, corremos, sem pausa ou porquê, 
Mas nunca nos perguntamos: corremos pra quê? 
O tempo escorrega entre dedos aflitos, 
E os dias se perdem em passos restritos. 
 
O agora sufoca, o amanhã nos consome, 
O relógio nos grita, nos cobra, e some. 
A pressa é constante, o destino é nublado, 
Um ciclo infinito, um rumo apressado. 
 
Queremos o topo, queremos o mais, 
Mas quando chegamos, queremos a paz. 
A paz que deixamos, perdida na estrada, 
Trocada por metas, e uma agenda lotada. 
 
Se o tempo é dinheiro e a pressa é um vício, 
Quem dita o preço desse sacrifício? 
Se o fim é incerto e a pressa um engano, 
Por que não sermos um pouco mais humano? 
 
Então eu te pergunto, em meio a essa corrida: 
Que tal desacelerar e sentir um pouco a vida? 
 
Poema: Odair José, Poeta Cacerense

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