segunda-feira, 31 de março de 2025

Sem sentido

Essa despedida sem sentido 
É como um vento que sopra sem direção, 
Uma carta escrita sem destinatário, 
Uma vela acesa sob o sol do meio-dia. 
 
É um adeus que ecoa no vazio, 
Um nó que se desata 
Sem nunca ter sido atado, 
Um trem que parte sem jamais ter chegado. 
 
Talvez seja apenas o tempo 
Brincando de ilusão, 
Ou a vida 
Tentando nos ensinar que algumas partidas 
Não têm explicação — apenas silêncio. 
 
Poema: Odair José, Poeta Cacerense

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