Como chuva lenta caindo sobre estradas vazias.
Teu nome atravessa o silêncio da madrugada
E acende lembranças que ferem e aquecem.
Há dias em que viver longe de você parece impossível,
Como se o mundo tivesse perdido sua direção,
Mas ainda guardo tua voz iluminando meus abismos.
Caminho sozinho entre sonhos interrompidos,
Tentando encontrar sentido nas horas cansadas.
A saudade pesa como inverno dentro da alma,
E os relógios parecem nunca ter piedade.
Mesmo assim, em algum lugar além da tristeza,
Uma pequena esperança resiste ao frio da ausência,
Como estrela escondida atrás das nuvens da noite.
Penso que o amor seja isso: permanecer esperando,
Mesmo quando o coração aprende a sofrer calado.
Talvez a distância não destrua o que é verdadeiro,
Apenas transforme o sentimento em algo mais profundo.
E quando a manhã tocar novamente minha janela,
Quero acreditar que o destino ainda nos guarda
Um reencontro capaz de devolver sentido à vida.
Poema: Odair José, Poeta Cacerense

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