sexta-feira, 21 de março de 2025

A chaga oculta

No silêncio das sombras frias, 
Tece-se o fio da traição. 
Mãos que juraram justiça, 
Vendem-se ao ouro da ilusão. 
 
Sonhos se tornam ruínas, 
Honra se perde no mar, 
Onde moedas afundam consciências, 
E a verdade deixa de brilhar. 
 
Cada pacto selado no escuro 
Rouba o pão de quem tem fome. 
Cada mentira bem dita 
Apaga histórias, apaga nomes. 
 
Mas o tempo, senhor do destino, 
Sabe pesar cada ação. 
A justiça pode ser lenta, 
Mas sempre encontra a razão. 
 
E quando as máscaras caírem, 
E o véu da farsa ruir, 
O que restará dos corruptos, 
Senão o eterno exílio do porvir? 
 
Poema: Odair José, Poeta Cacerense

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