No silêncio das sombras frias,
Tece-se o fio da traição.
Mãos que juraram justiça,
Vendem-se ao ouro da ilusão.
Sonhos se tornam ruínas,
Honra se perde no mar,
Onde moedas afundam consciências,
E a verdade deixa de brilhar.
Cada pacto selado no escuro
Rouba o pão de quem tem fome.
Cada mentira bem dita
Apaga histórias, apaga nomes.
Mas o tempo, senhor do destino,
Sabe pesar cada ação.
A justiça pode ser lenta,
Mas sempre encontra a razão.
E quando as máscaras caírem,
E o véu da farsa ruir,
O que restará dos corruptos,
Senão o eterno exílio do porvir?
Poema: Odair José, Poeta Cacerense
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